Ser da geração Y é mágico. Estava aqui pensando que quem nasceu nos anos 80, como eu, teve a oportunidade de viver a vida e aprender as coisas de um jeito mais roots, quando internet ainda nem existia, tipo escrevendo diários, colecionando adesivos, papéis de carta, enviando cartas escritas à mão pelo correio… Mas também pôde pegar a internet desde o começo e evoluir com ela. Chat da Uol, ICQ, Msn, “oi, quer tc? Como vc eh?”. E hoje, Tinder, Happn, online dating de nicho. É só apertar o coração e ver se a pessoa também curtiu você. A conversa? Ela começa por texto no celular mesmo, sem muito comprometimento. Se não rolar papo, a gente passa pro próximo.


Lembro até hoje como era quando eu estava na escola. Internet era só depois da meia noite, quando era mais barato pra se conectar. Então conversar com o crush online, nem pensar, né? Celular também não tinha. “Mas como vocês faziam então, tia Renata?”. Bom, queridos jovens, a gente passava o telefone de casa. Dava pro amigo do crush e ele tinha que ter a coragem de ligar pra gente, olha só que desafio! Além do constrangimento de falar com a pessoa pela primeira vez no telefone e ficar arranjando assunto, a gente ainda tinha que ficar de olho pra ver se a mãe não estava ouvindo a conversa pela extensão, era uó! A minha mãe fez isso da primeira vez que um carinha me ligou em casa, fiquei puta da vida.


A gente dava mais a cara a tapa, tinha que peitar as situações. Mas isso não quer dizer que hoje também não seja divertido. O friozinho na barriga antes de encontrar um Tinderette é exatamente o mesmo que eu sentia quando o boy me ligava em casa pra conversar sobre amenidades, acho que isso a internet não tira da gente. Conversar por mensagem de texto sem olhar no olho da pessoa é fácil, mas sempre vai chegar o momento que a gente vai precisar encontrar a pessoa ao vivo e lidar com a realidade, a não ser que você seja desses que curte um romance virtual apenas. (nada contra, tá?)


Eu acho um máximo ter vivido no passado, mas também adoro viver no futuro. Me adapto fácil à essas mudanças e curto a melhor parte dos dois mundos. Estou sempre ansiosa para ver as próximas novidades que a tecnologia guarda pra gente. E você, qual dos dois mundos prefere? Eu confesso que tenho saudade de escrever cartas. Hoje meu diário são minhas redes sociais, e tenho medo de todas essas informações serem perdidas daqui a uns anos. Mas acho que esse é o apego que o passado deixou em mim. O que tá em alta hoje em dia é o desapego, criar conteúdo que se apaga em 24 horas. Amo o Snapchat, mas o desapego é algo que ainda preciso trabalhar muito em mim.

Ps.: falando em Snapchat, me segue lá: rebiscoito

 
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Tenho um casal de amigos muito querido: o Fê e a Debbie. Eles moram em vários países do mundo enquanto trabalham pela internet com seus dois cachorros, a Lisa e o Luca, e juntos fazem o Pequenos Monstros, um blog inspirador pra todo mundo que ama viajar e sonha em ter uma vida de nômade digital. ❤

A gente se conheceu em São Paulo, mas já se encontrou em Berlim e em Lisboa, e eu espero ainda poder encontrá-los em vááárias outras partes do mundo. Em sua última visita ao Brasil, eles foram lá em casa gravar esse vídeo comigo e eu me diverti tanto gravando que fiquei com mais vontade ainda de gravar mais vídeos e, quem sabe, começar um canal real oficial rebiscoito. hahaha brinks. Mas já tenho vontade de criar um canal desde quando YouTube nem era cool ainda, mas olha aí… Nunca criei e a vontade ainda continua aqui.

Espero que vocês tenham gostado do vídeo e ainda queiram ser meus amigos depois de saberem que eu comia tatu-bola e roubava os brinquedos dos meus amigos de infância. haha

Comentem aí no post respondendo as perguntas das cartinhas do vídeo, vou AMAR saber que eu e o Fe não éramos as únicas crianças malévolas desse mundo, hahahaha.

 
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Nesses meus 30 anos muitos caras já foram donos de um pedacinho do meu coração, seja por alguns anos ou até poucos instantes. Mas se essa coisa de “o homem da minha vida” realmente existir, sempre acreditei que quando o encontrar, ele terá pés bonitos.

