Parece que minha inspiração só funciona com fortes emoções. Quando eu chego ao ápice da emoção que estou sentindo, me dá vontade de escrever. E é por isso que eu não escrevo com mais frequencia, como vocês sempre me pedem. Se eu escrever por escrever, parece que não vai ser algo vindo de dentro. Escrever por escrever não me preenche, e acho que nem preencheria vocês também.

Eu já estava com vontade de falar sobre o assunto, mas ainda me faltava um motivo. O estouro foi agora, enquanto lia o email de uma pessoa que eu nem conheço pessoalmente, mas já tem um grande espaço no meu coração, a Pri. Ela mora na França e começou a me mandar emails aleatoriamente, que evoluíram para cartas daquelas de verdade, que a gente recebe por correrio. Sempre muito querida e doce, parece que ela me conhece há muito mais tempo e sempre fala algo que me surpreende e me faz sentir próxima dela. Nesse último email, ela tentava me dar algum conselho sobre essa loucura boa que está sendo a minha vida, e então ela falou a frase que traduzia a coisa mais simples do mundo, mas que foi exatamente a que me fez chorar: “É claro que sinto falta dos meu amigos, do meu pai (que é o maior amor da minha vida), das pequenas coisas, como o sol entrando na janela do meu quarto….

Ler essa frase em negrito foi como ver um filminho na minha cabeça, de todos os raios de sol entrando pelas janelas dos quartos que eu já dormi. Na minha casa em Alphaville quando era pequena, onde os raios de tinham aquele brilho bonito feito pela água da piscina… No meu quarto em São Paulo, onde a janela divide o sol em várias tiras como se estivessem querendo fazer um desenho no teto…. Essa imagem de sol entrando na janela, sempre foi algo que me fez sentir segurança. Acho que pelo fato de estar em casa, numa cama gostosa, ao lado de pessoas que eu amo e com tudo que era meu por perto. Eu sempre fui de ficar deitada na cama olhando para os reflexos de sol entrando aos pouquinhos pela janela, e indo embora quando as nuvens escondiam o sol. Acho que nem eu percebia o quão poético e importante isso era pra mim, mas quando a Pri citou o sol entrando pela janela, eu me desatei a chorar.

Estou vivendo um dos momentos mais felizes da minha vida. Moro em Londres com um namorado incrível, que me ama e me trata bem, me faz dar risada desdo primeiro minuto em que eu abro os olhos de manhã e toma conta de mim como uma mãe quando fico doente. Quando eu digo “eu te amo” pra ele, ele não responde com um “eu também”. Ele prefere falar nas horas em que realmente importa, para que eu nunca me esqueça de que aquilo é verdadeiro e sincero. A gente tem os mesmos valores, os mesmos desejos para um futuro juntos. Ele é doce, é querido por todos. Ele é o meu amor, como há muito tempo eu não chamava alguém.

Mas escolher ficar com ele, significa não ver mais o sol entrando pela janela. Pelo menos não a minha janela, na minha casa em São Paulo. E pensar nisso me dá um medo enorme, porque eu nunca pensei em perder a única certeza que eu tenho na vida: o meu lar. Escolher ele vai significar deixar a minha janela e todas as pessoas que eu amo para trás. Talvez pensar assim seja muito pesado da minha parte, mas eu realmente não consigo ver de outra maneira. Minha família, meus amigos, minhas tralhas, o clima, o caminho do metrô até a minha casa…. Tudo aquilo que eu conheço, acredito e gosto, será trocado por um mundo totalmente novo onde eu não conheço nada, nem ninguém. Um país onde as pessoas não falam a minha língua, e nem a língua que eu ralei pra aprender, que é o inglês. Um lugar onde eu não sei os caminhos, não sei ler as placas nem os cardápios dos restaurantes. Não gosto da comida, não entendo dos costumes… Um mundo totalmente novo e diferente para eu desbravar, sem ter certeza se vou gostar ou não.

Mas daí eu estaria morando numa casa com o meu amor. Teríamos nosso cachorro, nossos filhos que vão falar 3 línguas. Nosso mundinho paralelo, que a gente começou a construír em agosto de 2011, e que recebe um tijolinho por dia, conforme a gente vai fazendo planos e vai se amando cada vez mais.

Eu tenho muito medo do futuro. A intenção de “me perder para me achar” em Londres, acabou tomando proporções maiores do que eu esperava e agora estou mais confusa do que nunca. Em breve terei que tomar decisões que mudarão a minha vida, e a vida de todas as pessoas que eu amo.

