Hoje acordei e pensei: vai ser um bom dia. Levantei da cama cedo, fui na feira comprar legumes, dei comida pra Pandora, brinquei com ela, fiz café da manhã… E enquanto ia pro trabalho, debaixo daquele solzão quente, sentia o calor do sol, dava bom dia pras pessoas na rua… Sabe aquela pessoa irritantemente feliz? Então, era eu. Daí, chegando no trabalho, me deparo com um envelope em cima do teclado, todo escrito à mão, com o endereço dizendo “Brazil”, com Z mesmo. O selo era dos Estados Unidos, então logo pensei: não pode ser do Sam. Primeiro porque ele fala Brasil com S (eu que ensinei!), e segundo porque o selo não era do Reino Unido. Mas quem poderia me mandar uma carta tão bonitinha dos Estados Unidos? Não tenho amigos lá…

Daí abri toda ansiosa e eis o que vejo:

[clique na foto para ver maior]
Meus olhos se encheram de lágrimas, eu tinha certeza que o dia hoje ia ter mesmo bom. Lógico que mandei mensagem pra ele no mesmo minuto e ele ficou super feliz que chegou. Disse que num dia super ocupado ele acabou caindo em um site, achou bonitinho e resolveu me mandar uma carta. Mas como foi meio rápido e ele não tinha nada no histórico de e-mail, ele nem lembrava qual era o site. Ainda bem que a pessoa que escreveu a carta colocou o endereço atrás:

Primeiro eu estranhei que não tinha nem carimbo de data e apenas um selo sem muitas explicações. Endereço do remetente também não, daí descobri que era o projeto artístico de um americano chamado Ivan Cash, que assim como eu, trabalha com publicidade. Bom… Ele trabalhava. Há alguns anos atrás ele resolveu largar seu ~emprego dos sonhos~ numa agência em Amsterdam e começou esse projeto de escrever cartas para estranhos, já que ele amava escrever cartas mas com a correria da vida lhe faltava tempo. A gente recebe tantos e-mails por dia, que dá até agonia de ter que ler todos. Às vezes pode até ser um e-mail carinhoso de alguém que a gente gosta, mas nem se compara a recebermos uma carta escrita a mão dessa pessoa, né?

A ideia foi tão incrível que ele e seu time enviaram mais de 10 mil cartas, publicaram um livro e hoje em dia promovem um evento anual, que dura uma semana inteira e pessoas do mundo inteiro participam. Infelizmente não dá pra entrar no site e enviar uma carta, parece que o esquema é ficar de olho na fanpage do projeto para saber quando vai rolar o evento e mandar a sua carta. O desse ano rolou na primeira semana de novembro e eu tive sorte do meu namorado, que mora do outro lado do mundo, achar o site a tempo e me mandar uma cartinha! Fico imaginando quem foi a pessoa que escreveu, acho que foi uma menina porque a letra é super bonitinha e a pessoa se importou em escrever o nome do Sam com um coração e xxx com caneta colorida. <3

Essas são algumas fotos de cartas que já foram enviadas pelo Snail Mail My Email, olha que graça:

Agora me respondam:

Fiquei aqui pensando no quanto essa ideia é incrível e tem tudo a ver com o meu blog. Se eu fizesse um esquema desses de enviar cartas escritas a mão, todas caprichadinhas com ilustrações feitas por mim, quanto você pagaria pelo envio? Quem sabe não faço as contas do material e tempo que gastaria fazendo isso, e começo um projeto paralelo que deixaria meus dias e o dia de outras pessoas mais feliz?

 
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Em quase 28 anos de vida, isso nunca tinha me acontecido antes. E olha que eu já estou bem acostumada a tomar foras de caras nessa vida, heim?! Mas deixa eu contar a história desde o começo:

Nesse dia eu tive um encontro de Tinder com um cara que eu estava tentando marcar de sair há muito tempo, mas nunca dava. A gente já tinha passado tanto tempo conversando por Whatsapp que parecia que já nos conhecíamos. Ele insistiu para irmos em um pub nos Jardins e eu acabei indo, meio contra a minha vontade, porque lá é tudo muito caro. Mas ele disse que queria que nosso ~primeiro encontro~ fosse assim, achei bonitinho.

