Nessa vez que voltei pro Brasil pra tirar meu visto, andei dando uma arrumada em algumas caixas no meu quarto e acabei encontrando pequenos tesouros. Vocês lembram alguns posts que eu fiz aqui sobre meus que eu escrevia quando era mais nova? Se não lembram cliquem aqui e aqui.

Dessa vez o achado não foi um diário, e sim uma carta que escrevi pra mim mesma, daquelas pra guardar para a posterioridade. Na real eu acho que fazia parte do meu diário, que naquela época eu já chamava de “agenda” porque não era mais criança, e acabou não cabendo na data da agenda e eu resolvi terminar numa folha de papel que se perdeu entre as minhas tralhas. Que bom! Porque eu adoro achar essas coisinhas quando menos espero.

O meu primeiro beijo foi com 13 anos e não teve nada de especial. A única coisa que eu pensava enquanto ele estava me beijando era: “NÃO SOU MAIS BV! NÃO SOU MAIS BV! NÃO SOU MAIS BV!” – hahaha sério, eu odiava ser BV porque minhas amigas já tinham beijado e eu ainda não. E isso na época era super importante!

Clique na imagem para ler

Infelizmente ele não foi meu primeiro amor, e eu era tão tímida naquela época que acabei ficando um ano inteiro sem beijar de novo. O segundo beijo foi mais legal, com um menino que eu realmente gostava e eu lembro que até colei o chiclete que eu estava mascando no dia na minha agenda (ECA, eu sei!).

Acabei achando o telefone do tal do Bruno nas minhas coisas e liguei pra ele pra ver se o número ainda era dele! Não sabia muito o que ia falar, mas seria legal achar o primeiro cara que eu beijei no Facebook, afinal… Eu mal lembro da cara dele. Mas infelizmente atendeu um cara que não conhecia nenhum Bruno, então acho que nunca vou reencontrá-lo.

Achei engraçada a minha linguagem na carta. Sempre dou risada das coisas que escrevia quando mais nova… Segue aqui alguns high lights:

“Quando estávamos andando de bug vimos uns MINOS…”
(esse nem preciso comentar…)

“FICHA: [_] Feio [X] Bonito [X] Gostoso”
(qual seria meu conceito de “gostoso” quando eu tinha 13 anos?!)

“Ñ vou fazer nada que vc ñ queira!”
(essa foi a primeira vez DE MUITAS que um cara me falou isso na vida, mas naquela época eu super acreditei e achei linda a atitude… Ahhh… Os meus 13 anos…)

“…mas eu tava com tando medo que acabei não dando (o 2º beijo)”
(gente, até hoje eu me arrependo de não ter dado esse outro beijo. Como assim eu podia ser tão tímida naquela época, né? Tinha beijado o muleque no dia anterior e fiquei com vergonha de beijar de novo!)

O meu maior medo quando tinha 13 anos era de beijar um menino e ele falar que eu beijava mal. Lembro até que tinha um cara da minha escola que era mó bonito e popularzinho, que queria me beijar e eu também super queria mas não tinha coragem. Um dia cheguei até a sonhar que a gente beijou e ele saiu espalhando pra escola inteira que eu beijava mal. Mas pensando agora, 12 anos depois, acho que mandei muito bem no meu primeiro beijo porque eu costumava treinar muito! Beijava a parede, meu joelho, o espelho, umas bonecas… Até aquele truque da laranja e o de tentar pegar o gelo com a língua num copo d’água eu tentei.

Então meus amigos, se vocês estão nessa fase de dar o primeiro beijo, minha melhor dica é: RELAX! Mesmo se não for a melhor experiência do mundo, o tempo deixa a gente bem craque nisso! ;)

 
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Estou prestes a completar meu segundo mês longe do meu namorado. E só quem já passou por isso sabe o quanto é difícil manter um relacionamento a distância. No nosso caso, está mais fácil de aguentar pois eu consegui meu visto para ficar mais 6 meses no Reino Unido e estou indo pra lá em 1 semana. Mas este será só o nosso segundo começo, e eu nem consigo imaginar quantos ainda teremos pela frente.