Morar fora do Brasil não significa apenas ter saudades da família e dos amigos. É tudo diferente, e a gente só pode contar com nós mesmos. Já imaginou engravidar em um país que você não conhece? Esses dias eu estava lendo uma revista brasileira aqui em Londres e vi uma matéria sobre “Ter filhos no Brasil ou na Inglaterra?”, e toda a matéria girava em torno de histórias de brasileiras e suas experiências engravidando fora de sua terra natal. Já imaginou como é engravidar longe da sua mãe, da sua família, do seu médico de confiança? Ter métodos e exames diferentes, onde você não se sente seguro como se sentiria se estivesse no Brasil? E ter filhos é apenas um exemplo banal, que mostra o quão é complicado pra alguém trocar totalmente sua cultura e costumes para viver em um outro continente. E eu, sinceramente, não sei se estou pronta pra isso. Mas também não quero desistir de um grande amor por medo…

 
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49 comentários em “A certeza do sol entrando pela janela”

  1. Bem, eu tenho uma amiga q estava no msm dilema… Começou a namorar um italiano, ela morava aqui e ele lá… Ficaram nessas idas e vindas, ficaram noivos mas no final eles terminaram porque ela não queria ir para la e nem ele para cá. Depois de um tempo separados, eles voltaram, ele pediu ela em casamento. Nesse meio tempo ela chegou à conclusao de que a familia que ela viria a formar seria a nova familia dela. É chato mas uma hora temos que nos “separar” da nossa familia mesmo. Sua mãe continuará sendo sua mãe e seu pai seu pai, voces vao se ver menos mas eles vao te visitar sempre que possivel, voce vai acabar conhecendo pessoas que poderá chamar de amigos. E se nada der certo voce sempre podera voltar, o que nao vai dar certo eh vc vir para o Brasil e carregar o resto da vida o peso de algo que poderia ter dado muito certo (alem disso eu terei um lugar para ficar na Holanda rs…) ;)

    bjinhos, com saudades,


  2. Que texto mais maravilho. AMEI *-*


  3. Rê,
    Por textos assim é que seu blog vale a pena. Não se apresse, Deus sabe o que é melhor pra você. Deixe nas mãos dele. Beijos! :D


  4. O medo é inevitável nessas horas, né? E até desejado. Fiquei emocionada com seu texto porque me fez lembrar as fortes mudanças que sofri durante toda a minha vida. Ir morar sozinha, aos 18 anos, durante a faculdade. Depois casar, ter uma casa com um labrador e um pé de acerola, morar com filho do meu então marido. Mudar com ele de cidade, para São Paulo. Separar-me. Mudar de casa novamente.

    Nada é definitivo e nem imutável. Acredite nos seus sonhos e no seu talento. Os amigos você vai fazer, os lugares, conhecer. Se quiser engravidar, sua mãe provavelmente irá te ajudar por um tempo. Depois sua sogra, amigas e outras pessoas que farão parte da sua vida. Ou não haverá um filho com o Maikel, nem seu cantinho construído tijolo a tijolo.


  5. Por que você ir morar com ele e não ele vir morar com você? Você está disposta a tê-lo para ser o único amor da sua vida ou quer continuar tendo ele e mais quem você se apaixonar no dia-a-dia? Será que esse amor seria o mesmo se ele vivesse com você no Brasil e convivesse com seus “amores”/amigos que contruiu em toda sua vida? Acho sua questão muito mais ampla e complicada do que possa parecer. =]


  6. Nã,
    obrigada pelo comentário. Acho que tô precisando mesmo da força de amigos e de pessoas que importam pra mim. A certeza de que sempre poderei voltar talvez me dê forças para ir… Tô indo pro Brasil dia 10 de fevereiro, a gente tem que se encontrar pra você conhecer o Maikel. Talvez essa ida ao Brasil me ajude a colocar as ideias no lugar. Beijos amor.. :*


  7. Que lindo, Lasciva… Não sabia dessa sua história mas sempre gosto dos seus comentários e tweets pra mim. É bom saber que as coisas podem dar certo mas que, se não derem certo, a vida continua, sei lá. Mas esse momento da decisão, da dúvida, do antes da mudança sem saber de nada… É foda. Sorte pra você e obrigada pelo carinho!


  8. Adriana Costa

    08/01/2012 a 23:21:34

    Renata, já tem um tempo que leio seu blog mas costumo não comentar. Esse seu post me fez lembrar da Carrie quando resolveu viver com o russo no sex and the city, só que no seu caso é a vida de vdd. Acredito que o recomendável (apesar de difícil) é pensar friamente e tentar ponderar o lado emocional, pois não é simplesmente viver um “grande amor”. É uma nova vida e no seu caso, isso envolve emprego, cultura, clima, tudo diferente. Mudei há pouco menos de um ano para outro estado sem conhecer nada nem ninguém e confesso que me senti deslocada por um tempo, mesmo sem mudar de país.
    Se eu tivesse condições de dar uma dica ou algo do tipo, diria para vc pensar sozinha por um tempo e depois conversar com alguém que vc confie antes de decidir o que fazer. No mais, desejo que seja feliz independente da sua decisão.
    *sei que muita gente pode considerar meu comentário meio seco, pessimista ou algo do tipo, até pq é mais fácil pensar somente no lado positivo e empolgar as pessoas.