1˚ encontro da noite

Fomos no pub que ele escolheu e foi ótimo. Demos oi como se já nos conhecêssemos há anos e a conversa rolou super naturalmente. Falamos sobre viagens, cultura, mulheres, comportamento e todo esse choque cultural que a gente tem quando mora em um país diferente do nosso. Sim, ele era gringo. E talvez por isso fosse tão legal. Já comentei aqui que com brasileiros essa coisa toda de date não existe muito, né? E eu nem faço questão do cara ser cavalheiro e tal, mas acho legal ver um cara que está afim de você te tratar com o maior respeito. Aliás, isso deveria ser o mínimo a se pedir. Que um cara te trate com respeito. Mas bom… O primeiro date ia viajar com os amigos naquela mesma noite e tivemos que terminar a noite meio cedo, o que abriu espaço para um possível segundo date. Isso me leva ao:

2˚ encontro da noite

Estava no metrô voltando pra casa quando ele me diz que tava voltando de carro e poderia me pegar, já que era caminho pra ele. Era cedo, véspera de feriado, e eu pensei “por que não ir?”. Também tinha conhecido ele pelo Tinder mas esse era um pouco diferente. Eu já tinha visto ele na internet e tínhamos vários amigos em comum. Tenho uma amiga, inclusive, que quando contei que tava conversando com ele, me deu o conselho de ficar longe desse cara porque ele era um babaca – mas óbvio que não ouvi. Tinha algo nele que eu queria desvendar. Quase não conversávamos por mensagem porque, apesar dele sempre vir falar comigo, não tínhamos muitos assuntos em comum e, das vezes que conversamos um pouco, ele sempre foi meio nada a ver. Era claro que ele era daquele tipo de cara que tá acostumado a pegar várias meninas e não ta nem ai pra nenhuma, se pá nem conversar conseguia direito. E ele não fazia a menor questão de esconder isso. Mas eu também não estava preocupada porque a última coisa que iria querer era algo sério com ele.

Pois bem, nos encontramos. Ele era exatamente como eu imaginava: o estilo, a voz, o jeito de falar. Era até meio bizarro, mas a vontade de conhecer ele melhor continuava lá. Enquanto ele dirigia, colocava a mão na minha perna como se tivéssemos a maior intimidade pra isso, e isso me incomodou um pouco. Tirei a mão dele, fiz piada pra não deixar a situação pesada, mas ele insistia e isso foi bem escroto. Paramos o carro no prédio dele, eu acabei fazendo o que não queria, que era exatamente ir prum lugar perto da casa dele para “facilitar o abate”. Mas bom, somos os dois adultos e provavelmente sabemos o que queremos, certo? Se eu não tivesse afim de pegar o cara, não pegava e pronto.

O pub que fomos era bem legal e ficava a apenas uns três prédios do prédio dele. Isso torna a atitude dele de sair de lá andando e me deixar falando sozinha muito mais covarde, mas eu ainda vou chegar nessa parte. Pedimos um pint de Heineken cada um e a conversa tomou o tempo certinho para que nós dois terminássemos de beber. Falamos sobre o trabalho dele e sobre o tipo de humor que ele faz – que é algo 90% desinteressante pra mim – mas eu ouvi, dei risada. Não tava tão mal assim. Tentei inserir outros assuntos mas ele era sempre muito reticente e eu também não tinha tanta vontade de falar apenas de mim. As invasões de corpo continuavam, ele ficava pegando no meu braço e na minha mão de um jeito estranho. Era como se ele estivesse impaciente por estar conversando e quisesse logo partir pros finalmentes. O mais foda é lembrar que tinham momentos em que EU me sentia mal por estar me sentindo mal com aquilo, como se ele estivesse fazendo algo que eu devesse aceitar numa boa. E daí hoje eu penso em quantas vezes já não beijei um cara por ele estar pressionando muito, quantas vezes já não deixei eles irem “mais além” pra não ser a mina chata que “faz doce”. Tenho certeza que qualquer mulher que está lendo isso já esteve na mesma situação pelo menos uma vez na vida. E não: você não é a errada da história. Se você não está se sentindo a vontade, deve fazer o cara parar. E se ele insistir, é um puta de um babaca. Aliás, ele está bem perto de atravessar a linha tênue entre ser um cara insistente e um cara que abusa de mulheres. Mas não vou muito a fundo nesse assunto agora.