Desde que nos conhecemos e a coisa foi ficando séria, sempre soubemos que nosso relacionamento tinha prazo de validade e pensávamos: “Vamos viver um dia de cada vez, dar valor ao agora e deixar o futuro para frente.” o famoso “depois a gente pensa nisso.”. Acho que todo relacionamento a distância parte desse princípio, pois a gente sempre acha que vai dar um jeito. Mas isso não quer dizer que vá ser fácil, então a gente só fica adiando esse dia, até que ele chegue de fato. E quando se trata de continentes diferentes, a coisa fica muito mais complicada. Quem é que vai deixar tudo pra trás pra ficar com o outro? Vamos nos casar? Isso não é muito sério? Vamos morar onde, como, quando? É muita coisa em jogo. Família, dinheiro, carreira, dinheiro, amor, dinheiro, amigos… Falo muito em dinheiro pois hoje em dia acho que esse é um dos nossos maiores problemas. Afinal, seria super fácil poder viajar toda hora para a Europa para poder vê-lo quando eu quisesse. Ou pagar um curso incrível numa universidade de lá para estudar por bastante tempo, ou simplesmente morar lá com ele sem precisar gastar nada. Mas infelizmente essa não é a nossa realidade. O visto que consegui apenas para 6 meses já me custou 1 mês de trabalho fora todas as despezas de curso e custo de vida de lá. E ao mesmo tempo que isso está se encaminhando, eu tenho que conseguir um jeito de ganhar dinheiro sem ter permissão para trabalhar no Reino Unido, ou seja: minha carreira está parada, estou vivendo de freelas e me matando para conseguir morar em outro país. Mas isso ainda se encaixa no “depois a gente pensa nisso”. Estamos fazendo pouquinho por pouquinho, arranjando maneiras para ficar juntos, mas sempre pensando que vai chegar um dia que isso tudo vai ter que acabar e vamos ter que tomar decisões mais sérias. Essas decisões são tão sérias, que arrisco a dizer que são as mais difíceis que já tive que fazer na minha vida, mesmo sem nem ter feito ainda.

Daí estava eu neste domingo em casa solitária, quando achei um filme que talvez tivesse tudo a ver com a nossa história. Comecei a chorar logo nas primeiras cenas pois já sabia que aquilo tudo ia mexer muito comigo. E COMO mexeu. Como é incrível assistir um filme que retrata exatamente o que estamos vivendo no momento, não é? Acho que posso dizer que chorei em 80% do filme, mas talvez o fato de que estou na TPM também tenha que ser levado em consideração.

A história é de um casal que se conhece nos EUA. Ele é de lá e ela é do Reino Unido. Aliás, essa parte dela ser inglesa foi incrível porque tem cenas deles em Londres e imagina como eu não fiquei nostálgica né? Mas no geral, é um filme inteiro meio triste. Claro que não vou contar o final, mas confesso que me deixou um pouco perturbada. Tenho tanto medo do nosso futuro e de pra onde tudo isso pode ir. Quanto mais vivemos juntos, mais nos envolvemos e criamos laços. Tenho muito medo disso ter que acabar um dia e sofrer muito, mas esse medo nunca me impediria de fazer nada agora. A medida que o tempo vai passando e as dificuldades vão surgindo, o relacionamento vai ficando desgastado mas o amor sempre prevalece. Não sei se ele será o suficiente, mas se for… O que acontecerá quando chegarmos no topo da montanha? Essas são apenas algumas das dúvidas que se passam pela minha cabeça atualmente.

Bom, assistam o trailer e sintam um pouco da sensibilidade do filme:

Em vários momentos eu me vi ali, no lugar da personagem. Os silêncios, os espaços vazios, a falta que faz sentir o cheiro da pessoa ou o quanto é difícil conseguir conciliar os horários para podermos ter uma simples conversa por telefone! É realmente angustiante. Porque depois que achamos essa pessoa, várias coisas que antes fazíamos sozinhos não fazem mais sentido, só fazem sentido se for com o outro. Os momentos, as risadas, o toque da pele e o primeiro olhar ao acordar juntos de manhã… Como o amor pode ser tão bom mas tão dolorido ao mesmo tempo?

Quem quiser baixar, aqui está o link pro Torrent que eu usei e aqui a legenda. Espero que gostem! Depois venham me contar o que acharam do filme! ;)

 
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Tem vezes que chego a conclusão de que viver na nossa geração é bem mais difícil do que era antigamente. Essa história toda de geração Y, muitas opções, a gente ta sempre meio perdido sem saber o que escolher… É tudo verdade, mas não só profissionalmente falando. Tenho a impressão de que pra gente tudo é sempre muito difícil e rodeado de dúvidas, mesmo depois que a gente escolhe. Não sei se a cidade onde moramos também interfere, porque ser de cidade grande acaba deixando a gente um pouquinho mais louco. Quando comecei a ter que escolher coisas do tipo: que faculdade vou fazer, qual curso, com que quero trabalhar, etc., eu me deparei com tantas respostas ao mesmo tempo, que mesmo depois de formada me vejo na maior crise profissional da história. Mas enfim… Isso não tem nada a ver com o assunto do post.

