Tenho um casal de amigos muito querido: o Fê e a Debbie. Eles moram em vários países do mundo enquanto trabalham pela internet com seus dois cachorros, a Lisa e o Luca, e juntos fazem o Pequenos Monstros, um blog inspirador pra todo mundo que ama viajar e sonha em ter uma vida de nômade digital. ❤

A gente se conheceu em São Paulo, mas já se encontrou em Berlim e em Lisboa, e eu espero ainda poder encontrá-los em vááárias outras partes do mundo. Em sua última visita ao Brasil, eles foram lá em casa gravar esse vídeo comigo e eu me diverti tanto gravando que fiquei com mais vontade ainda de gravar mais vídeos e, quem sabe, começar um canal real oficial rebiscoito. hahaha brinks. Mas já tenho vontade de criar um canal desde quando YouTube nem era cool ainda, mas olha aí… Nunca criei e a vontade ainda continua aqui.

Espero que vocês tenham gostado do vídeo e ainda queiram ser meus amigos depois de saberem que eu comia tatu-bola e roubava os brinquedos dos meus amigos de infância. haha

Comentem aí no post respondendo as perguntas das cartinhas do vídeo, vou AMAR saber que eu e o Fe não éramos as únicas crianças malévolas desse mundo, hahahaha.

 
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Se você me perguntar qual é meu gênero preferido para filmes, direi drama sem pestanejar. Adoro histórias tristes e de relacionamentos que se aproximam da nossa realidade e fazem a gente refletir sobre a vida. Nunca fui muito fã de ficção científica, mas recentemente descobri uma série sueca chamada Äkta Människor, que em inglês foi traduzido para Real Humans, ou seja, Humanos Reais. Ela mostra uma sociedade moderna como a nossa, só que com a existência de robôs que imitam a aparência dos humanos. Eles parecem gente como a gente, mas são vendidos em lojas de robôs como empegados, trabalhadores ou até cuidadores de idosos. Daí a série mostra o desenrolar de ter robôs em nossas vidas, como pessoas que se apaixonam pelos robôs ou tratam eles como humanos, ou pessoas que são totalmente antitecnologia e querem que todos os robôs sumam da terra, já que eles roubam o emprego dos humanos e podem ser perigosos. Apesar de ser uma situação irreal nos tempos de hoje (por enquanto! rs), a série mostra muito essa coisa humana de pessoas e como elas se relacionam, e é isso que eu curto na série, independente de existirem robôs ou não. Mesma linha da série Black Mirror, que acho que é minha série preferida de todos os tempos e vocês devem conhecer, já que está no Netflix.

Nessa onda toda de assistir uma série sobre robôs, descobri também um curta metragem escrito e dirigido por ninguém mais ninguém menos que Spike Jonze, que é o cara que fez Her, um dos meus filmes preferidos sobre o qual já falei aqui no blog. Ele mostra um romance entre robôs que, ao assistir, podemos traçar totalmente um paralelo com relacionamentos na vida real. Sabe quando você ama tanto uma pessoa que acaba abdicando várias coisas da sua vida por ela? Daí no final, a pessoa termina com você e você percebe que não restou nada de quem você era antes de conhecer esse amor. Bom, o curta não é tão trágico porque podemos imaginar um “final feliz”, mas eu, do jeito que sou, já imagino o pior: que depois que o curta acabou, a robozinha descobre que não ama o robozinho de verdade e acaba terminando com ele por causa de outro, rs :(

Assistam:

E aí, curtiram? Agora quero saber o que vocês sentiram ao assistir, e como interpretaram o final do curta! Foi trágico? Você lembrou de alguma situação da sua vida real, onde “deu tudo” por uma pessoa e depois acabou ficando sem ela? Ou… Esse dar tudo valeu a pena e hoje vocês estão vivendo um final feliz? <3

E ah! E não poderia deixar de compartilhar o link para baixar o torrent de Real Humans, já que a série é muito boa, mas infelizmente não tem no Netflix. Para assistir você precisa saber inglês, pois não achei legendas e português e sueco nem pensar, né? hahaha

Download 1ª temporada de Real Humans

Download 2ª temporada de Real Humans

Legendas em inglês para 1ª e 2ª temporada de Real Humans

Curiosidade: pesquisando no Google descobri que Spike Jonze já foi casado com a linda e talentosíssima Sofia Coppola. Casais como esse deviam ter muitos filhos pra perpetuar esses genes, minha gente!

