Pois é amigos, nunca achei que fosse dizer isso, mas recentemente descobri um mundo completamente novo e estou amando: o mundo dos podcasts! <3

Sempre me perguntei porque os podcasts não tinham vingado, afinal, são mais antigos do que muitos formatos de conteúdo que bombam hoje em dia. Eles não vingaram, mas também não morreram. Parece que estão sempre ali resistindo, esperando para se tornarem ~a nova sensação do momento~. A gente ouve falar que nos Estados Unidos podcasts estão crescendo, virando uma febre, bla bla bla… Mas ainda não vejo a grande massa ouvindo ou se quer se interessando em saber o que é.

Eu demorei pra me interessar. Comecei com uns podcasts furados para “treinar o sotaque britânico no inglês” e “aprender francês em poucas horas”, e ficava achando aquilo tudo muito chato e só comprovando o fato de que podcasts eram um porre. Daí insisti e pedi indicações para amigos, porque talvez eu estivesse ouvindo os podcasts errados. Comecei pelo 99% Invisible e em seguida o Mamilos, do B9. Tinham me falado super bem do 99% Invisible, mas eu achei os assuntos um pouco aleatórios demais e às vezes tinha dificuldade de prestar atenção no que eles estavam falando. Me sentia meio burra porque apesar do meu inglês ser bem bom, tinha vezes que eu não entendia o que eles falavam, daí perdia o foco. Aliás, tinha uma coisa que eu não entendia sobre podcasts: por que diabos todos os podcasts dão essa mini avançadinha no áudio fazendo com que as pessoas falem muito rápido? É pra encurtar o tempo do podcast? …fui uma newbie total, amigos. Depois de um mês tentando ouvir podcasts, descobri que meu aplicativo de podcasts no celular estava com a opção de áudio avançado por default. Hahaha… Quando coloquei todos na velocidade normal, foi como se as portas do mundo mágico dos podcasts tivessem se aberto para que eu entrasse.

E eu entrei, amigos. Entrei, fiquei e não acho que vá sair mais.

Além de começar a gostar do 99% Invisible, ouvi toda a primeira temporada do Serial em uma semana, me diverti horrores com as histórias e temas interessantes do Note to Self e descobri o Heart, que é um podcast que fala do que eu mais amo nessa vida: relacionamentos.

Uma das mudanças mais legais que percebi nesse meu novo hobby, foi que o ato de ouvir alguma coisa ganhou um significado totalmente novo. A gente não ouve um podcast como se ouve uma música, porque o podcast exige que a gente preste atenção. Não dá pra ouvir enquanto estou trabalhando ou lendo alguma coisa, como normalmente faço com música. Apesar de não ter nada físico nas mãos, o podcast exige 100% de atenção, então eu comecei a ouvi-los enquanto fazia tarefas automáticas e chatas, como por exemplo dobrar roupas ou lavar a louça. Essas atividades que antes eu considerava insuportáveis, se tornaram agradáveis porque eu não sentia que estava perdendo meu tempo fazendo elas. Era até legal porque os podcasts estavam tão interessantes que quando eu menos esperava, já tinha concluído a tarefa chata. Ouso dizer até que já tiveram vezes que senti que queria mais roupas pra dobrar ou mais louça pra lavar, só pra continuar ouvindo aquele podcast até o final.

Hoje crio situações para poder ouvir meus podcasts. Opto por ir a pé até os lugares ao invés de pegar ônibus. Não me incomodo mais em estar parada em algum lugar “sem estar fazendo nada”. Ando sorrindo na rua por causa das histórias que ouço nos meus fones brancos de ouvido e espero ansiosamente pelo próximo episódio daquela história que estou acompanhando.

Passei a olhar as pessoas na rua de um jeito diferente também. A gama de opções do que elas podem estar ouvindo em seus fones de ouvido ficou bem maior e mais interessante. Além de estilos musicais que imagino para elas, hoje em dia passei a pensar: que tipo de podcast essa pessoa deve estar ouvindo? Ela esta sorrindo sozinha, com certeza está ouvindo um podcast! Queria ir lá perguntar qual é pra gente trocar figurinhas <3

Então, ouço muito menos música do que ouvia antes e acho uma pena que os podcasts ainda não tenham vingado. Mas agora posso dizer com certeza que faço parte da turminha que curte, defende e adora falar sobre podcasts na mesa do bar. Quais podcasts você escuta? Me conta um pouco mais sobre eles!