O problema é que essas dúvidas também aparecem no amor. Quando você acha alguém que tem bem a ver com você, começa a construír algo e ta tudo indo lindamente bem, a vida começa a colocar algumas situações no nosso caminho que fazem a gente pensar: “E SE?”. Dá vontade de bater nesse pensamento, não dá? Porque a gente não deveria complicar tanto as coisas, mas acontece. Começamos a imaginar novas possibilidades, como tudo seria se a gente não estivesse vivendo aquilo… E é aí que as dúvidas sobre o relacionamento começam. Tudo que você amava fazer antes já não tem mais tanta graça. Você conhece gente nova, vê novas possibilidades, mas ao mesmo tempo se sente preso em algo que costumava te fazer bem. E ainda faz bem, na real, mas a gente enche nossa cabeça de caraminholas e já não tem mais tanta certeza de nada.

Como resolver um relacionamento quando as dúvidas aparecem? Será que vale a pena correr o risco de dar aquele tempo para depois ver que era aquilo mesmo que você queria? Mas daí a outra pessoa pode encontrar outros caminhos e vocês se perdem pra sempre. Por outro lado, vale a pena continuar uma relação quando existe a dúvida?

Tenho um pouco de medo de ser sempre encantada pelo novo. Mas uma das melhores coisas que já me aconteceu foi ficar alguns anos sozinha. Eu me conheci, vi como funcionava a vida de solteiro e anotei todos os prós e contras. Tudo era sempre novo, porém efêmero. E isso chega uma hora que cansa. Então hoje em dia eu tento, no meu relacionamento, viver essa coisa do novo mesmo estando com ele. Mas o medo da dúvida chegar ta sempre me rodeando. A gente não controla, simplesmente acontece. “E SE…?”

Ps. esse vídeo que coloquei no post foi a inspiração para escrever sobre o assunto. Ele traduz totalmente o que eu quero dizer e temo. Fora isso, ele foi gravado em Brick Lane, a minha rua preferida em Londres. Então foi bem bacana ver o vídeo reconhecendo os lugares e me sentindo muito mais próxima da história. Espero que gostem!

 
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Conheço uma pessoa que tem um hobby muito peculiar, daqueles que, na hora de fazer uma análise a primeira vista, a gente só consegue inventar se formos muito criativos. Sabe quando você olha pro sapato da pessoa ou pro jeito dela se vestir, e tenta criar manias e gostos sem nem saber o nome dela? Então.

Essa pessoa gosta de sonhar. E acho que o simples fato de sonhar, às vezes já é o suficiente. Sempre que passamos em frente a um futuro prédio, daqueles com placas enormes falando a quantidade de dormitórios e metros quadrados, ela fica atenta para saber se vai ter visita com apartamento mobiliado. O hobby dela é visitar modelos de apartamentos mobiliados, só para ficar sonhando como seria se ela fosse morar ali.

Uma casa nova, móveis novos, tudo limpo e lindo… Como se fosse um recomeço de vida, tudo do zero, inclusive as mágoas. De certa forma acho isso bonito. Não que ela seja infeliz por não poder comprar nem se mudar de casa, mas ela sonha com outra vida e fica pensando em como tudo poderia ser diferente. Não tenho nem certeza se ela pensa isso tudo que estou falando, mas queria que ela soubesse que eu acho bonito. Sabe quando a gente sente vontade de escapar um pouquinho da realidade? É assim que ela escapa da dela.

Essa pessoa é muito próxima a mim, e quando ler esse texto vai sacar na hora que é sobre ela. Não teria problema nenhum em citar nomes, mas por não ser sobre mim vou preservar.

❤ Você conhece alguém com uma mania assim bonita? Compartilhe comigo nos comentários!

 
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Antes de começar a ler o post, aperte play na playlist e entre no clima. Separei algumas músicas que estava ouvindo enquanto escrevia…

Não sou do tipo de mulher que sonha com o dia do casamento. Não me vejo de vestido branco, véu e grinalda entrando na igreja e sempre disse que só casaria na igreja se meu parceiro fizesse muita questão. Mas antes de atender aos desejos dele, com certeza eu deixaria bem claro que para mim, casar na igreja seria no mínimo hipócrita da minha parte, levando em consideração que o fato deu estudar em um colégio católico me fez perceber que sou agnóstica e não concordo nada nada com os dogmas da igreja. Fora que também seria um desperdício de dinheiro, né? Já fez as contas do tamanho da festa que dá para fazer com o dinheiro que a gente gasta casando na igreja? Mas enfim…

Apesar de não sonhar com um casamento tradicional, eu não tenho coração de pedra. Um dia vou querer me casar, comemorar esse acontecimento com alguma festa ou evento especial com as pessoas que amo. Mas não penso muito nisso pois pra mim esse dia ainda está muito longe e depende de outra pessoa, então qualquer decisão que eu tomar será modificada com os desejos do meu futuro marido. O que importa é que hoje estava dando uma lida nos meus feeds, e acho que essa coisa toda de estar morando fora e sentir muita falta da minha família, acabou me deixando mais sensível do que o normal. Me deparei com um site super fofo de um filmmaker de Toronto e comecei a assistir os filmes de casamento dele. Senti um misto de nostalgia, saudades da minha família… Mas o mais estranho foi que os vídeos me fizeram sentir um pouco “em casa”, como se eu fosse parte da família dos noivos. Acho incrível quando um artista tem a sensibilidade de nos fazer sentir coisas tão fortes com suas obras. Fora que as músicas que ele escolhe para os vídeos também são um show a parte, emocionam até o mais insensível dos mortais.