Não sei ao certo de onde vem toda essa convicção, mas sempre que conheço um cara novo uma das primeiras coisas que reparo – quando tenho a oportunidade, claro – é nos seus pés. Não é nem um tipo de fetiche ou coisa assim, não sinto ~cócegas na pepeca~ por pés masculinos, mas sempre achei que pés dizem muito sobre a higiene e o trato pessoal das pessoas e, se o cara tem pé mal cuidado, sei lá, já pressinto que a gente não vai durar. Esse sentimento chega a ir tão longe que acho que também existe quando o pé do cara é até que bem cuidadinho, mas muito feio. Sabe, quando não é culpa dele, mas ele apenas “nasceu assim“? Sei que é um pouco injusto da minha parte, mas a gente não escolhe sentimentos e aquela intuição persiste: não vamos durar.

Isso acontece independente do tempo que ficarmos juntos. Pés feios não me impedem de ficar ou ter um relacionamento mais duradouro com alguém, mas eu acho que esse sentimento me perseguirá para sempre. Se um dia eu me casar e tiver filhos com um cara que tem pé feio e a gente por ventura se separar depois de anos, eu sempre, mas sempre mesmo, vou achar que foi porque ele tinha pés feios. “Eu sabia! Eu sabia que cedo ou tarde seus pés feios estragariam tudo…!”.

Agora… Se eu conheço um cara gato e vejo que ele tem pés bonitos E bem cuidados, pode crer: a chance de me apaixonar é ainda maior. “Esse aí deve ser pra casar!”, pensarei com um sorriso de canto de boca.

Ps.: eu não acredito em príncipe encantado nem em amor da minha vida ou metade da laranja. Acredito em cumplicidade, compreensão e capacidade de conviver com os defeitos e diferenças do outro. Acho que relacionamentos duradouros são construídos com o tempo, assim como o amor, que não surge do nada. Não existe amor à primeira vista e se você acha que tirou essa sorte grande, cuidado: a frustração cedo ou tarde baterá em sua porta. Esse texto romantiza a vida, mas ela só é assim nos filmes. Então não me leve tão a sério. ;)

 
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Pois é amigos, nunca achei que fosse dizer isso, mas recentemente descobri um mundo completamente novo e estou amando: o mundo dos podcasts! <3

Sempre me perguntei porque os podcasts não tinham vingado, afinal, são mais antigos do que muitos formatos de conteúdo que bombam hoje em dia. Eles não vingaram, mas também não morreram. Parece que estão sempre ali resistindo, esperando para se tornarem ~a nova sensação do momento~. A gente ouve falar que nos Estados Unidos podcasts estão crescendo, virando uma febre, bla bla bla… Mas ainda não vejo a grande massa ouvindo ou se quer se interessando em saber o que é.

Eu demorei pra me interessar. Comecei com uns podcasts furados para “treinar o sotaque britânico no inglês” e “aprender francês em poucas horas”, e ficava achando aquilo tudo muito chato e só comprovando o fato de que podcasts eram um porre. Daí insisti e pedi indicações para amigos, porque talvez eu estivesse ouvindo os podcasts errados. Comecei pelo 99% Invisible e em seguida o Mamilos, do B9. Tinham me falado super bem do 99% Invisible, mas eu achei os assuntos um pouco aleatórios demais e às vezes tinha dificuldade de prestar atenção no que eles estavam falando. Me sentia meio burra porque apesar do meu inglês ser bem bom, tinha vezes que eu não entendia o que eles falavam, daí perdia o foco. Aliás, tinha uma coisa que eu não entendia sobre podcasts: por que diabos todos os podcasts dão essa mini avançadinha no áudio fazendo com que as pessoas falem muito rápido? É pra encurtar o tempo do podcast? …fui uma newbie total, amigos. Depois de um mês tentando ouvir podcasts, descobri que meu aplicativo de podcasts no celular estava com a opção de áudio avançado por default. Hahaha… Quando coloquei todos na velocidade normal, foi como se as portas do mundo mágico dos podcasts tivessem se aberto para que eu entrasse.

E eu entrei, amigos. Entrei, fiquei e não acho que vá sair mais.

Além de começar a gostar do 99% Invisible, ouvi toda a primeira temporada do Serial em uma semana, me diverti horrores com as histórias e temas interessantes do Note to Self e descobri o Heart, que é um podcast que fala do que eu mais amo nessa vida: relacionamentos.

