Tenho um casal de amigos muito querido: o Fê e a Debbie. Eles moram em vários países do mundo enquanto trabalham pela internet com seus dois cachorros, a Lisa e o Luca, e juntos fazem o Pequenos Monstros, um blog inspirador pra todo mundo que ama viajar e sonha em ter uma vida de nômade digital. ❤

A gente se conheceu em São Paulo, mas já se encontrou em Berlim e em Lisboa, e eu espero ainda poder encontrá-los em vááárias outras partes do mundo. Em sua última visita ao Brasil, eles foram lá em casa gravar esse vídeo comigo e eu me diverti tanto gravando que fiquei com mais vontade ainda de gravar mais vídeos e, quem sabe, começar um canal real oficial rebiscoito. hahaha brinks. Mas já tenho vontade de criar um canal desde quando YouTube nem era cool ainda, mas olha aí… Nunca criei e a vontade ainda continua aqui.

Espero que vocês tenham gostado do vídeo e ainda queiram ser meus amigos depois de saberem que eu comia tatu-bola e roubava os brinquedos dos meus amigos de infância. haha

Comentem aí no post respondendo as perguntas das cartinhas do vídeo, vou AMAR saber que eu e o Fe não éramos as únicas crianças malévolas desse mundo, hahahaha.

 
0
Compartilhe esse post:

Em quase 28 anos de vida, isso nunca tinha me acontecido antes. E olha que eu já estou bem acostumada a tomar foras de caras nessa vida, heim?! Mas deixa eu contar a história desde o começo:

Nesse dia eu tive um encontro de Tinder com um cara que eu estava tentando marcar de sair há muito tempo, mas nunca dava. A gente já tinha passado tanto tempo conversando por Whatsapp que parecia que já nos conhecíamos. Ele insistiu para irmos em um pub nos Jardins e eu acabei indo, meio contra a minha vontade, porque lá é tudo muito caro. Mas ele disse que queria que nosso ~primeiro encontro~ fosse assim, achei bonitinho.

1˚ encontro da noite

Fomos no pub que ele escolheu e foi ótimo. Demos oi como se já nos conhecêssemos há anos e a conversa rolou super naturalmente. Falamos sobre viagens, cultura, mulheres, comportamento e todo esse choque cultural que a gente tem quando mora em um país diferente do nosso. Sim, ele era gringo. E talvez por isso fosse tão legal. Já comentei aqui que com brasileiros essa coisa toda de date não existe muito, né? E eu nem faço questão do cara ser cavalheiro e tal, mas acho legal ver um cara que está afim de você te tratar com o maior respeito. Aliás, isso deveria ser o mínimo a se pedir. Que um cara te trate com respeito. Mas bom… O primeiro date ia viajar com os amigos naquela mesma noite e tivemos que terminar a noite meio cedo, o que abriu espaço para um possível segundo date. Isso me leva ao:

2˚ encontro da noite

Estava no metrô voltando pra casa quando ele me diz que tava voltando de carro e poderia me pegar, já que era caminho pra ele. Era cedo, véspera de feriado, e eu pensei “por que não ir?”. Também tinha conhecido ele pelo Tinder mas esse era um pouco diferente. Eu já tinha visto ele na internet e tínhamos vários amigos em comum. Tenho uma amiga, inclusive, que quando contei que tava conversando com ele, me deu o conselho de ficar longe desse cara porque ele era um babaca – mas óbvio que não ouvi. Tinha algo nele que eu queria desvendar. Quase não conversávamos por mensagem porque, apesar dele sempre vir falar comigo, não tínhamos muitos assuntos em comum e, das vezes que conversamos um pouco, ele sempre foi meio nada a ver. Era claro que ele era daquele tipo de cara que tá acostumado a pegar várias meninas e não ta nem ai pra nenhuma, se pá nem conversar conseguia direito. E ele não fazia a menor questão de esconder isso. Mas eu também não estava preocupada porque a última coisa que iria querer era algo sério com ele.