O que eu tô querendo dizer aqui, é que tem homem que não sabe pegar mulher, né? Eu tava 100% na dele, aberta a fazer várias coisas naquela noite, mas o mínimo que eu exijo é que o cara respeite meu espaço, saiba ler a minha linguagem corporal. Até quando você vai fazer sexo com uma mulher, não é assim “chega e já vai metendo”. Pô, tem que rolar umas preliminares, você tem que fazer ela sentir tesão por você. E esse cara parece que fazia o contrário, cada vez que ele me tocava me dava mais preguiça. Ele tinha um ar de superioridade e arrogância que eu não entendia muito de onde vinham porque ele não era foda. Acho que isso era uma das coisas que eu tava tentando desvendar e não conseguia. Daí acho que ele começou a ficar irritado porque eu estava sendo muito “difícil” – ou seja, não tava dando risadinhas quando ele passava a mão no meu corpo sem eu estar curtindo, não agia como uma menina passiva que deixava ele fazer tudo que quisesse – e começou a falar coisas do tipo: “Ai você é muito do contra, muito complicada.. Isso não era pra ser complicado, nos conhecemos no Tinder!”. O que será que ele quis dizer com isso, né? Que era preu ceder e abrir logo as pernas, porque aquilo tudo tava dando muito trabalho pra ele? Então eu resolvi falar a verdade, que tava me incomodando com ele me tocando daquele jeito e que as coisas não funcionavam assim. Falei também da arrogância dele e tudo que eu estava pensando. Em momento algum desrespeitei o cara, tava simplesmente jogando a real. Aliás, essa foi a minha última tentativa de fazer ele se abrir para que aquele gelo fosse quebrado e a gente finalmente se pegasse. E daí, sem mais nem menos, ele se levantou e foi embora.

Na hora foi meio surpresa porque nunca esperaria por isso, nem do cara mais escroto da face da terra. Afinal, que tipo de cara sai andando do bar e deixa a menina falando sozinha? Isso você não faz nem com o pior dos seres humanos. Daí, ainda meio sem entender o que aconteceu, eu comecei a pensar em coisas práticas do tipo: ok, aqui ta legal, será que eu fico e tento conhecer alguém legal? Será que tenho dinheiro pro taxi pra ir embora? Será que ainda tem ônibus passando? … Resolvi ir ao caixa pra pagar e perguntei para o casal da minha frente se eles queriam rachar um taxi até o metrô mais perto (que era do lado de casa). Eles disseram que não iriam pegar taxi. Sem hesitar, perguntei pro cara da frente deles e ele disse que também não ia pegar taxi, mas estava de carro e iria naquela direção. Aceitei a carona oferecida, já que ele parecia ser do bem, e acabei indo pra casa com um desconhecido. No final acabei me dando bem porque o cara era super querido e nem tentou nada comigo, foi um amor. Aliás, acho até que ganhei um novo amigo… E isso me leva a:

Moral da história

What goes around comes around. Ganhei uma nova história pra contar, um novo pub pra frequentar e um novo amigo (!). O babaca que me deixou falando sozinha no bar perdeu seu tempo tentando me comer sem sucesso e ainda perdeu o fato de poder me comer, que ele teria fácil fácil se soubesse ser um cara mais interessante.

What goes around comes around #quote. This will be my third tat.....the words not the set up.

 
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Esses dias achei mais um daqueles projetos que me fez indagar: “Como não pensei nisso antes?!”. Tem tudo a ver comigo porque mistura experiências com estranhos e ilustrações.

Criado por três garotas da Califórnia, o projeto “When you’re a stranger” convida pessoas a ilustrarem situações irreais que eles viveram com pessoas reais. Sabe quando um estranho interage com você na rua, ou você vê uma cena bizarra e tem vontade de contar pra todo mundo? É uma ideia muito singela e interessante, porque estabelece um contato com o mundo dos estranhos que eu tanto amo! Já pensei em várias situações que eu gostaria de ilustrar, principalmente aquelas que vivo no transporte público. hahaha

Segue algumas das melhores ilustrações/histórias que eu achei.

YOU INVITED ME INTO THE KIDDIE POOL

“We were both drenched with sweat.
The dance party was among the most legendary.
She asked me to join her in the ankle-deep water.
She teaches acting for a living.”

YOU SAID I HAD A BEAUTIFUL VOICE

“I sat at the red light in my car, singing – okay, bellowing – along to the radio, channeling my inner Mariah Carey. Out of the corner of my eye I see the car in the turning lane inch up and stop, once, twice, three times. I panic. They’re trying to get my attention. “Maybe they want directions,” I think. So I turn my head to see a handsome, 40-something-year-old man with a friendly smile in the car next to me motioning for me to roll down the window. I turn down the blaring music and roll down my window. “You have a beautiful voice,” he says wryly as the light turns green. I laugh and thank him quickly before driving away. Maybe he was serious, maybe it was mockery – either way it was funny, and it made my Monday.”

