Eu costumava dizer que um dos motivos pelos quais eu preferia me relacionar com europeus era o fato deles serem mais fiéis. Pois bem… Acabei de morder a língua.

Nunca fui fã de generalizações e é óbvio que nem todo europeu é digno de confiança, mas… A maioria dos que eu conheci até hoje ganharam de lavada dos brasileiros ou latinos no quesito fidelidade. Há uma cultura machista muito forte enraizada nos países latinos e isso faz com que os homens se achem no direito de trair e fazer jus ao estereótipo de “pegadores” que damos à eles. Antes que vocês venham comentar defendendo os homens, é óbvio que também existe muita mulher que trai. Mas isso não vem ao caso agora, não quero fugir do tema do meu post-desabafo.

Esse ano tive um amor de carnaval. Fui para o Rio de Janeiro com uma amiga achando que ia abalar e pegar todos… Mas a verdade é que me apaixonei pelo primeiro deles e acabei curtindo o carnaval todo de casalzinho. Tudo bem, não foi nada mal. O que eu gosto mesmo é de me envolver, a pegação em si não me interessa tanto. Conheci um cara do Tinder e acabei me apaixonando pelo amigo dele. Sou dessas. Ele era da Alemanha, tinha cara de nerdinho, trabalhava com internet, como eu, e a gente se deu bem logo de cara. Nos beijamos na primeira noite e o beijo dele foi horrível. Eu não me lembrava de ter beijado uma pessoa com o beijo tão ruim quanto o dele. Mas ele era tão legal que eu resolvi continuar tentando. No dia seguinte fui “ensinando” ele a beijar do meu jeito e tudo ficou ok. Conversávamos sobre viagem, trabalho, música, vida… Eu me abri completamente pra ele, inclusive sobre o relacionamento atual que tenho com outra pessoa e minhas decepções com a vida profissional. Não. Não estou traindo o cara com que estou atualmente, só temos um modelo de relacionamento digamos… Diferente.

Depois de três dias juntos, ele voltou para a Alemanha. Falamos, meio que de brincadeira, que eu iria visitar ele lá um dia e ele ia me hospedar, já que morava em uma das partes mais legais de Munique. Enfim… Ele tinha tudo para ser mais um daqueles tantos amores inacabados que eu coleciono pelo mundo. Até que hoje, pelo Whatsapp, veio a bomba. Estava pedindo para ele me adicionar no Facebook já havia um tempo e nada… Óbvio que desconfiei que havia algo errado, mas fingi demência e mandei uma mensagem fofa pedindo pela segunda vez.

 

Eu estava no trabalho quando veio a resposta e confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Não por eu estar perdidamente apaixonada pelo cara, mas sim por me sentir feita de besta. Fui tão sincera com ele, não entendo por que é tão difícil falar a verdade. Ele me disse que não me contou antes porque não queria pensar naquilo na hora e estragar o momento. Pareceu um daqueles tantos brasileiros que já partiram o meu coração no passado. E poxa, que coisa mais injusta e covarde de se fazer… Foi exatamente isso que eu disse à ele.

Nada teria mudado se eu soubesse que ele tinha alguém. Nada. Só teríamos evitado o constrangimento de tudo isso ter acontecido e, principalmente, o nó na garganta que estou sentindo agora. Ele teria sido um cara admirável e com certeza ainda estaria na minha lista de amores inacabados perdidos pelo mundo. Aliás, a maioria dos caras dessa minha lista já estão namorando com outras pessoas e isso nem me deixa mal, afinal… Cada um tem o direito de viver sua vida, inclusive eu. Mas o alemão estilhaçou qualquer chance de ficar guardado na minha memória como alguém bacana. Agora ele é apenas mais um dos caras filhos da puta que passaram pela minha vida.

…antes de mentir para a sua namorada, ficante, peguete ou… Whatever, pare e pense: o que você vai escolher ser para ela? Um cara bacana, mesmo depois do fim, ou um babaca antes, durante e para todo o sempre?