  9. Carlos,
    já pensei um pouco nisso que você falou mas acho que a situação já é complicada demais para querer complicar desse jeito. A opção dele ir morar no Brasil não existe porque ele tem os planos dele lá, está abrindo um negócio agora em 2013 e já tem todo um objetivo traçado. Levar ele pro Brasil, mesmo que fosse possível, não sei se faria sentido. Ele faz parte da minha vinda para Londres, da minha busca por algo novo, então não vejo a gente juntos na minha vida antiga. E isso não é ruim porque essa mudança toda também faz parte do que eu sou e mesmo que eu decida voltar pro Brasil, não vou voltar sendo a mesma de quando eu saí porque agora eu já comecei a construir algo aqui. Isso existe e não teria como fingir que não.

    Sobre se apaixonar no dia a dia e essa coisa toda que eu tenho, eu continuo e vou continuar tendo. Aliás, esse é um dos motivos pelo qual o meu relacionamento está dando tão certo. Nunca me senti tão livre e ao mesmo tempo tão amada num relacionamento amoro. Estou muito feliz!


  10. http://naoqueromecasar.blogspot.com
    Blog de uma conhecida minha, sobre o relacionamento dela com um gringo. Spoiler: eles acabaram de ficar noivos :)


  11. Sem contar na saudade que a gente sente… Nas comidas, lugares, pessoas que a gente às vezes vê todo dia, acaba entrando nessa de saudade também. É incrível porque você nunca pensa sentir saudade dessas coisas banais, até se ver longe delas. Eu moro em Portugal tem um ano e quase cinco meses, e tem vezes que a saudade ainda me pega de jeito. Acho que quando eu vim, deveria ter pensando melhor, porque quando é assim, a gente tem que tá preparada. Ter 100% de certeza que é isso que a gente realmente quer, que isso que vale à pena naquele momento. Claro que a vida com o seu amor e tudo mais pode (ou vai continuar sendo) maravilhosa… Mas pensa em você. Se você tá preparada pra isso. E se tudo o que estiver te impedindo for medo, não tenha, porque a gente sempre pode voltar pra casa, né?!


  12. Ander Locatelli

    08/01/2012 a 23:46:59

    Ha muitos caminhos, nao muitas escolhas, a escolha tem duas opcoes. Foi mais ou menos nisso que cheguei quando decidi sair de Sao Paulo rumo a Lisboa onde estava minha querida companheira de aventuras Erika. Sem previsao do que poderia ocorrer, optei em seguir o rumo do desconhecido tudo porque nem tudo andava bem para mim no Brasil. Em Lisboa nossa vida nao caminhou como eu imaginava e se torna pior quando vc lembra de um amigo ou a familia. Mas la me casei pra surpresa de muitos. Eu estava bem certo. Eu e a Erika. Hoje em Londres, penso que realizei um sonho de viagem e que nao pretendo abrir mao. Acho que sua opcao acarretara situacoes inusitadas, emocionantes que devem ser levadas em conta. Eu nao perderia isso por nada!


  13. Adriana,
    obrigada pelo comentário sincero! E eu concordo com você, a vida não é um conto de fadas e temos que pensar em todas as consequencias de uma decisão. E é por isso que estou tão confusa e tão com medo. Não é simples mudar de cidade, quanto mais de país e continente. Mas a gente vai arranjando forças em quem a gente ama, no que a gente se sente seguro… Eu ainda não decidi nada ainda, e tenho alguns meses para pensar. Mas obrigada por comentar dessa vez já que normalmente você não comenta. Significa que realmente foi sincero e você quis me ajudar de alguma forma!


  14. Sandrine,
    adorei o nome do blog e o fato de que eles ficaram noivos! hahahaha vou ler San, obrigada pela dica!


  15. Ary,
    uma das coisas que mais me encoraja a tomar essa decisão é a sua última afirmação. A certeza do sol entrando pela minha janela vai estar sempre me esperando se eu quiser voltar…


  16. Ander,
    que foda ler tua experiência! No final acaba nem sendo aquilo que a gente espera, mas ainda melhor, né? É um mundo novo pra gente desbravar, como eu disse no texto. E uma das coisas que me faz ter vontade de tentar é a minha falta de motivos e vontade de voltar para o Brasil. Eu sinto falta da família, dos amigos, da comida e do clima mas se eu parar pra pensar na minha vida, eu não estava feliz. Por isso vim pra Europa, buscar algo que eu não sabia o que era. Será que não era exatamente isso? …


  17. Oi Re,
    então, passei e estou ainda numa situação parecida. Como já te contei numa carta que te mandei antes de vc ir para londres (lembra?), conheci um alemão que veio para o Brasil e nós namoramos por todo o tempo que ele ficou aqui, 7 meses. Quando ele voltou para a Alemanha nós não fizemos nenhum plano porque ele ainda precisava terminar os estudos dele e eu também os meus, mas continuamos nos falando durante esses meses e percebemos que ainda sentimos as mesmas coisas. Semana que vem eu estou indo para Alemanha para revê-lo depois de 9 meses! To super animada de poder estar com ele de novo, mas com medo também porque a gente precisa encarar essas mesmas questões. Se quisermos continuar juntos um de nós terá que mudar de país, e é muito difícil tomar essa decisão. Já pensei muito sobre isso e tive altas crises nesses últimos meses, mas uma coisa que facilita é algo que minha mãe sempre fala para mim e que eu vi que já comentaram aqui: vc sempre pode voltar. Não precisa ser algo definitivo e pesado, e às vezes é melhor arriscar e dar errado do que não tentar e ficar sempre imaginando como seria. É meio clichê isso, mas não deixa de ser verdade.