Uma das mudanças mais legais que percebi nesse meu novo hobby, foi que o ato de ouvir alguma coisa ganhou um significado totalmente novo. A gente não ouve um podcast como se ouve uma música, porque o podcast exige que a gente preste atenção. Não dá pra ouvir enquanto estou trabalhando ou lendo alguma coisa, como normalmente faço com música. Apesar de não ter nada físico nas mãos, o podcast exige 100% de atenção, então eu comecei a ouvi-los enquanto fazia tarefas automáticas e chatas, como por exemplo dobrar roupas ou lavar a louça. Essas atividades que antes eu considerava insuportáveis, se tornaram agradáveis porque eu não sentia que estava perdendo meu tempo fazendo elas. Era até legal porque os podcasts estavam tão interessantes que quando eu menos esperava, já tinha concluído a tarefa chata. Ouso dizer até que já tiveram vezes que senti que queria mais roupas pra dobrar ou mais louça pra lavar, só pra continuar ouvindo aquele podcast até o final.

Hoje crio situações para poder ouvir meus podcasts. Opto por ir a pé até os lugares ao invés de pegar ônibus. Não me incomodo mais em estar parada em algum lugar “sem estar fazendo nada”. Ando sorrindo na rua por causa das histórias que ouço nos meus fones brancos de ouvido e espero ansiosamente pelo próximo episódio daquela história que estou acompanhando.

Passei a olhar as pessoas na rua de um jeito diferente também. A gama de opções do que elas podem estar ouvindo em seus fones de ouvido ficou bem maior e mais interessante. Além de estilos musicais que imagino para elas, hoje em dia passei a pensar: que tipo de podcast essa pessoa deve estar ouvindo? Ela esta sorrindo sozinha, com certeza está ouvindo um podcast! Queria ir lá perguntar qual é pra gente trocar figurinhas <3

Então, ouço muito menos música do que ouvia antes e acho uma pena que os podcasts ainda não tenham vingado. Mas agora posso dizer com certeza que faço parte da turminha que curte, defende e adora falar sobre podcasts na mesa do bar. Quais podcasts você escuta? Me conta um pouco mais sobre eles!

Ps. para quem quiser se aprofundar um pouco mais na discussão sobre porquê os podcasts vingaram, não vingaram e se eles são mesmo o futuro ou não, esse texto é bem interessante: Podcast e o futuro do rádio.

 
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Hoje acordei pensando nele. Atrasada, como sempre, peguei um ônibus até o trabalho e comecei a ouvir uma música que me levou de volta aos braços dele naquele quarto de hotel. Quando vi, lágrimas escorriam pelo meu rosto. Que estranho, pensei, eu nem cheguei a desenvolver sentimentos tão profundos por ele… A gente mal se conhecia. Ficamos poucos dias juntos. Mas é engraçado como às vezes nosso corpo pede por contato humano, peles quentinhas se tocando e um abraço que, por mais desconhecido que seja, nos faz sentir tão bem.

Lembro que na hora de dormir ele me abraçava por trás e aquilo parecia certo. Ao mesmo tempo que pensava que não conseguiria dormir assim tão junto, tão grudado, eu não achava ruim o abraço dele porque sabia que não teria aquilo por muito tempo. Ele ia voltar pro país dele em poucos dias e se tornaria mais um dos meus breves amores gringos do Tinder aqui no Brasil. Como será que ele se sente dormindo assim tão abraçadinho com uma garota que ele também nem conhece?, eu pensava. Dormir nos braços de uma pessoa me parece algo tão íntimo, tão pessoal. Passa muito esse sentimento de proteger/ser protegido. Mas do que? De quem?

Talvez seja mais simples que isso. Talvez os solteiros que dormem abraçadinhos com pessoas que mal conhecem estejam apenas buscando se proteger da solidão. E apesar de adorar ser solteira, tem dias que a gente acorda com a solidão machucando o coração.

 
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Se você me perguntar qual é meu gênero preferido para filmes, direi drama sem pestanejar. Adoro histórias tristes e de relacionamentos que se aproximam da nossa realidade e fazem a gente refletir sobre a vida. Nunca fui muito fã de ficção científica, mas recentemente descobri uma série sueca chamada Äkta Människor, que em inglês foi traduzido para Real Humans, ou seja, Humanos Reais. Ela mostra uma sociedade moderna como a nossa, só que com a existência de robôs que imitam a aparência dos humanos. Eles parecem gente como a gente, mas são vendidos em lojas de robôs como empegados, trabalhadores ou até cuidadores de idosos. Daí a série mostra o desenrolar de ter robôs em nossas vidas, como pessoas que se apaixonam pelos robôs ou tratam eles como humanos, ou pessoas que são totalmente antitecnologia e querem que todos os robôs sumam da terra, já que eles roubam o emprego dos humanos e podem ser perigosos. Apesar de ser uma situação irreal nos tempos de hoje (por enquanto! rs), a série mostra muito essa coisa humana de pessoas e como elas se relacionam, e é isso que eu curto na série, independente de existirem robôs ou não. Mesma linha da série Black Mirror, que acho que é minha série preferida de todos os tempos e vocês devem conhecer, já que está no Netflix.