Pois bem, nos encontramos. Ele era exatamente como eu imaginava: o estilo, a voz, o jeito de falar. Era até meio bizarro, mas a vontade de conhecer ele melhor continuava lá. Enquanto ele dirigia, colocava a mão na minha perna como se tivéssemos a maior intimidade pra isso, e isso me incomodou um pouco. Tirei a mão dele, fiz piada pra não deixar a situação pesada, mas ele insistia e isso foi bem escroto. Paramos o carro no prédio dele, eu acabei fazendo o que não queria, que era exatamente ir prum lugar perto da casa dele para “facilitar o abate”. Mas bom, somos os dois adultos e provavelmente sabemos o que queremos, certo? Se eu não tivesse afim de pegar o cara, não pegava e pronto.

O pub que fomos era bem legal e ficava a apenas uns três prédios do prédio dele. Isso torna a atitude dele de sair de lá andando e me deixar falando sozinha muito mais covarde, mas eu ainda vou chegar nessa parte. Pedimos um pint de Heineken cada um e a conversa tomou o tempo certinho para que nós dois terminássemos de beber. Falamos sobre o trabalho dele e sobre o tipo de humor que ele faz – que é algo 90% desinteressante pra mim – mas eu ouvi, dei risada. Não tava tão mal assim. Tentei inserir outros assuntos mas ele era sempre muito reticente e eu também não tinha tanta vontade de falar apenas de mim. As invasões de corpo continuavam, ele ficava pegando no meu braço e na minha mão de um jeito estranho. Era como se ele estivesse impaciente por estar conversando e quisesse logo partir pros finalmentes. O mais foda é lembrar que tinham momentos em que EU me sentia mal por estar me sentindo mal com aquilo, como se ele estivesse fazendo algo que eu devesse aceitar numa boa. E daí hoje eu penso em quantas vezes já não beijei um cara por ele estar pressionando muito, quantas vezes já não deixei eles irem “mais além” pra não ser a mina chata que “faz doce”. Tenho certeza que qualquer mulher que está lendo isso já esteve na mesma situação pelo menos uma vez na vida. E não: você não é a errada da história. Se você não está se sentindo a vontade, deve fazer o cara parar. E se ele insistir, é um puta de um babaca. Aliás, ele está bem perto de atravessar a linha tênue entre ser um cara insistente e um cara que abusa de mulheres. Mas não vou muito a fundo nesse assunto agora.

O que eu tô querendo dizer aqui, é que tem homem que não sabe pegar mulher, né? Eu tava 100% na dele, aberta a fazer várias coisas naquela noite, mas o mínimo que eu exijo é que o cara respeite meu espaço, saiba ler a minha linguagem corporal. Até quando você vai fazer sexo com uma mulher, não é assim “chega e já vai metendo”. Pô, tem que rolar umas preliminares, você tem que fazer ela sentir tesão por você. E esse cara parece que fazia o contrário, cada vez que ele me tocava me dava mais preguiça. Ele tinha um ar de superioridade e arrogância que eu não entendia muito de onde vinham porque ele não era foda. Acho que isso era uma das coisas que eu tava tentando desvendar e não conseguia. Daí acho que ele começou a ficar irritado porque eu estava sendo muito “difícil” – ou seja, não tava dando risadinhas quando ele passava a mão no meu corpo sem eu estar curtindo, não agia como uma menina passiva que deixava ele fazer tudo que quisesse – e começou a falar coisas do tipo: “Ai você é muito do contra, muito complicada.. Isso não era pra ser complicado, nos conhecemos no Tinder!”. O que será que ele quis dizer com isso, né? Que era preu ceder e abrir logo as pernas, porque aquilo tudo tava dando muito trabalho pra ele? Então eu resolvi falar a verdade, que tava me incomodando com ele me tocando daquele jeito e que as coisas não funcionavam assim. Falei também da arrogância dele e tudo que eu estava pensando. Em momento algum desrespeitei o cara, tava simplesmente jogando a real. Aliás, essa foi a minha última tentativa de fazer ele se abrir para que aquele gelo fosse quebrado e a gente finalmente se pegasse. E daí, sem mais nem menos, ele se levantou e foi embora.