 
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De uns anos pra cá minha vida virou de ponta cabeça em relação ao jeito que eu encarava o amor e os relacionamentos que tinha. Em menos de dois anos tive experiências tão diferentes, que mudaram completamente a concepção que eu tinha sobre relacionamentos. Muita gente que conhecia a “velha” Rebiscoito, diz que hoje sou outra pessoa. E… Eu sou mesmo. Quem diria que aquela menina que se apaixonava e sofria perdidamente por amor, ia virar uma mulher bem resolvida e decidida sobre o que quer e, principalmente, sobre o que não quer?

Embora eu ache que esteja bem resolvida, tenho me questionado muito sobre o amor e a vida à dois. Quem garante que aquela pessoa que você julga ser “o amor da sua vida” vai continuar sendo o amor da sua vida daqui a alguns anos? As pessoas mudam. Vivem e conhecem coisas novas e é impossível acreditar que tudo continue igual depois de tantas evoluções. Já parou para pensar que todos os finais felizes que a gente vê nos filmes sempre acabam quando, na verdade, deveriam estar começando? O final feliz vai até o ponto em que o casal consegue finalmente ficar junto, mas é depois disso que o bicho pega. Quero ver se o final vai continuar sendo feliz quando eles tiverem que enfrentar uma rotina com filhos, ou descobrirem que o outro peida muito fedido enquanto dorme. É meus queridos, nem tudo é glamour quando você consegue ficar com a pessoa amada. O “final feliz” é apenas o começo de uma nova etapa, bem mais difícil e complexa do que o jogo da conquista.

Fora que… Hoje em dia a tecnologia nos possibilita ter tantas opções, que fica difícil acreditar que temos apenas um amor da vida e um dia nos encontraremos para viver aquilo que sempre sonhamos. Eu já tive vários amores e todos eles foram diferentes. Tenho, inclusive, vários amores no momento e nenhum é menos importante que o outro. Tenho um amor real, de carne e osso, que é correspondido e me faz feliz. Tenho um amor totalmente imaginário, que tenho certeza que se tivesse a possibilidade de ser concretizado, nunca daria certo. Tenho amores promissores, daqueles que ainda espero que evoluam à coisas que eu ainda não sei o que são mas me deixam ansiosa pelos próximos dias. Enfim… Com esse tanto de possibilidades que o mundo moderno nos proporciona, tipo redes sociais, Tinder, sites como o Adote um Cara e… Sei lá o que mais está por vir, é praticamente utópico acreditar que iremos encontrar um amor único e uniforme, desses que a gente vê em filmes.

Mas afinal… O que é o amor nos tempos modernos?

Esses dias assisti um vídeo inspirador, que me fez ficar ainda mais intrigada sobre o tema. A verdade é que cada um enxerga a vida de acordo com suas próprias experiências e é bem interessante tentar entender o amor baseando-se no ponto de vista de outra pessoa. O vídeo mostra parte dos pensamentos e reações que diversas pessoas tiveram após ver o filme “Her”, do escritor e diretor Spike Jonze. Ele está pra ser lançado aqui no Brasil na próxima sexta (dia 14/02) e eu serei uma das pessoas sentadas na primeira fila. Para quem gosta de histórias de amor e é ligado no mundo moderno e tecnológico em que vivemos, o filme deve ser um “must-see”.

E aí… Ficou com a pulga do amor atrás da orelha também?

Update: a trilha sonora do filme é linda e inteira do Arcade Fire. Dá para ouvir ela completa clicando aqui.

 
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Música para ouvir enquanto lê o post:

Summerbreeze by emiliana torrini on Grooveshark

Ufa, finalmente 2013 está chegando ao fim. Acho que esse foi um dos anos mais loucos, nulos e perdidos da minha vida. Voltei da Europa mais perdida do que quando fui, trabalhei em um hostel e tive os 5 meses mais porra loucas da minha vida e agora, só no finalzinho do ano, sinto de alguma forma que eu pertenço à minha própria vida. Ou não, sei lá. Ainda não me encontrei.