 
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Sabe quando você viaja para um lugar e dá tudo errado? Daí você volta pro Brasil reclamando que odiou aquela cidade, as pessoas, o clima e tudo. Mas a verdade é que viagens são feitas de experiências e sorte, MUITA sorte. A experiência de conhecer Paris, por exemplo, pode ser totalmente diferente para mim do que para você. Quando fui pra lá esse ano recebi várias dicas de conhecidos que já tinham ido e mó galera falava mal dos parisienses, que eles eram mal educados e bla bla bla, daí acabou que minha experiência em Paris foi incrível, inclusive com os parisienses! Cheguei até a ser abordada na rua por um, pois ele viu que eu estava com um mapa na mão parecendo perdida, e ele me ofereceu ajuda. Sério, como não amar?

Daí esses dias me deparei com esse vídeo lindo na minha timeline do Facebook, que fala exatamente sobre isso:

O vídeo chama “I hate Thailand“, ou “Eu odeio a Tailândia“, e surpreende com a reviravolta que rolou na história do cara. Fui pesquisar e vi que o vídeo é, na verdade, um vídeo para promover o turismo na Tailândia usando psicologia inversa, e também limpar um pouco a imagem do país depois de uns crimes meio pesados que rolaram com turistas por lá. De qualquer forma, achei o vídeo muito bom! E me lembrei de várias viagens que já fiz e histórias que já ouvi sobre pessoas que odeiam lugares que eu amo, mas que na verdade elas apenas tiveram falta de sorte no lugar. Até as cidades mais feias do mundo merecem uma segunda chance para poder mostrar sua real beleza!

São Paulo, por exemplo, é uma cidade muito subestimada na minha opinião. Trabalhei durante cinco meses em um hostel e a maioria dos gringos que vinha pra cá ficava no máximo uns dois dias ou só vinha porque tinha conexão nos aeroportos de São Paulo. Gringos que vem pro Brasil geralmente querem ver natureza, praia, mulheres de biquine… Não uma selva de pedras que é São Paulo. Mas a verdade é que aqueles poucos que resolviam ficar por mais tempo, ou já sabiam do potencial da cidade, acabavam querendo ficar mais e mais, porque é aqui que a magia acontece. O calor do concreto e a pressa das pessoas no dia a dia demora um pouco pra conquistar os estrangeiros mas, com o tempo, eles acabam vendo o quanto de coisas legais a cidade tem pra oferecer.Tem até um vídeo bem bacana de um gringo que se apaixonou por São Paulo e quis mostrar pra todo mundo o quanto a cidade é underrated:

Massa, né? Se você é paulistano e tem amigos gringos, mande esse vídeo pra eles já!

Bom, depois de ter visto o vídeo da Tailândia e ter pensado sobre o assunto, comecei a lembrar de cidades que eu já visitei e que merecem uma segunda chance para que eu me apaixone por elas também. Berlim, por exemplo, é uma cidade que eu já visitei duas vezes e nenhuma das duas foi tão incrível assim. E olha que Berlim é uma cidade que tem a minha cara, hein? Mas nas duas vezes que fui estava numa fase de vida super complicada e a cidade foi dura comigo, os alemães foram um pouco fechados, o tempo também judiou um pouco de mim… Mas sempre voltei com aquele sentimento que diz: Berlim ainda vai me conquistar um dia!

E você, tem alguma cidade que merece uma segunda chance?

 
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De uns anos pra cá minha vida virou de ponta cabeça em relação ao jeito que eu encarava o amor e os relacionamentos que tinha. Em menos de dois anos tive experiências tão diferentes, que mudaram completamente a concepção que eu tinha sobre relacionamentos. Muita gente que conhecia a “velha” Rebiscoito, diz que hoje sou outra pessoa. E… Eu sou mesmo. Quem diria que aquela menina que se apaixonava e sofria perdidamente por amor, ia virar uma mulher bem resolvida e decidida sobre o que quer e, principalmente, sobre o que não quer?