Ps. para quem quiser se aprofundar um pouco mais na discussão sobre porquê os podcasts vingaram, não vingaram e se eles são mesmo o futuro ou não, esse texto é bem interessante: Podcast e o futuro do rádio.

 
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Como vocês devem ter visto, fui conhecer Belo Horizonte pela primeira vez e AMEI! Então resolvi escrever mais um post contando pra vocês os highlights da viagem. Para saber mais do Collaborate Hostel, onde me hospedei por lá, é só dar um pulo no post anterior.

Antes de falar da viagem, acho que vale contar que a minha ida pra lá foi uma saga. Era feriado em São Paulo na quinta-feira e eu comprei a passagem para ir na quinta a noite, em um dos últimos ônibus disponíveis. Pensei: vou passar a noite viajando e chego lá um pouco descansada para aproveitar o dia. Ledo engano… Perdi o ônibus na rodoviária porque minha passagem veio impressa toda torta e eu fiquei esperando o busão na plataforma errada. Daí, mesmo tentando me tranferir pro próximo ônibus, a viagem foi cancelada porque o ônibus estava cheio. Consegui meu dinheiro da passagem de volta e voltei pra casa com o rabinho entre as pernas. “Não vai ser dessa vez que vou conhecer Belo Horizonte…” pensei comigo mesma. Mas daí, chegando em casa lá pela 1h da manhã, decidi que ainda valeria a pena pegar o ônibus do primeiro horário na quarta, pois ainda teria uma noite a mais para aproveitar, já que os outros feriados seriam todos grudados no final de semana. E foi isso que eu fiz. Sem arrependimentos. A única parte ruim de fazer isso é que na quinta a noite, no meu primeiro programa em BH, eu passei mal porque quase não tinha comido durante a viagem, mas até isso acabou sendo bom: as pessoas da cidade são tão queridas que além da minha amiga Ana ter me ajudado, um grupo de amigos desconhecido acabou comprando uma água pra mim e ficamos bróders pelo resto da minha viagem. Lá no final do post tem fotos de todos eles <3

Instituto Inhotim

Apesar de não ficar em Beagá, o Instituto Inhotim é parada obrigatória pra quem vai pra lá. Aliás, um dos motivos pelo qual eu queria ir conhecer Belo Horizonte era dar uma passada em Brumadinho para visitar Inhotim. Eu tinha expectativas altíssimas sobre o lugar e todas elas foram superadas. O dia estava lindo e Inhotim é um lugar incrível. Me apaixonei e queria morar lá por tipo… 1 semana! Dizem que 1 dia é pouco para conhecer o lugar inteiro, e é verdade. Mas eu não teria tempo de ir por mais que isso, e mesmo assim consegui ver a maioria das coisas que queria. O ingresso custa R$40 inteira e R$20 meia, e lá tem vários restaurantes e diferentes opções de comida. Vejam algumas fotos:



Maletta

O Maletta é um edifício no centro que todo mundo me falou pra ir. No segundo andar eles tem vários bares onde as mesas ficam numa espécie de sacadinha em volta do prédio, e você pode tomar drinks ou cerveja com os amigos olhando pra cidade. O bar que fui lá se chamava DUB, que é famoso por seus drinks diferentes e deliciosos. Apesar deu gostar mais de cerveja, tinha que prestigiar um dos drinks da casa, né? Então pedi um Vanilla Mojito (R$18), que era um mojito de limão com um toque de baunilha (ele é o da segunda foto ali em baixo, que está junto com um drink que tem canela em cima). Devo dizer que foi o melhor mojito que eu já tomei na vida! Outro drink bem famoso por lá é o Bloody Mary (primeira foto), que eles fazem de um jeito minucioso e único! Começam queimando um galhinho de alecrim com um maçarico dentro do copo de ponta cabeça, para dar um gostinho de “alecrim defumado”. O drink é finalizado com uma folha de coentro e uma fatia bonita de bacon, também preparada com o maçarico. Coisa linda de se ver e se beber, eu provei e achei delícia. O drink laranja da foto é um Negroni, que era o preferido do Luiz Felipe!