  18. Ander Locatelli

    09/01/2012 a 00:18:07

    Exacto! Nascemos na mesma cidade, estamos ligados, conectados com tanta coisa simples da nossa terra que por mais simples faz a saudade atravessar esse mar todo de la do Brasil pra ca. Acho muito digno na verdade esse feeling que so brasileiros sentem. Mas existe tambem a opcao que pode lhe render a mesma experiencia. Por que nao trazer amigos, a mae, o pai, a tia-coruja aqui no proximo verao pra visita-la?! Nao tera orgulho maior pra eles em fazer parte disso. Andei pensando muito nisso. Sou novo em Londres como tu. esse eh o caminho. O sol aqui tambem pode entrar na sua janela. pensar diferente, pensar que essa fase ta valendo e tao em breve vc possa dizer que esta vivendo os melhores momentos da sua vida.


  19. É, você tem que pensar no que te faz feliz. Estou lendo um livro do Dalai Lama, e ele diz que para tomarmos uma decisão devemos nos perguntar “Será que ela me trará felicidade?”
    e diferenciar o prazer da felicidade.

    E bom, sempre temos que deixar algo pra trás ao tomar uma decisão. E mudar muita coisa.


  20. Re,
    Mandei um e-mail ‘falecom’ sobre a minha história. Espero que te ajude um pouquinho.

    Beijos


  21. Rê, acho que o ~pensar demais~ às vezes mais atrapalha que ajuda. Ok, vou explicar mesmo num comment gigante haha: falo isso pensando na minha própria história (aquela que tu conhece), sabe? Quando voltei para o Brasil, estava namorando há um ano com o meu dinamarquês e obviamente passamos pelo mesmo impasse. Como ele já morou em vários países, já é bem experiente e disse que topava na hora vir para cá comigo. O que penso é: só há duas saídas. Ou tudo dará certo de alguma forma, ou não. Se nada tivesse dado certo para o meu agora marido aqui no Brasil, ele teria voltado para Londres e pronto. Tipo, no final é bem fácil sabe!? Se não der certo na Holanda, o que te impede de voltar para o Brasil no final das contas? Já imaginou o quanto a Holanda pode te surpreender assim como a sua temporada londrina? Vc só saberá tentando =}

    Acho que certas coisas valem a tentativa, até porque o túnel tem uma luz enorme no fim! Se você está de fato apaixonada e acha que vale mesmo investir em vocês, tente achar uma saída e nunca esqueça que o Brasil sempre estará para você, com cenário bom ou não. Você tem sua base aqui, e essa é uma segurança que nada no final irá lhe tirar! Acho que o cenário é bem positivo para você, nada vai sair do lugar caso seus planos mudem =)

    Ah, sei lá, minha opinião. Felizmente passei pelo mesmo e tive um final mais que feliz! Qualquer coisa me escreve, adoraria conversar mais contigo sobre… A gente se tem no Gtalk. Boa sorte, ok? Bj bjjjj


  22. Re, seu post me lembrou MUITO um livro que eu li recentemente… “Mil dias em Veneza”. É sobre uma mulher que larga a vida nos Estados Unidos, larga seu sol entrando pela janela, larga seus filhos… pra viver, por amor, num lugar que ela antes jamais queria estar. E o livro é surpreendente, e tem receitas incríveis! Eu sei que são lugares e histórias um pouco diferentes, mas o livro traz toda aquela esperança, além de ser maravilhoso… acho que você iria gostar! :)

    Beijo,

    Lars


  23. Maria Eugênia,
    obrigada pela força! Acho que é um pouquinho disso que eu preciso… E cada história que me é contada com um final feliz, me da mais força ainda para tomar uma decisão! <3


  24. Lars,
    fiquei com muita vontade de ler o livro, vou ver se acho na internet! Obrigada pela dica ;D


  25. Oi Rebiscoito, aqui é a Gisele, sua seguidora assídua, é estranho – às vezes – seguir e tentar comentar, falar as coisas para uma pessoa que você não conhece pessoalmente, mas saiba que te admiro virtualmente, e claro, até gostaria de poder ter uma amizade melhor com alguém que escreve coisas tão bacanas como você! ;)

    Na minha opinião você deveria arriscar ficar com seu amor, são novas histórias que você vai traçar, novos lugares que você vai conhecer, novas oportunidades que irão surgir, você me parece estar com uma pessoa bacana, que atende suas expectativas, que te surpreende, te satifaz, que cuida de você e ama você!