Na hora foi meio surpresa porque nunca esperaria por isso, nem do cara mais escroto da face da terra. Afinal, que tipo de cara sai andando do bar e deixa a menina falando sozinha? Isso você não faz nem com o pior dos seres humanos. Daí, ainda meio sem entender o que aconteceu, eu comecei a pensar em coisas práticas do tipo: ok, aqui ta legal, será que eu fico e tento conhecer alguém legal? Será que tenho dinheiro pro taxi pra ir embora? Será que ainda tem ônibus passando? … Resolvi ir ao caixa pra pagar e perguntei para o casal da minha frente se eles queriam rachar um taxi até o metrô mais perto (que era do lado de casa). Eles disseram que não iriam pegar taxi. Sem hesitar, perguntei pro cara da frente deles e ele disse que também não ia pegar taxi, mas estava de carro e iria naquela direção. Aceitei a carona oferecida, já que ele parecia ser do bem, e acabei indo pra casa com um desconhecido. No final acabei me dando bem porque o cara era super querido e nem tentou nada comigo, foi um amor. Aliás, acho até que ganhei um novo amigo… E isso me leva a:

Moral da história

What goes around comes around. Ganhei uma nova história pra contar, um novo pub pra frequentar e um novo amigo (!). O babaca que me deixou falando sozinha no bar perdeu seu tempo tentando me comer sem sucesso e ainda perdeu o fato de poder me comer, que ele teria fácil fácil se soubesse ser um cara mais interessante.

What goes around comes around #quote. This will be my third tat.....the words not the set up.

 
28
Compartilhe esse post:

Esses dias achei mais um daqueles projetos que me fez indagar: “Como não pensei nisso antes?!”. Tem tudo a ver comigo porque mistura experiências com estranhos e ilustrações.

Criado por três garotas da Califórnia, o projeto “When you’re a stranger” convida pessoas a ilustrarem situações irreais que eles viveram com pessoas reais. Sabe quando um estranho interage com você na rua, ou você vê uma cena bizarra e tem vontade de contar pra todo mundo? É uma ideia muito singela e interessante, porque estabelece um contato com o mundo dos estranhos que eu tanto amo! Já pensei em várias situações que eu gostaria de ilustrar, principalmente aquelas que vivo no transporte público. hahaha

Segue algumas das melhores ilustrações/histórias que eu achei.

YOU INVITED ME INTO THE KIDDIE POOL

“We were both drenched with sweat.
The dance party was among the most legendary.
She asked me to join her in the ankle-deep water.
She teaches acting for a living.”

YOU SAID I HAD A BEAUTIFUL VOICE

“I sat at the red light in my car, singing – okay, bellowing – along to the radio, channeling my inner Mariah Carey. Out of the corner of my eye I see the car in the turning lane inch up and stop, once, twice, three times. I panic. They’re trying to get my attention. “Maybe they want directions,” I think. So I turn my head to see a handsome, 40-something-year-old man with a friendly smile in the car next to me motioning for me to roll down the window. I turn down the blaring music and roll down my window. “You have a beautiful voice,” he says wryly as the light turns green. I laugh and thank him quickly before driving away. Maybe he was serious, maybe it was mockery – either way it was funny, and it made my Monday.”

YOU TALKED ABOUT HITLER ON THE FIRST DATE

“You were charming, you were cute, you were passionate. But somewhere between ordering drinks and getting our appetizer you started talking about Hitler and fluoride brain-washing by our government. I began to worry.”

YOU SERVED ME A PROVOCATIVELY SHAPED PASTRY

“He followed us into the bakery and walked behind the counter. He served us provocatively shaped pastries and asked us how old we were. We never did find out if he actually worked there.”

__________________________________________________________

E aí, curtiu? Contaí aí nos comentários a história que você gostaria de ver ilustrada! Quem sabe não rola uma inspiração e a gente faz uma versão brasileira? :)

 
5
Compartilhe esse post:

Hoje cheguei em casa depois de receber uma péssima notícia. Vim por calçadas diferentes no caminho de volta pra casa, assim ninguém que me vê passando por ali todos os dias notaria a minha cara de choro e ouviria meus soluços. A única coisa que eu queria era chegar em casa, não ter que pensar em nada e só chorar, chorar e chorar.

