De uns anos pra cá minha vida virou de ponta cabeça em relação ao jeito que eu encarava o amor e os relacionamentos que tinha. Em menos de dois anos tive experiências tão diferentes, que mudaram completamente a concepção que eu tinha sobre relacionamentos. Muita gente que conhecia a “velha” Rebiscoito, diz que hoje sou outra pessoa. E… Eu sou mesmo. Quem diria que aquela menina que se apaixonava e sofria perdidamente por amor, ia virar uma mulher bem resolvida e decidida sobre o que quer e, principalmente, sobre o que não quer?

Embora eu ache que esteja bem resolvida, tenho me questionado muito sobre o amor e a vida à dois. Quem garante que aquela pessoa que você julga ser “o amor da sua vida” vai continuar sendo o amor da sua vida daqui a alguns anos? As pessoas mudam. Vivem e conhecem coisas novas e é impossível acreditar que tudo continue igual depois de tantas evoluções. Já parou para pensar que todos os finais felizes que a gente vê nos filmes sempre acabam quando, na verdade, deveriam estar começando? O final feliz vai até o ponto em que o casal consegue finalmente ficar junto, mas é depois disso que o bicho pega. Quero ver se o final vai continuar sendo feliz quando eles tiverem que enfrentar uma rotina com filhos, ou descobrirem que o outro peida muito fedido enquanto dorme. É meus queridos, nem tudo é glamour quando você consegue ficar com a pessoa amada. O “final feliz” é apenas o começo de uma nova etapa, bem mais difícil e complexa do que o jogo da conquista.

Fora que… Hoje em dia a tecnologia nos possibilita ter tantas opções, que fica difícil acreditar que temos apenas um amor da vida e um dia nos encontraremos para viver aquilo que sempre sonhamos. Eu já tive vários amores e todos eles foram diferentes. Tenho, inclusive, vários amores no momento e nenhum é menos importante que o outro. Tenho um amor real, de carne e osso, que é correspondido e me faz feliz. Tenho um amor totalmente imaginário, que tenho certeza que se tivesse a possibilidade de ser concretizado, nunca daria certo. Tenho amores promissores, daqueles que ainda espero que evoluam à coisas que eu ainda não sei o que são mas me deixam ansiosa pelos próximos dias. Enfim… Com esse tanto de possibilidades que o mundo moderno nos proporciona, tipo redes sociais, Tinder, sites como o Adote um Cara e… Sei lá o que mais está por vir, é praticamente utópico acreditar que iremos encontrar um amor único e uniforme, desses que a gente vê em filmes.

Mas afinal… O que é o amor nos tempos modernos?

Esses dias assisti um vídeo inspirador, que me fez ficar ainda mais intrigada sobre o tema. A verdade é que cada um enxerga a vida de acordo com suas próprias experiências e é bem interessante tentar entender o amor baseando-se no ponto de vista de outra pessoa. O vídeo mostra parte dos pensamentos e reações que diversas pessoas tiveram após ver o filme “Her”, do escritor e diretor Spike Jonze. Ele está pra ser lançado aqui no Brasil na próxima sexta (dia 14/02) e eu serei uma das pessoas sentadas na primeira fila. Para quem gosta de histórias de amor e é ligado no mundo moderno e tecnológico em que vivemos, o filme deve ser um “must-see”.

E aí… Ficou com a pulga do amor atrás da orelha também?

Update: a trilha sonora do filme é linda e inteira do Arcade Fire. Dá para ouvir ela completa clicando aqui.

 
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13 comentários em “Como explicar o amor em tempos modernos?”