    Na verdade, não é fácil mesmo “largar” sua família e amigos daqui, mas saiba que independente de onde você estiver, sua família e seus verdadeiros amigos SEMPRE estarão te esperando com os abraços abertos, e isso é o que importa, se não der certo ao menos você tentou e nada impede de recomeçar em qualquer lugar que seja.

    Estava lendo um livro e até vou citar uma parte aqui:

    “Talvez, neste momento de sua vida, exista nas profundezas do seu ser um sentimento de desesperança ante a possibilidade de viver plenamente com alguém. Isso vai levá-lo a procurar um meio de provar a si próprio que a solidão é o único caminho. Em vez de negar essa sensação dentro de você, faça algo diferente: observe-a, perceba como esse sentimento vai contaminando o seu coração com o ceticismo, fazendo críticas e afastando-o do verdadeiro amor…Não lute contra a desesperança. Não a mande embora. Procure conhecê-la profundamente. Pode ser que, ao sentir-se compreendida, essa sua parte reconheça que é inútil e saia de sua vida!
    Acredite!
    Amar é a sua verdadeira vocação!”

    Trecho tirado do livro: “Amar pode dar certo” de Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt

    Espero que você faça a melhor escolha!
    Você me parece inteligente e sairá muito bem dessa! ;)

    Um beijo <3
    Gisele
    @gigitins


  26. Gisele,
    que querido o seu comentário! Saiba que mesmo sem me conhecer pessoalmente, você consguiu me ajudar de certa forma. Todos esses comentários de pessoas me dando força, são muito importantes! Obrigada viu? Um beijo!


  27. Lindo o texto,
    por mtas vezes eu pensei em morar fora, ou sair um ano, mas eu pensava em tudo que você pensou neste textos, e preferia ficar ..
    Acho difícil ficar longe do nosso lar ne ;S
    Nossa zona de conforto ..
    BEijos



  28. Estou “casada” há dois anos e conheci meu marido em uma viagem. Tava com 18 anos, tinha acabado de deixar meu emprego, não sabia que faculdade cursar. Minha irmã me convidou pra ir passar uns tempos com ela em Mato Grosso, fui em busca de direção para minha vida, não senti medo de deixar a casa dos meus pais. Nossa foi muito dificil no começo, não conheci ninguem da cidade(super pequena), não me identificava com as amizades da minha irmã. Numa visita a casa de uma amiga dela (agora minha sogra), conheci meu marido, mas naquele instante em q ele não passou pela sala e nem nos comprimentos, queria sair correndo mesmo não entendendo os motivos.
    Acho q sentindo falta de alguem, acabei aceitando um desconhecido no msn, era ele, nem podia imaginar. Conversamos, saímos, começamos a namorar.
    Dois meses, minha irmã resolve ir embora da cidade, nossa, era tudo ou nada, ou eu ficava com ele, ou embora sem olhar pra trás, não cogitei num namora a distancia. Essa foi a parte mais decisiva da minha vida, eu tinha andar com ele no rumo q eu queria pra minha vida. Não tinha duvida.
    Conversei com meus pais, arrumei o restante das mnhas coisas e fui. Naquela hora q eu subi na onibus, olhei minha mãe me dando tchau, deu a aquela vontade de sair correndo(a mesma q eu senti qndo o comeci) e voltar a atras. Mas eu não voltei, eu superei meu medo e fui.
    Hoje eu sei q não foi a certeza q me fez subir naquele e sim o medo de perde-lo.


  29. Sélia,
    que hostória linda!!! <3
    Que bom que acabou dando tudo certo…


  30. Eu não sou a melhor pessoa pra dar conselhos, acredite.. eu fujo de qualquer provável relacionamento, talvez por deixar você vulnerável, e isso é um pouco menos terrível do que ser enterrado vivo.
    indecisões são constantes, e se todas as vezes você lembrar de casa e como as coisas seriam instáveis lá,u gonna be stuck.
    mas não me escute, ontem eu lambi o mamilo do barman em troca de tequila, achei uma pilula roxa na bolsa e dormi por 8 horas, acordei numa republica de rapazes usando uma fralda da whoopi goldberg.


  31. Oi,

    Nem preciso dizer que SUPER me identifiquei e compartilho dos teus medos. Todinhos eles. Que bom saber que tem gente por ai na mesma situação bittersweet que a gente. Quem está de fora às vezes não entende muito bem. Eu entendo e entende o teu “não entender” essa loucura q virou a vida.

    Muito obrigada pela tua visita no Não quero me casar. Volta sempre. Eu vou te acompanhar por aqui. Beijo e boa sorte!


  32. fabiana caldas,
    que medo, como vc sabe que eu visitei teu blog? ahhahaha
    Eu ainda tô com ele aberto aqui nas minhas abas do Firefox, mas nem cheguei a comentar!!! Queria ler com mais calma, desdo comecinho, pra poder fazer um comentário a altura.