Nessa onda toda de assistir uma série sobre robôs, descobri também um curta metragem escrito e dirigido por ninguém mais ninguém menos que Spike Jonze, que é o cara que fez Her, um dos meus filmes preferidos sobre o qual já falei aqui no blog. Ele mostra um romance entre robôs que, ao assistir, podemos traçar totalmente um paralelo com relacionamentos na vida real. Sabe quando você ama tanto uma pessoa que acaba abdicando várias coisas da sua vida por ela? Daí no final, a pessoa termina com você e você percebe que não restou nada de quem você era antes de conhecer esse amor. Bom, o curta não é tão trágico porque podemos imaginar um “final feliz”, mas eu, do jeito que sou, já imagino o pior: que depois que o curta acabou, a robozinha descobre que não ama o robozinho de verdade e acaba terminando com ele por causa de outro, rs :(

Assistam:

E aí, curtiram? Agora quero saber o que vocês sentiram ao assistir, e como interpretaram o final do curta! Foi trágico? Você lembrou de alguma situação da sua vida real, onde “deu tudo” por uma pessoa e depois acabou ficando sem ela? Ou… Esse dar tudo valeu a pena e hoje vocês estão vivendo um final feliz? <3

E ah! E não poderia deixar de compartilhar o link para baixar o torrent de Real Humans, já que a série é muito boa, mas infelizmente não tem no Netflix. Para assistir você precisa saber inglês, pois não achei legendas e português e sueco nem pensar, né? hahaha

Download 1ª temporada de Real Humans

Download 2ª temporada de Real Humans

Legendas em inglês para 1ª e 2ª temporada de Real Humans

Curiosidade: pesquisando no Google descobri que Spike Jonze já foi casado com a linda e talentosíssima Sofia Coppola. Casais como esse deviam ter muitos filhos pra perpetuar esses genes, minha gente!

 
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Como vocês devem ter visto, fui conhecer Belo Horizonte pela primeira vez e AMEI! Então resolvi escrever mais um post contando pra vocês os highlights da viagem. Para saber mais do Collaborate Hostel, onde me hospedei por lá, é só dar um pulo no post anterior.

Antes de falar da viagem, acho que vale contar que a minha ida pra lá foi uma saga. Era feriado em São Paulo na quinta-feira e eu comprei a passagem para ir na quinta a noite, em um dos últimos ônibus disponíveis. Pensei: vou passar a noite viajando e chego lá um pouco descansada para aproveitar o dia. Ledo engano… Perdi o ônibus na rodoviária porque minha passagem veio impressa toda torta e eu fiquei esperando o busão na plataforma errada. Daí, mesmo tentando me tranferir pro próximo ônibus, a viagem foi cancelada porque o ônibus estava cheio. Consegui meu dinheiro da passagem de volta e voltei pra casa com o rabinho entre as pernas. “Não vai ser dessa vez que vou conhecer Belo Horizonte…” pensei comigo mesma. Mas daí, chegando em casa lá pela 1h da manhã, decidi que ainda valeria a pena pegar o ônibus do primeiro horário na quarta, pois ainda teria uma noite a mais para aproveitar, já que os outros feriados seriam todos grudados no final de semana. E foi isso que eu fiz. Sem arrependimentos. A única parte ruim de fazer isso é que na quinta a noite, no meu primeiro programa em BH, eu passei mal porque quase não tinha comido durante a viagem, mas até isso acabou sendo bom: as pessoas da cidade são tão queridas que além da minha amiga Ana ter me ajudado, um grupo de amigos desconhecido acabou comprando uma água pra mim e ficamos bróders pelo resto da minha viagem. Lá no final do post tem fotos de todos eles <3

