Hoje o Sam me mandou um link que eu amei tanto que fiquei com vontade de compartilhar com o mundo!

Tem uma banda que eu adoro, chamada We Are The Willows, e eles vão lançar um novo álbum agora em novembro, chamado “Picture (Portrait)”. A característica mais forte da música deles é a voz do vocalista Peter Miller, que quando eu ouvi pela primeira vez podia jurar que era a voz de uma mulher. É super delicada e suave, e as músicas são tristes do jeitinho que eu gosto. Essa é uma das músicas mais famosas deles e foi também a primeira que eu ouvi, olha só os berros que ele dá mais pro final da música, parece até um pouco voz de criança!

Bom, a parte linda do novo álbum que eles estão lançando, é que as músicas foram inspiradas por cartas de amor trocadas pelos avós do Peter Miller, enquanto o avô dele lutava na Segunda Guerra Mundial. O Peter Miller morou alguns anos com seus avós enquanto fazia faculdade, e eles sempre falavam pra ele dessas cartas. Daí ele se formou na faculdade e sabe o que os avós deram de presente? Todas as cartas trocadas por eles naquela época, que na verdade nem eram todas porque o avô dele teve que se desfazer de muitas quando a guerra acabou e ele voltou pros Estados Unidos. Eu sou suspeita pra falar, mas não é o presente mais incrível do mundo? Deu até vontade de perguntar pra minha vó se ela guarda cartas de amor da época que ela conheceu meu avô! :’)

No link que o Sam me mandou tem uma entrevista completa com o Peter Miller em inglês, falando um pouco sobre a história e seu processo criativo para escrever/fazer as músicas, mas aqui eu traduzi a parte que mais gostei:

Você acha que o romance está realmente morto?

Peter Miller: A relação dos meus avós me fez pensar muito sobre como o romance está ligado à proximidade, escassez e acesso à informação. As condições em que meu avô escrevia as cartas para a minha avó com certeza não eram ideais para um namoro. Suas cartas eram muito censuradas e muitas vezes ele nem sabia se minha avó iria recebê-las. Se ela as recebesse, ele só teria sua carta-resposta vários meses depois. Dá pra imaginar ficar sem saber se os sentimentos da pessoa são recíprocos ou não enquanto você espera a resposta?  Quanto sentimento deve estar envolvido nisso!

E o amor na era moderna?

Peter Miller: Hoje podemos saber muito sobre uma pessoa sem nem antes falar com ela! Podemos stalkear a pessoa online e descobrir se ela gosta do mesmo tipo de música que a gente, se ela estudou fora, fez trabalho voluntário, se tem uma irmã etc. E quando falamos com elas, já sabemos que a resposta será quase que imediata (ou percebemos que ela não está muito interessada caso demore muito para responder). Além do mais, temos uma gama muito maior de opções. Não temos apenas 4 ou 5 potenciais parceiros, temos milhares! Outro fator é que hoje temos muito menos pressão social e biológica para escolhermos alguém.

Então, se compararmos os parâmetros de hoje em dia com os da época dos nossos avós, acredito que a gente conheça mais as pessoas do que eles conheciam naquela época. Temos chances de encontrar alguém compatível com a gente. Sendo assim, se escolhemos alguém para nos relacionar, quer dizer que já conhecemos a pessoa o bastante para querer nos relacionar com ela e amá-la, de fato. Nossa escolha é muito mais exata, portanto, um pouco mais verdadeira.

A parte linda, confusa e incrível da época dos nossos avós é que eles escolhiam seus parceiros de forma muito diferente. Eles não tinham o mesmo acesso à informação, então, se apaixonar por alguém era muito mais uma questão de escolha. 