Há exatamente um ano atrás eu conheci o cara por quem fui apaixonadíssima esse ano inteiro. Não achei que fosse durar tanto mas olha aí, faz um ano e eu ainda sinto o mesmo frio na barriga que sentia no começo, quando ele estava por perto. A parte triste é que ele não mora no Brasil e por isso é impossível ficarmos juntos. E eu nem sei direito se gosto mesmo dele ou se gosto do cara que acho que ele é, porque ficamos pouco tempo juntos e tudo que eu conheço dele é um pouco vago demais. Mas enfim, vocês já estão cansados de saber dessa história né? Já escrevi vários posts inspirados nele, vou tentar virar o disco. (Se quiser ler esses posts, listei aqui em ordem: 1, 2, 3).

Comecei a assistir uma série britânica chamada Secret Diary of a Call Girl, que e é sobre uma prostituta de luxo de Londres. Apesar de ser uma série meio antiguinha, tô amando e consigo me manter um pouco mais perto de uma das cidades que mais amo nesse mundo. A Hanna, que é a personagem principal, é linda, inteligente, ama sexo e não se apega às pessoas. Na verdade ela não tem relacionamentos amorosos porque não se apaixona por ninguém. Ou pelo menos ela acha que é assim, até conhecer o Alex, um cara que ela confunde com um cliente e que nem sabe que ela é uma prostituta. Eles começam a sair, meio que contra a vontade dela, porque ela não é dessas que vão a encontros normais com gente normal. Mas daí ela acaba se apaixonando e larga a vida de prostituta pra ficar com ele. Se deu certo ou não, você vai precisar assistir a série mas o que eu quero contar é sobre como me senti parecida com ela nessa coisa de não me envolver com ninguém.

Há alguns anos atrás eu estava sempre apaixonada, sempre sofrendo por algum amor que não tinha dado certo ou vivendo algo super intenso. Mas depois que viajei e principalmente quando voltei, tenho sentido uma dificuldade tão grande em me relacionar com as pessoas. O modelo de relacionamento convencional não me interessa mais e os caras não conseguem me prender. Tenho conhecido pessoas incríveis ultimamente, caras por quem eu teria me apaixonado sem nem pensar duas vezes no passado. E agora, apesar de gostar muito deles, existe uma barreira que me impede de ir além. Não sei se é medo ou falta de interesse mesmo. Só sei que aquela estrelinha do amor está meio apagada em mim e existe um vazio que nem eu tinha percebido que existia aqui.

Quando a Hanna se apaixonou pelo Alex no seriado, eu fiquei tão mexida, como se eu fosse ela e sentisse uma vontade enorme de conseguir me apaixonar de novo. Mas ao mesmo tempo, será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir? Será que é assim mesmo tão forte? E se não for, não é amor?

Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.

Desde quando eu perdi a capacidade de me apaixonar? De criar laços, de gostar da intimidade e da vida a dois por um tempo maior do que 1 mês ou 2? 2013 foi um ano difícil mesmo… Acho que até desaprendi a me apaixonar.

 
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Desde que voltei da Europa, tenho repensado muito os modelos de relacionamento que venho tendo. Aliás, os modelos de relacionamento que a sociedade nos impõe. Não estou falando de relacionamentos abertos especificamente, mas sim de relacionamentos sinceros. Mesmo que isso envolva a vontade de ficar com outras pessoas.

Voltei para o Brasil em Dezembro de 2012 e isso quer dizer que já estou de volta há quase um ano… Engraçado, porque parece que esse ano praticamente não aconteceu. Fiquei super perdida em relação a minha vida, trabalhei num hostel por 5 meses e era como se eu ainda estivesse viajando porque aquilo não passava de uma fuga total da minha própria realidade. Depois dessa fase, consegui um emprego “de verdade” e comecei, aos poucos, a voltar aos trilhos. A viagem me mudou muito como pessoa e as coisas que me faziam feliz em São Paulo, não me interessavam mais quando voltei. Então comecei a buscar atividades diferentes, onde pudesse sair do meu mundinho e viver situações minimamente inspiradoras ou surpreendentes. Eu, que sempre fui dura como pedra, comecei até a fazer aulas de salsa por exemplo.