Foto via Guia BH

Angu

Eu nunca nem tinha ouvido falar em angú, mas ainda no DUB, resolvi pedir uma porção de “pastel de angu”, que nada mais é um pastel de polenta (depois me explicaram que angú era basicamente polenta, hahaha). Esse pastel vem crocante e sequinho por fora e molinho e cremoso por dentro, nunca tinha comido algo igual. Se alguém conhecer um lugar que vende isso em São Paulo, por favor, me indiquem aí nos comentários do post!

Pôr-do-sol no mirante das Mangabeiras

Lá em BH eu vi um dos pores do sol mais bonitos da minha vida. Fui com meu querido amigo Luiz Felipe ao Mirante das Mangabeiras, que fica pertinho (ou meio dentro?) do Parque das Mangabeiras (que também vale uma visita, se você tiver tempo). Para andar do parque até o mirante, dá uma boa caminhadinha cheia de subida, por mais ou menos uma meia hora. Mas como estávamos cheios de energia para gastar, andamos e conseguimos chegar a tempo de pegar o sol ainda alto. O clima lá estava tão gostoso que além de tirar um milhão de fotos, resolvemos ficar até tarde pra dar pra ver as luzes da cidade. Valeu muito a pena! Acho que é um dos lugares que mais indico para quem for visitar Belo Horizonte pela primeira vez. É um pouco longe do centro da cidade, então dependendo de onde você estiver é preciso pegar um táxi. Ele fica um pouco mais acima da Praça do Papa, que é um dos outros pontos turísticos da cidade. Dizem que o pôr-do-sol na Praça do Papa é incrível, mas eu te aconselharia a subir mais até o Mirante porque lá é muito mais bonito e alto!

O povo mineiro

Sempre ouvia falar bem dos mineiros, que eles eram receptivos e queridos, e quando cheguei lá a fama foi 100% comprovada! Que sotaque gostoso, sô! Que simpatia deliciosa. No meu primeiro dia lá, fui numa feirinha depois de chegar cansada da rodoviária e minha pressão baixou, achei que fosse morrer (rs) e um grupo de desconhecidos foi super atencioso e me comprou até uma água. Acabei virando bróder deles e nos vimos todos os dias da viagem. Me senti em casa e acabei até participando de festinhas no apê de um deles no centro, me senti quase parte da turma! hehehe Fora esses novos amigos, encontrei também a Ana, que só conhecia pela internet e tornou a viagem perfeita! Ela me levou pra cima e pra baixo de carro, enquanto ia apontando todos os lugares icônicos da cidade e contando sua história e curiosidades. Ela parecia uma enciclopédia ambulante, adoro pessoas que memorizam as histórias dos lugares (porque sou péssima pra isso! hahaha). Sem contar que eu e ela parecíamos amigas de longa data, tínhamos muito em comum e ela acabou se tornando uma amiga ainda mais especial.

Esses foram os highlights da minha viagem. E você, já foi pra Belo Horizonte? Me conta aí nos comentários as suas impressões e lugares preferidos, eu voltei com o sentimento de que quero ir pra lá de novo um dia!

 
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Desde que fui picada pelo bichinho da viagem, não consigo muito parar quieta na minha cidade. Esse ano estabeleci uma meta de que tentaria sempre viajar nos feriados para uma cidade diferente no Brasil. Adoro viajar, mas conheço pouco meu próprio país, então queria mudar isso! Esse ano fui pra Curitiba, que era uma das cidades que estavam no topo das que eu queria conhecer, e nesse último feriado fui Pra Belo Horizonte. Gente, que cidade querida! Já ouvia falar super bem dos mineirinhos, mas minhas expectativas foram todas superadas. Esse post será especialmente dedicado ao hostel que fiquei, o Collaborate Design Hostel, mas depois escreverei outro sobre a viagem em si com fotos e impressões sobre a cidade.