YOU TALKED ABOUT HITLER ON THE FIRST DATE

“You were charming, you were cute, you were passionate. But somewhere between ordering drinks and getting our appetizer you started talking about Hitler and fluoride brain-washing by our government. I began to worry.”

YOU SERVED ME A PROVOCATIVELY SHAPED PASTRY

“He followed us into the bakery and walked behind the counter. He served us provocatively shaped pastries and asked us how old we were. We never did find out if he actually worked there.”

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E aí, curtiu? Contaí aí nos comentários a história que você gostaria de ver ilustrada! Quem sabe não rola uma inspiração e a gente faz uma versão brasileira? :)

 
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Eba! Finalmente aprontei mais uma das minhas peripércias aqui na Terra da Rainha e tenho algo de interessante para escrever nesse blog. Não é nenhum caso inédito de flerte com estranhos (ou será que é?), mas é uma história bem fofa que ainda não chegou ao seu final, assim espero.

Com a chegada do verão, rolam vários festivais aqui em Londres, e esses dias eu vi que ia ter algo aqui pertinho de casa, do lado de fora de um museu. Era free, então resolvi dar uma conferida com o Maikel mesmo sem entender exatamente do que se tratava. Chegando lá, reservamos nosso lugarzinho sentados na grama e abrimos uma latinha de cerveja. Na medida em que o povo ia chegando, ficava mais difícil conseguir guardar um lugar bom para ver a apresentação, e eu, como sempre, fiquei observando todo mundo a minha volta. Enquanto olhava para um lado e para o outro, reparei que tinha uma menina sentada meio que do meu lado, ouvindo música com um fone de ouvido e mexendo no celular de vez em quando. Ela estava sozinha, parecia estar esperando alguém. E enquanto eu observava as pessoas chegando, vira e mexe meu olhar se cruzava com o dela. Depois de umas 4 esbarradas de olhar, me dei conta de que ela também estava reparando em mim. Até aí ok, tudo rolava meio disfarçado.

De repente, em uma das minhas tentativas de disfarce para ver se ela estava olhando, trocamos o olhar mais longo de todos e eu acabei sorrindo no final, para não parecer que estava olhando por algum motivo ruim. E ela então me sorriu de volta. PRONTO! Eu sempre digo que sorrisos abrem portas… Depois disso eu não podia deixar a nossa história morrer. Resolvi caçar um recibo de supermercado na bolsa e escrever um bilhete, com aquela pergunta aleatória que é a minha preferida: o que você está ouvindo?

Depois de escrever o bilhete, comecei a sentir um frio na barriga que me impedia de entregar pra ela. O Maikel começou a me encher o saco falando que eu devia entregar logo, mas eu tanto enrolei que quando resolvi entregar um velho sentou bem entre nós duas. Ai merda! E agora? Será um sinal para não entregar? Não dei muitas chances para as incertezas, desvivei do velho e entreguei o papel e a caneta pra ela.

(ela olhou pra mim com cara de “o que é isso?!”)

(eu fiz uma mímica para ela entender que atrás do recibo havia um bilhete)

- Ah! – ela sorriu.

Depois de ler, ela me perguntou se o bilhete era meu ou do Maikel. Eu disse que meu, e ela sorriu de novo. Daí então começamos um bate papo por bilhete, mesmo com o velho entre nós. Ele ria e as vezes até pegava o bilhete e entregava pra outra, só pra dar aquela ajudinha esperta.


(do outro lado continuei: “…so if you want some company… :))

Daí ela acabou vindo sentar perto da gente e começamos a conversar. Gente, a menina era uma querida! Sabe quando o seu instinto acerta em cheio que uma pessoa vale a pena? Passamos o evento inteiro juntas e no fim trocamos telefones para nos encontrarmos de novo. Achei legal porque não tenho nenhuma amiga inglesa, e nunca tinha tentado isso de dar bilhetes para meninas. Ela foi uma graça e eu espero realmente que a gente se encontre de novo e em breve.