Embora eu ache que esteja bem resolvida, tenho me questionado muito sobre o amor e a vida à dois. Quem garante que aquela pessoa que você julga ser “o amor da sua vida” vai continuar sendo o amor da sua vida daqui a alguns anos? As pessoas mudam. Vivem e conhecem coisas novas e é impossível acreditar que tudo continue igual depois de tantas evoluções. Já parou para pensar que todos os finais felizes que a gente vê nos filmes sempre acabam quando, na verdade, deveriam estar começando? O final feliz vai até o ponto em que o casal consegue finalmente ficar junto, mas é depois disso que o bicho pega. Quero ver se o final vai continuar sendo feliz quando eles tiverem que enfrentar uma rotina com filhos, ou descobrirem que o outro peida muito fedido enquanto dorme. É meus queridos, nem tudo é glamour quando você consegue ficar com a pessoa amada. O “final feliz” é apenas o começo de uma nova etapa, bem mais difícil e complexa do que o jogo da conquista.

Fora que… Hoje em dia a tecnologia nos possibilita ter tantas opções, que fica difícil acreditar que temos apenas um amor da vida e um dia nos encontraremos para viver aquilo que sempre sonhamos. Eu já tive vários amores e todos eles foram diferentes. Tenho, inclusive, vários amores no momento e nenhum é menos importante que o outro. Tenho um amor real, de carne e osso, que é correspondido e me faz feliz. Tenho um amor totalmente imaginário, que tenho certeza que se tivesse a possibilidade de ser concretizado, nunca daria certo. Tenho amores promissores, daqueles que ainda espero que evoluam à coisas que eu ainda não sei o que são mas me deixam ansiosa pelos próximos dias. Enfim… Com esse tanto de possibilidades que o mundo moderno nos proporciona, tipo redes sociais, Tinder, sites como o Adote um Cara e… Sei lá o que mais está por vir, é praticamente utópico acreditar que iremos encontrar um amor único e uniforme, desses que a gente vê em filmes.

Mas afinal… O que é o amor nos tempos modernos?

Esses dias assisti um vídeo inspirador, que me fez ficar ainda mais intrigada sobre o tema. A verdade é que cada um enxerga a vida de acordo com suas próprias experiências e é bem interessante tentar entender o amor baseando-se no ponto de vista de outra pessoa. O vídeo mostra parte dos pensamentos e reações que diversas pessoas tiveram após ver o filme “Her”, do escritor e diretor Spike Jonze. Ele está pra ser lançado aqui no Brasil na próxima sexta (dia 14/02) e eu serei uma das pessoas sentadas na primeira fila. Para quem gosta de histórias de amor e é ligado no mundo moderno e tecnológico em que vivemos, o filme deve ser um “must-see”.

E aí… Ficou com a pulga do amor atrás da orelha também?

Update: a trilha sonora do filme é linda e inteira do Arcade Fire. Dá para ouvir ela completa clicando aqui.

 
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Até hoje ainda é difícil aceitar o fato de que morei na Europa por mais de um ano e não visitei Paris. Estava na minha lista de top 5 cidades que queria conhecer mas por força das circunstâncias acabou não rolando. Eu prefiro acreditar que não era pra ser mesmo. Tentei ir mais de uma vez, uma delas no meu último mês de Europa, mas tudo parecia acontecer para meus planos irem por água a baixo.

É… Acho que não era pra ser dessa vez mesmo. A vida deve estar guardando algo muito especial pra quando eu finalmente conseguir ir. Acho que aquele francês que conheci aqui em São Paulo esse ano, que disse que a casa dele em Paris estava de portas abertas me esperando quando eu quisesse ir, é a maior prova disso. Ele é lindo e músico e me deu a maior bola. Tem coisa melhor do que ir pra Paris e ainda ter um francês gato para te receber e te mostrar a cidade? …Paris que me aguarde!