    Mas legal que você veio aqui e já se identidicou. Situação bizarra e dificílima, né? Mas vamos aí achando forças do além pra tomar decisões e resolver o nosso futuro, quando a gente nem tem certeza se já é hora de resolver isso. hahahaha

    Boa sorte!!! E um beijo… (ainda vou “começar” a ler seu blog! hahahah)


  33. De tudo que está escrito acima, o que posso dizer que é comum entre as duas possibilidade é o seu olhar, a forma com que você lida com as coisas, que valoriza os detalhes e que se apega ao que faz seu coração bater mais forte!!! isso é seu, você estando no brasil, na china ou em qualquer lugar do mundo!

    Tudo é experiência, nada é preto no branco, não se deixa levar pela ansiedade de prever o futuro sendo que existe um caminho inteiro pela frente, e mais importante que o resultado é o processo que nos leva a ele … você ainda tem um mês aqui, vai voltar para o Brasil com seu namorado, vai rever amigos, ruas, padarias, e reflexos do sol que passam pela janela, então não se aprece nem se pressione a tomar uma decisão futura agora, viva o presente e confie em você, pq na hora que a decisão precisar ser tomada, não será preciso conselhos, amigos, família pra te dizer o que fazer, você simplesmente vai saber o que fazer.

    Agora, pode dar certo, pode não dar, você pode conhecer outra pessoa, ele pode conhecer outra pessoa, vocês podem ficar velhinhos juntos, ele pode morrer, ou você, ou o labrador de vocês, você pode arrumar um emprego que te possibilite viajar para o brasil, ou pode ter um perrengue no começo e precisar ficar dois anos sem ver seus amigos e parentes, você pode vir passar férias no brasil depois de seis meses e resolver que não quer mais voltar, você pode engravidar e passar toda sua gestação no brasil até os primeiros seis meses de vida da sua filha e depois voltar, ou talvez você tenha que passar por tudo só com seu marido….
    ele pode ser o amor da sua vida, ou pode ser mais um dos amores que passam pela sua vida..

    a questão é, que chato deitar na cama e viver tudo no plano dos pensamentos, o mais gostoso da vida é ser surpreendido por ela, e isso incluir riscos, medos, perdas e ganhos.

    Me fascina ver as pessoas sentindo, e principalmente, sentido na pele que estão vivas, simplesmente por estarem sentindo..seja na dor, no amor…. é importante o processo da dúvida e do medo, mas respira, toma um chá e confia, que no fim vai acontecer o que for melhor pra você …


  34. …um comentário incrível e anônimo. Só estou respondendo para agradecer…. De verdade!


  35. Parabéns pelo texto. Tem sido uma aventura muito agradável acompanhar sua vida. Não sou de escrever muita coisa, apenas registrar que passei por aqui e gostei do que eu li. Abraços


  36. hahahahhaa pois é, vi por acaso nas estatísticas do blogger. Ai como tinha vários clicks com origem daqui vim conferir e adorei! A gente quer decidir, mas às vezes é a escolha que escolhe a gente. Bom é deixar rolar e escrever para organizar as ideias e acalmar o coração como a gente vem fazendo. Vou te esperar por lá. Sem pressa, minha história ainda vai longe!

    beijokas, fabi.


  37. Leticia Casarolli

    12/01/2012 a 13:31:46

    Querida prima Rê,

    É tudo muito difícil quando se resolve mudar, mas tem várias coisas que mais pra frente você vai perceber: a sua vida em SP nunca será a mesma depois desta sua experiencia fora. Minha prima que mora na Australia ha muito tempo me disse uma vez que morar longe de casa você acaba não se sentindo em casa nem fora e nem no Brasil, fica sem este sentimento pleno de home sweet home. Eu quando voltei da casa dela, depois de 1 ano, me senti assim por muito tempo e hoje ainda sinto falta de lá. Acredito que a vida vivida assim com várias aventuras, experiencias é muito melhor, pois olhar pra trás e poder dizer que viveu tantas coisas é muito legal! Desde que não seja sofrido, que seja tudo por escolha própria, é claro. Se vc for com ele pra terra dele (é linda a cidade!), vai viver um grande amor, que pode não ser para sempre, mas vai ser vivido. Um dia você pode sim querer voltar para “casa”, que não será mais a casa da sua mãe por exemplo, pois depois de um longo tempo tb longe da casa da mamãe, não será mais a mesma coisa. Viver longe da família é muito ruim, mas nos adaptamos de um jeito ou de outro. Sempre nos adaptamos a tudo na vida, isto é certo. E se não der tão certo assim, tem outros caminhos a seguir. A sua vida ainda é muito longa com muitas curvas pelo caminho. Quando conto para pessoas que nunca sairam de sua cidade que já morei na Australia, em MT, em Caçapava, em Mogi, a maioria acha legal. Uma amiga minha ficou 10 anos fora entre vários Países, casou-se fora, teve uma menina e agora vieram todos morar no Brasil. Quem sabe um dia vc, ele e um filho venham pra cá de volta! Não deixe de viver as oportunidades da vida. Acredito naquele ditado que diz mais ou menos assim: arrependa-se do que fez e não do que não fez. Nada é para sempre.
    Bjs e boa sorte nas escolhas de seu caminho
    PS: tenho o maior orgulho de vc das pessoas que vivem. Depois de uma certa fase da vida (casamento, filhos, emprego fixo), a vida fica mais segura, plena, mas com um gostinho de quero mais. Estou amando esta minha fase da vida, mas gostaria de poder viver experiencias novas.