Ah! Sobre a banda que ela estava ouvindo, cheguei em casa e coloquei no Spotify para ouvir. Gostei tanto, mas tanto, mas tanto, que agora estou com mais vontade ainda de encontrá-la de novo. Sabe quando você se apaixona pela pessoa só pelo gosto musical? Então. Segue aqui uma playlist de algumas músicas, a banda chama Grimes (que na verdade não é uma banda, é uma cantora!). Enjoy!


 
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Taí mais um daqueles projetos incríveis que tem tudo a ver comigo e com certeza com vocês que lêem meu blog. Amores breves de esquina, metrô, escadas, shoppings, ônibus, faróis de trânsito: quem nunca teve, não é mesmo? E aquele arrependimento que nos assombra pelo resto do dia: “POR QUE EU NÃO DISSE ALGUMA COISA?”.

Bom, o “I Wish I Said Hello” fala exatamente sobre isso. Depois que você se apaixonou perdidamente por aquele desconhecido que passou por você na rua, invés de lidar com o arrependimento para o resto da vida, eles vão lá e colocam um adesivo com uma mensagem exatamente onde o amor aconteceu. Quem sabe a pessoa não passa por lá novamente e se dá conta de que você FEZ SIM alguma coisa depois daquele momento em que vocês cruzaram os olhares?


Super bem feitinhos e de um jeito muito sutil, os pins são colados, não importa em que superfície, mas sempre onde o avassalador e rápido momento aconteceu. No site eles colocam as fotos e ainda disponibilizam um mapa do Google Maps marcando exatamente onde estão os pontos onde eles aconteceram.

Ah! A melhor parte de todas é que você pode fazer o seu próprio adesivo e colar na sua cidade, na esperança de achar o seu amor breve de novo e fazê-lo se tornar um amor eterno. Eles disponibilizam o layout do adesivo e você só precisa personalizar com a sua hitória, daí imprime e sai colando pelas cidades. Então minha gente: nem tudo está perdido, ainda há esperanças!

Demais, não é? Não sei como não tive essa ideia antes. Teria um mapa IMENSO com vários pontos marcados em São Paulo e aqui em Londres também. Acho que vocês deviam tentar pois nada acontece se não dermos essas chances a sorte. :)

 
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É amigos… Eu finalmente a conheci em carne e osso. Na verdade, não esperava que isso fosse acontecer algum dia mas acho que posso dizer que estou realizada. Ela esteve aqui em Londres para falar de seu novo filme, “The Future”, e eu acho que fui uma das primeiras a comprar o ingresso, graças a uma amiga que me mandou o link do evento.

Na verdade, Miranda não falou de seu novo filme. E nem mesmo de seu novo livro, que ela acabou de lançar mas ainda nem estava nas lojas. Ela fez uma apresentação incrível sobre desconhecidos – um dos assuntos que mais me desperta interesse nesses últimos anos.

Eu não sei ser tiete, mas quando estava na porta esperando tudo começar, minhas pernas tremeram assim que ela saiu de dentro do auditório. Foi uma surpresa… Eu ali parada pensando onde ela estaria naquele momento e de repente ela abre a porta bem em frente a mim e começa a andar entre as pessoas. Não tive coragem de dizer nada, apenas dei um sorriso quando ela olhou nos meus olhos. Ela parou para conversar discretamente com algumas pessoas e aparentava pedir algo, já que elas atenciosamente mexiam em suas bolsas e carteiras enquanto falavam com a Miranda. Só fui entender isso quando o “show” começou.

Fomos recebidos por um cara gigante vestido de diabo (?). Ele era literalmente gigante e super engraçado, parece que recebe as pessoas em todos os eventos realizados pela School of Life.

Miranda começou falando sobre os desconhecidos que estavam perto da gente. Sugeriu que cada um de nós pegasse no braço do desconhecido ao lado, e imaginasse algumas possibilidades futuras com esse estranho como por exemplo: nunca mais ver ele novamente, ou conhecer os filhos deles depois de se tornarem adultos… Enfim, ela fez o povo rir e falou coisas corriqueiras e estranhamente tocantes, como só ela consegue fazer. Para quem quiser ler o discurso na íntegra, achei o texto original aqui.

Logo depois ela sentou na cadeira e colocou uma pinça de sobrancelha em uma almofadinha giratória em cima da mesa, cuja a câmera que aparecia no telão filmava. Ninguém entendeu nada, até ela chamar o desconhecido da platéia que era dono daquela pinça. Ele foi até lá, sentou na cadeira ao lado e foi entrevistado de um jeito bem inusitado. A intenção da coisa toda era que nós, pessoas da platéia, tivéssemos a oportunidade de conhecer alguns dos desconhecidos que estavam presentes no evento, “gente como a gente”.