Sequei as lágrimas para entrar no prédio e cumprimentar o porteiro, quando ele me chamou para entregar um pacote do correio. Pensei: Ué, não comprei nada pela internet recentemente… O que será?

No remetente, o nome de um amigo inglês que conheci esse ano enquanto trabalhava no hostel, que agora estava morando e trabalhando em um hostel em Cusco, no Peru. Ele havia mesmo me mandado um email pedindo meu endereço, mas eu nem lembrava. Entrei no meu quarto, ainda chorando sem parar, e cada vez que olhava para o pacote chorava cada vez mais. Estava tão triste que até se olhasse prum filhote de cachorrinho me pedindo carinho, eu não ia conseguir parar de chorar.

Sentei na cama, li o jeito que ele escreveu meu endereço no envelope e o abri. Dentro, uma máscara peruana para a minha coleção com quatro pacotes do meu chocolate favorito dentro. Tentei, sem sucesso, lembrar em que momento eu contei para ele que Reese’s Cup era meu chocolate preferido entre todos do mundo. A gente deve ter ficado juntos por uns 4 dias, no máximo, e ele acertou tanto assim no presente? Tem gente que entra na nossa vida para ter o simples papel de ser brilhante mesmo…

O começo da carta dizia:

“Dear dearest Renata,

This is actually the first letter I have ever written. Aren’t you Special!”

Só consegui continuar lendo depois de chorar litros de novo. Como pode uma pessoa que eu mal conheço se mostrar tão querida exatamente no momento que eu mais preciso? Os correios poderiam ter entrado em greve, o envelope poderia ter se perdido entre as milhões de encomendas que são enviadas no mundo, ou o porteiro poderia ter me entregado na hora do almoço, quando eu ainda estava bem. Mas não, alguém quis que essa carta chegasse em minhas mãos exatamente no momento em que eu mais precisava de uma esperança.

Obrigada, Universo. Ou seja lá quem fez isso acontecer hoje.

 
10
Compartilhe esse post:

Aaaaah, os altos e baixos de ser solteira de novo. Hoje dei uma surtada porque me peguei discutindo relação com umas 3 pessoas diferentes, e quando me dei conta de que estava stressada, parei e pensei: peraí??? Tô aqui super nervosa sendo que não tenho nenhum relacionamento sério com nenhuma dessas pessoas… Então… What’s the fucking point?

A gente vai se deixando levar, vai tentando ser legal com todo mundo, faz malabares com os pratos pra não deixar nenhum cair… Mas as vezes quem acaba caindo é a gente, e isso nunca vale a pena. Ser legal e honesto tem lá seus pontos fracos. Nesses momentos dá até pra entender porque as pessoas mentem: é simplesmente mais fácil.

Não que eu vá começar a mentir a partir de agora, ter minha consciencia limpa ainda é mais gratificante… Mas só quero ter o direito de reclamar um pouco, porque não tá fácil pra ninguém, né? De um lado é um ex todo carente por atenção, achando que a gente ainda ta junto e eu devo explicações. De outro é esse peguete queridinho que quer muito mas não dá nada. Incontáveis DRs sobre as expectativas de cada um, ciúmes, briguinhas e reconciliações, pra no dia seguinte começar tudo de novo, tipo um looping – sendo que a gente sabe que isso não vai, e nem pode, dar em nada. Do outro aquele cara que eu sou completamente apaixonada, que mora longe e que não tem a menor chance de fazer parte da minha vida nem agora, nem em um futuro próximo…

A verdade é que a gente nunca está satisfeito com o que temos. Eu sempre vou querer quem eu não posso ter. A grama do vizinho vai ser sempre mais verde que a minha. E assim vai. Clichê atrás de clichê. Tem vezes que eu ando na rua ouvindo música, respiro fundo, dou um sorriso e penso: “eu realmente amo a minha vida!”. Estar livre, desejar e ser desejada, ter um mar de opções a minha frente, prontinhas para serem escolhidas e desbravadas. Mas ao mesmo tempo, tem aqueles dias em que nos sentimos tão indefesos, tão desprotegidos no mundo… Que só queremos ouvir uma música romântica e pensar naquela pessoa com quem a gente realmente gostaria de estar.