Instituto Inhotim

Apesar de não ficar em Beagá, o Instituto Inhotim é parada obrigatória pra quem vai pra lá. Aliás, um dos motivos pelo qual eu queria ir conhecer Belo Horizonte era dar uma passada em Brumadinho para visitar Inhotim. Eu tinha expectativas altíssimas sobre o lugar e todas elas foram superadas. O dia estava lindo e Inhotim é um lugar incrível. Me apaixonei e queria morar lá por tipo… 1 semana! Dizem que 1 dia é pouco para conhecer o lugar inteiro, e é verdade. Mas eu não teria tempo de ir por mais que isso, e mesmo assim consegui ver a maioria das coisas que queria. O ingresso custa R$40 inteira e R$20 meia, e lá tem vários restaurantes e diferentes opções de comida. Vejam algumas fotos:



Maletta

O Maletta é um edifício no centro que todo mundo me falou pra ir. No segundo andar eles tem vários bares onde as mesas ficam numa espécie de sacadinha em volta do prédio, e você pode tomar drinks ou cerveja com os amigos olhando pra cidade. O bar que fui lá se chamava DUB, que é famoso por seus drinks diferentes e deliciosos. Apesar deu gostar mais de cerveja, tinha que prestigiar um dos drinks da casa, né? Então pedi um Vanilla Mojito (R$18), que era um mojito de limão com um toque de baunilha (ele é o da segunda foto ali em baixo, que está junto com um drink que tem canela em cima). Devo dizer que foi o melhor mojito que eu já tomei na vida! Outro drink bem famoso por lá é o Bloody Mary (primeira foto), que eles fazem de um jeito minucioso e único! Começam queimando um galhinho de alecrim com um maçarico dentro do copo de ponta cabeça, para dar um gostinho de “alecrim defumado”. O drink é finalizado com uma folha de coentro e uma fatia bonita de bacon, também preparada com o maçarico. Coisa linda de se ver e se beber, eu provei e achei delícia. O drink laranja da foto é um Negroni, que era o preferido do Luiz Felipe!

Foto via Guia BH

Angu

Eu nunca nem tinha ouvido falar em angú, mas ainda no DUB, resolvi pedir uma porção de “pastel de angu”, que nada mais é um pastel de polenta (depois me explicaram que angú era basicamente polenta, hahaha). Esse pastel vem crocante e sequinho por fora e molinho e cremoso por dentro, nunca tinha comido algo igual. Se alguém conhecer um lugar que vende isso em São Paulo, por favor, me indiquem aí nos comentários do post!

Pôr-do-sol no mirante das Mangabeiras

Lá em BH eu vi um dos pores do sol mais bonitos da minha vida. Fui com meu querido amigo Luiz Felipe ao Mirante das Mangabeiras, que fica pertinho (ou meio dentro?) do Parque das Mangabeiras (que também vale uma visita, se você tiver tempo). Para andar do parque até o mirante, dá uma boa caminhadinha cheia de subida, por mais ou menos uma meia hora. Mas como estávamos cheios de energia para gastar, andamos e conseguimos chegar a tempo de pegar o sol ainda alto. O clima lá estava tão gostoso que além de tirar um milhão de fotos, resolvemos ficar até tarde pra dar pra ver as luzes da cidade. Valeu muito a pena! Acho que é um dos lugares que mais indico para quem for visitar Belo Horizonte pela primeira vez. É um pouco longe do centro da cidade, então dependendo de onde você estiver é preciso pegar um táxi. Ele fica um pouco mais acima da Praça do Papa, que é um dos outros pontos turísticos da cidade. Dizem que o pôr-do-sol na Praça do Papa é incrível, mas eu te aconselharia a subir mais até o Mirante porque lá é muito mais bonito e alto!

O povo mineiro

Sempre ouvia falar bem dos mineiros, que eles eram receptivos e queridos, e quando cheguei lá a fama foi 100% comprovada! Que sotaque gostoso, sô! Que simpatia deliciosa. No meu primeiro dia lá, fui numa feirinha depois de chegar cansada da rodoviária e minha pressão baixou, achei que fosse morrer (rs) e um grupo de desconhecidos foi super atencioso e me comprou até uma água. Acabei virando bróder deles e nos vimos todos os dias da viagem. Me senti em casa e acabei até participando de festinhas no apê de um deles no centro, me senti quase parte da turma! hehehe Fora esses novos amigos, encontrei também a Ana, que só conhecia pela internet e tornou a viagem perfeita! Ela me levou pra cima e pra baixo de carro, enquanto ia apontando todos os lugares icônicos da cidade e contando sua história e curiosidades. Ela parecia uma enciclopédia ambulante, adoro pessoas que memorizam as histórias dos lugares (porque sou péssima pra isso! hahaha). Sem contar que eu e ela parecíamos amigas de longa data, tínhamos muito em comum e ela acabou se tornando uma amiga ainda mais especial.