“Você pode descobrir muito sobre um desconhecido de acordo com o que ele guarda na carteira.”

É isso que Miranda July queria nos fazer entender. Depois de entrevistar o cara da pinça, ela a colocou em um envelope com uma carta dentro, como se fosse um diploma, assinada por ela e pelo dono do objeto. De repente ela anunciou que iria leiloar aquele envelope, e começou um leilão ali mesmo. Mas antes ela nos garantiu que o dinheiro seria usado por uma boa causa. Acreditam que ela vendeu a pinça por £ 125? Isso da aproximadamente R$ 375!

Anyway… Miranda entrevistou mais duas pessoas depois do cara da pinça e repetiu os mesmos passos, leiloando os objetos após a entrevista. Eles contaram o dinheiro e deu aproximandamente £ 232, então ela nos pediu para que fechassemos os olhos e abaixassemos a cabeça para refletir: “Você está precisando deste dinheiro? Talvez tenha existido alguma época na sua vida em que esse dinheiro faria uma diferença enorme, ou talvez essa época seja agora. Então quero que vocês sejam realmente sinceros e levantem o braço se são uma das pessoas que teria sua vida mudada por esta quantia de dinheiro.”. Todos ficamos em silêncio e não tinha como saber quem estava de mãos levantadas pois estávamos de olhos fechados. Depois de um tempo ela nos mandou abrir os olhos e disse que havia dado o dinheiro para um dos desconhecidos de braço levantado. Aposto que nessa hora muita gente pensou: “Droga, por que eu não levantei a minha mão?” hehehe eu pensei.

Assim que o show terminou, todos nós aplaudimos de pé e começamos a formar a fila para receber um autógrafo no livro. Eu, obviamente, comprei os 2 livros que estavam vendendo lá: “No one belongs here more than you.”, que é o penúltimo livro que ela lançou, e “It chooses you”, que anida não estava nas lojas mas eles estavam vendendo lá com exclusividade.

Ah! Esse é o trailler do filme dela que entrou nos cinemas daqui de Londres dia 4 de novembro mas eu ainda não vi:

Alguém aí já conseguiu assistir? Bom.. Espero que tenham gostado do post tanto quanto eu gostei de conhecer a Miranda! <3

Leia também o post Pessoa Favorita, que foi outro post que escrevi depois que vi um vídeo intrigante dela.

 
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Estava no metro esperando um amigo e um cara se aproximou de mim. Estatura baixa, cabelo raspado… Um pouco mais velho tipo uns quase 40 anos. Ele chega perto de mim e pergunta, em inglês:

- Oi… Posso te fazer uma pergunta?

- Claro…

- Se eu vejo uma mulher bonita na rua, como faço pra me aproximar dela? Digo… O que eu devo dizer pra ela sem fazer com que ela me ache estranho?

- … mas você quer chegar do nada em uma mulher na rua e dizer que achou ela bonita?

- É que eu vejo muitas mulheres bonitas aqui, mas não sei o que dizer quando chego perto delas.

No começo achei que o cara ia me fazer algum tipo de elogio ou que aquilo era uma pegadinha. Mas ele estava perguntando aquilo numa boa e realmente esperando que eu o ajudasse. Tentei dizer que chegando assim do nada em uma mulher na rua, seria realmente estranho se ele falasse qualquer coisa. Principalmente porque as pessoas aqui em Londres são muito fechadas e parecem frias. Não dão muita abertura para conversar, sabe? Ele concordou comigo e enquanto continuávamos a conversa, meu amigo chegou. Obviamente explicamos o motivo da conversa e meu amigo resolveu dar a sua opinião:

- Olha, eu sou um cara tímido e sei como você se sente. Mas existem muitas maneiras de se aproximar de mulheres de um jeito diferente. Um dia por exemplo, eu estava em um bar e vi uma menina que gostei muito. Mas não tive coragem de falar nada pra ela então escrevi num papel algo tipo “Oi, gostei de você mas não tive coragem de começar uma conversa. Se você quiser, este é meu telefone: xxx-xxx”.

- Nossa… Mas essa ideia é genial! É muito boa mesmo, pois eu não tenho coragem de falar com as mulheres e escrever isso num bilhete seria muito mais fácil!