A conclusão que eu chego, é: enquanto eu não estiver certa de nada, acho que devo continuar nos altos e baixos  da solteirice mesmo. Ser solteira é muito bom, basta saber lidar com esses momentinhos irritantes. Afinal… Se fosse fácil, quem é que ia gostar?

Então, vamos lá, todo mundo repetindo o mantra comigo:

 
15
Compartilhe esse post:

Já parou para pensar em quantas histórias de amor inacabadas você tem espalhadas pelo mundo?

Elas são inacabadas por inúmeros motivos: vocês se conheceram muito novos, os dois resolveram curtir a faculdade solteiros ou vocês simplesmente não deram uma chance ao acaso. Tudo isso é bem normal, mas uma das piores situações é quando a história de amor é interrompida pela distância.

Os mais românticos diriam que, se for amor de verdade, nada irá te separar dele(a). Mas cá entre nós, que amor é suficiente para aguentar milhões de km de distância e dias, meses, até mesmo anos sem se ver ou sem a menor perspectiva de um encontro futuro? No tempo da minha vó de fraldas, tudo bem: era preciso esperar meses para conseguir se comunicar com alguém que estava até no mesmo país que gente; mas hoje em dia com email, Whatsapp, Facebook e Twitter, ficou fácil demais entrar em contato com as pessoas. O lado ruim disso é que a gente cria uma relação virtual, que é alimentada diariamente com mensagens de amor, saudades, lembranças e desejos que, na maioria das vezes, nunca poderão ser concretizados.

Eu o conheci como quem não queria nada, na base do “eu não tô fazendo nada, você também…”. Ficamos, rolou uma super química e passamos um tempo juntos mas sem perceber o quanto aquilo era especial. Me arrisco até a dizer que o tempo em que ficamos juntos foi uma espécie de desperdício de nós mesmos. Agora, um mês depois, nos arrependemos todos os dias por não termos nos curtido mais. “Queria ter te dado mais beijos, mais abraços, queria ter te dito tantas coisas… Não consigo acreditar que você estava aqui há exatamente um mês atrás e eu não enxerguei tudo isso antes.”

Depois dele ter ido embora a relação continuou por mensagens de texto e a coisa foi crescendo, crescendo de tal forma que hoje em dia até sofro com a ausência dele. “Eu queria voltar pra casa pra te ver, mas você não está aqui…” – ele me escreveu isso hoje, e me fez perceber que estamos exatamente na mesma sintonia. Os dois completamente entregues um ao outro, porém sozinhos. Daí eu me pergunto: como é possível sofrer com a ausência de alguém que a gente nunca teve?

Não sei ao certo em que momento eu me apaixonei por ele, só sei que agora vivo com a ideia do relacionamento perfeito que a gente poderia ter tido. (E que, de certa forma, estamos tendo por mensagens de texto). Às vezes me pego a pensar se realmente daríamos certo juntos: somos os dois super orgulhosos, temos um gênio forte e ele nunca entenderia o fato deu mandar bilhetes para estranhos. Ele gosta de futebol, acha que as melhores músicas tocam no rádio e odeia pessoas que são viciadas em redes sociais. A verdade é que a gente praticamente não se conhece, mas alimenta um amor que os dois gostariam que tivesse acontecido.

Afinal, quando é a hora de parar? Já conheci outras pessoas, algumas delas muito interessantes por sinal, pessoas que, há alguns anos atrás, eu daria tudo para ter tido uma chance. Só que agora não foi o nosso momento e nem seria, já que estou mentalmente comprometida com alguém que praticamente nem existe na minha vida real.

A nossa história de amor não acabou, mas virou mais uma das mil histórias de amor inacabadas que coleciono pelo mundo… Melhor ter histórias sem final do que não ter histórias at all, né?

 
19
Compartilhe esse post:

Depois de mais de 1 ano morando na Europa, já sei de cor e salteado quais são os clichês que os europeus mais falam sobre o Brasil: futebol, sensualidade, Ronaldinho, samba, mulheres bonitas, caipirinha, bundas, verão, espanhol (?), Ai Se Eu Te Pego, etc. Mas hoje, tive uma experiência que prova totalmente o contrário do que os gringos pensam sobre os brasileiros serem um povo tão, digamos assim… Caliente.