  1. Carol Hevia

    13/02/2014 a 21:46:18

    Cara, esse é um tópico muito abrangente, fiquei aqui filosofando sozinha sem me dar conta. haha

    Então, depois de alguns namoros longos (alguns broken hearts e algumas cagadas na minha cabeça), e de ter perdido meio que a “fé” em relacionamentos, há um ano e meio atrás eu acho que pensava como voce, que os relacionamentos estavam fadados a acabar com a convivencia, que tipo, uma hora ia dar merda anyway e eu tinha preguiça só de pensar em começar isso tudo! Preferia fazer o meu rolê aqui no strings attached e montar o meu livro das nacionalidades em Dublin. (hahaha fui bem por 1 ano e pouco)

    Mas daí conheci meu namorado (a gente fazia aula de fotografia juntos), fiamos amigos e fomos nos conhecendo e tendo uma conexão insana e especial, uma coisa qe eu nunca tinha visto na vida (e olha que eu namorei viu! haha)

    Hoje em dia, 1 ano e meio de namoro, eu me sinto como o cara do 2:22 que falou que se sente sortudo pela relação que ele tá e que não consegue nem comparar com nada que viveu ou com ninguém que ele já tenha conhecido. E acho que esse é o turning point, quando vc conhece alguem e de repente, nenhuma dessas teorias são tão grandes perto da sua vontade de estar com ele.

    E eu aqui nos meus quase 29 anos não acredito que nada seja pra sempre, mas tipo, não piro mais nisso, penso que estar com o meu gatinho vale tanto cada segundo e é tão intenso e inesquecível que seja lá o tempo que for durar, não importa, só quero curtir enquanto gente tiver vivendo tudo isso. Com todos os defeitos, diferenças e a porra toda, 1 ano e meio depois eu continuo completamente apaixonada e com friozinhos na barriga quando encontro ele. Como ele me disse uma vez, valeu atravessar o mundo pra gente se encontrar! <3

    p.s. Se 2 anos atrás alguem me mostrasse essa mensagem que acabei de escrever eu acho que não acreditaria que fui eu mesma que escrevi! haha


  2. Aimmm Carol,

    aguém marca ele aqui nesse post prele ler essa declaração linda de amor! :’)

    Eu fico pensando se um dia vou encontrar alguém assim. Mas daí penso que se pá já encontrei e… O fato das relações terminarem, não quer dizer que não deram certo, né? Já terminei relacionamentos não por querer, mas sim por não ter outra opção.. Uma série de situações diferentes. Mas a cada nova relação que começo, vejo particularidades que nunca vivi antes e acho que a vida pode sim me surpreender ainda. Aliás… Já está surpreendendo, se pá.


  3. E eu aqui, juntando meus caquinhos, para voltar a andar. Vivi algo no ano passado que, ptuz, foi absurdamente intenso. Embora a distância fosse grande, “só” 3 mil km, e ela não estar em rede social alguma, o sentimento nos permitia sentir o cheiro um do outro. Conseguimos nos encontrar, foi fantástico. Foram 5 dias incríveis. Mas cerca de um mês depois ela começou a sumir, se afastar… E eu naquela adrenalina de “achei a mulher da minha vida”. Foram meses sem ouvir a voz dela. Quando ela resolvia responder algum email, ou no skype, era vaga, ou evasiva. Eu estava cego demais para enxergar que ela já havia tomado a decisão dela. Sem razões aparentes, nem um “não foi o que esperava”, ou “não consigo levar isso adiante desse jeito”.
    O meu sentimento foi minando, misturado com a angústia da dúvida sobre ela.
    Ela apenas me atendeu na véspera de natal. Foram 5 minutos de choro (meu, óbvio), e 30 segundos de conversa. Foi duro ver que ela não me amava mais, de verdade. Por mais que ela dissesse não queria me ver sofrer, ou me ouvir sofrendo.
    Hoje não me interessa mais saber o porquê ela não quis continuar. Agora só tento arrumar a bagunça e, quem sabe, amar de novo.
    Nem sei se fugi do comentário, mas não achei lugar melhor (tema ajuda muito a falar e sim, verei o filme) para falar…
    Abraços.


  4. Sempre discutimos no Diário de Casal esse tipo de questionamento sobre o amor de hoje em dia. Também não acredito mais naquele amor em que nossos pais viveram (e alguns ainda vivem). Hoje em dia temos milhares de formas de nos comunicarmos e nos apaixonarmos quase que diariamente por uma nova pessoa. Amor eterno? Eterno enquanto dure. Não precisamos ter medo de amar, de nos apaixonarmos. E quem dirá daquele amor de um dia que foi mais intenso de que um namoro e anos. As fases de nossas vidas nos coloca perante à amores que condizem com nosso momento. E, vamos amar!