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Esse papo todo de amor na era moderna me lembrou muito esse texto aqui, que escrevi quando assisti o filme “Her”: Como explicar o amor nos tempos modernos?. E ah! Esse é o clipe de uma das músicas desse novo álbum deles, já inspirada nas cartas: Dear Ms. Branstner

 
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Eba! Finalmente aprontei mais uma das minhas peripércias aqui na Terra da Rainha e tenho algo de interessante para escrever nesse blog. Não é nenhum caso inédito de flerte com estranhos (ou será que é?), mas é uma história bem fofa que ainda não chegou ao seu final, assim espero.

Com a chegada do verão, rolam vários festivais aqui em Londres, e esses dias eu vi que ia ter algo aqui pertinho de casa, do lado de fora de um museu. Era free, então resolvi dar uma conferida com o Maikel mesmo sem entender exatamente do que se tratava. Chegando lá, reservamos nosso lugarzinho sentados na grama e abrimos uma latinha de cerveja. Na medida em que o povo ia chegando, ficava mais difícil conseguir guardar um lugar bom para ver a apresentação, e eu, como sempre, fiquei observando todo mundo a minha volta. Enquanto olhava para um lado e para o outro, reparei que tinha uma menina sentada meio que do meu lado, ouvindo música com um fone de ouvido e mexendo no celular de vez em quando. Ela estava sozinha, parecia estar esperando alguém. E enquanto eu observava as pessoas chegando, vira e mexe meu olhar se cruzava com o dela. Depois de umas 4 esbarradas de olhar, me dei conta de que ela também estava reparando em mim. Até aí ok, tudo rolava meio disfarçado.

De repente, em uma das minhas tentativas de disfarce para ver se ela estava olhando, trocamos o olhar mais longo de todos e eu acabei sorrindo no final, para não parecer que estava olhando por algum motivo ruim. E ela então me sorriu de volta. PRONTO! Eu sempre digo que sorrisos abrem portas… Depois disso eu não podia deixar a nossa história morrer. Resolvi caçar um recibo de supermercado na bolsa e escrever um bilhete, com aquela pergunta aleatória que é a minha preferida: o que você está ouvindo?

Depois de escrever o bilhete, comecei a sentir um frio na barriga que me impedia de entregar pra ela. O Maikel começou a me encher o saco falando que eu devia entregar logo, mas eu tanto enrolei que quando resolvi entregar um velho sentou bem entre nós duas. Ai merda! E agora? Será um sinal para não entregar? Não dei muitas chances para as incertezas, desvivei do velho e entreguei o papel e a caneta pra ela.

(ela olhou pra mim com cara de “o que é isso?!”)

(eu fiz uma mímica para ela entender que atrás do recibo havia um bilhete)

- Ah! – ela sorriu.

Depois de ler, ela me perguntou se o bilhete era meu ou do Maikel. Eu disse que meu, e ela sorriu de novo. Daí então começamos um bate papo por bilhete, mesmo com o velho entre nós. Ele ria e as vezes até pegava o bilhete e entregava pra outra, só pra dar aquela ajudinha esperta.


(do outro lado continuei: “…so if you want some company… :))

Daí ela acabou vindo sentar perto da gente e começamos a conversar. Gente, a menina era uma querida! Sabe quando o seu instinto acerta em cheio que uma pessoa vale a pena? Passamos o evento inteiro juntas e no fim trocamos telefones para nos encontrarmos de novo. Achei legal porque não tenho nenhuma amiga inglesa, e nunca tinha tentado isso de dar bilhetes para meninas. Ela foi uma graça e eu espero realmente que a gente se encontre de novo e em breve.

Ah! Sobre a banda que ela estava ouvindo, cheguei em casa e coloquei no Spotify para ouvir. Gostei tanto, mas tanto, mas tanto, que agora estou com mais vontade ainda de encontrá-la de novo. Sabe quando você se apaixona pela pessoa só pelo gosto musical? Então. Segue aqui uma playlist de algumas músicas, a banda chama Grimes (que na verdade não é uma banda, é uma cantora!). Enjoy!


