Ter compatibilidade musical com a pessoa que a gente ama possibilita muitos momentos bons… E se a gente não tem essa compatibilidade, não dá para substituir esses momentos. Música é música.


Sabe aquela sua música preferida? Que te faz sentir um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo, e é tudo tão intenso que você nem sabe como explicar direito? Então… Quando você ama alguém, normalmente você quer que essa pessoa te conheça. Entenda o que você pensa, sente, ama, valoriza… Daí você tenta explicar tudo o que aquela música te faz sentir, mas é impossível explicar em palavras então você resolve mostrar a música pra ela, já que é a maneira mais fácil de fazê-la entender o que aquela música significa pra você.

Parece simples, né? Seria, se vocês tivessem compatibilidade musical.

Vocês teriam muitos desses momentos lindos, deitados na cama em silêncio, ouvindo músicas que te fazem sentir e compartilhando tudo isso um com o outro, sem nem precisar dizer nada. Mas quando não se tem compatibilidade musical, parece que fica faltando um pedaço. Quando ela ouve a sua música preferida, nos primeiros 20 segundos, já faz cara de entediada. Quando você percebe que o desinteresse está aumentando, você resolve parar a música e perguntar, meio que já sabendo que a resposta será ruim, “e aí, o que achou?”. A pessoa responde “é ok.”.

Ouvir que sua música preferida “é ok”, é quase como um insulto aos seus sentimentos e a tudo aquilo que você acredita. Você fica desejando ter alguém para deitar na grama do parque, num dia ensolarado, e dividir os fones de ouvido que estão tocando aquela música que só vocês sabem o quanto signinifca. Você até tenta mostrar algumas outras músicas que gosta, mas sem sucesso, não adianta. A incompatibilidade musical está ali gritando no seu ouvido em todos os momentos que vocês estão juntos ouvindo alguma música. Às vezes você até deixa de mostrar ou falar sobre música, pois sabe que a pessoa vai discordar e você vai ficar chateado.

Por fim, quando você está sozinho, você escuta todas as suas músicas em looping, tentando entender como alguém no mundo pode achar elas chatas ou não tão incríveis quanto você acha. Daí você conclui que compatibilidade musical é como um afrodisíaco. Muitas vezes é ela que te faz se apaixonar por alguém ou, quem sabe, se desapaixonar também. Quando você tenta arranjar uma solução pra resolver o problema, você lembra que  gosto é gosto, e isso realmente não se discute. Acho que nunca concordei tanto com esse clichê quanto agora. Mas quer saber? Eu odeio clichês. Porque além de chatos, eles sempre esfregam a verdade na nossa cara.

Então, eu admito: não sei existir com incompatibilidade musical.

Alguém me ensina? [Solução]

 
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24 comentários em “Amor e (in)compatibilidade musical”

  1. nossa… engraçado… esses dias mesmo eu tava pensando que namorar uma pessoa com o mesmo gosto musical deve ser perfeito. Mas pensando bem, depois de namorar o R. (e ele não curte mtaaaas musicas q eu gosto e vice-versa) eu percebi que tem o lado bom da incompatibilidade musical, que é… tudo bem, minhas musicas preferidas nao sao as dele, mas por conviver com uma pessoa com o gosto totalmente diferente do meu eu acabei descobrindo coisas que talvez nunca descobriria por ja ter um preconceito em relação a algumas coisas… Manu Chao e Gotan Project são algumas das minhas bandas preferidas graças a essas descobertas feitas a partir da incompatibilidade musical. Então você imagina… se eu namorasse um cara com o gosto exatamente igual ao meu eu ia continuar escutando sempre as mesmas coisas, não ia ser obrigada a ouvir “por osmose” coisas que eu acabaria gostando depois. A solução então na verdade é você abrir suas possibilidades auditivas, ouvir sem muito preconceito. fim. =)


  2. Que linda a foto meu!


  3. nã,
    também penso como você amiga. Mas não é tão fácil assim… Quando a pessoa é MUITO diferente, e tudo que ela gosta você odeia e tudo que você ama a pessoa acha chato… Fica difícil se abrir pra coisas novas e começar a gostar. O máximo que eu consigo fazer as vezes é não me irritar com as músicas dele. Música eletrônica, daquelas que tem a batida igual sempre e irritam. Ou hip hop, que é algo que eu também não consigo ouvir. Então as dificuldades agora não são “aprender a gostar do que o outro gosta” mas sim aprender a aturar o que o outro gosta. É péssimo. Mas tendo respeito, acho que conseguimos chegar lá. É difícil, mas vamos tentando. Esse texto foi só um desabafo de como me sinto frustrada as vezes… Mas ninguém é perfeito! Então isso acaba sendo uma nova situação pra gente aprender a conviver melhor juntos.