  5. Amiga, eu percebo bem essa mudança em vc, acho que eu percebo mais do que qualquer pessoa, afinal te conheci vc ainda estava com seu primeiro namorado. De lá pra cá aconteceu tanta coisa né? Se a gente para pra pensar, tanta coisa tem conserto, tanta coisa parece o fim do mundo mas na verdade não é…creio que antigamente era mais complicado para as pessoas partirem pra outra, porque acho que esse mito do amor romântico, monogâmico está acabando, e mesmo o machismo que não é tão mais forte como era antigamete faz com que os relacionamentos entre pessoas mudem, a gente sabe que parece difícil mas que tudo passa. Ah e eu quero muito muito ver esse filme, deve ser demais.

    Beijos <3


  6. Pra mim só existe uma coisa que faz com que o relacionamento dê certo: deixar muito claro para a pessoa que você está com ela porque quer e não porque você está acomodado/com medo de ficar sozinho/falta de opção/obrigação. Acho que só isso importa. Saber que o outro está ali porque quer, e quando não estiver mais com vontade, byebye, que fique claro que não vai manter uma relação sem estar afim. =)


  7. 1,parabéns pela músiquinha no outro post. você tem o romance correndo pela pele , você é toda romance, toda esperança., toda gostosa e dada. isso é um elogio.2. quanto ao tema deste post, só posso dizer que a vida é. Simples e sem confeitos, bolinhas, fundos musicais,nada. Tape os seus ouvidos e saia pela cidade. veja e pegue coisas sem saber.aí você vai perceber que cada dia apenas é.nada mais. o resto é midiático . O que é cha,mado de amor sempre houve, começa pela química sexual, depois pelo reconhecimento do corpo , depois pelo conhecimento da alma , a descoberta. isso dura o tempo que vale ou não dura porque não vale. romance à parte,o resto éapenas produzido pela mídia. Pegue a música que você postou, coloque um filminho seu ancdando natural , de mãosdadas com umcara. De uma parada e beije o cara. Pronto. É um romance e milhões de corações irão trucidar os neurõnios procurando exatamente isso, o modelo certo de amar. Ninguéjmm poderá , hoje, imaginar que a milhares de anos o homem era sujo, fedorento, carregava uma espapda, matava bichos, comia carne crua ,puxava a mujlher pelo cabelo e isso era romance. Quem criou o romance foi Shakespeare , agregando ao conceito de necessário sofrimento .Mas isso era o tempo dele . Era preciso sofrer para poder manter uma paixão . Quanta gente deverá ter se matado. Hoje um carinha qualquer, titular de um pinto comum, poderá te dar uma noite de amor e você nunca mais chegar a vê-lo. Ou poderá cruzar com um cara num lugar besta, que nunca frequenta, e começar uma amizade que vá toldando as coisas, moldando procedimentos, abrindo as verdades mais fundas dos dois . E assim um dia poderá dar o nome de amor, quando esse nome não importar mais. Pense nisso. A vida é. Avida é hoje. Sentir uma grande alegroia ou um pesar enorme, apenas são pedaços do dia . nada mais. mas, acredite, você é linda apenas por pensar coisas assim . É um sinal de que o seu racional é limpo e resolvido e que você batalha pelo outro lado da balança , para obtyer uma vida menos miserável como a dos povos d ehoje. Toda fé pra você.


  8. Sempre fui tradicional em relação a namoro. O típico “Quer namorar comigo?” (mesmo desafiando as regras do português) sempre esteve presente nos meus inícios de relacionamento. E há quase 2 anos meu mundo teve uma reviravolta. Me envolvi num relacionamento totalmente diferente do que eu imaginava. Ela disse que não queria o termo “namorados” regulando nossa “relação”. Ficamos juntos grande parte do dia, dormimos juntos quase toda noite e mesmo assim ela ainda não aceita dizer que estamos namorando. É tudo muito doido, algo que eu não estava acostumado; talvez um tipo de relacionamento moderno demais pra mim, mas vou mantendo enquanto ainda dá certo. Aquele velho clichê do “que seja eterno enquanto dure”.