O cara realmente amou a ideia do meu amigo. Ficou super feliz e agradeceu muito. Nos despedimos e fomos em direção as escadas para ir ao supermercado. Já na rua, sem nem ver que o cara estava perto da gente, ele nos interrompe de novo e pergunta:

- Oi… Me desculpe incomodar de novo mas… Eu não lembro exatamente o que você escreveu no bilhete e eu queria anotar no meu celular para me lembrar depois. Era “Oi, você é muito bonita…” e o que mais mesmo?

Sabe quando dá vontade de ajudar uma pessoa porque a gente vê que ela tem boas intenções na vida? Ele acabou desabafando dizendo que era da Sérvia e morava aqui há 10 anos mas queria muito achar alguém para viver com ele. Achei isso muito fofo e realmente torço para que ele encontre alguém.

Aqui em Londres essa parte de conhecer pessoas é um pouco difícil para quem é de fora. Acho que dei sorte em ter encontrado um cara legal, pois não sei como estaria agora se não fosse ele. Estava realmente difícil de fazer amigos aqui… Mas isso é assunto para um outro post!

 
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Hoje minha lâmpada queimou, e eu resolvi descer na recepção para ver se pegava outra. Chegando lá, a porta estava fechada e tinha um cara esperando. Ele perguntou meu nome e de onde eu era, e disse que se chamava Maikel. Pelo que eu entendi, ele era alemão, mas agora estou em dúvida se ele disse que era da Holanda. Enfim… Ficamos conversando um tanto, ele me disse que cortava cabelos e se eu quisesse ele podia raspar o meu de graça – pra quem não sabe eu tenho uma parte do cabelo raspada, meio que por baixo – e eu achei ele super fofo. Ele estava esperando parar de chover para sair pra correr. Quando a chuva parou, ele perguntou meu apartamento já que eu disse que ainda não tinha amigos e precisava de companhias pra sair, então ele ia passar aqui depois.

Mais tarde, tava aqui numa boa no quarto, tomei um banho, fiquei um pouquinho no computador e resolvi dar uma deitada. Depois de uma meia hora, alguém bateu na minha porta. Eu falei para esperar, coloquei uma roupa (porque tava pelada) e abri a porta. Era ele! Tinha até esquecido que ele disse que vinha. Dai ele entrou, tava meio bagunçado o quarto e isso foi meio chato, mas né, fazer o que. Ele estava super arrumado e cheiroso, acho que ia sair. Então eu falei que ia adicionar ele no facebook já que ainda não tinha telefone aqui, assim ficava mais fácil da gente se comunicar. Quando mexi no mouse para ligar a tela do meu notebook: PLOOOOOFT! Abriu uma foto ERRADA bem na hora. (clique aqui para ver a foto mas não abra no trabalho!) Hahaha… Na real eu estava mesmo vendo o tumblr da @camilinha69 e deixei aberto nele quando resolvi deitar. Imagina a minha cara? Não tinha muito o que fazer, então soltei a primeira coisa que me veio a cabeça:

“Sorry, I was watching some pornography…”

Ele deu uma risadinha sem graça, eu falei pra ele olhar pra outro lado assim eu podia fechar a foto e abrir o facebook. Ele riu. Eu fechei. Abri o facebook e falei pra ele se achar lá. Enquanto ele digitava o nome dele eu estava quase morrendo de tanta vergonha e com o coração pulando… Gente… Que mico!

Depois continuamos conversando, começou a chover de novo então ele não podia ir no mercado, daí resolveu ficar aqui. Às vezes acabava o assunto e o quarto é pequeno e eu não sabia muito o que fazer. Fiquei muuuuito sem graça, mas acho que ele não percebeu.

Agora sério… O que vocês acham que passou pela cabeça dele? Falem a verdade. hahaha

Ps. clique aqui para ler no que deu essa história.

 
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Foi o que eu pensei quando vi as fotos dele no Facebook.