Me peguei pensando no dia do meu casamento, na minha família me arrumando… Mesmo não querendo casar de branco na igreja, o que me veio na cabeça foi essa coisa tradicional de ter a minha mãe perto de mim pensando nos últimos detalhes, a minha avó toda preocupada com o vestido… Meu pai me levanto para o altar… E o mais estranho é que eu consegui transportar essa história toda para o meu passado, como se ela acontecesse em um momento parado no tempo, fazendo da minha vida algo totalmente diferente do que é hoje. Me imaginei na casa em que eu morava quando era criança, com todo mundo na sala arrumando a decoração, como era quando a gente fazia festinhas de aniversário. O sentimento de nostalgia foi tanto que acho que dei um jeito de voltar no tempo e não mudar nada, como se eu tivesse vivido a minha vida ali sem ter passado por tantas mudanças. A saudades que estou da minha família aumentou umas 300 vezes. Pensei no meu avô, que já esta velhinho e com a saúde fraca… Provavelmente no dia em que eu me casar ele não estará lá e isso me fez chorar. Mesmo que eu não vá casar na igreja, como provavelmente ele gostaria. Eu sinto falta do meu passado, da minha família mais unida. E quando a gente está morando fora os nossos sentimentos ficam bem mais a flor da pele.

Será que vou ter minha família por perto no dia do meu casamento? Será que vai ser algo tão lindo e singelo, e eles vão se lembrar o quanto nos amamos e deveriamos nos aproximar mais? Será que vai ser no Brasil, será que todas as pessoas poderão estar presentes? Eu não quero casar na igreja… Mas se um dia eu me casar, só quero ter as pessoas que eu amo reunidas para nos lembrarmos o quanto é importante estarmos juntos.

E vocês, sonham com um casamento tradicional? Queria que assistissem o vídeo e me contassem nos comentários o que o vídeo fez vocês sentirem… Porque comigo foi tão forte que eu precisei escrever esse post. ❤

 
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Engraçado como as pessoas e as conversas vem em horas que a gente mais precisa, né? Eu realmente amei todos os comentários e conselhos que vocês me deram no post anterior. De verdade. Me ajudou a clarear as ideias e ver o que realmente importa. Talvez eu só tenha tido mais certeza do que estava pensando, mas ler a opinião de outras pessoas que vêem a história de fora, ajuda muito a dar mais coragem para tomarmos nossas decisões. Eu ainda não estou 100% certa do que será o meu futuro, mas com certeza estou me sentindo menos insegura agora.

O Maikel passou uma semana na Holanda e voltou esses dias. Ter esse tempo sozinha também me ajudou a pensar e entender os meus medos e sentimentos. Colocava a música alta aqui no quarto, chorava, lembrava do Brasil, da minha família e de tudo que eu sinto falta da minha antiga vida. Liguei para alguns amigos que talvez pudessem me ajudar, tipo uma amigona da faculdade que está morando na Escócia há quase 2 anos, para saber mais como era essa coisa de passar muito tempo fora do Brasil sem saber quando exatamente vai voltar. Cultura, saudades, lar… Como será que vai ser a minha vida nos próximos anos?

Desci lá na cozinha para esquentar a minha sopa, e encontrei a Eunice, minha flatmate canadense. Ela é uma super querida, mas está se mudando aqui de casa com o namorado alemão. Não lembro ao certo como começamos a nossa conversa, eu geralmente só converso o básico com ela pois nunca acho que meu inglês é bom o suficiente para bater papos profundos… Mas esse papo que acabamos de ter na cozinha foi surpreendente. Tanto pelo meu inglês (que ela até chegou a elogiar, yei!), quanto pela história que ela me contou sobre a vida dela. Comecei a falar do Maikel e das minhas dúvidas sobre largar tudo para morar com ele na Holanda… E ela resolveu me contar como conheceu o Oliver, seu atual namorado.