  4. Entendi… acho que seria como se um metaleiro se apaixonasse por uma pagodeira… rs…


  5. Oi Re ,estou na intimidade depois de ler insanamente seus posts antigos rsrs :P , e resolvi dar meu pitaco sobre este assunto.
    Normalmente quando eu entro em um relacionamento sempre imagino momentos com minhas músicas favoritas e quase sempre elas acabam deixando de ser as minhas favoritas ._.

    Um belo exemplo foi em um antigo namoro onde eu adorava uma música melosinha que dizia que ‘quando eu estiver longe os pedaços do meu coração sentem sua falta’ { não resisto , o nome da música é when you’re gone da canadense Avril Lavigne} , enfim … eu declarei a música a minha alma gêmea e ela escutava loucamente me alertando no msn : ” estou ouvindo a nossa música, a nossa música” … bom , era a minha música.
    O relacionamento foi se desgastando e a música também , chegou em um momento onde eu não queria ouvir mais a música e também nem queria ver a cara da minha paixão platônica.

    Percebi que os pedaços do meu coração não sentiam falta e sim remorso por ter declarado a música.

    Foi deste modo que percebi que as coisas deveriam ocorrer naturalmente ,como aconteceu com uma música que eu odiava.
    Simplesmente ao tocar em um rádio da pizzaria onde eu estava { era um encontro }, naquele momento mudou minha visão e ampliou meu ‘gostar’.

    O romance acabou mas a música marcou o momento.

    Então eu acho que para o amor não existe uma incompatibilidade musical mas sim um momento ideal para isso.

    No seu caso , acho que a sua visão sobre o gosto musical dele seria o mesmo do dele ou seja , por isso que os dois se dão bem.
    Vale ressaltar que é a minha opinião e que também falei difícil agora AUSHAUSHAUSHAUHS’

    Adoro seu blog e prometo comentar mais , se você permitir :P


  6. Putz
    deve ser por isso que eu to sozinho, porque eu não suporto 90% do que as pessoas costumam
    ouvir, eu sou totalmente voltado pro indie, aquele rock britânico alternativo, e muito pop, e agente sabe que o Funk/axé/sertanejo é uma realidade.


  7. Gabs,
    como assim “permitir”? Receber comentários é a coisa mais gostosa quando se tem um blog! Ainda mais um fofo assim como o teu.
    Entendi o que você quis dizer, e concordo com tudo que foi dito. Tem músicas que marcam momentos e a gente não escolhe isso!
    Mas.. No caso do meu texto, é um pouco diferente. Falo de gostos mesmo, sabe? Ele gosta de um estilo musical totalmente diferente do meu, e a chance de mudar isso (em mim ou nele) é 0.

    Mas tem tantas outras coisas boas que a gente acaba relevando. Música afeta demais a minha vida, talvez por isso seja um assunto que mereceu um post no meu blog. Mas foi mais como um desabafo, nada muito sério. :)


  8. FAME WHORE,
    é, também curto esse tipo de música! Aliás, morar em Londres é ótimo por isso :)

    Mas acho que a gente não pode se deixar afetar tanto por isso. Mesmo com as diferenças e frusraçõezinhas, estamos juntos e eu estou muito feliz com ele. Boa sorte para encontrar alguém com o gosto musical parecido com o seu!


  9. Eu confesso que sou uma pessoa maleável… Geralmente eu gosto do que que a pessoa que eu gosto gosta de ouvir (confuso?)… Com raras exceções… Mas eu sou assim, sou músico e gosto de ouvir um pouco de tudo para conhecer novos estilos e me inspirar nas minhas composições…
    Acredito que deve ser um saco essa incompatibilidade musical. Como você faz quando quer ir no seu lugar preferido, ouvir suas músicas preferidas e a pessoa que está com você não gosta nem do lugar muito menos das músicas? Qual é a graça disso tudo?
    O que fazer quando você descobre que aquela banda que você adora vai tocar na sua cidade mas que se você levar o seu(sua) namorado(a) ele(a) vai ficar com aquela cara de c* a noite toda?
    Sem querer desanimar (mas já desanimando) eu não enxergo amor com incompatibilidade musical… isso é “paixão”… e paixão um dia acaba…acaba porque você começa a descobrir incompatibilidades, não só as musicais…
    Peguei pesado? Espero que não… :P