Enquanto isso, fico aqui me deliciando com vídeos como este:

 
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Alguém aí assiste o seriado Girls?

Que atire a primeira pedra quem nunca foi uma Marnie da vida!

Bom, para quem não conhece, vou explicar um pouquinho: a Marnie é linda e tem um namorado perdidamente apaixonado por ela. Eles namoram há anos e o cara faz tudo que ela quer, mas óbvio que ela nunca ta satisfeita. Finalmente ela tem coragem de terminar com ele e quando o cara começa a “seguir em frente”, ela o vê com outra menina e começa a ter ciúmes. Mesmo sabendo que tá sendo bitch, ela acaba até confundindo os sentimentos e querendo ele de volta. Talvez só pra provar que ele ainda é apaixonado por ela. Óbvio que o cara volta pra ela mas no final acaba quebrando a cara de novo.

E aí, se identificou? Duvido das que disseram que não. Inclusive homens, porque todo nós somos possessivos de vez em quando.

Estou passando por uma situação dessas agora e me odeio por saber que tô sentindo isso. Juro que tô me segurando pra não fazer merda, mas já dei uma escorregadinha e fui bitch com o cara.

Nesses quase 2 meses que voltei, já me apaixonei perdidamente por uma pessoa que agora está bem longe daqui. Pois é, acho que esse é o meu novo carma: me apaixonar por pessoas que não podem estar por perto e sofrer com a distância. Ele ainda está super presente na minha vida, a gente tem o que posso chamar de relação via whatsapp. Alguém tem isso aí? Nos falamos todo dia, sobre a dor que é não poder estar junto. Mas também conversamos sobre o que fizemos no dia, como foram as baladas e de vez em quando até rolam uns papos mais quentes. Pois é, nunca achei que seria dessas que faz sexo por telefone mas nunca devemos dizer nunca.

Daí conheci esse outro carinha, que é totalmente meu número, mas infelizmente não rolou aquele “click”. A parte irônica da história toda é que o cara mega se apaixonou por mim e eu me sinto a pessoa mais imbecil do mundo querendo o outro que ta longe invés desse que tá aqui pertinho. Estava tentando arranjar desculpas pra terminar com ele quando descobri que ele tinha ficado com outra. Não tinha nada pra terminar na verdade, só queria dar um jeito de falar pra gente ser só amigos. Daí, acabou sendo mais fácil falar aquilo já que ele tinha uma segunda opção. Ele veio com aquele papo todo de que a menina não era o tipo dele, que ele preferia mil vezes estar comigo (bla bla bla) mas eu mantive minha opinião e ele concordou. A gente tem se visto todo dia por causa do trabalho, então ele continua sempre por perto tentando ser legal e me mandando mensagens quando estamos longe. Mas está bem claro que só vamos ser amigos. Só que daí, esses dias fiquei sabendo que ele está pegando OUTRA menina. Daí deu aquela ardidinha por dentro, que a gente tem quando dá ciúmes, sabe? Eu juro que não entendo porque sentimos isso por uma pessoa que a gente nem quer ficar junto. Mas tenho certeza que vocês me entendem e não vão me julgar. Então estou fazendo o possível pra me segurar, mas ta sendo foda principalmente porque quem eu realmente quero ta longe e eu fico achando que talvez deveria tentar esquecê-lo ficando com outro. Tentar esquecer alguém ficando com outra pessoa NUNCA funcionou pra mim. Funciona com vocês?

Antes de terminar esse post, queria agradecer a todas as pessoas que me deram força comentando aqui no blog ou mandando emails sobre o meu último post… Não respondi todos mas os li com muito carinho, viu? Ainda falo com o Maikel quase todos os dias mas ter tomado as decisões que tomamos com os pés no chão, ajudou muito a aceitar melhor a situação e não ficar se apegando ao impossível. Estamos os dois bem, seguindo a vida do jeito que deveria ser.

E bom… Como podem ver, acho que estou de volta a ativa, né? Espero ter boas histórias pra contar, sobre essa montanha russa de sentimentos que é estar solteira de novo.