Ela namorava um cara que conheceu pela internet, e ele era de uma cidadezinha pequena na Flórida, então eles namoraram a distância por muito tempo. Quando chegaram no limite da distância, Eunice resolveu que: ou terminava o namoro, ou ia viver com ele na cidade dele. Ela teve as mesmas dúvidas que eu pois sempre foi acostumada com cidade grande e tudo mais, mas mesmo assim resolveu empacotar tudo e ir em busca da felicidade com o seu amor. Colocou seu quarto na internet para ver se conseguia alugar e então um tal de Oliver entrou em contato com ela para saber mais sobre a vaga. Ela disse que a amiga que morava com ela queria apenas meninas, mas que ela ia confirmar se realmente não dava pra voltar atrás pois o cara parecia realmente legal. Enquanto a amiga decidia, Eunice ia empacotando tudo e cuidando da parte burocrática sobre mandar todas as suas coisas para a casa do namorado, comprar as passagens etc. E então a amiga decidiu: ela realmente queria uma menina. Mas conversa vai, conversa vem, Eunice e Oliver foram ficando meio amigos e um dia antes dela viajar ele veio para a cidade visitar os apartamentos que escolheu pela internet. Eles acabaram se encontrando, passaram o dias juntos e ela mostrou a cidade inteira pra ele. Eles conversaram por horas, e parece que o assunto nunca acabava. Sabe o filme “Before Sunrise”? Então… Ela estava a 1 dia de ir morar com seu namorado em outro país mas mesmo assim ficou intrigada quanto ao Oliver e o fato deles terem se dado MUITO bem. Mesmo com toda essa bagunça na cabeça, no dia seguinte ela partiu pro aeroporto. Por brinks do destino, os caras no aeroporto encanaram com o fato dela não ter uma passagem de volta e ela foi mandada para uma salinha X para resolver certas burocracias. Resumindo essa parte da história, ela acabou perdendo o vôo. Então, ainda no Canadá e sem seus objetos pessoais, que já tinham sido mandados para a Flórida, ela resolveu pegar um quarto num hotel até que conseguisse tentar embarcar de novo para a Flórida. O coração bateu mais forte e ela acabou encontrando Oliver de novo. E ele dormiu no hotel com ela. E depois dormiu de novo, na noite seguinte, porque o vôo seria dali a 2 dias.

No fim das contas, ela acabou indo para a Flórida. Conseguiu ficar lá por um mês, mas com a cabeça totalmente no Oliver Canadá. Então, assim como ela tomou a decisão de ir morar com o namorado da Flórida, ela resolveu voltar ao Canadá e ficar com o Oliver, que também tinha namorada na época e acabou terminando tudo para os dois ficarem juntos. Hoje, eles resolveram se mudar para Londres juntos, já que Eunice tinha provado a si mesma que namoro a distância não rolava. Agora ela arranjou um emprego aqui e o Oliver está se aplicando para uma universidade, para fazer alguma pós graduação ou algo assim.

Achei a história tão bonita e me identifiquei tanto… Principalmente porque ela tem 29 anos e ainda não tem certeza do que quer da vida, mas está tentando. Ela se muda com essa facilidade toda, toma decisões e acaba voltando atrás, porque nada é pra sempre. A gente está sempre mudando, evoluindo e pensando diferente, então precisamos mesmo arriscar por amor, por trabalho ou pelo que quer que achamos que vale a pena. Às vezes penso que o Maikel está se precipitando ao abrir o próprio negócio assim tão cedo e criando raízes naquela província minúscula que ele mora na Holanda. Mas quem disse que isso tem que ser pra sempre? Quem disse que talvez um dia ele resolva ir morar no Brasil comigo e abrir um negócio lá também? Ou, quem garante que eu não vá me mudar pra lá e conheça outro cara, talvez o vizinho, e me apaixone perdidamente por ele deixando o Maikel pra trás? Eu não tenho como saber o que vai acontecer, e nem quero, pra ser sincera. Estou vivendo a minha vida e colecionando histórias para contar, e acho que isso é uma das coisas mais importantes que podemos fazer por nós mesmos. Viver sem medo de arriscar e não se arrepender de algo porque deixamos de fazer, porque o chão é o limite. E a nossa casa sempre estará lá se a gente resolver voltar.

 
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Parece que minha inspiração só funciona com fortes emoções. Quando eu chego ao ápice da emoção que estou sentindo, me dá vontade de escrever. E é por isso que eu não escrevo com mais frequencia, como vocês sempre me pedem. Se eu escrever por escrever, parece que não vai ser algo vindo de dentro. Escrever por escrever não me preenche, e acho que nem preencheria vocês também.

Eu já estava com vontade de falar sobre o assunto, mas ainda me faltava um motivo. O estouro foi agora, enquanto lia o email de uma pessoa que eu nem conheço pessoalmente, mas já tem um grande espaço no meu coração, a Pri. Ela mora na França e começou a me mandar emails aleatoriamente, que evoluíram para cartas daquelas de verdade, que a gente recebe por correrio. Sempre muito querida e doce, parece que ela me conhece há muito mais tempo e sempre fala algo que me surpreende e me faz sentir próxima dela. Nesse último email, ela tentava me dar algum conselho sobre essa loucura boa que está sendo a minha vida, e então ela falou a frase que traduzia a coisa mais simples do mundo, mas que foi exatamente a que me fez chorar: “É claro que sinto falta dos meu amigos, do meu pai (que é o maior amor da minha vida), das pequenas coisas, como o sol entrando na janela do meu quarto….