Esses foram os highlights da minha viagem. E você, já foi pra Belo Horizonte? Me conta aí nos comentários as suas impressões e lugares preferidos, eu voltei com o sentimento de que quero ir pra lá de novo um dia!

 
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Desde que fui picada pelo bichinho da viagem, não consigo muito parar quieta na minha cidade. Esse ano estabeleci uma meta de que tentaria sempre viajar nos feriados para uma cidade diferente no Brasil. Adoro viajar, mas conheço pouco meu próprio país, então queria mudar isso! Esse ano fui pra Curitiba, que era uma das cidades que estavam no topo das que eu queria conhecer, e nesse último feriado fui Pra Belo Horizonte. Gente, que cidade querida! Já ouvia falar super bem dos mineirinhos, mas minhas expectativas foram todas superadas. Esse post será especialmente dedicado ao hostel que fiquei, o Collaborate Design Hostel, mas depois escreverei outro sobre a viagem em si com fotos e impressões sobre a cidade.

Encontrei o Collaborate procurando por hostels no Hostelworld. O que me chamou a atenção foi o visual, a decoração, a arquitetura da casa e principalmente a proposta do hostel. Eles fazem algumas exposições colaborativas com artistas de BH que deixam o hostel ainda mais bonito. Meus olhinhos de designer brilharam ao ver fotos do lugar e até o logo deles me encantou, fui conquistada pelo visual! Antes mesmo de chegar lá já comecei a imaginar as fotos que ia tirar pra ilustrar esse post! hahaha

O hostel tem diferentes opções de acomodações. Eu fiquei no quarto feminino que tinha 5 camas. Uma coisa que achei ótimo foi o tamanho dos lockers (armários individuais), que cabia até minha mala de mão que é bem grandinha. Ponto positivíssimo, pois não curto muito deixar a mala, mesmo que trancada, dando sopa no quarto enquanto passo o dia todo fora. Vejam algumas fotos do quarto:

As opções de quartos são:

● 4 Quartos coletivos mistos de 6, 7 ou 16 camas.
● 1 suíte com cama de casal
● 1 quarto privativo para 2 pessoas (com beliche)
● 1 quarto feminino com 5 camas (esse foi o que eu fiquei)

O que o hostel tem de bom?

● Na diária já está incluso o café da manhã, que não tem hora pra acabar, só termina quando acaba a comida. Achei isso um puta diferencial porque quando estamos viajando às vezes voltamos super tarde e é um saco ter que acordar cedo pra pegar o café da manhã;
● Tomadas em todas as camas. Isso faz muita diferença, porque dá pra deixar o celular/computador carregando enquanto estamos na cama e ele fica pertinho da gente o tempo todo;
● Armários individuais super espaçoso, como já mencionei antes;
● Eles também disponibilizam uma toalha para todos os hóspedes junto com a roupa de cama, o que foi perfeito pra mim porque esqueci minha toalha! Sempre levo uma toalhinha de mochileiro daquelas pequenas que secam rápido, mas dessa vez esqueci e normalmente aluguel de toalhas é cobrado em hostels. No Collaborate não! <3
● O hostel é bem tranquilo e tem um ambiente super agradável. Me senti mega confortável lá e o pessoal da recepção era super prestativo!
● A localização do hostel é muito boa! Me falaram pra ficar nessa área chamada Savassi, que é tipo uma “Vila Madalena” de BH, e acertaram em cheio. O bairro é charmoso e cheio de barzinhos. Também dá pra ir a pé até o centro, que leva um tempinho, mas achei super agradável andar pela área.


Clique nas fotos para vê-las maiores:






Vale lembrar

● A área onde o Collaborate fica é super bem localizada e cool, mas cheia de ladeiras muito loucas. Aliás, tem MUITOS hostels naquela região. Se você tiver problemas em subir ladeiras, prepare-se! Eu costumava ir pro centro sempre a pé, porque era decida, mas acabava voltando de táxi porque no final do dia já estava sem condições de subir tudo aquilo.
● Eles não tem computador para os hóspedes. Isso pra mim não fez a menor diferença porque eu mal ficava lá e usava só o celular, mas se você for precisar acessar a internet de um computador ou passar as fotos da câmera, por exemplo, é melhor levar o seu.
● Também senti falta de um secador de cabelo, alguns hostels disponibilizam um na recepção para emprestar para os hóspedes e é ótimo porque o meu ocupa muito espaço na mala. Mas se for ficar no Collaborate e não consegue viver sem secador, leve o seu! ;)

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A Juliana Rosa, do blog Trip Feeling, também fez um post review do hostel, e lá você pode ver mais algumas fotos dos outros quartos – dá uma olhada!