 
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Estou prestes a completar meu segundo mês longe do meu namorado. E só quem já passou por isso sabe o quanto é difícil manter um relacionamento a distância. No nosso caso, está mais fácil de aguentar pois eu consegui meu visto para ficar mais 6 meses no Reino Unido e estou indo pra lá em 1 semana. Mas este será só o nosso segundo começo, e eu nem consigo imaginar quantos ainda teremos pela frente.

Desde que nos conhecemos e a coisa foi ficando séria, sempre soubemos que nosso relacionamento tinha prazo de validade e pensávamos: “Vamos viver um dia de cada vez, dar valor ao agora e deixar o futuro para frente.” o famoso “depois a gente pensa nisso.”. Acho que todo relacionamento a distância parte desse princípio, pois a gente sempre acha que vai dar um jeito. Mas isso não quer dizer que vá ser fácil, então a gente só fica adiando esse dia, até que ele chegue de fato. E quando se trata de continentes diferentes, a coisa fica muito mais complicada. Quem é que vai deixar tudo pra trás pra ficar com o outro? Vamos nos casar? Isso não é muito sério? Vamos morar onde, como, quando? É muita coisa em jogo. Família, dinheiro, carreira, dinheiro, amor, dinheiro, amigos… Falo muito em dinheiro pois hoje em dia acho que esse é um dos nossos maiores problemas. Afinal, seria super fácil poder viajar toda hora para a Europa para poder vê-lo quando eu quisesse. Ou pagar um curso incrível numa universidade de lá para estudar por bastante tempo, ou simplesmente morar lá com ele sem precisar gastar nada. Mas infelizmente essa não é a nossa realidade. O visto que consegui apenas para 6 meses já me custou 1 mês de trabalho fora todas as despezas de curso e custo de vida de lá. E ao mesmo tempo que isso está se encaminhando, eu tenho que conseguir um jeito de ganhar dinheiro sem ter permissão para trabalhar no Reino Unido, ou seja: minha carreira está parada, estou vivendo de freelas e me matando para conseguir morar em outro país. Mas isso ainda se encaixa no “depois a gente pensa nisso”. Estamos fazendo pouquinho por pouquinho, arranjando maneiras para ficar juntos, mas sempre pensando que vai chegar um dia que isso tudo vai ter que acabar e vamos ter que tomar decisões mais sérias. Essas decisões são tão sérias, que arrisco a dizer que são as mais difíceis que já tive que fazer na minha vida, mesmo sem nem ter feito ainda.

Daí estava eu neste domingo em casa solitária, quando achei um filme que talvez tivesse tudo a ver com a nossa história. Comecei a chorar logo nas primeiras cenas pois já sabia que aquilo tudo ia mexer muito comigo. E COMO mexeu. Como é incrível assistir um filme que retrata exatamente o que estamos vivendo no momento, não é? Acho que posso dizer que chorei em 80% do filme, mas talvez o fato de que estou na TPM também tenha que ser levado em consideração.

A história é de um casal que se conhece nos EUA. Ele é de lá e ela é do Reino Unido. Aliás, essa parte dela ser inglesa foi incrível porque tem cenas deles em Londres e imagina como eu não fiquei nostálgica né? Mas no geral, é um filme inteiro meio triste. Claro que não vou contar o final, mas confesso que me deixou um pouco perturbada. Tenho tanto medo do nosso futuro e de pra onde tudo isso pode ir. Quanto mais vivemos juntos, mais nos envolvemos e criamos laços. Tenho muito medo disso ter que acabar um dia e sofrer muito, mas esse medo nunca me impediria de fazer nada agora. A medida que o tempo vai passando e as dificuldades vão surgindo, o relacionamento vai ficando desgastado mas o amor sempre prevalece. Não sei se ele será o suficiente, mas se for… O que acontecerá quando chegarmos no topo da montanha? Essas são apenas algumas das dúvidas que se passam pela minha cabeça atualmente.