Encontrei o Collaborate procurando por hostels no Hostelworld. O que me chamou a atenção foi o visual, a decoração, a arquitetura da casa e principalmente a proposta do hostel. Eles fazem algumas exposições colaborativas com artistas de BH que deixam o hostel ainda mais bonito. Meus olhinhos de designer brilharam ao ver fotos do lugar e até o logo deles me encantou, fui conquistada pelo visual! Antes mesmo de chegar lá já comecei a imaginar as fotos que ia tirar pra ilustrar esse post! hahaha

O hostel tem diferentes opções de acomodações. Eu fiquei no quarto feminino que tinha 5 camas. Uma coisa que achei ótimo foi o tamanho dos lockers (armários individuais), que cabia até minha mala de mão que é bem grandinha. Ponto positivíssimo, pois não curto muito deixar a mala, mesmo que trancada, dando sopa no quarto enquanto passo o dia todo fora. Vejam algumas fotos do quarto:

As opções de quartos são:

● 4 Quartos coletivos mistos de 6, 7 ou 16 camas.
● 1 suíte com cama de casal
● 1 quarto privativo para 2 pessoas (com beliche)
● 1 quarto feminino com 5 camas (esse foi o que eu fiquei)

O que o hostel tem de bom?

● Na diária já está incluso o café da manhã, que não tem hora pra acabar, só termina quando acaba a comida. Achei isso um puta diferencial porque quando estamos viajando às vezes voltamos super tarde e é um saco ter que acordar cedo pra pegar o café da manhã;
● Tomadas em todas as camas. Isso faz muita diferença, porque dá pra deixar o celular/computador carregando enquanto estamos na cama e ele fica pertinho da gente o tempo todo;
● Armários individuais super espaçoso, como já mencionei antes;
● Eles também disponibilizam uma toalha para todos os hóspedes junto com a roupa de cama, o que foi perfeito pra mim porque esqueci minha toalha! Sempre levo uma toalhinha de mochileiro daquelas pequenas que secam rápido, mas dessa vez esqueci e normalmente aluguel de toalhas é cobrado em hostels. No Collaborate não! <3
● O hostel é bem tranquilo e tem um ambiente super agradável. Me senti mega confortável lá e o pessoal da recepção era super prestativo!
● A localização do hostel é muito boa! Me falaram pra ficar nessa área chamada Savassi, que é tipo uma “Vila Madalena” de BH, e acertaram em cheio. O bairro é charmoso e cheio de barzinhos. Também dá pra ir a pé até o centro, que leva um tempinho, mas achei super agradável andar pela área.


Clique nas fotos para vê-las maiores:






Vale lembrar

● A área onde o Collaborate fica é super bem localizada e cool, mas cheia de ladeiras muito loucas. Aliás, tem MUITOS hostels naquela região. Se você tiver problemas em subir ladeiras, prepare-se! Eu costumava ir pro centro sempre a pé, porque era decida, mas acabava voltando de táxi porque no final do dia já estava sem condições de subir tudo aquilo.
● Eles não tem computador para os hóspedes. Isso pra mim não fez a menor diferença porque eu mal ficava lá e usava só o celular, mas se você for precisar acessar a internet de um computador ou passar as fotos da câmera, por exemplo, é melhor levar o seu.
● Também senti falta de um secador de cabelo, alguns hostels disponibilizam um na recepção para emprestar para os hóspedes e é ótimo porque o meu ocupa muito espaço na mala. Mas se for ficar no Collaborate e não consegue viver sem secador, leve o seu! ;)

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A Juliana Rosa, do blog Trip Feeling, também fez um post review do hostel, e lá você pode ver mais algumas fotos dos outros quartos – dá uma olhada!

 
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Hoje acordei e pensei: vai ser um bom dia. Levantei da cama cedo, fui na feira comprar legumes, dei comida pra Pandora, brinquei com ela, fiz café da manhã… E enquanto ia pro trabalho, debaixo daquele solzão quente, sentia o calor do sol, dava bom dia pras pessoas na rua… Sabe aquela pessoa irritantemente feliz? Então, era eu. Daí, chegando no trabalho, me deparo com um envelope em cima do teclado, todo escrito à mão, com o endereço dizendo “Brazil”, com Z mesmo. O selo era dos Estados Unidos, então logo pensei: não pode ser do Sam. Primeiro porque ele fala Brasil com S (eu que ensinei!), e segundo porque o selo não era do Reino Unido. Mas quem poderia me mandar uma carta tão bonitinha dos Estados Unidos? Não tenho amigos lá…