Ler essa frase em negrito foi como ver um filminho na minha cabeça, de todos os raios de sol entrando pelas janelas dos quartos que eu já dormi. Na minha casa em Alphaville quando era pequena, onde os raios de tinham aquele brilho bonito feito pela água da piscina… No meu quarto em São Paulo, onde a janela divide o sol em várias tiras como se estivessem querendo fazer um desenho no teto…. Essa imagem de sol entrando na janela, sempre foi algo que me fez sentir segurança. Acho que pelo fato de estar em casa, numa cama gostosa, ao lado de pessoas que eu amo e com tudo que era meu por perto. Eu sempre fui de ficar deitada na cama olhando para os reflexos de sol entrando aos pouquinhos pela janela, e indo embora quando as nuvens escondiam o sol. Acho que nem eu percebia o quão poético e importante isso era pra mim, mas quando a Pri citou o sol entrando pela janela, eu me desatei a chorar.

Estou vivendo um dos momentos mais felizes da minha vida. Moro em Londres com um namorado incrível, que me ama e me trata bem, me faz dar risada desdo primeiro minuto em que eu abro os olhos de manhã e toma conta de mim como uma mãe quando fico doente. Quando eu digo “eu te amo” pra ele, ele não responde com um “eu também”. Ele prefere falar nas horas em que realmente importa, para que eu nunca me esqueça de que aquilo é verdadeiro e sincero. A gente tem os mesmos valores, os mesmos desejos para um futuro juntos. Ele é doce, é querido por todos. Ele é o meu amor, como há muito tempo eu não chamava alguém.

Mas escolher ficar com ele, significa não ver mais o sol entrando pela janela. Pelo menos não a minha janela, na minha casa em São Paulo. E pensar nisso me dá um medo enorme, porque eu nunca pensei em perder a única certeza que eu tenho na vida: o meu lar. Escolher ele vai significar deixar a minha janela e todas as pessoas que eu amo para trás. Talvez pensar assim seja muito pesado da minha parte, mas eu realmente não consigo ver de outra maneira. Minha família, meus amigos, minhas tralhas, o clima, o caminho do metrô até a minha casa…. Tudo aquilo que eu conheço, acredito e gosto, será trocado por um mundo totalmente novo onde eu não conheço nada, nem ninguém. Um país onde as pessoas não falam a minha língua, e nem a língua que eu ralei pra aprender, que é o inglês. Um lugar onde eu não sei os caminhos, não sei ler as placas nem os cardápios dos restaurantes. Não gosto da comida, não entendo dos costumes… Um mundo totalmente novo e diferente para eu desbravar, sem ter certeza se vou gostar ou não.

Mas daí eu estaria morando numa casa com o meu amor. Teríamos nosso cachorro, nossos filhos que vão falar 3 línguas. Nosso mundinho paralelo, que a gente começou a construír em agosto de 2011, e que recebe um tijolinho por dia, conforme a gente vai fazendo planos e vai se amando cada vez mais.

Eu tenho muito medo do futuro. A intenção de “me perder para me achar” em Londres, acabou tomando proporções maiores do que eu esperava e agora estou mais confusa do que nunca. Em breve terei que tomar decisões que mudarão a minha vida, e a vida de todas as pessoas que eu amo.

Morar fora do Brasil não significa apenas ter saudades da família e dos amigos. É tudo diferente, e a gente só pode contar com nós mesmos. Já imaginou engravidar em um país que você não conhece? Esses dias eu estava lendo uma revista brasileira aqui em Londres e vi uma matéria sobre “Ter filhos no Brasil ou na Inglaterra?”, e toda a matéria girava em torno de histórias de brasileiras e suas experiências engravidando fora de sua terra natal. Já imaginou como é engravidar longe da sua mãe, da sua família, do seu médico de confiança? Ter métodos e exames diferentes, onde você não se sente seguro como se sentiria se estivesse no Brasil? E ter filhos é apenas um exemplo banal, que mostra o quão é complicado pra alguém trocar totalmente sua cultura e costumes para viver em um outro continente. E eu, sinceramente, não sei se estou pronta pra isso. Mas também não quero desistir de um grande amor por medo…

 
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É amigos… Eu finalmente a conheci em carne e osso. Na verdade, não esperava que isso fosse acontecer algum dia mas acho que posso dizer que estou realizada. Ela esteve aqui em Londres para falar de seu novo filme, “The Future”, e eu acho que fui uma das primeiras a comprar o ingresso, graças a uma amiga que me mandou o link do evento.

Na verdade, Miranda não falou de seu novo filme. E nem mesmo de seu novo livro, que ela acabou de lançar mas ainda nem estava nas lojas. Ela fez uma apresentação incrível sobre desconhecidos – um dos assuntos que mais me desperta interesse nesses últimos anos.