  10. Filipi,
    hahaha pegou pesado sim! :(
    Mas confesso que é bem difícil. A gente tem muitas incompatibilidades, e a mãe de todas elas é a musical porque acho que música é muito importante pra mim.
    Isso de bandas eu to sofrendo.. Minhas bandas preferidas sempre tocam aqui em Londres e eu nem chamo ele, óbvio. Mesmo porque, ele nao iria querer gastar grana com bandas que ele não curte. Então ou eu vou sozinha, ou chamo algum amigo. Tenho a sorte de ter conhecido um cara inglês que curte as mesmas bandas que eu e um dia eu levei ele num show da Soko, uma cantora que eu amo e ele não conhecia, e ele até chorou de tanto que curtiu. Foi animal! :)


  11. Hahahahahah…desculpa Rê…prometo ir mais de leve nos próximos comentários…
    E sorte sua que tem alguém pra te acompanhar e não rola ciúmes por isso…
    =)


  12. Acho que o legal da relação é aprender um pouco com o outro… Descobrir coisas novas. Às vezes, vocês acabam descobrindo um outro tipo de música que gostam em comum, e explorando isso. Meu namorado não gosta do mesmo tipo de música que eu, mas quando quero que ele ouça alguma coisa, porque acho fofa e me lembra ele, mando a música por e-mail e escrevo alguma “dica”, tipo “ah, ouvi e pensei em você…”. Pra ele saber que tem que prestar atenção, que é importante pra mim. Nem todo mundo é sensível a ponto de perceber isso logo de cara, se você der um “empurrãozinho” (meio que avisando que aquilo importa bastante pra você), pode ser que ajude.

    A maioria dos homens não “capta” essas coisas logo de cara, precisam de umas “dicas” ;)

    Pra descontrair: o Louie chamaria isso de “single people problems”, hahahahahaha: http://www.youtube.com/watch?v=x81M3g3zjXc

    Beijããããão, Rê <3


  13. Gabi,
    a sensibilidade realmente é um problema. Muitos homens não tem isso como nós mulheres, e acabam magoando quando agem dessa forma. Não é bem culpa deles, eles só não são como nós. Já conheci homens que tinham essa sensibilidade, claro.. Mas na maioria das vezes dou o “azar” de namorar os que não tem. Ou o problema é que eu tenho muito, sei lá. hahaha

    Isso de descobrir músicas que gostamos em comum, acontece raramente com algumas bandas tipo Portishead. Eu gosto, acho uma delícia, Mas ta longe de mexer comigo a ponto de me fazer sentir as coisas que sinto quando ouço as minhas bandas preferidas.

    Beijo Gabiiii!


  14. Concordo totalmente, gosto musical é uma das coisas mais importantes do Universo. Não acho que precise ser 100% igual, mas que a outra pessoa pelo penos saiba escolher e saiba defender suas escolhas.

    Eu até acho normal que a outra pessoa ache uma música fodona pra mim seja “apenas ok” pra ela, mas eu gostaria que ela justificasse e também mostrasse as músicas que ela acha fodonas pra eu entender mais do Mundo.

    Se algumas pessoas gostam de Pink Floyd, Barão Vermelho e U2 e outras gostam de Goldfrapp, Lenny Kravitz e Kid Abelha então é questão de gosto. Mas se pessoas gostam de Led Zeppelin, Lulu Santos e Pavement e outras gostam de Carrapicho, Miley Cyrus e Leandro&Leonardo então é questão universo distinto.


  15. André Leal,
    a questão é: dá para amar e viver com alguém de um universo distinto? …estou aprendendo. Mas confesso que conversamos sobre a importância da música e de tudo isso pra mim, e ele passou a entender melhor o jeito que me sinto. Isso ajudou a nos respeitarmos mais…


  16. A solução ali no final salva viu :)
    Mas a incompatibilidade pode ajudar a conhecer coisas novas…é, mas isso pode ser pior haha!
    Bem, eu aprendi a curtir Pink Floyd num namoro, a ficar entediada com Marcelo Camelo em outro…mentira, já ficava com tédio antes, e finalmente fiquei só.
    Esses dias ouvi Gorillaz, mas Gorillaz é bom então espero que uma fase nova venha :)
    Só sei que a primeira coisa que pegunto é o que a pessoa curte ouvir, acredito que sem essa compatibilidade fica foda.