Bom, assistam o trailer e sintam um pouco da sensibilidade do filme:

Em vários momentos eu me vi ali, no lugar da personagem. Os silêncios, os espaços vazios, a falta que faz sentir o cheiro da pessoa ou o quanto é difícil conseguir conciliar os horários para podermos ter uma simples conversa por telefone! É realmente angustiante. Porque depois que achamos essa pessoa, várias coisas que antes fazíamos sozinhos não fazem mais sentido, só fazem sentido se for com o outro. Os momentos, as risadas, o toque da pele e o primeiro olhar ao acordar juntos de manhã… Como o amor pode ser tão bom mas tão dolorido ao mesmo tempo?

Quem quiser baixar, aqui está o link pro Torrent que eu usei e aqui a legenda. Espero que gostem! Depois venham me contar o que acharam do filme! ;)

 
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Tem vezes que chego a conclusão de que viver na nossa geração é bem mais difícil do que era antigamente. Essa história toda de geração Y, muitas opções, a gente ta sempre meio perdido sem saber o que escolher… É tudo verdade, mas não só profissionalmente falando. Tenho a impressão de que pra gente tudo é sempre muito difícil e rodeado de dúvidas, mesmo depois que a gente escolhe. Não sei se a cidade onde moramos também interfere, porque ser de cidade grande acaba deixando a gente um pouquinho mais louco. Quando comecei a ter que escolher coisas do tipo: que faculdade vou fazer, qual curso, com que quero trabalhar, etc., eu me deparei com tantas respostas ao mesmo tempo, que mesmo depois de formada me vejo na maior crise profissional da história. Mas enfim… Isso não tem nada a ver com o assunto do post.

O problema é que essas dúvidas também aparecem no amor. Quando você acha alguém que tem bem a ver com você, começa a construír algo e ta tudo indo lindamente bem, a vida começa a colocar algumas situações no nosso caminho que fazem a gente pensar: “E SE?”. Dá vontade de bater nesse pensamento, não dá? Porque a gente não deveria complicar tanto as coisas, mas acontece. Começamos a imaginar novas possibilidades, como tudo seria se a gente não estivesse vivendo aquilo… E é aí que as dúvidas sobre o relacionamento começam. Tudo que você amava fazer antes já não tem mais tanta graça. Você conhece gente nova, vê novas possibilidades, mas ao mesmo tempo se sente preso em algo que costumava te fazer bem. E ainda faz bem, na real, mas a gente enche nossa cabeça de caraminholas e já não tem mais tanta certeza de nada.

Como resolver um relacionamento quando as dúvidas aparecem? Será que vale a pena correr o risco de dar aquele tempo para depois ver que era aquilo mesmo que você queria? Mas daí a outra pessoa pode encontrar outros caminhos e vocês se perdem pra sempre. Por outro lado, vale a pena continuar uma relação quando existe a dúvida?

Tenho um pouco de medo de ser sempre encantada pelo novo. Mas uma das melhores coisas que já me aconteceu foi ficar alguns anos sozinha. Eu me conheci, vi como funcionava a vida de solteiro e anotei todos os prós e contras. Tudo era sempre novo, porém efêmero. E isso chega uma hora que cansa. Então hoje em dia eu tento, no meu relacionamento, viver essa coisa do novo mesmo estando com ele. Mas o medo da dúvida chegar ta sempre me rodeando. A gente não controla, simplesmente acontece. “E SE…?”

Ps. esse vídeo que coloquei no post foi a inspiração para escrever sobre o assunto. Ele traduz totalmente o que eu quero dizer e temo. Fora isso, ele foi gravado em Brick Lane, a minha rua preferida em Londres. Então foi bem bacana ver o vídeo reconhecendo os lugares e me sentindo muito mais próxima da história. Espero que gostem!

