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Summerbreeze by emiliana torrini on Grooveshark

Ufa, finalmente 2013 está chegando ao fim. Acho que esse foi um dos anos mais loucos, nulos e perdidos da minha vida. Voltei da Europa mais perdida do que quando fui, trabalhei em um hostel e tive os 5 meses mais porra loucas da minha vida e agora, só no finalzinho do ano, sinto de alguma forma que eu pertenço à minha própria vida. Ou não, sei lá. Ainda não me encontrei.

Há exatamente um ano atrás eu conheci o cara por quem fui apaixonadíssima esse ano inteiro. Não achei que fosse durar tanto mas olha aí, faz um ano e eu ainda sinto o mesmo frio na barriga que sentia no começo, quando ele estava por perto. A parte triste é que ele não mora no Brasil e por isso é impossível ficarmos juntos. E eu nem sei direito se gosto mesmo dele ou se gosto do cara que acho que ele é, porque ficamos pouco tempo juntos e tudo que eu conheço dele é um pouco vago demais. Mas enfim, vocês já estão cansados de saber dessa história né? Já escrevi vários posts inspirados nele, vou tentar virar o disco. (Se quiser ler esses posts, listei aqui em ordem: 1, 2, 3).

Comecei a assistir uma série britânica chamada Secret Diary of a Call Girl, que e é sobre uma prostituta de luxo de Londres. Apesar de ser uma série meio antiguinha, tô amando e consigo me manter um pouco mais perto de uma das cidades que mais amo nesse mundo. A Hanna, que é a personagem principal, é linda, inteligente, ama sexo e não se apega às pessoas. Na verdade ela não tem relacionamentos amorosos porque não se apaixona por ninguém. Ou pelo menos ela acha que é assim, até conhecer o Alex, um cara que ela confunde com um cliente e que nem sabe que ela é uma prostituta. Eles começam a sair, meio que contra a vontade dela, porque ela não é dessas que vão a encontros normais com gente normal. Mas daí ela acaba se apaixonando e larga a vida de prostituta pra ficar com ele. Se deu certo ou não, você vai precisar assistir a série mas o que eu quero contar é sobre como me senti parecida com ela nessa coisa de não me envolver com ninguém.

Há alguns anos atrás eu estava sempre apaixonada, sempre sofrendo por algum amor que não tinha dado certo ou vivendo algo super intenso. Mas depois que viajei e principalmente quando voltei, tenho sentido uma dificuldade tão grande em me relacionar com as pessoas. O modelo de relacionamento convencional não me interessa mais e os caras não conseguem me prender. Tenho conhecido pessoas incríveis ultimamente, caras por quem eu teria me apaixonado sem nem pensar duas vezes no passado. E agora, apesar de gostar muito deles, existe uma barreira que me impede de ir além. Não sei se é medo ou falta de interesse mesmo. Só sei que aquela estrelinha do amor está meio apagada em mim e existe um vazio que nem eu tinha percebido que existia aqui.

Quando a Hanna se apaixonou pelo Alex no seriado, eu fiquei tão mexida, como se eu fosse ela e sentisse uma vontade enorme de conseguir me apaixonar de novo. Mas ao mesmo tempo, será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir? Será que é assim mesmo tão forte? E se não for, não é amor?

Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.

Desde quando eu perdi a capacidade de me apaixonar? De criar laços, de gostar da intimidade e da vida a dois por um tempo maior do que 1 mês ou 2? 2013 foi um ano difícil mesmo… Acho que até desaprendi a me apaixonar.

 
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21 comentários em “Não sei mais me apaixonar.”

  1. E eu aqui, me apaixono a cada esquina ainda, mas não consigo amar mais, porque já me apaixono achando que a pessoa não vale a pena. E no final, acaba que não acho que ninguém vale a pena e não me esforço muito.
    Tenho preguiça, preguiça demais das pessoas… isso é ruim, me faz ser uma pessoa pior, me faz querer fugir.
    Certamente meu 2013 foi tão louco quanto o seu e não da maneira que gostaria.


  2. Não se preocupe. Nenhum ano é igual a outro. Você se reencontrará e, por que não, encontrará alguém disposto a esse mergulho no desconhecido que tanto anseia. Afinal, quem sabe realmente o que vem pela frente? Boas festas.


  3. Nossa como eu me identifiquei com esse post!


  4. Hanna gosta de fantasiar o amor e quando a realidade veio à tona, ela não soube escolher entre o médico ou a sua profissão de prostituta. Vamos supor que fosse outra profissão, ela cairia no lugar comum da maioria das mulheres. A minha mãe dizia que aos 20 anos, a mulher larga o trabalho por um amor. Aos 30 anos, ela larga um amor para ter uma profissão. Acho que você não se prende por simples amadurecimento. Viva a vida!!
    Feliz ano novo!!


  5. Acho que você está com o mesmo problema que eu, ainda não esqueceu o amor “impossível” que está a kilometros de distancia e isso tira a vontade e a “graça” dos outros, isso porque o que é mais difícil nos atrai é o sentimento de história inacabada de se perguntar se ainda há uma chance e um dia isso tudo ainda pode dar certo (afinal não foi por acaso que eu o conheci, o mundo conspirou para isso então que tenha uma razão)…Não se é exatamente isso com você mas me vejo nessa situação então pode ser isso tbm…


  6. Caralho! O penúltimo paráfrafo é tão eu…


  7. [...] Não sei mais me apaixonar [...]