 
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Antes de começar a ler o post, aperte play na playlist e entre no clima. Separei algumas músicas que estava ouvindo enquanto escrevia…

Não sou do tipo de mulher que sonha com o dia do casamento. Não me vejo de vestido branco, véu e grinalda entrando na igreja e sempre disse que só casaria na igreja se meu parceiro fizesse muita questão. Mas antes de atender aos desejos dele, com certeza eu deixaria bem claro que para mim, casar na igreja seria no mínimo hipócrita da minha parte, levando em consideração que o fato deu estudar em um colégio católico me fez perceber que sou agnóstica e não concordo nada nada com os dogmas da igreja. Fora que também seria um desperdício de dinheiro, né? Já fez as contas do tamanho da festa que dá para fazer com o dinheiro que a gente gasta casando na igreja? Mas enfim…

Apesar de não sonhar com um casamento tradicional, eu não tenho coração de pedra. Um dia vou querer me casar, comemorar esse acontecimento com alguma festa ou evento especial com as pessoas que amo. Mas não penso muito nisso pois pra mim esse dia ainda está muito longe e depende de outra pessoa, então qualquer decisão que eu tomar será modificada com os desejos do meu futuro marido. O que importa é que hoje estava dando uma lida nos meus feeds, e acho que essa coisa toda de estar morando fora e sentir muita falta da minha família, acabou me deixando mais sensível do que o normal. Me deparei com um site super fofo de um filmmaker de Toronto e comecei a assistir os filmes de casamento dele. Senti um misto de nostalgia, saudades da minha família… Mas o mais estranho foi que os vídeos me fizeram sentir um pouco “em casa”, como se eu fosse parte da família dos noivos. Acho incrível quando um artista tem a sensibilidade de nos fazer sentir coisas tão fortes com suas obras. Fora que as músicas que ele escolhe para os vídeos também são um show a parte, emocionam até o mais insensível dos mortais.



Me peguei pensando no dia do meu casamento, na minha família me arrumando… Mesmo não querendo casar de branco na igreja, o que me veio na cabeça foi essa coisa tradicional de ter a minha mãe perto de mim pensando nos últimos detalhes, a minha avó toda preocupada com o vestido… Meu pai me levanto para o altar… E o mais estranho é que eu consegui transportar essa história toda para o meu passado, como se ela acontecesse em um momento parado no tempo, fazendo da minha vida algo totalmente diferente do que é hoje. Me imaginei na casa em que eu morava quando era criança, com todo mundo na sala arrumando a decoração, como era quando a gente fazia festinhas de aniversário. O sentimento de nostalgia foi tanto que acho que dei um jeito de voltar no tempo e não mudar nada, como se eu tivesse vivido a minha vida ali sem ter passado por tantas mudanças. A saudades que estou da minha família aumentou umas 300 vezes. Pensei no meu avô, que já esta velhinho e com a saúde fraca… Provavelmente no dia em que eu me casar ele não estará lá e isso me fez chorar. Mesmo que eu não vá casar na igreja, como provavelmente ele gostaria. Eu sinto falta do meu passado, da minha família mais unida. E quando a gente está morando fora os nossos sentimentos ficam bem mais a flor da pele.

Será que vou ter minha família por perto no dia do meu casamento? Será que vai ser algo tão lindo e singelo, e eles vão se lembrar o quanto nos amamos e deveriamos nos aproximar mais? Será que vai ser no Brasil, será que todas as pessoas poderão estar presentes? Eu não quero casar na igreja… Mas se um dia eu me casar, só quero ter as pessoas que eu amo reunidas para nos lembrarmos o quanto é importante estarmos juntos.

E vocês, sonham com um casamento tradicional? Queria que assistissem o vídeo e me contassem nos comentários o que o vídeo fez vocês sentirem… Porque comigo foi tão forte que eu precisei escrever esse post. ❤

 
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Ter compatibilidade musical com a pessoa que a gente ama possibilita muitos momentos bons… E se a gente não tem essa compatibilidade, não dá para substituir esses momentos. Música é música.