Daí abri toda ansiosa e eis o que vejo:

[clique na foto para ver maior]
Meus olhos se encheram de lágrimas, eu tinha certeza que o dia hoje ia ter mesmo bom. Lógico que mandei mensagem pra ele no mesmo minuto e ele ficou super feliz que chegou. Disse que num dia super ocupado ele acabou caindo em um site, achou bonitinho e resolveu me mandar uma carta. Mas como foi meio rápido e ele não tinha nada no histórico de e-mail, ele nem lembrava qual era o site. Ainda bem que a pessoa que escreveu a carta colocou o endereço atrás:

Primeiro eu estranhei que não tinha nem carimbo de data e apenas um selo sem muitas explicações. Endereço do remetente também não, daí descobri que era o projeto artístico de um americano chamado Ivan Cash, que assim como eu, trabalha com publicidade. Bom… Ele trabalhava. Há alguns anos atrás ele resolveu largar seu ~emprego dos sonhos~ numa agência em Amsterdam e começou esse projeto de escrever cartas para estranhos, já que ele amava escrever cartas mas com a correria da vida lhe faltava tempo. A gente recebe tantos e-mails por dia, que dá até agonia de ter que ler todos. Às vezes pode até ser um e-mail carinhoso de alguém que a gente gosta, mas nem se compara a recebermos uma carta escrita a mão dessa pessoa, né?

A ideia foi tão incrível que ele e seu time enviaram mais de 10 mil cartas, publicaram um livro e hoje em dia promovem um evento anual, que dura uma semana inteira e pessoas do mundo inteiro participam. Infelizmente não dá pra entrar no site e enviar uma carta, parece que o esquema é ficar de olho na fanpage do projeto para saber quando vai rolar o evento e mandar a sua carta. O desse ano rolou na primeira semana de novembro e eu tive sorte do meu namorado, que mora do outro lado do mundo, achar o site a tempo e me mandar uma cartinha! Fico imaginando quem foi a pessoa que escreveu, acho que foi uma menina porque a letra é super bonitinha e a pessoa se importou em escrever o nome do Sam com um coração e xxx com caneta colorida. <3

Essas são algumas fotos de cartas que já foram enviadas pelo Snail Mail My Email, olha que graça:

Agora me respondam:

Fiquei aqui pensando no quanto essa ideia é incrível e tem tudo a ver com o meu blog. Se eu fizesse um esquema desses de enviar cartas escritas a mão, todas caprichadinhas com ilustrações feitas por mim, quanto você pagaria pelo envio? Quem sabe não faço as contas do material e tempo que gastaria fazendo isso, e começo um projeto paralelo que deixaria meus dias e o dia de outras pessoas mais feliz?

 
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Esses dias estava dando uma olhada nos meus posts antigos do Tumblr, e pensando o quanto da pra ler a minha trajetória dos últimos anos pelos posts que coloquei lá. Mesmo sendo apenas imagens e frases soltas ao vento, o conjunto da obra diz tanto sobre mim que quase me faz sentir exatamente a mesma angústia que eu vivia há alguns anos atrás. Aqueles mais sensíveis talvez consigam até ver o quanto eu evoluí e como as coisas mudaram ao longo dos tempos.

Um dos posts, que foi publicado no dia 4 de agosto de 2010, me fez ter uma reflexão interessante. Hoje, quase 3 anos depois, eu o li de maneira totalmente diferente do que li naquela época:

Provavelmente você leu e se identificou também, não é? Pois não deveria.

Desde que terminei meu último namoro e voltei para o Brasil, conheci muitos caras diferentes com os quais tive relações rápidas, sendo elas intensas ou não. Quando se trabalha num hostel a sua vida é assim: você conhece pessoas incríveis, fica com elas por 1 ou 2 dias e a despedida é algo freqüente no seu dia a dia. Pode parecer triste, mas a angústia que a despedida traz, logo é substituída pela expectativa do desconhecido, que vem no dia seguinte com aquela pessoa nova chegando, te apresentando um mar de possibilidades que apagam totalmente os momentos especiais que você teve com a pessoa do dia anterior. Sim, eu sei, tudo isso é muito superficial, mas acabou me ensinando muita coisa durante os 4 meses que trabalhei lá.