  9. Eu curti o filme artisticamente, cores e design são fodas [principalmente a gambiarra do alfinete no bolso]. Além disso nunca tinha notado que a voz a Scarlett Johansson era tão… tensa. Valha-me deus!
    Não sou a opinião mais popular do mundo e não posso dizer que I walk my talk… mas gente é punhado de carne recheado de osso com uns orgãos que dão choquinho.
    Tudo que a gente chama de sentimento tem base em prociação, velha história do Darwin. Cérebro maior e menos pias cheias de louça [ou jantares pra caçar e predadores pra evitar] permitiu que a mecanismos que ajudavam seres humanos a sobreviver e procriar virassem uma coisa complexa demais. Também nessa falta de lote pra carpir o hedonismo toma conta. Nada de errado quanto isso, é só uma conclusão.
    Nesse ponto o Her trada um pouco disso acho, de como hoje a união [casamento, etc] não tem mais ligação tão forte com procriação, é mais um companheirismo, alguém pra passar o tempo e dar aquela liberada na serotonina as vezes. Daí se é de carne ou silício, não faz diferença…
    Ou não…


  10. Helena Merlo

    06/03/2014 a 16:27:38

    Por motivos que não sei qual, me perdi por uns tempos desse blog.
    Hoje voltei aqui e lembrei porque você me provocou aquela vontade intensa de “cartear”.
    Fiquei até triste, de lembrar que a última foi você que enviou, que está em algum lugar do meu quarto nós afazeres.
    Toda vez que leio qualquer coisa sua, eu me vejo tanto, e vejo também tantas possibilidades de mudança em mim mesma.
    Espero continuar por aqui.
    Abraços …


  11. Sabe, as pessoas que me conhecem hoje também dizem que estou diferente. Sempre pensei que na vida só poderia conhecer um amor, talvez por isso, o fato de meu ex ter terminado comigo me fez sofrer tanto, afinal não teria como ter outro amor. Hoje penso igual a você, os filmes mostram o lado bonito, mas as pessoas nem sempre evoluem e mudam juntas, são criadas de formas diferentes, tem personalidades diferentes, as pessoas antigamente tinham essa noção, mas viviam menos!hauahuahuahauahuahuahuah. Viver 30,40 anos com uma pessoa hoje para mim é um sonho irreal…me deu vontade de assistir esse filme…


  12. sofrer de amor tu ainda sofre e ainda cai nas mesmas ciladas so que ao inves de ser com moleques por ai agora e com gringos,

    antigamente 25 anos era metade da vida o cara casava e com 40 morria a mulher ficava viuva e vivia com a grana da aposentadoria do cara e a casa elas casavam com 16 e eram viuvas com 30 hoje ja nao e mais assim se vive muito mesmo que mal tudo ta caro p carai e é imposto em cima ate do ar que se respira com isso as pessoas tem que e adaptar as novas realidades o casal tem que ter um foco em comum uma motivação querer construir algo tao importante que precise duas pessoas para isso, para alguns um negocio, ou geração e “criação” de filhos, indolência, ou por temer a solidão que no fim e o destino de todos nos ficarmos velhos fodidos em asilos esperando a morte ninguém nasce segurando tua mão e caixão não tem dois lugares,

    Mas enfim as pessoas casam esperando a própria felicidade mas e ai que ta o erro amar e botar a felicidade do outro a frente da tua e vice versa casamento não e uma benção é um fardo, fardo este tão pesado que precisa de 2 para ergue-lo, e desistir da própria mesquinhagem em favor de outro e se sentir feliz com isso, é CARIDADE, RESPEITO,COMPAIXÃO, e isso a gente não aprende em blogs filmes ou livros aprendemos por exemplos, por vivencias, por traumas (como a morte dos pais por exemplo) mas não sou o dono da verdade só dei uma opniao em cima da meu pequeno tempo de vida cada um e dono das próprias escolhas e escravo das consequencias, nunca somos os vilões da nossa historia sempre as vitimas, e no fim o que torna um historia uma tragedia ou uma comedia e a boca que dela sai.


  13. [...] menos que Spike Jonze, que é o cara que fez Her, um dos meus filmes preferidos sobre o qual já falei aqui no blog. Ele mostra um romance entre robôs que, ao assistir, podemos traçar totalmente um paralelo com [...]



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