Mas vamos começar do começo: o Renan, aquele menininho que eu gostava quando tinha 8 anos e falava sobre ele apaixonadamente no meu diário, me adicionou no Facebook e eu fui ver seu álbum de fotos. Ele tinha poucas fotos e em uma delas eu vi um cara. Resolvi clicar no nome dele meio de bobeira, e dar uma zapeada no seu perfil. Enquanto via as fotos dele, ia lançando no Twitter as minhas impressões em tempo real:

Depois de ver as fotos mandei essa mensagem que está por último na imagem. Apenas isso: “eu seria sua amiga.”. Sei lá, fui com a cara dele e minha vida andava meio sem surpresas. Por que não deixar uma mensagem aleatória para um desconhecido no Facebook? Não costumo muito fazer isso mas ele tinha cara de ser legal, então apertei ENVIAR. 2 segundos depois, a resposta dele chegou na minha inbox! Ele disse que, coincidentemente, também estava olhando meu perfil. Uou! Como assim? Mais uma coincidência bizarra para a minha coleção de coincidências. Quando contei isso no Twitter, a galera falou: “Ah… Té parece, o cara só é bom de xaveco!”. Incrível como as pessoas são descrentes nessas coisas. Eu acreditei. E mesmo que fosse mentira, não mudaria o fato deu ter gostado dele antes. Mas por que não poderia ser uma coincidência real, né? Todo mundo sempre tem que ser malandro? Acho que não.

Ele entrou no meu perfil porque viu o amigo me adicionando. Mas também foi totalmente aleatório. O cara parecia ser legal e a notícia boa era que ele não gostava de Pânico na TV, hahaha, disse que curtiu aquela página no Facebook para ajudar uns amigos – ufa! Em algumas horas de conversa, ele me chamou pra sair. “Vamos fazer alguma coisa amanhã?”. Glupt, eu não esperava por essa assim tão cedo, mas como gosto de fortes emoções, aceitei. Fui dormir e cheguei até a sonhar com nosso primeiro encontro, mas no sonho ele era bem chato e meio gordo.

No dia seguinte, quando estava no metrô indo encontrar com ele, bateu aquela vontade de vomitar que sempre me dá antes do primeiro encontro. Aff, que sentimento ruim, não sei como as pessoas gostam! Nunca demorei tanto para subir aquela escada rolante do metrô Consolação, afinal eu sabia que assim que chegasse no topo, ele estaria lá me esperando. Será que ele estaria mais gordo como no sonho? Será que estaria mais bonito? Será que estaria usando um tênis feio e acabaria com todo o encanto?

Não. Ele era exatamente como eu tinha visto nas fotos! O começo foi como um começo de primeiro encontro normal. Os dois meio que com vergonha, falando coisas idiotas e pensando consigo mesmo: “aff, por que eu falei isso?”. Mas eu tinha acertado em cheio, ele realmente era muito legal. Acho que mais legal do que eu esperava até. Além de ser legal, comecei a achar ele bem bonitinho também. Eu sou dessas: se a pessoa é legal, acabo achando ela linda depois de um tempo. Isso também funciona com os bonitos: se são babacas, ficam feios. Mas quando nos vimos ao vivo, acho que até mudei um pouco de ideia. Se a gente se encontrasse numa balada ou num vagão de metrô, eu flertaria com ele por livre e espontânea vontade. Principalmente porque ele usava tênis de pessoas legais!

 Acho que aquele papo sobre “como achar o par ideal na internet” me inspirou. Aconselho a todo mundo fazer o mesmo. Alguém aí tem uma história de flertes virtuais que viraram reais? Me contem nos comentários, quem sabe alguém tem uma boa ideia para abordar pessoas online? :D

 
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Você que acompanha todas as histórias e coincidências da minha vida está prestes e ler sobre a maior delas. Uma que talvez feche um ciclo do meu blog e comece outro, já que ficou parecendo o fim de um começo. Hahaha, isso ficou confuso mas vou explicar.

Quem me segue no Tuinter já sabe que eu encontrei o cara da foto 3×4, que ele se chama Victor e provavelmente deve estar louco pra saber como foi quando nos conhecemos. Isso tudo é muito legal e eu já conto como foi, mas a parte mais louca da história não é essa.

O Vito – como é carinhosamente chamado pelos amigos – achou meu blog através de uma amiga e deixou um comentário. Paralelamente, recebi outro comentário de um cara falando sobre um bilhete que eu mandei para ele há pouco mais de 2 anos atrás. Ele relatou nossa história e disse que tinha chegado até meu blog pelo post da foto 3×4, já que o Vito é melhor amigo e sócio dele. Esse cara, chamado Jonas, é nada mais nada menos um dos motivos pelo qual o meu blog existe. Ele é o personagem principal do primeiro post do meu blog: O Começo de um e Outro e foi depois dessa história que resolvi fazer um blog. Achei que essas aventuras com desconhecidos poderiam ser interessantes pra minha vida, e desde então, venho aprontando altas confusões.

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