Nesse meu mundo novo, conheci uma pessoa muito especial. Nos demos bem logo de cara e, desde o começo, foi tudo muito intenso. Sabe quando você fica com alguém e é tudo tão natural, que não precisa nem ficar encanado se a pessoa vai ou não te ligar no dia seguinte? Então… Tudo parecia certo. Essa pessoa até me fez esquecer aquele cara que me deixou o ano todo apaixonada, escrevendo cartas de amor e postando no blog que nem tonta (…vocês que me acompanham há mais tempo, sabem do que estou falando. Se não sabem, é só ler os posts anteriores). O fato é que nossa relação foi sempre muito sincera. Estávamos tão seguros de nós mesmos, que o fato de ter ou não outras pessoas em nossas vidas, não importava nem um pouco. Achei que nunca mais fosse ter um relacionamento assim, ainda mais aqui no Brasil, mas o destino – ou sei lá o que esteve por trás disso – fez nossos caminhos se cruzarem quando menos esperávamos. Pensei tanto nos meus amores passados e nos modelos de relacionamento que vejo hoje em dia… Longe de mim julgar quem é feliz, mas acho tão injusto qualquer tipo de mentira ou omissão da verdade. Pra que se comprometer com alguém sem ao menos fazer um pacto de sinceridade um com o outro?

Acho bonito isso do Vinícius, de dizer “Que seja eterno enquanto dure…”. Mas para durar, pelo menos em nossas memórias como algo bom que passou, precisa também ser sincero. Que seja eterno enquanto dure, que seja sincero enquanto doa… Porque sinceridade nenhuma é fácil e a verdade pode ser muito dolorosa. Não só para quem a escuta, mas também para quem a bota pra fora. É preciso ter muita coragem para dizer o que sente e deixar o caminho livre para o outro escolher a direção que quer seguir. Eu estava sendo feliz com esse cara, até que um dia as coisas mudaram. Não sei nem dizer de onde veio a falta de vontade de ficar com ele. Tínhamos tantos planos juntos, tanta coisa legal para experimentar… Não digo nem planos de casar, ter filhos ou morar juntos… Eram planos daqueles para a semana que vem. Eu simplesmente perdi a vontade e não consegui encontrar o motivo. Hoje marcamos uma conversa e, no caminho até o bar, já quase chegando, eu ainda me perguntava: “…meu deus do céu, como diabos eu vou explicar pra ele o que estou sentindo se nem eu sei?”

Dizer a verdade me doeu muito. Porque ainda gosto dele, não queria deixar nossos planos pra trás e permitir que ele fosse embora para sempre. Mas eu simplesmente não iria conseguir suportar o fato de enganá-lo, de certa forma, ficando com ele mesmo sabendo que não estou 100% ali… Fui a primeira a chorar durante a conversa. Nem achei que ele choraria, pois nunca tinha visto ele chorar antes. Depois de conversarmos e chegarmos a conclusão de que era melhor cada um ir prum lado sem esperar nada do outro, não sabia se ficava ali abraçadinha com ele ou se me despedia e acabava logo com aquilo para doer menos.

Cheguei em casa e, já no elevador, não consegui conter o choro. Vinha desda rua com aquele nó na garganta, quase como se tivesse sido ele que terminou comigo. O medo de me arrepender é tão grande… Ou o medo da gente voltar e não ser nunca mais como era antes… Daí imagino o quanto ele deve estar chateado agora e me da vontade de chorar ainda mais. Espero que tenha o feito entender que não sou uma pessoa ruim e que estou fazendo tudo isso porque gosto muito, mas muito mesmo dele.

Resumindo: eu disse adeus ao “cara perfeito”, mesmo com todas as imperfeições que ele tinha. Disse adeus ao tipo de relacionamento que eu sempre quis, por simplesmente não achar justo ficar com uma pessoa sem ter certeza do que sinto. Agora pense com você mesmo quantas vezes você já não fez isso para não ficar sozinho? Se é que não está fazendo agora… Sei que é muito clichê dizer isso, mas deixe a pessoa partir e tentar ser feliz. Por mais que a solidão doa de vez em quando, ninguém merece ser enganado ou perder tempo esperando por algo que nunca vai acontecer. Ser sincero enquanto dura só pode ajudar a durar mais. A beleza e as lembranças boas durarão para sempre e só elas guardam a chance de algo bonito acontecer de novo um dia. Se for pra ser, vai ser. E é isso que me dá forças para acreditar que fiz a coisa certa, apesar de estar doendo tanto…