 
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Antes de começar a ler o post, aperte play na playlist e entre no clima. Separei algumas músicas que estava ouvindo enquanto escrevia…

Não sou do tipo de mulher que sonha com o dia do casamento. Não me vejo de vestido branco, véu e grinalda entrando na igreja e sempre disse que só casaria na igreja se meu parceiro fizesse muita questão. Mas antes de atender aos desejos dele, com certeza eu deixaria bem claro que para mim, casar na igreja seria no mínimo hipócrita da minha parte, levando em consideração que o fato deu estudar em um colégio católico me fez perceber que sou agnóstica e não concordo nada nada com os dogmas da igreja. Fora que também seria um desperdício de dinheiro, né? Já fez as contas do tamanho da festa que dá para fazer com o dinheiro que a gente gasta casando na igreja? Mas enfim…

Apesar de não sonhar com um casamento tradicional, eu não tenho coração de pedra. Um dia vou querer me casar, comemorar esse acontecimento com alguma festa ou evento especial com as pessoas que amo. Mas não penso muito nisso pois pra mim esse dia ainda está muito longe e depende de outra pessoa, então qualquer decisão que eu tomar será modificada com os desejos do meu futuro marido. O que importa é que hoje estava dando uma lida nos meus feeds, e acho que essa coisa toda de estar morando fora e sentir muita falta da minha família, acabou me deixando mais sensível do que o normal. Me deparei com um site super fofo de um filmmaker de Toronto e comecei a assistir os filmes de casamento dele. Senti um misto de nostalgia, saudades da minha família… Mas o mais estranho foi que os vídeos me fizeram sentir um pouco “em casa”, como se eu fosse parte da família dos noivos. Acho incrível quando um artista tem a sensibilidade de nos fazer sentir coisas tão fortes com suas obras. Fora que as músicas que ele escolhe para os vídeos também são um show a parte, emocionam até o mais insensível dos mortais.



Me peguei pensando no dia do meu casamento, na minha família me arrumando… Mesmo não querendo casar de branco na igreja, o que me veio na cabeça foi essa coisa tradicional de ter a minha mãe perto de mim pensando nos últimos detalhes, a minha avó toda preocupada com o vestido… Meu pai me levanto para o altar… E o mais estranho é que eu consegui transportar essa história toda para o meu passado, como se ela acontecesse em um momento parado no tempo, fazendo da minha vida algo totalmente diferente do que é hoje. Me imaginei na casa em que eu morava quando era criança, com todo mundo na sala arrumando a decoração, como era quando a gente fazia festinhas de aniversário. O sentimento de nostalgia foi tanto que acho que dei um jeito de voltar no tempo e não mudar nada, como se eu tivesse vivido a minha vida ali sem ter passado por tantas mudanças. A saudades que estou da minha família aumentou umas 300 vezes. Pensei no meu avô, que já esta velhinho e com a saúde fraca… Provavelmente no dia em que eu me casar ele não estará lá e isso me fez chorar. Mesmo que eu não vá casar na igreja, como provavelmente ele gostaria. Eu sinto falta do meu passado, da minha família mais unida. E quando a gente está morando fora os nossos sentimentos ficam bem mais a flor da pele.

Será que vou ter minha família por perto no dia do meu casamento? Será que vai ser algo tão lindo e singelo, e eles vão se lembrar o quanto nos amamos e deveriamos nos aproximar mais? Será que vai ser no Brasil, será que todas as pessoas poderão estar presentes? Eu não quero casar na igreja… Mas se um dia eu me casar, só quero ter as pessoas que eu amo reunidas para nos lembrarmos o quanto é importante estarmos juntos.

E vocês, sonham com um casamento tradicional? Queria que assistissem o vídeo e me contassem nos comentários o que o vídeo fez vocês sentirem… Porque comigo foi tão forte que eu precisei escrever esse post. ❤

 
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É amigos… Eu finalmente a conheci em carne e osso. Na verdade, não esperava que isso fosse acontecer algum dia mas acho que posso dizer que estou realizada. Ela esteve aqui em Londres para falar de seu novo filme, “The Future”, e eu acho que fui uma das primeiras a comprar o ingresso, graças a uma amiga que me mandou o link do evento.

Na verdade, Miranda não falou de seu novo filme. E nem mesmo de seu novo livro, que ela acabou de lançar mas ainda nem estava nas lojas. Ela fez uma apresentação incrível sobre desconhecidos – um dos assuntos que mais me desperta interesse nesses últimos anos.