  38. Fiquei lendo um pouco teu blog ao som de Still A Weirdo – KT Tunstall.
    Achei tudo tão afável. Enfim, um beijo no cantinho do olho direito. =*


  39. a.,
    não conhecia a música e botei pra ouvir e entender mais ou menos o seu sentimento… Adorei!
    Tenho muito isso com música, elas funcionam como trilha sonora desses momentinhos da minha vida.
    Obrigada pela “dica musical”, entou pra minha listinha de favoritas no Spotify. Um beijo!


  40. Oi Re, lendo seu post pude perceber o quanto vc ainda está insegura do futuro a escolher. Claro que não podemos evitar acontecimentos novos, mas as escolhas podemos sim. Sabe o medo as vezes é bom e muito importante pra nos livrar de coisas ruins, mas também pode nos reprimir sem fundações reais. Eu também ficaria nessa dúvida, já que teria que escolher entre “minha vida” e a “nova vida” que nem sei como será. Mas o que realmente precisa saber é o que realmente vc deseja neste ecato momento. Sabe Re, com tantos acontecimentos em minha vida, no qual não foram tão bons, dos quais eu nunca gostaria de me lembrar, eu ganhei, eu perdi, eu lutei, eu aprendi, eu errei, eu acertei, eu ignorei, eu deixei muita coisa passar, eu não dei importância, eu fui insana, fui rebelde, fui muito impaciente, “eu os perdi pra sempre”. Muita coisa aconteceu comigo e hoje posso te dizer uma coisa: a essa altura da minha vida, com tantas perdas e ganhos razoáveis, hoje sei que deveria ter vibido muuuuiiito mais certos momentos, de ter moldado cada um de acordo com os acontecimentos e até talvez ter tentado mudar o rumo das coisas, mas não fiz! Hoje digo que me arrependo e sei que nunca vão voltar esses momentos, essas fases, “as pessoas”, tudo que eu deixei lá tráz devido a tudo aquilo q citei acima. Hoje eu te digo, sou casada, tenho um filho de 6 anos que amo muuuuiiito, é tudo que tenho, um marido que mudou muito de quando o conheci e o q ele é hoje, da vida q eu tinha e que hoje não tenho 1/3 mais. Sabe Re, me dói muito pensar em tudo que perdi, e com a Psicologia eu consegui aprender a lidar com meus medos, receios, incertezas e dúvidas, como pensar e como agir, como aguentar os ocorridos em minha vida, mas também aprendi uma coisa que nunca mais vou deixar passar: “Aproveitar os momentos que surgirem em minha vida”. Hoje depois de tantos acontecimentos e tantas desulisões eu decidi sim fazer um intercâmbio, ir pra Londres não só pra estudar, mas pra conhecer pessoas, culturas e ver a vida de um modo diferente, mesmo que pra isso meu filho que é o que mais me importa, terá que ficar aqui. Eu sei que um dia, lá na frente, qado ele crescer e for um rapaz, ele vai querer coisas que u nãi irei participar, e ele fará escolhas das quais eu não vou poder interferir e sim rezar e dizer à ele: “Que Deus te ilumine e te guie pra que tudo dê certo em sua vida”. Por isso te digo o Futuro ninguém sabe como vai ser, mas as escolhas podemos fazer e “viver os momentos”, mesmo que tenhámos que fazer escolhas que podem doer, mas também podemos voltar atrás e mudar tudo. Então pense no que vc quer pra sua vida neste momento e vivá-o, já que a vida é feita de momentos.

    Beijoissssssssssssss e td de bom pra vc, te admiro mesmo não te conhecendo e espero que quando eu for pra Londres eu te encontre pra podemos ficar juntas e aproveitar muitos os novos momentos e/ou aqui no Brasil.

    Até mais.


  41. Karina,
    obrigada por compartilhar um pouquinho da sua história comigo também. Já dizia o rei: “Se ganhei ou se perdi, o importante é que emoções eu vivi…”. Então você viveu, aprendeu… E o mais imrpotante é que não está parada. Isso de fazer um intercâmbio a essa altura da vida, é uma atitude super arrojada e corajosa. Eu super apoio!
    Sorte para nós duas… Quem sabe a gente não se encontra mesmo, por esse mundo a fora? :)