:’(

 
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Ontem a noite voltei pra casa chorando. Tive um sábado frustrante, nada saiu como eu esperava e ainda tive momentos desagradáveis. É, acontece. E quando acontece eu só consigo pensar nele. Não se engane, eu também penso nele quando estou feliz. Mas quando as coisas não vão bem o fato dele não estar aqui me dói três vezes mais. Eu choro, sinto falta de situações que nunca vivi. E odeio o mundo por não ter me dado a chance de viver essa história. Ah… A distância. Queria que minha vida fosse um filme pra pelo menos ter a esperança de que ainda vamos nos encontrar.

Hoje acordei com uma daquelas ressacas emocionais. Achei que o choro e drama da noite passada fossem efeito do álcool, mas a angustia ainda é a mesma e o fato dele não estar aqui ainda dói demais. Choro de novo. Choro porque acordei com vontade de ter ele na minha cama, de sentir seu corpo nu me abraçando em baixo das cobertas. Será que ele é de abraçar enquanto dorme? Se não for, tudo bem. Me contentaria em dormir e acordar com a certeza de que ele está ao meu alcance.

Só dormimos juntos uma vez. Foi na noite em que nos conhecemos, estávamos bêbados e ele era apenas um cara estranho na minha cama. Tive medo de acordar e ter que inventar algo sutil pra fazer ele embora. Mal sabia eu que iria me apaixonar tanto assim e dar tudo pra voltar naquela noite, sentindo tudo isso que sinto agora.

Escrever me conforta, me faz sentir melhor. É como se ele estivesse lendo e, de alguma forma, me fizesse sentir menos angustiada. Mas não mostro isso pra ele, não falo nem metade do que sinto. Ele só acha que eu lembro dele de vez em quando, e mando mensagens aleatórias como qualquer outra pessoa boa que passou por sua vida. A verdade é que o que eu sinto é tão forte e dói tanto, que me arrisco até a dizer que é amor. Amor por uma pessoa que eu mal conheço. Que besteira, menina…

 
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Esses dias estava dando uma olhada nos meus posts antigos do Tumblr, e pensando o quanto da pra ler a minha trajetória dos últimos anos pelos posts que coloquei lá. Mesmo sendo apenas imagens e frases soltas ao vento, o conjunto da obra diz tanto sobre mim que quase me faz sentir exatamente a mesma angústia que eu vivia há alguns anos atrás. Aqueles mais sensíveis talvez consigam até ver o quanto eu evoluí e como as coisas mudaram ao longo dos tempos.

Um dos posts, que foi publicado no dia 4 de agosto de 2010, me fez ter uma reflexão interessante. Hoje, quase 3 anos depois, eu o li de maneira totalmente diferente do que li naquela época:

Provavelmente você leu e se identificou também, não é? Pois não deveria.

Desde que terminei meu último namoro e voltei para o Brasil, conheci muitos caras diferentes com os quais tive relações rápidas, sendo elas intensas ou não. Quando se trabalha num hostel a sua vida é assim: você conhece pessoas incríveis, fica com elas por 1 ou 2 dias e a despedida é algo freqüente no seu dia a dia. Pode parecer triste, mas a angústia que a despedida traz, logo é substituída pela expectativa do desconhecido, que vem no dia seguinte com aquela pessoa nova chegando, te apresentando um mar de possibilidades que apagam totalmente os momentos especiais que você teve com a pessoa do dia anterior. Sim, eu sei, tudo isso é muito superficial, mas acabou me ensinando muita coisa durante os 4 meses que trabalhei lá.

Muitas vezes me peguei em momentos de silêncio, com caras que mal conhecia, mas que de certa forma não me deixavam nem um pouco constrangida. Se estamos nos conhecendo tão rapidamente assim, por que não saber um pouco de onde essa pessoa vem e como ela se sente em relação a vida? Afinal, provavelmente nunca nos veremos de novo, não é mesmo? Então vamos tirar algo útil disso tudo. Uma pergunta que fiz muito, que normalmente era um pouco inesperada mas sempre prontamente respondida, foi: “Você tem uma pessoa favorita? Alguém que você gosta de verdade e largaria tudo para ficar junto?”