  17. A solução foi a melhor ever <3


  18. ainda bem que eu e minha noiva nos damos bem em todos os sentidos….rs



  19. Desculpe a pergunta e curiosidade nada haver.
    Mas, que vc deu uma puta sorte encontrar um Holandes em uma cidade gigante e lindo isso já é um baita upgrade :-)
    Vc merece, linda inteligente e super fofa.
    Mas, Re ele foi pra Londres porque e pra que? Conta pra nós um pouco mais de uma história holandesa afinal :-)
    Nos conhecemos histórias brasileiras, são ótimas e super insentivadoras mas, fique super mega curiosa com a história dele.
    beijo querida, muita sorte e sucesso pra ti


  20. Joseane,
    a história do Maikel é a seguinte: ele tem 26 anos e é formado em business (algo tipo administração junto com marketing e tal). Sempre trabalhou em empresas, inclusive já trabalhou fazendo peças de carro, um trabalho super manual e eu diria até um pouco “bruto”. Totalmente oposto ao que ele faz hoje, e é isso que é interessante. Os pais dele são cabelereiros e tinham um salão na Holanda, que era um dos mais famosos e melhores da cidade. Hoje em dia já está fechado e tal, mas eles ainda tem o lugar, que fica em baixo da casa do Maikel.

    Do nada, o Maikel resolveu que precisava tomar um rumo na vida pra ganhar muito dinheiro, assim como os pais dele faziam. Decidiu largar tudo e estudar pra ser cabelereiro também, reabrindo o salão dos pais só que com o nome dele. Daí ele veio pra Londres, estudar pra ser hairdresses numa das melhores escolas daqui. Ele me disse que teve que aprender a gostar de ser hairdresser porque no começo ele nem queria muito. Mas como ele tinha um objetivo, ele foi guiando a própria mente e desde que eu conheci ele eu nunca diria que ele não nasceu pra isso. Pra mim ele é totalmente apaixonado pelo que faz, e RESPIRA a profissão, sabe?

    Em 2013 ele vai reabrir o salão e quer montar a vida dele lá na Holanda. Tipo ter o próprio negócio, construir uma família e tal… E ter muuuito sucesso no salão.

    Fim. (heheheh)


  21. Ah! Re muito obrigado por revelar o outro lado da história, a tampa da sua panela :-) (que juntos viveram felizes) claro e FATO, seja pra sempre ou até enquanto duro o amor.
    Eu sou careta e antiquada, cresci com uma barbaridades na cabeça tenho medo de me jogar, de e si, ou e si, sabe me acho muito covarde e por isso AMO de paixão quem é totalmente diferente.
    Impressionate a história do seu namorado, amei.
    Adoro ler blogs e tals, viagens e encontrei vc através do twitter da Gra já me consumi e consumi seus posts de lá e de cá, amei.
    Vc é maravilhosa, guerreira e determinada isso é maravilhoso.
    Eu sou apenas uma dona de casa, cujo maior parte do meu tempo viajo e sonho lendo viagens e blogs mas, sou feliz assim.
    Estive em Londres em 2010 e fou a minha primeira viagem internacional, AMEI, se pudesse me mudaria pra Londres agora :-)
    Mas, como minha covardia e meus alicerses ainda me seguram por aqui, vou viajando contigo e com muitos viajantes espalhados por esse mundão.
    Rê, pra vc ter uma idéia como eu sou do arco da velha, eu fui sem ter a mínima noção do que era e o que eu ia ver em Londres, dai AAAAAAA!!!!! que surpresa maravilhosa, divina, cheguei e fui buscar mais e mais foi onde encontrei blogs e blogs e assim fui viajando dentro e fora deles. Mas, a primeira a gente nunca esquece e Londres é o meu grande amor.

    beijo amada, muita força e sorte em sua jornada


  22. A Paixão, por Rui Veloso

    Tu eras aquela
    Que eu mais queria
    P’ra me dar algum conforto e companhia
    Era só contigo que eu, sonhava andar
    P’ra todo o lado e até quem sabe
    Talvez casar
    Ai o que eu passei
    Só por te amar
    A saliva que eu gastei para te mudar
    Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
    E nem com a força da música ele se moveu

    Mesmo sabendo que não gostavas
    Empenhei o meu anel de rubi
    P’ra te levar ao concerto
    Que havia no rivóli

    E era só a ti
    Que eu mais queria
    Ao meu lado no concerto nesse dia
    Juntos no escuro de mão dada a ouvir
    Aquela música maluca sempre a subir
    Mas tu não ficas-te nem meia hora
    Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
    Contigo aprendi uma grande lição
    Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

    Foi nesse dia que percebi
    Nada mais por nós havia a fazer
    A minha paixão por ti era um lume
    Que não tinha mais lanha por onde arder


  23. pqp que ódio, eu por exemplo gosto de rock e reggae e sempre me atraí por meninas com o gosto musical semelhante ao meu, mas aquelas vadias preferiram namorar piás funkeiros, pagodeiros, hippies e rappers. Eu jamais namoraria uma menina q curtisse funk pagode rap sertanejo universitário ou hip hop pq tenho pavor desses tipos de som



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