  42. É dona Re, entre um caminho e outro, nos deparamos com situações as quais temos que tomar decisições nas quais o resultado delas podem mudar TUDO, porque é assim mesmo a gente se organizada, mas sempre existem surpresas pelo caminho, o vento muda o sentido e ai depende de nós tomar essas escolhas, e o resultado não têm como saber, nem pré-ver… A gente decide e os novos caminhos vão se moldado, a gente vai se moldando e re-criando e só depois então a gente descobre ou sente se deu certo ou errado…
    Mais uma vez me reconheci em seus textos, me programei em dezembro, peguei um emprego pra ser apensas um extra, levantar uma grana e tals, mas ai coisas aconteceram e eu recebi uma proposta pra ser registrada, não esperava, mas pesando algumas coisas percebi que estava diante de mim uma oportunidade de talvez conseguir me programar e levantar uma grana pra fazer um intercâmbio, que até então era um vontade meio adormecida, me motivei e aceitei, ainda quero muito fazer mas como é algo que eu planejo a anos, agora percebi que o tempo passou e fiquei meio medrosa, eu quero muito mas tenho sinto aquele frio na barriga que porrã…

    Espero criar coragem e espero que você também ouça seu coração e toma a decisão que for melhor pra você ao menos no momento, afinal o mais importante é a gente ser feliz, então que a gente possa escolher o que mais por fazer a gente feliz nem que for por momento….
    Afinal mais uma vez ” somos apensa humanos, tentando, tentando mais uma vez…”


  43. Ameii seu blog, sério mesmo.
    eu estou seguindo desde ontem.
    vi meio por cima, mais já percebi
    que são ótimos seus artigos!
    E que, esse do sol entrando na janela,
    me tocou muito.
    por isso quero te dizer:
    deixe Deus reger sua vida,
    agindo assim, vai dar tudo certo!
    abraço pra ti..


  44. Renata, mesmo não te conhecendo pessoalmente, acompanhei sua ida para Londres e todo o rolo com o holandês desde o começo. É engraçado como com essa coisa toda de internet a gente se sente “próximo” das pessoas mesmo sem nunca ter visto pessoalmente, né? haha

    Me senti aflita só de me imaginar numa situação como a sua. Não sei qual o teu signo, mas sou libriana e fazer escolhas é sempre um parto na minha vida. Por isso, as vezes costumo ver as decisões como coisas temporárias … acho que facilita ter que escolher algo se eu imaginar que tudo pode mudar um dia, sabe? Afinal, a vida é assim mesmo, as coisas mudam, e mudam, e mudam …

    Acho que você não precisa ver o fato de escolher ficar na Holanda como abandonar sua família, amigos e tudo mais. É uma nova fase, um desafio enorme, mas ainda assim, tanta coisa pode acontecer. Sei que é clichê, mas quanto mais tu pensar nisso, mais vai ser complicado escolher. Sou muito racional, mas no seu caso, acho que seguiria meu coração. <3

    To torcendo pra que tudo se resolva da melhor maneira, e torcendo por vocês dois, simpatizo muito com o casal :)


  45. haaaaaaaa amei pra sempre ess texto, tão lindo.
    Todos temos medo do futuro mas no seu caso o futuro que ta lhe esperando não parece ser tão ruim a não ser por deixar o seu lar e pela saudade que vai sentir mais isso são experiencias pelo qual devemos passar e vai que o teu futuro vai ser maravilhoso, pelo menos vc não ta indo tipo sem nada a lhe esperar, vc vai ta com o seu amor e vai continuar construindo o que começaram e que parece ser maravilhoso, seila tenta vai que da certo? sei que todos estão lindamente torcendo por vc, e afinal amei seu blog, estou encantada.
    bjs da mary *-*


  46. Me queda por leer otra breve novela que es “Amsterdam”, y espero no desdecirme de mis palabras cuando la lea.


  47. Paula,
    que comentário querido! Não sei se você sabe mas aquele dia, a primeira vez que tuitei sobre o seu blog, significou muito porque era o começo da admiração que eu tenho por você. Então essa coisa de se sentir próxima, ou de querer ser amiga de pessoas que a gente nem conhece, acontece aqui do meu lado também. Fiquei super feliz enquanto lia seu comentário! Sou de leão, não acho que seja difícil fazer escolhas pra mim. Mas eu tenho muita dificuldade e medo de mudanças. O que me faz ter coragem é saber que sempre depois que elas acontecem eu me adapto como se fossem super pequenas. Vir para o Brasil agora ta me dando um sentimento super diferente. Não sabia como ia ser, mas tenho tido certeza das coisas, cada vez mais. O problema é que eu amo muito o Brasil, é foda imaginar que agora to escolhendo ir embora desse lugar que tanto gosto e deixando as pessoas que tanto amo. Estou na casa da minha vó e ela quase chorou enquanto conversávamos disso.. Porque querendo ou não, é deixar.. Sabe? Avós por exemplo, são pessoas já velhinhas que podem não estar mais aqui quando eu voltar a isso me dói muito. Então realmente, vai ser difícil tudo isso mas é como você falou.. Uma nova fase. Queria muito ser rica para poder ir e voltar a hora que quisesse, sempre que desse saudades. Mas não podemos ter tudo nessa vida! :’)


  48. Muito interessante o coment



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