Se eu não me engano, todos os caras para quem fiz essa pergunta, me responderam que sim. O motivo pelo qual eles não estavam juntos, era sempre diferente. Cada um tinha a sua história, com detalhes diversos mas não menos interessantes. Obviamente nunca me abalava com a resposta, pois nem tinha dado tempo de me envolver sentimentalmente com eles… Mas por que é que isso mexe tanto com a gente quando estamos realmente apaixonados?

Todo mundo tem um amor bonito do passado. Uma pessoa preferida, que por inúmeros motivos não pode estar junto. Mas por que diabos isso bota o outro pra baixo? Deixa a auto estima deles lá no chão e muitas vezes os impede de tentar? Nós mesmos também temos amores bonitos que não deram certo, e nem por isso estamos ali fechando nosso coração para novos amores. Muito pelo contrário, estamos tentando, nos dando uma chance. E é isso que cada um deveria fazer.

Se ele ou ela tem um amor bonito do passado, por que você não pode ser o amor bonito do presente? Se você se der essa chance, esse amor bonito do presente pode ser muito melhor e mais bonito do que aquele amor do passado. Por mais que soe clichê de auto ajuda, não deixe se abater pelo passado dos outros. Confie no seu taco e vá em frente! Se não der certo ninguém pode dizer que você não tentou…

Ps. esse post não faz apologia a traição ou a destruição de relacionamentos, ok? Se o “velho amor longo e bonito” ainda estiver comprometido com o seu novo amor, caia fora! Ele(a) não vale a pena.

 
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Até hoje ainda é difícil aceitar o fato de que morei na Europa por mais de um ano e não visitei Paris. Estava na minha lista de top 5 cidades que queria conhecer mas por força das circunstâncias acabou não rolando. Eu prefiro acreditar que não era pra ser mesmo. Tentei ir mais de uma vez, uma delas no meu último mês de Europa, mas tudo parecia acontecer para meus planos irem por água a baixo.

É… Acho que não era pra ser dessa vez mesmo. A vida deve estar guardando algo muito especial pra quando eu finalmente conseguir ir. Acho que aquele francês que conheci aqui em São Paulo esse ano, que disse que a casa dele em Paris estava de portas abertas me esperando quando eu quisesse ir, é a maior prova disso. Ele é lindo e músico e me deu a maior bola. Tem coisa melhor do que ir pra Paris e ainda ter um francês gato para te receber e te mostrar a cidade? …Paris que me aguarde!

Enquanto isso, fico aqui me deliciando com vídeos como este:

 
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Hoje faz 4 meses que você foi embora. Agora o tempo que estamos longe um do outro é mais longo do que o tempo inteiro que ficamos juntos. Engraçado, né? Fico me perguntando se gosto tanto assim de você porque não posso te ter, ou se é porque você realmente levou meu coração embora pra outro país.

Sempre soube que a gente sumiria um do outro com o tempo. As mensagens iriam diminuindo, as lembranças começariam a desaparecer… Mas a vontade que tenho de ainda te ver um dia, acho que nunca vai acabar. Sabe essas histórias bonitas de filme, onde mesmo depois de anos separados, eles sempre se encontram no final? Não acho que isso vá acontecer com a gente, mas gosto de pensar que sim pois faz doer menos.

Por falar em filmes, esses dias vi uma cena tão bonita! Um casal apaixonado se reencontrou depois de anos, e ela perguntou:

- Por que você parou de me escrever?

Ele olha bem fundo nos olhos dela e responde o inesperado:

- Porque não era o suficiente.

Dizer “bom dia”, “boa noite”, contar as novidades ou apenas falar um oi pra se fazer presente, não é o suficiente. Eu quero sentir o seu cheiro, olhar nos teus olhos e ficar com vergonha de ter conversas muito profundas porque você sempre vai corrigir o meu inglês. Eu quero ouvir aquele teu sotaque bonito, e ganhar um beijo daqueles que nem o que você me deu quando nos achamos na praia de Copacabana depois da queima de fogos do ano novo. Não fazia nem um mês que a gente se conhecia, mas naquele beijo eu quase senti você dizendo eu te amo. Calma, calma! Não precisa se assustar. Eu sei que a gente nem chegou perto da fase de dizer eu te amo ou sequer sentir algo parecido com amor. Mas eu daria tudo pra conseguir ter a chance de viver isso com você um dia.