 
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Se você me segue nas redes sociais, já sabe que estou solteira novamente e voltei pro Tinder. Não, isso não é uma notícia boa porque ainda sou completamente apaixonada pelo meu ex namorado, mas a distância São Paulo – Londres era o menor dos nosso problemas, então tivemos que tomar a difícil decisão racional de terminar. Depois de passar mais de dois meses na fossa, sem nem conseguir olhar pro lado, resolvi levantar e partir pro ataque. Não ataque aos bofes, mas sim ataque a minha alma que parecia estar morta. Tô tentando dar uns socos nela pra ela acordar e eu voltar a ser uma pessoa feliz, que não fica choramingando e sofrendo por amor pelos cantos.

Bom, enquanto meu coração não encontra um novo amor verdadeiro (coisa que no momento eu sinto que nunca vai acontecer), eu me divirto com as pessoas erradas e fazendo parte do meu time do coração: o time da zueira. Apesar de estar muito mais seletiva no Tinder – acho que dou não pra 90% dos caras que aparecem, – tô bem menos encanada com o fato de conhecê-los pessoalmente. Comigo tem sido assim: se deu match, é porque tô a fim de pelo menos saír pra uma breja. Sem essa de enrolação ou papinho mole. (A não ser que o cara seja um babaca né, disso a gente não consegue fugir antes de dar like apenas julgando pela aparência)

As experiências até agora, apesar de poucas, foram todas divertidas. Tenho optado por caras que estão apenas de passagem, porque não tô a fim de me apegar a ninguém ou ter que lidar com aquele joguinho chato de “será que ele vai ligar no dia seguinte? será que eu mando mensagem? zzzzz”. Se o cara ta só viajando as coisas são obrigadas a acontecer mais rápido e não tem necessariamente que ter uma continuação. Muito pelo contrário: elas já tem até uma data pra acabar.

Esses dias apareceu um gringuito chamado Maxi, que parecia ser divertido pelas fotos. Ele usava aquela funcionalidade de ver o Tinder em outro país, porque pela localização ele tava a mais de 9 mil km longe de mim. Pensei: “Bom, se pá ele tá se adiantando pra conhecer alguma garota na sua futura próxima viagem a São Paulo, certo?” - Mas isso eu nunca saberei.

Curti o bonitinho e deu match na hora. “Oba!” – E mandei uma carinha:

Esperei mais ou menos um dia e ele não respondeu. Mas vi que ele entrou no Tinder várias vezes ao longo do dia, então com certeza tinha visto minha mensagem. Bom, talvez ele não seja muito criativo e mandar um simples emoticon é uma tática meio curinga né? Te dá o crédito de ter começado a conversa mas ao mesmo tempo não diz nada sobre você e também não ajuda a pessoa a continuar o papo. Ok, vamos dar uma chance pro boy:

“Where are you?
(isso já me levava a descobrir de que país ele era pra talvez ter alguma referência do que conversar…?)

Fui solenemente ignorada de novo.

Daí fiquei pensando: “Cara, que merda né? Por que uma pessoa entra no Tinder, dá match e não responde? É muita sacanagem. E o cara nem ta aqui no Brasil, qual é a dele?” – Depois de passar a raivinha do ego ferido, resolvi perder o último pingo de dignidade que tinha e tentar mais uma vez, com um pouquinho de bom humor:

“Match but no chat? Bo bo bo boooriiinnng ¬¬’”

Esperei horas, dias e……….. NADA.

Meu lado leonina de ser não me deixou abater. Resolvi encarar aquele fora com dignidade e mostrar pra mim mesma que lidar com a tragédia fazendo piada é bem mais legal do que ficar chorando a perda de algo que nunca tive. Daí falei assim:

Para contextualizar, dei o apelido de MaxiBean porque os dois dentes da frente dele pareciam dois grandes feijões brancos. Fora que colocar a palavra “feijão” depois do nome, dá um ar meio lúdico e engraçadinho para a coisa toda, né?