  8. Só consigo pensar em uma coisa lendo esse post, voltar de intercâmbio foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz…


  9. I know the feeling, Mari :(


  10. Apaixonar hoje me parece um sonho de menina…nunca havia me apaixonado na vida, acreditava que isso nunca ia me atingir, forte demais para se deixar levar. No entanto, em um certo momento da minha vida acreditei que isso tinha acontecido comigo, hoje penso se de fato ocorreu ou foi uma precipitação de alguém que queria muito vivenciar o amor…será que te fato cheguei a amá-lo? Não sei…só sei que é difícil recomeçar, acreditar que será bom se apaixonar quando sente-se triste de ter lembranças de alguém que te fez sofrer, de alguém que quer esquecer. Sei que o amor é lindo em filmes, novelas, romances, mas na vida real nada é perfeito. Espero um dia encontrar alguém que me faça acreditar de novo no amor…por enquanto vou vivendo, aprendendo que para ser feliz não é necessário ter um amor. Hoje aprendo que sou feliz “sozinha”, tenho uma familia linda, amigos maravilhosos, e uma vontade de viver, aprender, rir, que me faz ser quem sou. Se aparecer alguém, seja bem vindo, caso contrário, sou feliz assim!


  11. “será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir?” dãaaaa 25 anos e uma viagem para aprender isso einstein? nom existe amor só provas de amor o mais proximo do amor ea generosidade e a compaixão (caridade com estranhos por exemplo) o resto e para ganhar dinheiro ou troca de interesses ou “previdencia social” antiguamente cara de 25 casava com menina de 14 anos pois a pessima qualidade da saude na epoca acarretava na morte aos 40 (ou 50 mais ou menos) com isso a mulher ja com 30 vivia feliz e plena com os embolsos do falecido conjugue afinal era ate a morte os separe logo ela nao descumpriu com nada, hoje nao é assim ate com aids vc vive 10 15 anos logo casar por amor e uma ideia de merda um texto interessante para se ler no link se quiser ler leia se ñ me ignore enfim
    http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/


  12. “Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

    Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.”

    Imagina se identificar com esses trechos estando namorando por mais de 4 anos. Ser pensante não é legal, as vezes.


  13. Aprendi uma palavra nova hoje.
    BASOREXIA
    ;)


  14. É esquisito ler esse post e me identificar com alguma coisa. Mas, eu me identifiquei. É esquisito por que há um tempo eu era uma manteiga derretida e hoje eu sou a chama que derreta manteiga. Não é qualquer um que me cativa, acho que meu lado crítico aflorou léguas. Tenho dito, um dia eu me apaixono .. mas só um dia.


  15. Maria Edwirgens

    29/05/2014 a 05:03:35

    Tem a ver com o fato de conhecer o amor e de não tê-lo mais. A gente sente falta não exatamente da pessoa, mais da sensação de amar. Eu cheguei a ter ctza que nunca mais conseguiria. Todos pareciam banais. E de fato eram. Até que surgiu o Brian. Um Irlandês dono do sorriso mais brasileiro que eu já vi. Me ganhou assim que saiu do taxi no meio da Mem de Sá, na Lapa. Me fitou com um par de olhos azuis marotos e falava com a segurança de quem veio ao mundo pra ser feliz. Hj ele é alvo dos meus suspiros mais profundos e platônicos desde o último carnaval. Ele foi embora. Voltou pra gringolândia londrina, onde ele mora. Mas eu vivi as 12 horas mais românticas da minha vida. E aí eu descobri que sim. A gente pode amar outra vez. E outra vez. E outra vez… Não tem regra. Só que depois de viver isso, nada menor serve. Então nunca cometa o pecado de estar com alguém por estar.. sem amar.


  16. Simplesmente fantástico o seu blog Re, me identifiquei muito com tudo que escreveu, as vezes acho que tenho medo de amar, por decorrência de eternos amores não correspondidos e esse medo anda me atrapalhando, vc tem face email se puder me passe,
    Um Grande Beijo Flávia


  17. Nossa, esse post foi como me descrevesse… como se fosse eu ali escrevendo, esse ano de 2014 está sendo assim pra mim… Tenho certeza que desaprendi a me apaixonar…


  18. Eu sinceramente pensei que era a única nesse mundo a ter esse problema….na verdade eu sei me apaixonar, só que aprendi que paixão passa…umas até em uma semana.Eu não aguento mais….tem um vazio um buraco dentro de mim….sei que preciso preencher…mas não dá…não consigo.


  19. putzz me descreveu no finalzinho, n sei me paixonar, canso facil das pessoas, sempre to atras de novidade, n sei me prender a alguem por mto tempo!


  20. Nossa, eu acho que meu coração congelou, tenho quase 19 anos e até hoje nunca namorei, já me apaixonei durante a vida mas poucas vezes a pessoa chegou a saber. Talvez por essas decepções que só aconteceram na minha cabeça hoje não consigo gostar de mais ninguém, não sinto mais aquele frio na barriga quando chego perto de alguém. Eu fico imaginando na minha cabeça um relacionamento que não existe na vida real, e se existe é muito raro, aquela coisa de filmes sabe? E gostaria de viver isso. Chorei que nem uma menina assistindo aquele filme “simplesmente acontece”, acho que eu sou muito gay hahahaha. Mas eu ainda tento me apaixonar mesmo não conseguindo, ando por aí tentando uma troca de olhares com alguém que eu não conheça ou não, mas nada acontece.


  21. Daniel,
    sinto muito que você se sinta assim. Mas meu conselho seria: não desista (!). Não acho que essa coisa de “o amor da nossa vida” exista, mas acredito muito que pessoas se encontram em momentos certos e acabam fazendo dar certo, se quiserem. Não é fácil achar pessoas que aturem a gente ou a gente ature. Mas eu continuaria procurando no seu lugar, afinal… Nada mais triste do que sentir que a gente não sente nada :(



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