Sempre tive vontade de fazer um blog para traduzir em palavras alguns pensamentos que eu acho que só se passam pela minha cabeça. [ou não] Mas vamos lá.

Hoje, depois da facul, voltei pra casa de metrô.
Chegando na plataforma, reparei que 3 pessoas que estavam ao meu lado ouviam música com um fone de ouvido e mal se olhavam.Daí, um desses 3, por ter um jeitinho mais descolado me fez pensar algo que geralmente penso: o que será que ele está ouvindo nesse fone?

Tive a idéia de pegar um papel na bolsa, sentar do lado dele e ‘conversar’ mas sem parecer invasiva. A porta do metrô parou bem na minha frente. Esperei ele entrar e o segui até o banco.
Assim que sentamos, eu já estava com papel e caneta na mão [um papel que por sinal era uma nota fiscal que tinha perdida na minha bolsa.]. Daí, antes de eu terminar de escrever, vi que o cara pegou um caderninho e um lápis vermelho e começou a desenhar. Nossa, que legal, ele realmente tinha a ver comigo – pensei. Escrevi o bilhetinho e dei pra ele, assim, sem olhar nos olhos – para não se tornar algo muito íntimo. Ele olhou e pegou logo em seguida meio instigado. Entendendo minha proposta, conversamos:

(clique na imagem para ampliá-la)

Terminamos antes da estação Sumaré. Mas acho que pela falta de contato visual durante a conversa, não ficou uma situação constrangedora. Ele continuou fazendo seus desenhos no caderninho com seu lápis vermelho e eu peguei um papelzinho cheio de graxa que tinha usado para limpar minha bolsa um dia e continuei o desenho que já tinha começado nele…

Quando chegou na estação que ele ia descer, eu me afastei pro lado para ele sair, e saindo, ele disse: Tchau [com um sorriso]. Eu fiz o mesmo.
Uma breve amizade, simpática e acolhedora que durou mais ou menos uns 15 minutos e acabou assim, em segundos – pra nunca mais voltar.

Fim.

 
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