Eu não sei ser tiete, mas quando estava na porta esperando tudo começar, minhas pernas tremeram assim que ela saiu de dentro do auditório. Foi uma surpresa… Eu ali parada pensando onde ela estaria naquele momento e de repente ela abre a porta bem em frente a mim e começa a andar entre as pessoas. Não tive coragem de dizer nada, apenas dei um sorriso quando ela olhou nos meus olhos. Ela parou para conversar discretamente com algumas pessoas e aparentava pedir algo, já que elas atenciosamente mexiam em suas bolsas e carteiras enquanto falavam com a Miranda. Só fui entender isso quando o “show” começou.

Fomos recebidos por um cara gigante vestido de diabo (?). Ele era literalmente gigante e super engraçado, parece que recebe as pessoas em todos os eventos realizados pela School of Life.

Miranda começou falando sobre os desconhecidos que estavam perto da gente. Sugeriu que cada um de nós pegasse no braço do desconhecido ao lado, e imaginasse algumas possibilidades futuras com esse estranho como por exemplo: nunca mais ver ele novamente, ou conhecer os filhos deles depois de se tornarem adultos… Enfim, ela fez o povo rir e falou coisas corriqueiras e estranhamente tocantes, como só ela consegue fazer. Para quem quiser ler o discurso na íntegra, achei o texto original aqui.

Logo depois ela sentou na cadeira e colocou uma pinça de sobrancelha em uma almofadinha giratória em cima da mesa, cuja a câmera que aparecia no telão filmava. Ninguém entendeu nada, até ela chamar o desconhecido da platéia que era dono daquela pinça. Ele foi até lá, sentou na cadeira ao lado e foi entrevistado de um jeito bem inusitado. A intenção da coisa toda era que nós, pessoas da platéia, tivéssemos a oportunidade de conhecer alguns dos desconhecidos que estavam presentes no evento, “gente como a gente”.

“Você pode descobrir muito sobre um desconhecido de acordo com o que ele guarda na carteira.”

É isso que Miranda July queria nos fazer entender. Depois de entrevistar o cara da pinça, ela a colocou em um envelope com uma carta dentro, como se fosse um diploma, assinada por ela e pelo dono do objeto. De repente ela anunciou que iria leiloar aquele envelope, e começou um leilão ali mesmo. Mas antes ela nos garantiu que o dinheiro seria usado por uma boa causa. Acreditam que ela vendeu a pinça por £ 125? Isso da aproximadamente R$ 375!

Anyway… Miranda entrevistou mais duas pessoas depois do cara da pinça e repetiu os mesmos passos, leiloando os objetos após a entrevista. Eles contaram o dinheiro e deu aproximandamente £ 232, então ela nos pediu para que fechassemos os olhos e abaixassemos a cabeça para refletir: “Você está precisando deste dinheiro? Talvez tenha existido alguma época na sua vida em que esse dinheiro faria uma diferença enorme, ou talvez essa época seja agora. Então quero que vocês sejam realmente sinceros e levantem o braço se são uma das pessoas que teria sua vida mudada por esta quantia de dinheiro.”. Todos ficamos em silêncio e não tinha como saber quem estava de mãos levantadas pois estávamos de olhos fechados. Depois de um tempo ela nos mandou abrir os olhos e disse que havia dado o dinheiro para um dos desconhecidos de braço levantado. Aposto que nessa hora muita gente pensou: “Droga, por que eu não levantei a minha mão?” hehehe eu pensei.

Assim que o show terminou, todos nós aplaudimos de pé e começamos a formar a fila para receber um autógrafo no livro. Eu, obviamente, comprei os 2 livros que estavam vendendo lá: “No one belongs here more than you.”, que é o penúltimo livro que ela lançou, e “It chooses you”, que anida não estava nas lojas mas eles estavam vendendo lá com exclusividade.

Ah! Esse é o trailler do filme dela que entrou nos cinemas daqui de Londres dia 4 de novembro mas eu ainda não vi:

Alguém aí já conseguiu assistir? Bom.. Espero que tenham gostado do post tanto quanto eu gostei de conhecer a Miranda! <3

Leia também o post Pessoa Favorita, que foi outro post que escrevi depois que vi um vídeo intrigante dela.

 
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Sabe o que você deveria fazer? Parar de reclamar que a sua vida é sem graça. Se você não permitir que novas situações aconteçam para deixar seus dias mais interessantes, sua vida vai continuar sendo chata e monótona como sempre. Mas calma, isso não é uma bronca. É só uma coisa que eu penso e sei, por experiência própria, que a gente pode mudar.