Sabe aquela sua música preferida? Que te faz sentir um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo, e é tudo tão intenso que você nem sabe como explicar direito? Então… Quando você ama alguém, normalmente você quer que essa pessoa te conheça. Entenda o que você pensa, sente, ama, valoriza… Daí você tenta explicar tudo o que aquela música te faz sentir, mas é impossível explicar em palavras então você resolve mostrar a música pra ela, já que é a maneira mais fácil de fazê-la entender o que aquela música significa pra você.

Parece simples, né? Seria, se vocês tivessem compatibilidade musical.

Vocês teriam muitos desses momentos lindos, deitados na cama em silêncio, ouvindo músicas que te fazem sentir e compartilhando tudo isso um com o outro, sem nem precisar dizer nada. Mas quando não se tem compatibilidade musical, parece que fica faltando um pedaço. Quando ela ouve a sua música preferida, nos primeiros 20 segundos, já faz cara de entediada. Quando você percebe que o desinteresse está aumentando, você resolve parar a música e perguntar, meio que já sabendo que a resposta será ruim, “e aí, o que achou?”. A pessoa responde “é ok.”.

Ouvir que sua música preferida “é ok”, é quase como um insulto aos seus sentimentos e a tudo aquilo que você acredita. Você fica desejando ter alguém para deitar na grama do parque, num dia ensolarado, e dividir os fones de ouvido que estão tocando aquela música que só vocês sabem o quanto signinifca. Você até tenta mostrar algumas outras músicas que gosta, mas sem sucesso, não adianta. A incompatibilidade musical está ali gritando no seu ouvido em todos os momentos que vocês estão juntos ouvindo alguma música. Às vezes você até deixa de mostrar ou falar sobre música, pois sabe que a pessoa vai discordar e você vai ficar chateado.

Por fim, quando você está sozinho, você escuta todas as suas músicas em looping, tentando entender como alguém no mundo pode achar elas chatas ou não tão incríveis quanto você acha. Daí você conclui que compatibilidade musical é como um afrodisíaco. Muitas vezes é ela que te faz se apaixonar por alguém ou, quem sabe, se desapaixonar também. Quando você tenta arranjar uma solução pra resolver o problema, você lembra que  gosto é gosto, e isso realmente não se discute. Acho que nunca concordei tanto com esse clichê quanto agora. Mas quer saber? Eu odeio clichês. Porque além de chatos, eles sempre esfregam a verdade na nossa cara.

Então, eu admito: não sei existir com incompatibilidade musical.

Alguém me ensina? [Solução]

 
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Essa semana conheci um site que acabou dando uma bombada de tão legal que é. Mas para quem não chegou a ver ou teve preguiça de entrar pra conhecer, vou contar aqui e tentar te convencer de que vale muito a pena dar uma olhada. Eu por exemplo ando viciada e confesso que passei dias inteiros de trabalho ouvindo músicas e conhecendo bandas novas. (a parte boa do home office é que posso deixar o som no talo sem ninguém reclamar da música!)

Sou daquelas que, quando gosto de uma banda, ouço MUITO até enjoar. E vira e mexe tenho aqueles momentos onde não aguento mais ouvir as músicas do meu iTunes e saio em busca de coisas novas, mas é difícil achar bandas muito boas depois que o last.fm virou pago. O que sempre fazia era baixar mensalmente a Indie Rock Playlist, que disponibiliza para download um torrent com várias músicas indies por mês, e tinha bastante coisa boa. Mas as vezes coisas ruins também.

Para que serve o Turntable?

O Turntable, além de te fazer conhecer bandas novas, funciona como se fosse uma balada virtual. Continue lendo…

 
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Antes de fazer o blog vi esse ‘joguinho’ em algum outro blog e fiz, mas como não tinha blog ele foi pro brejo…Então, agora que tenho vou fazer de novo:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

 
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