Já faz algum tempo que não nos falamos, e tenho pensado muito em você. Nos momentos tristes você é a primeira coisa que me vem a cabeça. Os silêncios também me fazem pensar em você. Fico vendo o horário da Inglaterra no meu celular e pensando o que você deve estar fazendo naquele exato momento. Quando estou pensando em jantar, você provavelmente está escovando os dentes para ir dormir…

Você ainda arruma o cabelo daquele jeito que eu gosto? Ainda rói as unhas e dorme de bruços com o braço em baixo do travesseiro? …eu sei tão pouco sobre você. Queria saber mais, pra ter mais lembranças boas quando a saudade aperta.

Será que você já conheceu outra garota? Ela já te prendeu, já te fez perder a cabeça, como você dizia que eu fazia? Espero que você não chame ela dos mesmos nomes que me chamava. Espero que você ainda lembre de mim, e tenha lá no fundo do peito uma esperança dessas bonitas de filme, que diz que a gente ainda vai se reencontrar um dia. Seja na Inglaterra, na Escócia, no Brasil ou na China, mas a gente ainda vai se reencontrar.

Eu não ligo que você goste de futebol. Não ligo que seja orgulhoso e que provavelmente a gente ainda vá brigar muito por causa disso. Eu só quero fazer parte da sua vida e viver perto o bastante para que a distância não o impeça de fazer de mim “a sua namorada” (lembra disso?)…

Espero que você ainda pense em mim, e que nunca seja tarde demais pra gente se reencontrar e você me dar outro beijo daqueles que me fez sentir a garota mais especial do mundo.

Update:
Hoje é dia 16/04/2013 e, depois de ter tido um sonho muito real de que ele tinha voltado, resolvi não mandar mensagem pois achei que seria muito clichê. O dia passou e, no final da tarde, recebo uma mensagem dele perguntando como estou… Salvei uma partezinha da conversa, só para mostrar um pouco o que senti:


(óbvio que não enviei)

 
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Aaaaah, os altos e baixos de ser solteira de novo. Hoje dei uma surtada porque me peguei discutindo relação com umas 3 pessoas diferentes, e quando me dei conta de que estava stressada, parei e pensei: peraí??? Tô aqui super nervosa sendo que não tenho nenhum relacionamento sério com nenhuma dessas pessoas… Então… What’s the fucking point?

A gente vai se deixando levar, vai tentando ser legal com todo mundo, faz malabares com os pratos pra não deixar nenhum cair… Mas as vezes quem acaba caindo é a gente, e isso nunca vale a pena. Ser legal e honesto tem lá seus pontos fracos. Nesses momentos dá até pra entender porque as pessoas mentem: é simplesmente mais fácil.

Não que eu vá começar a mentir a partir de agora, ter minha consciencia limpa ainda é mais gratificante… Mas só quero ter o direito de reclamar um pouco, porque não tá fácil pra ninguém, né? De um lado é um ex todo carente por atenção, achando que a gente ainda ta junto e eu devo explicações. De outro é esse peguete queridinho que quer muito mas não dá nada. Incontáveis DRs sobre as expectativas de cada um, ciúmes, briguinhas e reconciliações, pra no dia seguinte começar tudo de novo, tipo um looping – sendo que a gente sabe que isso não vai, e nem pode, dar em nada. Do outro aquele cara que eu sou completamente apaixonada, que mora longe e que não tem a menor chance de fazer parte da minha vida nem agora, nem em um futuro próximo…

A verdade é que a gente nunca está satisfeito com o que temos. Eu sempre vou querer quem eu não posso ter. A grama do vizinho vai ser sempre mais verde que a minha. E assim vai. Clichê atrás de clichê. Tem vezes que eu ando na rua ouvindo música, respiro fundo, dou um sorriso e penso: “eu realmente amo a minha vida!”. Estar livre, desejar e ser desejada, ter um mar de opções a minha frente, prontinhas para serem escolhidas e desbravadas. Mas ao mesmo tempo, tem aqueles dias em que nos sentimos tão indefesos, tão desprotegidos no mundo… Que só queremos ouvir uma música romântica e pensar naquela pessoa com quem a gente realmente gostaria de estar.