Muitas vezes me peguei em momentos de silêncio, com caras que mal conhecia, mas que de certa forma não me deixavam nem um pouco constrangida. Se estamos nos conhecendo tão rapidamente assim, por que não saber um pouco de onde essa pessoa vem e como ela se sente em relação a vida? Afinal, provavelmente nunca nos veremos de novo, não é mesmo? Então vamos tirar algo útil disso tudo. Uma pergunta que fiz muito, que normalmente era um pouco inesperada mas sempre prontamente respondida, foi: “Você tem uma pessoa favorita? Alguém que você gosta de verdade e largaria tudo para ficar junto?”

Se eu não me engano, todos os caras para quem fiz essa pergunta, me responderam que sim. O motivo pelo qual eles não estavam juntos, era sempre diferente. Cada um tinha a sua história, com detalhes diversos mas não menos interessantes. Obviamente nunca me abalava com a resposta, pois nem tinha dado tempo de me envolver sentimentalmente com eles… Mas por que é que isso mexe tanto com a gente quando estamos realmente apaixonados?

Todo mundo tem um amor bonito do passado. Uma pessoa preferida, que por inúmeros motivos não pode estar junto. Mas por que diabos isso bota o outro pra baixo? Deixa a auto estima deles lá no chão e muitas vezes os impede de tentar? Nós mesmos também temos amores bonitos que não deram certo, e nem por isso estamos ali fechando nosso coração para novos amores. Muito pelo contrário, estamos tentando, nos dando uma chance. E é isso que cada um deveria fazer.

Se ele ou ela tem um amor bonito do passado, por que você não pode ser o amor bonito do presente? Se você se der essa chance, esse amor bonito do presente pode ser muito melhor e mais bonito do que aquele amor do passado. Por mais que soe clichê de auto ajuda, não deixe se abater pelo passado dos outros. Confie no seu taco e vá em frente! Se não der certo ninguém pode dizer que você não tentou…

Ps. esse post não faz apologia a traição ou a destruição de relacionamentos, ok? Se o “velho amor longo e bonito” ainda estiver comprometido com o seu novo amor, caia fora! Ele(a) não vale a pena.

 
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Taí mais um daqueles projetos incríveis que tem tudo a ver comigo e com certeza com vocês que lêem meu blog. Amores breves de esquina, metrô, escadas, shoppings, ônibus, faróis de trânsito: quem nunca teve, não é mesmo? E aquele arrependimento que nos assombra pelo resto do dia: “POR QUE EU NÃO DISSE ALGUMA COISA?”.

Bom, o “I Wish I Said Hello” fala exatamente sobre isso. Depois que você se apaixonou perdidamente por aquele desconhecido que passou por você na rua, invés de lidar com o arrependimento para o resto da vida, eles vão lá e colocam um adesivo com uma mensagem exatamente onde o amor aconteceu. Quem sabe a pessoa não passa por lá novamente e se dá conta de que você FEZ SIM alguma coisa depois daquele momento em que vocês cruzaram os olhares?


Super bem feitinhos e de um jeito muito sutil, os pins são colados, não importa em que superfície, mas sempre onde o avassalador e rápido momento aconteceu. No site eles colocam as fotos e ainda disponibilizam um mapa do Google Maps marcando exatamente onde estão os pontos onde eles aconteceram.

Ah! A melhor parte de todas é que você pode fazer o seu próprio adesivo e colar na sua cidade, na esperança de achar o seu amor breve de novo e fazê-lo se tornar um amor eterno. Eles disponibilizam o layout do adesivo e você só precisa personalizar com a sua hitória, daí imprime e sai colando pelas cidades. Então minha gente: nem tudo está perdido, ainda há esperanças!