Brasileiro adora ser chamado de povo bonito, sensual, fio dental na praia e pouca roupa no calor… Mas rola inclusive uma baita contradição nessa história toda, porque a gente quer mostrar uma sensualidade totalmente forçada e plastificada que, pra mim, ta longe de ser interessante.

Não só aqui na Holanda, como também em alguns outros países da Europa tipo Rússia ou Alemanha, eles tem o costume de frequentar saunas. E diferente do que a gente pensa sobre as saunas no Brasil, o fato de frequentar uma sauna não tem nada a ver com ser gay ou estar desesperado por sexo. Aqui as pessoas vão em família, casais, e levam até as crianças quando se é conveniente. Hoje foi a minha primeira vez numa sauna como essas, e acho que posso dizer que nunca fiquei tanto tempo pelada na frente de outras pessoas, desde que comecei a entender o que é estar, de fato, pelado.

Aqui as pessoas frequentam as saunas completamente nuas. Sem frescura, sem pudor… Sem medo de ser feliz mesmo. Quando cheguei lá, já no vestiário, vi um monte de peito, pinto, bunda, pele caída, barriga tanquinho e mais uma mistura de um monte de tipos de corpos, sem nenhum sinal de vergonha ou vontade de esconder. Tentei agir com naturalidade, mas quando comecei a tirar a roupa deu aquele friozinho na barriga. Isso passou completamente depois de uns 5 minutos, pois o fato de estar pelado e a vontade é melhor do que qualquer outro sentimento. A sauna que eu fui era gigante… Tinha piscina a céu aberto, sauna molhada, seca, com água, com vapor… Tudo quanto é tipo. E a maior parte do lugar era completamente aberta, então, para se movimentar de uma sauna pra outra, você tinha que andar de roupão, toalha ou… Pelado mesmo. O engraçado era que tava fazendo 4˚ quando chegamos lá, e eu não imaginei que conseguiria sair pelada do lado de fora. Mas não é que a gente acostuma? A melhor coisa do mundo era sair de uma sauna muito quente e caminhar pelo gramado lá fora, com os pés descalços e sem a toalha pra cobrir tudo.

(eu me comportei e só tirei uma foto do lado de fora do lugar.)

Mesmo me sentindo super a vontade, tive que controlar meus olhares. Como evitar olhar pro pinto daquele cara super gato que estava entrando na jacuzzi que eu tava, né? Ou ficar analisando qual é o tipo de depilação que as mulheres holandesas mais gostam. Poxa, nunca tive essa oportunidade! :) Mas deixando um pouco as brincadeiras de lado, fiquei muito me imaginando lá com alguns amigos ou até mesmo a minha família. Será que eu me sentiria tão a vontade assim? Esse seria o assunto principal se eu estivesse lá com uma pessoa do Brasil. Nunca tive muito essa cultura de ficar pelada em casa, então acho que não iria pra sauna com o meu irmão por exemplo. Mas ao mesmo tempo, eu estava lá pelada no meio de TANTA gente, bonita, feia, velha, nova… Como poderia ter vergonha do meu próprio irmão?

pudor |ô|
(latim pudor, -oris)
s. m.
1. Sentimento de vergonha. = CONSTRANGIMENTO, EMBARAÇO, PEJO

Achei importante colocar o significado dessa palavra aqui, pra todo mundo entender o que exatamente significa. Pudor é uma coisa que o brasileiro tem muito, independentemente se usa fio dental, rebola até o chão ou faz letras de música com cunho totalmente sexual. Nossos corpos precisam ser lindos, sem celulite, peito siliconado… Se não, nem na praia de biquine a gente quer aparecer. Mas as pessoas na sauna se sentiam tão bem, tão relaxadas… Tavam lá de pernas abertas pro mundo ver, mesmo se não estivessem com a depilação em dia.