Daí, depois de mandar várias mensagens falando sobre minha vida pra ele, como se ele realmente fosse um amigo imaginário, algo inesperado aconteceu. Contei a história no Snapchat, pra facilitar a vida de vocês que, assim como eu, tem preguiça de ler:

A parte que vocês ainda não sabem é que eu acabei respondendo. Olha a continuação da trama:

O problema é que depois de enviar isso, adivinha só? O Maxibean, que na verdade voltou a ser Maxi porque se tornou real novamente, ENTROU NO TINDER VÁRIAS VEZES AO LONGO DO DIA E NÃO RESPONDEU A PORRA DA MINHA MENSAGEM. Gente, não é muita sacanagem ele me ignorar pela segunda vez na vida, sendo que eu nem pedi por isso? Tô aqui preferindo acreditar que eu sou legal e ele é um babaca, que o problema não sou eu, é ele, haha, mas meu coração está ferido. Ele simplesmente assassinou meu amigo imaginário, acabou com a minha diversão e me deixou sozinha no mundo sem eu nem precisar dele in the first place.

Agora tô aqui tentando decidir o que fazer. Continuo mandando mensagens pra ele e fazendo a louca? Ignoro ele pra sempre e deixo ele descer na lista da minha coleção de matches do passado? Acho que tem horas que a gente precisa apenas aceitar que perdeu. Mas ainda não consegui passar dessa fase da vida!

 
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Sabe quando você viaja para um lugar e dá tudo errado? Daí você volta pro Brasil reclamando que odiou aquela cidade, as pessoas, o clima e tudo. Mas a verdade é que viagens são feitas de experiências e sorte, MUITA sorte. A experiência de conhecer Paris, por exemplo, pode ser totalmente diferente para mim do que para você. Quando fui pra lá esse ano recebi várias dicas de conhecidos que já tinham ido e mó galera falava mal dos parisienses, que eles eram mal educados e bla bla bla, daí acabou que minha experiência em Paris foi incrível, inclusive com os parisienses! Cheguei até a ser abordada na rua por um, pois ele viu que eu estava com um mapa na mão parecendo perdida, e ele me ofereceu ajuda. Sério, como não amar?

Daí esses dias me deparei com esse vídeo lindo na minha timeline do Facebook, que fala exatamente sobre isso:

O vídeo chama “I hate Thailand“, ou “Eu odeio a Tailândia“, e surpreende com a reviravolta que rolou na história do cara. Fui pesquisar e vi que o vídeo é, na verdade, um vídeo para promover o turismo na Tailândia usando psicologia inversa, e também limpar um pouco a imagem do país depois de uns crimes meio pesados que rolaram com turistas por lá. De qualquer forma, achei o vídeo muito bom! E me lembrei de várias viagens que já fiz e histórias que já ouvi sobre pessoas que odeiam lugares que eu amo, mas que na verdade elas apenas tiveram falta de sorte no lugar. Até as cidades mais feias do mundo merecem uma segunda chance para poder mostrar sua real beleza!

São Paulo, por exemplo, é uma cidade muito subestimada na minha opinião. Trabalhei durante cinco meses em um hostel e a maioria dos gringos que vinha pra cá ficava no máximo uns dois dias ou só vinha porque tinha conexão nos aeroportos de São Paulo. Gringos que vem pro Brasil geralmente querem ver natureza, praia, mulheres de biquine… Não uma selva de pedras que é São Paulo. Mas a verdade é que aqueles poucos que resolviam ficar por mais tempo, ou já sabiam do potencial da cidade, acabavam querendo ficar mais e mais, porque é aqui que a magia acontece. O calor do concreto e a pressa das pessoas no dia a dia demora um pouco pra conquistar os estrangeiros mas, com o tempo, eles acabam vendo o quanto de coisas legais a cidade tem pra oferecer.Tem até um vídeo bem bacana de um gringo que se apaixonou por São Paulo e quis mostrar pra todo mundo o quanto a cidade é underrated:

Massa, né? Se você é paulistano e tem amigos gringos, mande esse vídeo pra eles já!

Bom, depois de ter visto o vídeo da Tailândia e ter pensado sobre o assunto, comecei a lembrar de cidades que eu já visitei e que merecem uma segunda chance para que eu me apaixone por elas também. Berlim, por exemplo, é uma cidade que eu já visitei duas vezes e nenhuma das duas foi tão incrível assim. E olha que Berlim é uma cidade que tem a minha cara, hein? Mas nas duas vezes que fui estava numa fase de vida super complicada e a cidade foi dura comigo, os alemães foram um pouco fechados, o tempo também judiou um pouco de mim… Mas sempre voltei com aquele sentimento que diz: Berlim ainda vai me conquistar um dia!

E você, tem alguma cidade que merece uma segunda chance?

 
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