Demais, não é? Não sei como não tive essa ideia antes. Teria um mapa IMENSO com vários pontos marcados em São Paulo e aqui em Londres também. Acho que vocês deviam tentar pois nada acontece se não dermos essas chances a sorte. :)

 
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Estou prestes a completar meu segundo mês longe do meu namorado. E só quem já passou por isso sabe o quanto é difícil manter um relacionamento a distância. No nosso caso, está mais fácil de aguentar pois eu consegui meu visto para ficar mais 6 meses no Reino Unido e estou indo pra lá em 1 semana. Mas este será só o nosso segundo começo, e eu nem consigo imaginar quantos ainda teremos pela frente.

Desde que nos conhecemos e a coisa foi ficando séria, sempre soubemos que nosso relacionamento tinha prazo de validade e pensávamos: “Vamos viver um dia de cada vez, dar valor ao agora e deixar o futuro para frente.” o famoso “depois a gente pensa nisso.”. Acho que todo relacionamento a distância parte desse princípio, pois a gente sempre acha que vai dar um jeito. Mas isso não quer dizer que vá ser fácil, então a gente só fica adiando esse dia, até que ele chegue de fato. E quando se trata de continentes diferentes, a coisa fica muito mais complicada. Quem é que vai deixar tudo pra trás pra ficar com o outro? Vamos nos casar? Isso não é muito sério? Vamos morar onde, como, quando? É muita coisa em jogo. Família, dinheiro, carreira, dinheiro, amor, dinheiro, amigos… Falo muito em dinheiro pois hoje em dia acho que esse é um dos nossos maiores problemas. Afinal, seria super fácil poder viajar toda hora para a Europa para poder vê-lo quando eu quisesse. Ou pagar um curso incrível numa universidade de lá para estudar por bastante tempo, ou simplesmente morar lá com ele sem precisar gastar nada. Mas infelizmente essa não é a nossa realidade. O visto que consegui apenas para 6 meses já me custou 1 mês de trabalho fora todas as despezas de curso e custo de vida de lá. E ao mesmo tempo que isso está se encaminhando, eu tenho que conseguir um jeito de ganhar dinheiro sem ter permissão para trabalhar no Reino Unido, ou seja: minha carreira está parada, estou vivendo de freelas e me matando para conseguir morar em outro país. Mas isso ainda se encaixa no “depois a gente pensa nisso”. Estamos fazendo pouquinho por pouquinho, arranjando maneiras para ficar juntos, mas sempre pensando que vai chegar um dia que isso tudo vai ter que acabar e vamos ter que tomar decisões mais sérias. Essas decisões são tão sérias, que arrisco a dizer que são as mais difíceis que já tive que fazer na minha vida, mesmo sem nem ter feito ainda.

Daí estava eu neste domingo em casa solitária, quando achei um filme que talvez tivesse tudo a ver com a nossa história. Comecei a chorar logo nas primeiras cenas pois já sabia que aquilo tudo ia mexer muito comigo. E COMO mexeu. Como é incrível assistir um filme que retrata exatamente o que estamos vivendo no momento, não é? Acho que posso dizer que chorei em 80% do filme, mas talvez o fato de que estou na TPM também tenha que ser levado em consideração.

A história é de um casal que se conhece nos EUA. Ele é de lá e ela é do Reino Unido. Aliás, essa parte dela ser inglesa foi incrível porque tem cenas deles em Londres e imagina como eu não fiquei nostálgica né? Mas no geral, é um filme inteiro meio triste. Claro que não vou contar o final, mas confesso que me deixou um pouco perturbada. Tenho tanto medo do nosso futuro e de pra onde tudo isso pode ir. Quanto mais vivemos juntos, mais nos envolvemos e criamos laços. Tenho muito medo disso ter que acabar um dia e sofrer muito, mas esse medo nunca me impediria de fazer nada agora. A medida que o tempo vai passando e as dificuldades vão surgindo, o relacionamento vai ficando desgastado mas o amor sempre prevalece. Não sei se ele será o suficiente, mas se for… O que acontecerá quando chegarmos no topo da montanha? Essas são apenas algumas das dúvidas que se passam pela minha cabeça atualmente.