A conclusão que eu chego, é: enquanto eu não estiver certa de nada, acho que devo continuar nos altos e baixos  da solteirice mesmo. Ser solteira é muito bom, basta saber lidar com esses momentinhos irritantes. Afinal… Se fosse fácil, quem é que ia gostar?

Então, vamos lá, todo mundo repetindo o mantra comigo:

 
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Já parou para pensar em quantas histórias de amor inacabadas você tem espalhadas pelo mundo?

Elas são inacabadas por inúmeros motivos: vocês se conheceram muito novos, os dois resolveram curtir a faculdade solteiros ou vocês simplesmente não deram uma chance ao acaso. Tudo isso é bem normal, mas uma das piores situações é quando a história de amor é interrompida pela distância.

Os mais românticos diriam que, se for amor de verdade, nada irá te separar dele(a). Mas cá entre nós, que amor é suficiente para aguentar milhões de km de distância e dias, meses, até mesmo anos sem se ver ou sem a menor perspectiva de um encontro futuro? No tempo da minha vó de fraldas, tudo bem: era preciso esperar meses para conseguir se comunicar com alguém que estava até no mesmo país que gente; mas hoje em dia com email, Whatsapp, Facebook e Twitter, ficou fácil demais entrar em contato com as pessoas. O lado ruim disso é que a gente cria uma relação virtual, que é alimentada diariamente com mensagens de amor, saudades, lembranças e desejos que, na maioria das vezes, nunca poderão ser concretizados.

Eu o conheci como quem não queria nada, na base do “eu não tô fazendo nada, você também…”. Ficamos, rolou uma super química e passamos um tempo juntos mas sem perceber o quanto aquilo era especial. Me arrisco até a dizer que o tempo em que ficamos juntos foi uma espécie de desperdício de nós mesmos. Agora, um mês depois, nos arrependemos todos os dias por não termos nos curtido mais. “Queria ter te dado mais beijos, mais abraços, queria ter te dito tantas coisas… Não consigo acreditar que você estava aqui há exatamente um mês atrás e eu não enxerguei tudo isso antes.”

Depois dele ter ido embora a relação continuou por mensagens de texto e a coisa foi crescendo, crescendo de tal forma que hoje em dia até sofro com a ausência dele. “Eu queria voltar pra casa pra te ver, mas você não está aqui…” – ele me escreveu isso hoje, e me fez perceber que estamos exatamente na mesma sintonia. Os dois completamente entregues um ao outro, porém sozinhos. Daí eu me pergunto: como é possível sofrer com a ausência de alguém que a gente nunca teve?

Não sei ao certo em que momento eu me apaixonei por ele, só sei que agora vivo com a ideia do relacionamento perfeito que a gente poderia ter tido. (E que, de certa forma, estamos tendo por mensagens de texto). Às vezes me pego a pensar se realmente daríamos certo juntos: somos os dois super orgulhosos, temos um gênio forte e ele nunca entenderia o fato deu mandar bilhetes para estranhos. Ele gosta de futebol, acha que as melhores músicas tocam no rádio e odeia pessoas que são viciadas em redes sociais. A verdade é que a gente praticamente não se conhece, mas alimenta um amor que os dois gostariam que tivesse acontecido.

Afinal, quando é a hora de parar? Já conheci outras pessoas, algumas delas muito interessantes por sinal, pessoas que, há alguns anos atrás, eu daria tudo para ter tido uma chance. Só que agora não foi o nosso momento e nem seria, já que estou mentalmente comprometida com alguém que praticamente nem existe na minha vida real.

A nossa história de amor não acabou, mas virou mais uma das mil histórias de amor inacabadas que coleciono pelo mundo… Melhor ter histórias sem final do que não ter histórias at all, né?

 
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