Eu não sei ser tiete, mas quando estava na porta esperando tudo começar, minhas pernas tremeram assim que ela saiu de dentro do auditório. Foi uma surpresa… Eu ali parada pensando onde ela estaria naquele momento e de repente ela abre a porta bem em frente a mim e começa a andar entre as pessoas. Não tive coragem de dizer nada, apenas dei um sorriso quando ela olhou nos meus olhos. Ela parou para conversar discretamente com algumas pessoas e aparentava pedir algo, já que elas atenciosamente mexiam em suas bolsas e carteiras enquanto falavam com a Miranda. Só fui entender isso quando o “show” começou.

Fomos recebidos por um cara gigante vestido de diabo (?). Ele era literalmente gigante e super engraçado, parece que recebe as pessoas em todos os eventos realizados pela School of Life.

Miranda começou falando sobre os desconhecidos que estavam perto da gente. Sugeriu que cada um de nós pegasse no braço do desconhecido ao lado, e imaginasse algumas possibilidades futuras com esse estranho como por exemplo: nunca mais ver ele novamente, ou conhecer os filhos deles depois de se tornarem adultos… Enfim, ela fez o povo rir e falou coisas corriqueiras e estranhamente tocantes, como só ela consegue fazer. Para quem quiser ler o discurso na íntegra, achei o texto original aqui.

Logo depois ela sentou na cadeira e colocou uma pinça de sobrancelha em uma almofadinha giratória em cima da mesa, cuja a câmera que aparecia no telão filmava. Ninguém entendeu nada, até ela chamar o desconhecido da platéia que era dono daquela pinça. Ele foi até lá, sentou na cadeira ao lado e foi entrevistado de um jeito bem inusitado. A intenção da coisa toda era que nós, pessoas da platéia, tivéssemos a oportunidade de conhecer alguns dos desconhecidos que estavam presentes no evento, “gente como a gente”.

“Você pode descobrir muito sobre um desconhecido de acordo com o que ele guarda na carteira.”

É isso que Miranda July queria nos fazer entender. Depois de entrevistar o cara da pinça, ela a colocou em um envelope com uma carta dentro, como se fosse um diploma, assinada por ela e pelo dono do objeto. De repente ela anunciou que iria leiloar aquele envelope, e começou um leilão ali mesmo. Mas antes ela nos garantiu que o dinheiro seria usado por uma boa causa. Acreditam que ela vendeu a pinça por £ 125? Isso da aproximadamente R$ 375!

Anyway… Miranda entrevistou mais duas pessoas depois do cara da pinça e repetiu os mesmos passos, leiloando os objetos após a entrevista. Eles contaram o dinheiro e deu aproximandamente £ 232, então ela nos pediu para que fechassemos os olhos e abaixassemos a cabeça para refletir: “Você está precisando deste dinheiro? Talvez tenha existido alguma época na sua vida em que esse dinheiro faria uma diferença enorme, ou talvez essa época seja agora. Então quero que vocês sejam realmente sinceros e levantem o braço se são uma das pessoas que teria sua vida mudada por esta quantia de dinheiro.”. Todos ficamos em silêncio e não tinha como saber quem estava de mãos levantadas pois estávamos de olhos fechados. Depois de um tempo ela nos mandou abrir os olhos e disse que havia dado o dinheiro para um dos desconhecidos de braço levantado. Aposto que nessa hora muita gente pensou: “Droga, por que eu não levantei a minha mão?” hehehe eu pensei.

Assim que o show terminou, todos nós aplaudimos de pé e começamos a formar a fila para receber um autógrafo no livro. Eu, obviamente, comprei os 2 livros que estavam vendendo lá: “No one belongs here more than you.”, que é o penúltimo livro que ela lançou, e “It chooses you”, que anida não estava nas lojas mas eles estavam vendendo lá com exclusividade.

Ah! Esse é o trailler do filme dela que entrou nos cinemas daqui de Londres dia 4 de novembro mas eu ainda não vi:

Alguém aí já conseguiu assistir? Bom.. Espero que tenham gostado do post tanto quanto eu gostei de conhecer a Miranda! <3

Leia também o post Pessoa Favorita, que foi outro post que escrevi depois que vi um vídeo intrigante dela.

 
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