Bom, assistam o trailer e sintam um pouco da sensibilidade do filme:

Em vários momentos eu me vi ali, no lugar da personagem. Os silêncios, os espaços vazios, a falta que faz sentir o cheiro da pessoa ou o quanto é difícil conseguir conciliar os horários para podermos ter uma simples conversa por telefone! É realmente angustiante. Porque depois que achamos essa pessoa, várias coisas que antes fazíamos sozinhos não fazem mais sentido, só fazem sentido se for com o outro. Os momentos, as risadas, o toque da pele e o primeiro olhar ao acordar juntos de manhã… Como o amor pode ser tão bom mas tão dolorido ao mesmo tempo?

Quem quiser baixar, aqui está o link pro Torrent que eu usei e aqui a legenda. Espero que gostem! Depois venham me contar o que acharam do filme! ;)

 
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Esses dias estava fazendo compras na H&M, uma das minhas lojas favoritas aqui em Londres, e sabe quando você está na fila para pagar e já está com peso na consciência porque vai gastar muito, mas daí você não tem nada para fazer e começa a olhar aqueles produtos incrivelmente legais que eles colocam em bancadas no caminho para os caixas? Pois é… Fui pega dessa vez! Achei adesivos para a unha e não me contive em comprar um para experimentar.

Uma cartelinha com 20 adesivos custou £4, o que dá mais ou menos R$ 12, e eu escolhi esses com estampa de oncinha. Tenho as unhas super fracas e elas vivem quebrando pois escamam muito… Então resolvi experimentar os adesivos para ver se eles eram uma alternativa melhor do que o esmalte.

Olha só como ficou o resultado:

Achei relativamente fácil de aplicar. Se você coloca meio torto na unha, é possível descolar e colar de novo até acertar a posição. Mas é melhor ter cuidado pois acho que se você colar e descolar muitas vezes o adesivo perde a cola e dura menos tempo. Ah! Uma coisa que deu um pouquinho de trabalho foi que tive que cortar com a tesoura alguns dos adesivos para encaixá-los no formato certo da minha unha… Mas até que foi fácil de fazer e eu achei que ficou super bonitinho!

E aí, o que vocês acharam? Depois eu faço um update no post falando se durou bastante ou não ;D

 
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Você morre de vontade de fazer uma tatuagem mas nunca achou o desenho ideal para marcar sua pele para sempre? Então essa é a solução para seus problemas!

A Tattly é uma loja virtual que vende várias tatuagens temporárias, super moderninhas e descoladas. Nada daquelas tatuagens podres que vinham no chiclete ou que a gente comprava em cartelas quando era criança. Eles tem uns desenhos bem bonitinhos, que podem ter tudo a ver com você! Dá para comprar algumas e usar como teste colocando nos lugares que você pretende fazer uma de verdade para ver como vai ficar. Quem sabe você não gosta e acaba fazendo a definitiva depois?

As tatuagens são super simples de aplicar e não são caras. Cada cartela com 2 tatuagens iguais custa em torno de 5 dolares e o custo do envio, para quem está fora dos EUA, é de apenas 2 dolares. Elas são feitas por designers diferentes e eles ganham uma grana de acordo com a venda das tattoos que fizeram. Para remove-las, também é super fácil: uma esponjinha com água e sabão resolve. Ou, pegar um pedaço de fita adesiva e colocar em cima para ir “arrandando” ela aos poucos.

Gostou? Compartilhe com os amigos no Facebook ou no Twitter, clicando nos ícones aí em baixo ;D

 

 
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Hoje estou em um daqueles dias em que ando na rua sorrindo e penso: “Cara… Como a minha vida é incrível!”. Eu acho que vivo por esses pequenos momentos e é isso que me faz querer levantar da cama todos os dias. Existem vários momentos e cada um tem uma intensidade diferente. Mas o motivo é sempre o mesmo: se sentir bem. E esperar por eles faz a gente esquecer das coisinhas ruins do nosso dia a dia. Quer alguns exemplos de pequenas esperas?

- a hora do almoço naquele dia chato no trabalho

- um encontro com alguém que você está afim

- uma viagem curta

- uma viagem longa

- o começo de um curso que você queria muito fazer

- a sua festa de aniversário

- o happy hour com os amigos depois de um dia stressante

- as férias

- a hora de ir dormir na cama quentinha quando está aquele frio

- o primeiro dia no seu novo emprego

- a subida de uma montanha russa

Continue lendo…

 
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