Esses dias estava subindo as escadas da estação Canada Water, que fica perto da minha casa aqui em Londres, quando vi um post-it no chão com algo escrito. Muitos de vocês sabem que adoro bilhetes e saber um pouquinho mais da vida de estranhos sempre me fascinou, então pegar bilhetes que vejo no chão é uma das minhas especialidades. Mas acho que as pessoas aqui em Londres não escrevem muito bilhetes porque vejo muito lixo nas ruas e estações de metrô, mas bilhetes que é bom, NADA. Então, não perdi a oportunidade e logo peguei aquele papelzinho amarelo dobrado e sujo que foi esquecido ou jogado nos degraus daquela fria escada de metrô.

Quando li o bilhete, por um momento achei que estava no Brasil. Podia me imaginar lendo o bilhete na escada do metrô Vila Madalena, que é o mais perto da minha casa em São Paulo. Mas OPA! Eu estou em Londres! Como assim o bilhete está escrito em português?

Pois é meus amigos… Em 3 meses morando em Londres, o primeiro bilhete que eu pego no chão é uma listinha de supermercado escrita em português. Dá pra acreditar? Isso mudou totalmente meu dia. Comecei a pensar sobre os acasos da vida, destino, estrangeiros, estudantes fazendo intercâmbio… E então imaginei a menina que tinha escrito aquela delicada listinha. Será que ela tinha acabado de chegar em Londres, por isso precisava comprar roupas de frio, aparelho de ginástica e pijama? Será que ela estava de regime ou seria simplesmente uma apreciadora de vegetais? Acho que ela é estudante. Mas não consigo imaginar o que exatamente ela está estudando.

De certa forma me identifiquei com a menina do bilhete e senti vontade de conhecê-la pessoalmente, já que a gente falava a mesma língua e ela teria muitas coisas legais para compartilhar comigo sobre a viagem. A melhor parte é que a gente poderia ir uma na casa da outra sem ter que pegar metrô, pois provavelmente ela morava no mesmo bairro que eu e fazia compras no mesmo supermercado. Inclusive, a gente poderia marcar encontros para fazer as compras do mês juntas! E quando ela estivesse doente eu poderia pegar a listinha dela e fazer as compras pra ela, já que nos tornaríamos melhores amigas para toda a vida.

 

 
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Ter compatibilidade musical com a pessoa que a gente ama possibilita muitos momentos bons… E se a gente não tem essa compatibilidade, não dá para substituir esses momentos. Música é música.


Sabe aquela sua música preferida? Que te faz sentir um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo, e é tudo tão intenso que você nem sabe como explicar direito? Então… Quando você ama alguém, normalmente você quer que essa pessoa te conheça. Entenda o que você pensa, sente, ama, valoriza… Daí você tenta explicar tudo o que aquela música te faz sentir, mas é impossível explicar em palavras então você resolve mostrar a música pra ela, já que é a maneira mais fácil de fazê-la entender o que aquela música significa pra você.

Parece simples, né? Seria, se vocês tivessem compatibilidade musical.

Vocês teriam muitos desses momentos lindos, deitados na cama em silêncio, ouvindo músicas que te fazem sentir e compartilhando tudo isso um com o outro, sem nem precisar dizer nada. Mas quando não se tem compatibilidade musical, parece que fica faltando um pedaço. Quando ela ouve a sua música preferida, nos primeiros 20 segundos, já faz cara de entediada. Quando você percebe que o desinteresse está aumentando, você resolve parar a música e perguntar, meio que já sabendo que a resposta será ruim, “e aí, o que achou?”. A pessoa responde “é ok.”.

Ouvir que sua música preferida “é ok”, é quase como um insulto aos seus sentimentos e a tudo aquilo que você acredita. Você fica desejando ter alguém para deitar na grama do parque, num dia ensolarado, e dividir os fones de ouvido que estão tocando aquela música que só vocês sabem o quanto signinifca. Você até tenta mostrar algumas outras músicas que gosta, mas sem sucesso, não adianta. A incompatibilidade musical está ali gritando no seu ouvido em todos os momentos que vocês estão juntos ouvindo alguma música. Às vezes você até deixa de mostrar ou falar sobre música, pois sabe que a pessoa vai discordar e você vai ficar chateado.

Por fim, quando você está sozinho, você escuta todas as suas músicas em looping, tentando entender como alguém no mundo pode achar elas chatas ou não tão incríveis quanto você acha. Daí você conclui que compatibilidade musical é como um afrodisíaco. Muitas vezes é ela que te faz se apaixonar por alguém ou, quem sabe, se desapaixonar também. Quando você tenta arranjar uma solução pra resolver o problema, você lembra que  gosto é gosto, e isso realmente não se discute. Acho que nunca concordei tanto com esse clichê quanto agora. Mas quer saber? Eu odeio clichês. Porque além de chatos, eles sempre esfregam a verdade na nossa cara.

Então, eu admito: não sei existir com incompatibilidade musical.

Alguém me ensina? [Solução]

 
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