Daí comecei a imaginar como seria se abrissem um lugar desses no Brasil. Invés de relaxar, a galera iria pra lá se mostrar, desfilar, reparar nos outros. Ou os caras iriam com um grupo de amigos, pra ver se conseguiam pegar alguma mulher. Celular então? Vixe… A galera ia dar um jeito de entrar com o celular no bolso, pra tirar umas fotos escondidos e postar no Facebook, certeza. Não tô falando mal de brasileiro de graça não, porque eu mesma, no começo, agi exatamente da mesma forma. Porque isso simplesmente não faz parte da nossa cultura, e tudo que é diferente, a gente tende a reparar, analisar ou até mesmo julgar.

No fim, acredito que consegui disfarçar bem a falta de experiência. A pior parte do dia todo foi ter que tomar banho e colocar a roupa de novo. Calcinha, calça, sutiã, casaco… Parecia que tinha voltado pra prisão, de onde nunca havia saído antes. Se eu continuar morando aqui, quero fazer desse costume algo bem presente na minha vida. Suei todas as minhas tristezas e voltei completamente revigorada de um dia na sauna.

Você acha que teria coragem de frequentar um lugar assim? Ou como imagina que seria se abrissem uma sauna dessas no Brasil?

 
31
Compartilhe esse post:

Esses dias alguém postou essa frase no meu mural do Facebook:

Isso me fez pensar em como as coisas são engraçadas. Quando se mora fora do Brasil, e se é obrigado a se relacionar com as pessoas numa língua que não é a sua língua nativa, fica tão mais difícil de lidar com esse tipo de coisa… Claro que se o cara lançar um “I love you” em 3 dias, também vou achar ele louco, mas e se ele me chamar de “docinho” no dia seguinte?

Ok, isso soou muito brega em português, mas eu chamo meu namorado de “sweetie” de vez em quando. Anyway, conheci esse cara muito bonito dia desses numa balada em Amsterdam, ficamos, e foi no dia seguinte que aconteceu: enquanto trocávamos mensagens todas cheias de elogios, ele me chamou de “sweetie” e “love” em duas mensagens diferentes. Eu li, dei aquela gelada, mas ao mesmo tempo pensei: será que se fosse a língua nativa dele, ele me chamaria assim também? O cara era holandês, e obviamente estávamos conversando em inglês, então não sei até que ponto devo achar ele tosco ou não.

Por vía das dúvidas, preferi relevar, porque ele é uma graça e super legal. Mas entendem o meu ponto?

Ps. Sim, eu ainda vou escrever sobre a minha vinda pra Holanda e tal. Mas quis postar essa reflexão aqui no blog antes disso, pra saber o que vocês acham.

 
13
Compartilhe esse post:

Conheço uma pessoa que tem um hobby muito peculiar, daqueles que, na hora de fazer uma análise a primeira vista, a gente só consegue inventar se formos muito criativos. Sabe quando você olha pro sapato da pessoa ou pro jeito dela se vestir, e tenta criar manias e gostos sem nem saber o nome dela? Então.

Essa pessoa gosta de sonhar. E acho que o simples fato de sonhar, às vezes já é o suficiente. Sempre que passamos em frente a um futuro prédio, daqueles com placas enormes falando a quantidade de dormitórios e metros quadrados, ela fica atenta para saber se vai ter visita com apartamento mobiliado. O hobby dela é visitar modelos de apartamentos mobiliados, só para ficar sonhando como seria se ela fosse morar ali.

Uma casa nova, móveis novos, tudo limpo e lindo… Como se fosse um recomeço de vida, tudo do zero, inclusive as mágoas. De certa forma acho isso bonito. Não que ela seja infeliz por não poder comprar nem se mudar de casa, mas ela sonha com outra vida e fica pensando em como tudo poderia ser diferente. Não tenho nem certeza se ela pensa isso tudo que estou falando, mas queria que ela soubesse que eu acho bonito. Sabe quando a gente sente vontade de escapar um pouquinho da realidade? É assim que ela escapa da dela.

Essa pessoa é muito próxima a mim, e quando ler esse texto vai sacar na hora que é sobre ela. Não teria problema nenhum em citar nomes, mas por não ser sobre mim vou preservar.

❤ Você conhece alguém com uma mania assim bonita? Compartilhe comigo nos comentários!

 
25
Compartilhe esse post: