Ser da geração Y é mágico. Estava aqui pensando que quem nasceu nos anos 80, como eu, teve a oportunidade de viver a vida e aprender as coisas de um jeito mais roots, quando internet ainda nem existia, tipo escrevendo diários, colecionando adesivos, papéis de carta, enviando cartas escritas à mão pelo correio… Mas também pôde pegar a internet desde o começo e evoluir com ela. Chat da Uol, ICQ, Msn, “oi, quer tc? Como vc eh?”. E hoje, Tinder, Happn, online dating de nicho. É só apertar o coração e ver se a pessoa também curtiu você. A conversa? Ela começa por texto no celular mesmo, sem muito comprometimento. Se não rolar papo, a gente passa pro próximo.


Lembro até hoje como era quando eu estava na escola. Internet era só depois da meia noite, quando era mais barato pra se conectar. Então conversar com o crush online, nem pensar, né? Celular também não tinha. “Mas como vocês faziam então, tia Renata?”. Bom, queridos jovens, a gente passava o telefone de casa. Dava pro amigo do crush e ele tinha que ter a coragem de ligar pra gente, olha só que desafio! Além do constrangimento de falar com a pessoa pela primeira vez no telefone e ficar arranjando assunto, a gente ainda tinha que ficar de olho pra ver se a mãe não estava ouvindo a conversa pela extensão, era uó! A minha mãe fez isso da primeira vez que um carinha me ligou em casa, fiquei puta da vida.


A gente dava mais a cara a tapa, tinha que peitar as situações. Mas isso não quer dizer que hoje também não seja divertido. O friozinho na barriga antes de encontrar um Tinderette é exatamente o mesmo que eu sentia quando o boy me ligava em casa pra conversar sobre amenidades, acho que isso a internet não tira da gente. Conversar por mensagem de texto sem olhar no olho da pessoa é fácil, mas sempre vai chegar o momento que a gente vai precisar encontrar a pessoa ao vivo e lidar com a realidade, a não ser que você seja desses que curte um romance virtual apenas. (nada contra, tá?)


Eu acho um máximo ter vivido no passado, mas também adoro viver no futuro. Me adapto fácil à essas mudanças e curto a melhor parte dos dois mundos. Estou sempre ansiosa para ver as próximas novidades que a tecnologia guarda pra gente. E você, qual dos dois mundos prefere? Eu confesso que tenho saudade de escrever cartas. Hoje meu diário são minhas redes sociais, e tenho medo de todas essas informações serem perdidas daqui a uns anos. Mas acho que esse é o apego que o passado deixou em mim. O que tá em alta hoje em dia é o desapego, criar conteúdo que se apaga em 24 horas. Amo o Snapchat, mas o desapego é algo que ainda preciso trabalhar muito em mim.

Ps.: falando em Snapchat, me segue lá: rebiscoito

 
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Tenho um casal de amigos muito querido: o Fê e a Debbie. Eles moram em vários países do mundo enquanto trabalham pela internet com seus dois cachorros, a Lisa e o Luca, e juntos fazem o Pequenos Monstros, um blog inspirador pra todo mundo que ama viajar e sonha em ter uma vida de nômade digital. ❤

A gente se conheceu em São Paulo, mas já se encontrou em Berlim e em Lisboa, e eu espero ainda poder encontrá-los em vááárias outras partes do mundo. Em sua última visita ao Brasil, eles foram lá em casa gravar esse vídeo comigo e eu me diverti tanto gravando que fiquei com mais vontade ainda de gravar mais vídeos e, quem sabe, começar um canal real oficial rebiscoito. hahaha brinks. Mas já tenho vontade de criar um canal desde quando YouTube nem era cool ainda, mas olha aí… Nunca criei e a vontade ainda continua aqui.

Espero que vocês tenham gostado do vídeo e ainda queiram ser meus amigos depois de saberem que eu comia tatu-bola e roubava os brinquedos dos meus amigos de infância. haha

Comentem aí no post respondendo as perguntas das cartinhas do vídeo, vou AMAR saber que eu e o Fe não éramos as únicas crianças malévolas desse mundo, hahahaha.

 
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Nesses meus 30 anos muitos caras já foram donos de um pedacinho do meu coração, seja por alguns anos ou até poucos instantes. Mas se essa coisa de “o homem da minha vida” realmente existir, sempre acreditei que quando o encontrar, ele terá pés bonitos.

Não sei ao certo de onde vem toda essa convicção, mas sempre que conheço um cara novo uma das primeiras coisas que reparo – quando tenho a oportunidade, claro – é nos seus pés. Não é nem um tipo de fetiche ou coisa assim, não sinto ~cócegas na pepeca~ por pés masculinos, mas sempre achei que pés dizem muito sobre a higiene e o trato pessoal das pessoas e, se o cara tem pé mal cuidado, sei lá, já pressinto que a gente não vai durar. Esse sentimento chega a ir tão longe que acho que também existe quando o pé do cara é até que bem cuidadinho, mas muito feio. Sabe, quando não é culpa dele, mas ele apenas “nasceu assim“? Sei que é um pouco injusto da minha parte, mas a gente não escolhe sentimentos e aquela intuição persiste: não vamos durar.

Isso acontece independente do tempo que ficarmos juntos. Pés feios não me impedem de ficar ou ter um relacionamento mais duradouro com alguém, mas eu acho que esse sentimento me perseguirá para sempre. Se um dia eu me casar e tiver filhos com um cara que tem pé feio e a gente por ventura se separar depois de anos, eu sempre, mas sempre mesmo, vou achar que foi porque ele tinha pés feios. “Eu sabia! Eu sabia que cedo ou tarde seus pés feios estragariam tudo…!”.

Agora… Se eu conheço um cara gato e vejo que ele tem pés bonitos E bem cuidados, pode crer: a chance de me apaixonar é ainda maior. “Esse aí deve ser pra casar!”, pensarei com um sorriso de canto de boca.

Ps.: eu não acredito em príncipe encantado nem em amor da minha vida ou metade da laranja. Acredito em cumplicidade, compreensão e capacidade de conviver com os defeitos e diferenças do outro. Acho que relacionamentos duradouros são construídos com o tempo, assim como o amor, que não surge do nada. Não existe amor à primeira vista e se você acha que tirou essa sorte grande, cuidado: a frustração cedo ou tarde baterá em sua porta. Esse texto romantiza a vida, mas ela só é assim nos filmes. Então não me leve tão a sério. ;)

 
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Hoje acordei pensando nele. Atrasada, como sempre, peguei um ônibus até o trabalho e comecei a ouvir uma música que me levou de volta aos braços dele naquele quarto de hotel. Quando vi, lágrimas escorriam pelo meu rosto. Que estranho, pensei, eu nem cheguei a desenvolver sentimentos tão profundos por ele… A gente mal se conhecia. Ficamos poucos dias juntos. Mas é engraçado como às vezes nosso corpo pede por contato humano, peles quentinhas se tocando e um abraço que, por mais desconhecido que seja, nos faz sentir tão bem.

Lembro que na hora de dormir ele me abraçava por trás e aquilo parecia certo. Ao mesmo tempo que pensava que não conseguiria dormir assim tão junto, tão grudado, eu não achava ruim o abraço dele porque sabia que não teria aquilo por muito tempo. Ele ia voltar pro país dele em poucos dias e se tornaria mais um dos meus breves amores gringos do Tinder aqui no Brasil. Como será que ele se sente dormindo assim tão abraçadinho com uma garota que ele também nem conhece?, eu pensava. Dormir nos braços de uma pessoa me parece algo tão íntimo, tão pessoal. Passa muito esse sentimento de proteger/ser protegido. Mas do que? De quem?

Talvez seja mais simples que isso. Talvez os solteiros que dormem abraçadinhos com pessoas que mal conhecem estejam apenas buscando se proteger da solidão. E apesar de adorar ser solteira, tem dias que a gente acorda com a solidão machucando o coração.

 
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Se você me segue nas redes sociais, já sabe que estou solteira novamente e voltei pro Tinder. Não, isso não é uma notícia boa porque ainda sou completamente apaixonada pelo meu ex namorado, mas a distância São Paulo – Londres era o menor dos nosso problemas, então tivemos que tomar a difícil decisão racional de terminar. Depois de passar mais de dois meses na fossa, sem nem conseguir olhar pro lado, resolvi levantar e partir pro ataque. Não ataque aos bofes, mas sim ataque a minha alma que parecia estar morta. Tô tentando dar uns socos nela pra ela acordar e eu voltar a ser uma pessoa feliz, que não fica choramingando e sofrendo por amor pelos cantos.

Bom, enquanto meu coração não encontra um novo amor verdadeiro (coisa que no momento eu sinto que nunca vai acontecer), eu me divirto com as pessoas erradas e fazendo parte do meu time do coração: o time da zueira. Apesar de estar muito mais seletiva no Tinder – acho que dou não pra 90% dos caras que aparecem, – tô bem menos encanada com o fato de conhecê-los pessoalmente. Comigo tem sido assim: se deu match, é porque tô a fim de pelo menos saír pra uma breja. Sem essa de enrolação ou papinho mole. (A não ser que o cara seja um babaca né, disso a gente não consegue fugir antes de dar like apenas julgando pela aparência)

As experiências até agora, apesar de poucas, foram todas divertidas. Tenho optado por caras que estão apenas de passagem, porque não tô a fim de me apegar a ninguém ou ter que lidar com aquele joguinho chato de “será que ele vai ligar no dia seguinte? será que eu mando mensagem? zzzzz”. Se o cara ta só viajando as coisas são obrigadas a acontecer mais rápido e não tem necessariamente que ter uma continuação. Muito pelo contrário: elas já tem até uma data pra acabar.

Esses dias apareceu um gringuito chamado Maxi, que parecia ser divertido pelas fotos. Ele usava aquela funcionalidade de ver o Tinder em outro país, porque pela localização ele tava a mais de 9 mil km longe de mim. Pensei: “Bom, se pá ele tá se adiantando pra conhecer alguma garota na sua futura próxima viagem a São Paulo, certo?” - Mas isso eu nunca saberei.

Curti o bonitinho e deu match na hora. “Oba!” – E mandei uma carinha:

Esperei mais ou menos um dia e ele não respondeu. Mas vi que ele entrou no Tinder várias vezes ao longo do dia, então com certeza tinha visto minha mensagem. Bom, talvez ele não seja muito criativo e mandar um simples emoticon é uma tática meio curinga né? Te dá o crédito de ter começado a conversa mas ao mesmo tempo não diz nada sobre você e também não ajuda a pessoa a continuar o papo. Ok, vamos dar uma chance pro boy:

“Where are you?
(isso já me levava a descobrir de que país ele era pra talvez ter alguma referência do que conversar…?)

Fui solenemente ignorada de novo.

Daí fiquei pensando: “Cara, que merda né? Por que uma pessoa entra no Tinder, dá match e não responde? É muita sacanagem. E o cara nem ta aqui no Brasil, qual é a dele?” – Depois de passar a raivinha do ego ferido, resolvi perder o último pingo de dignidade que tinha e tentar mais uma vez, com um pouquinho de bom humor:

“Match but no chat? Bo bo bo boooriiinnng ¬¬’”

Esperei horas, dias e……….. NADA.

Meu lado leonina de ser não me deixou abater. Resolvi encarar aquele fora com dignidade e mostrar pra mim mesma que lidar com a tragédia fazendo piada é bem mais legal do que ficar chorando a perda de algo que nunca tive. Daí falei assim:

Para contextualizar, dei o apelido de MaxiBean porque os dois dentes da frente dele pareciam dois grandes feijões brancos. Fora que colocar a palavra “feijão” depois do nome, dá um ar meio lúdico e engraçadinho para a coisa toda, né?

Daí, depois de mandar várias mensagens falando sobre minha vida pra ele, como se ele realmente fosse um amigo imaginário, algo inesperado aconteceu. Contei a história no Snapchat, pra facilitar a vida de vocês que, assim como eu, tem preguiça de ler:

A parte que vocês ainda não sabem é que eu acabei respondendo. Olha a continuação da trama:

O problema é que depois de enviar isso, adivinha só? O Maxibean, que na verdade voltou a ser Maxi porque se tornou real novamente, ENTROU NO TINDER VÁRIAS VEZES AO LONGO DO DIA E NÃO RESPONDEU A PORRA DA MINHA MENSAGEM. Gente, não é muita sacanagem ele me ignorar pela segunda vez na vida, sendo que eu nem pedi por isso? Tô aqui preferindo acreditar que eu sou legal e ele é um babaca, que o problema não sou eu, é ele, haha, mas meu coração está ferido. Ele simplesmente assassinou meu amigo imaginário, acabou com a minha diversão e me deixou sozinha no mundo sem eu nem precisar dele in the first place.

Agora tô aqui tentando decidir o que fazer. Continuo mandando mensagens pra ele e fazendo a louca? Ignoro ele pra sempre e deixo ele descer na lista da minha coleção de matches do passado? Acho que tem horas que a gente precisa apenas aceitar que perdeu. Mas ainda não consegui passar dessa fase da vida!

 
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Essa é a continuação de uma linda história que começou em outro post, se você não leu, clique aqui e leia. Ah! Pra dar mais sentimento, dê play para ouvir esse cara enquanto lê a continuação da história:

Eu tinha gostado muito muito muito de você e daquela noite. No dia seguinte só conseguia pensar no quanto eu amava Londres e deveria estar morando ali. Você me trouxe todos os sentimentos bons e sonhos que eu tinha deixado de lado quando voltei pro Brasil, e isso era incrível. Londres é realmente a cidade da minha vida e onde toda a magia acontece. Eu já estava feliz e satisfeita por ter tido uma noite deliciosa, daí você me mandou mensagem dizendo que queria me ver de novo. Eu ainda tinha uns dias na cidade e pensei, por que não? Sou dessas que acho que quando a gente está viajando não deve se privar de nada, então topei o seu convite e fui passar a sexta-feira de ressaca vendo filme na sua casa. A gente pediu comida, ficou juntinhos no sofá vendo tv… E aquilo parecia tão certo, fazia tanto sentido. Minha mente foi longe imaginando como seria minha vida se eu morasse ali e tivesse você como namorado (eu sei, eu sempre faço isso e também acho ridículo, mas e daí?! rs). Para “piorar”, mais tarde descobri que o seu gosto musical era parecido com o meu. Você ganhou ainda mais meu coração colocando Keaton Henson pra tocar. Era como se aquele filme lindo da nossa breve vida juntos tivesse ganhado a trilha sonora mais bonita de todas. O foda é que as músicas eram tristes, e era impossível não pensar no fato de que aquilo tudo ia acabar em poucos dias.

Daí você me chamou pra passar a próxima noite com você. E a outra, e a outra. Então eu cancelei minhas noites solitárias no hostel e me mudei pra sua casa. Que rápidos, né? Todo mundo deve estar pensando. Mas pra mim, todas essas paixões avassaladoras e inconsequentes foram as que mais valeram a pena até hoje. Fui sem medo de ser feliz. E… Cacete, como a gente foi feliz em tão poucos dias?! Ao mesmo tempo que eu tinha medo de estar me envolvendo tanto com uma pessoa que não tinha a menor chance de ver de novo no futuro, não me privei de sentir nem um pinguinho de sentimento. Aliás, não acho que eu seja dessas pessoas que consegue se privar de SENTIR. Eu sempre vou até o fundo porque se apaixonar e curtir alguém novo é uma das melhores coisas dessa vida. Confesso que me preocupei um pouco com a intensidade das coisas, principalmente pela vida que eu levava fora daquela realidade de viagem. Mas escolhi não me privar de nada, e no fim descobri que essa foi a melhor escolha que poderia ter feito, já que minha realidade desmoronou depois de poucos dias que te deixei em Londres para ir passar uns dias em Berlim. Ter seguido meus instintos e vivido os sentimentos ao máximo foi a melhor escolha que eu poderia ter feito durante a minha viagem inteira.

Berlim foi, pela segunda vez, uma cidade dura. Eu queria ter ficado com você, os dias estavam cinzas e frios. E daí aconteceu aquela coisa que me fez sentir ainda mais sem chão. Mas você continuou ali, falando comigo todos os dias e se fazendo presente e aumentando ainda mais tudo que eu sentia por você. Não havia a menor chance da gente conseguir se ver de novo, mas eu estava tão apegada que não me importei de fazer os sentimentos se aflorarem cada vez mais. Pra onde a gente tava indo? Eu não fazia a menor ideia, só sabia que você me fazia bem e eu não queria parar. Daí veio Copenhagen, que foi uma viagem mais feliz. Eu reaprendi a curtir meus momentos sozinha e me fiz mais forte para poder voltar pra minha realidade no Brasil. Mas você, de certa forma, agora fazia parte dessa realidade, e continuava lá firme e forte, me lembrando o quanto gostava de mim e sentia saudade. Juro que eu não imaginava que fôssemos tão longe assim.

Agora estou aqui em São Paulo e já faz mais de um mês que nos conhecemos. Aliás, logo menos completaremos dois meses juntos (!), quem diria, hein? Eu, que acreditava que o único caminho era ter relacionamentos abertos e condenava muito os relacionamentos à distância, estou aqui: num relacionamento monogâmico com uma pessoa que mora em outro continente. Paguei minha língua, minha mente, meu corpo inteiro. A gente realmente não tem como prever o futuro. Não vou dizer que está sendo fácil, ninguém disse que seria, né? Mas a cada dia isso tudo parece mais certo, mais “meant to be”. E quer saber? Por mais loucura que tudo isso possa parecer ou ser, de fato, eu não me importo. Se não der certo, vou continuar tendo tudo que tenho hoje: minha vida, meu emprego, minha família e… A vontade de ser feliz. Aliás, a tal vontade de ser feliz acho que nunca vou perder, e é por isso que acabo me metendo em situações loucas como essa. A gente tem mesmo é que correr atrás da nossa felicidade e, se a tentativa não der certo, não deu. A gente vai lá, levanta e começa tudo de novo. Afinal… Continuar tentando só pode me trazer coisas boas, assim como quando a vida me trouxe você.

 
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Eu já estava um pouco de saco cheio de usar o Tinder em Londres. Váááários caras gatos mas nenhum papo interessante – isso quando eles me respondiam, né? Lembro que ficava tirando print da tela só para guardar aqueles rostinhos bonitos, mas como ia embora em menos de uma semana, tentar insistir em encontros não me parecia tão tentador. Lembro que só dei like seu perfil dele porque, além de bonitinho, você parecia ser diferente. Aquela foto sua todo quebrado na cadeira de rodas parecia meio debochada, então achei que talvez pudesse ser um cara interessante. Mesmo assim, não esperava nada. Ainda bem que você pediu para irmos pro Whatsapp e insistiu para que nos encontrássemos. Se não fosse isso, eu não teria tentado nada. E, bom… Já que era meu primeiro dia sozinha na viagem e eu realmente não tinha nada melhor pra fazer, sair com um cara local pra uma cerveja me pareceu a melhor opção. Nunca fui fã de curtir a noite sozinha e em Londres os caras só pensam em beber. Olhar/falar/interagir com mulheres é a última coisa que se passa na cabeça deles, rs.

Enquanto te esperava no bar, começou a bater aquele pânico que sempre tenho – e odeio – antes dos primeiros encontros. Um frio na barriga péssimo, que me fazia querer acabar logo com aquele começo da noite e pular para a parte onde já estivéssemos íntimos um do outro. Não sabia se você era legal, se a gente gostava das mesmas coisas… Se você teria o humor inglês que é tão diferente do humor do meu país. Será que meu inglês está enferrujado? Será que ele vai gostar de mim? Será que ele é alto? Baixo? Chato? Daí você chegou. Eu tinha achado uma exposição de arte hipster bem em frente ao meu hostel, e te convidei pra ir comigo dar uma olhada. Hummm… Pelo jeito você não era muito ligado em arte, né? Ok, vamos sair daqui e tomar logo uma cerveja.

Minha primeira impressão foi que você era um cara muito engraçado. Mas muito engraçado mesmo. Até demais. Achei que a noite seria meio chata porque você fazia muitas piadas e uma hora ou outra eu ia ficar entediada. Também achei engraçado o fato de você ter aqueles dentinhos tortos que muitos ingleses tem. Era um pacote completo: inglesinho, loiro – ou meio ruivo, como você gosta de dizer que é – e dentinhos zuados. Conversa vai conversa vem, comecei a te achar legal. O fato de você ser engraçadão parou de me incomodar e eu comecei a rir genuinamente das suas piadas. Você me ganhou quando começamos a falar sobre o quão chato era sair para primeiros encontros. Os papinhos, o doce que normalmente as meninas fazem… Lembro de você me contando que elas te perguntavam coisas sem noção, ficavam com vergonha de falar sobre certos assuntos e nada parecia natural. Ouso dizer que, apesar do mal estar sempre presente em primeiros encontros, com a gente foi natural desde o começo, né? Eu tenho esse medinho antes de encontrar o cara mas ele termina no exato momento em que o encontro. Acho isso incrível!

Daí fomos pra balada, você tentou me beijar… E eu com essa mania de querer que todos os primeiros beijos sejam perfeitos, recusei, porque aquela não era a hora de dar o primeiro beijo (ainda). Acho que você não entendeu nada, né? Mas a espera valeu a pena. Foi tudo tão gostoso. E eu nunca vou esquecer da gente saindo daquele pub com você enfiando dois pints enormes na cueca por minha causa! hahaha.

[continua aqui...]

 
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Em quase 28 anos de vida, isso nunca tinha me acontecido antes. E olha que eu já estou bem acostumada a tomar foras de caras nessa vida, heim?! Mas deixa eu contar a história desde o começo:

Nesse dia eu tive um encontro de Tinder com um cara que eu estava tentando marcar de sair há muito tempo, mas nunca dava. A gente já tinha passado tanto tempo conversando por Whatsapp que parecia que já nos conhecíamos. Ele insistiu para irmos em um pub nos Jardins e eu acabei indo, meio contra a minha vontade, porque lá é tudo muito caro. Mas ele disse que queria que nosso ~primeiro encontro~ fosse assim, achei bonitinho.

1˚ encontro da noite

Fomos no pub que ele escolheu e foi ótimo. Demos oi como se já nos conhecêssemos há anos e a conversa rolou super naturalmente. Falamos sobre viagens, cultura, mulheres, comportamento e todo esse choque cultural que a gente tem quando mora em um país diferente do nosso. Sim, ele era gringo. E talvez por isso fosse tão legal. Já comentei aqui que com brasileiros essa coisa toda de date não existe muito, né? E eu nem faço questão do cara ser cavalheiro e tal, mas acho legal ver um cara que está afim de você te tratar com o maior respeito. Aliás, isso deveria ser o mínimo a se pedir. Que um cara te trate com respeito. Mas bom… O primeiro date ia viajar com os amigos naquela mesma noite e tivemos que terminar a noite meio cedo, o que abriu espaço para um possível segundo date. Isso me leva ao:

2˚ encontro da noite

Estava no metrô voltando pra casa quando ele me diz que tava voltando de carro e poderia me pegar, já que era caminho pra ele. Era cedo, véspera de feriado, e eu pensei “por que não ir?”. Também tinha conhecido ele pelo Tinder mas esse era um pouco diferente. Eu já tinha visto ele na internet e tínhamos vários amigos em comum. Tenho uma amiga, inclusive, que quando contei que tava conversando com ele, me deu o conselho de ficar longe desse cara porque ele era um babaca – mas óbvio que não ouvi. Tinha algo nele que eu queria desvendar. Quase não conversávamos por mensagem porque, apesar dele sempre vir falar comigo, não tínhamos muitos assuntos em comum e, das vezes que conversamos um pouco, ele sempre foi meio nada a ver. Era claro que ele era daquele tipo de cara que tá acostumado a pegar várias meninas e não ta nem ai pra nenhuma, se pá nem conversar conseguia direito. E ele não fazia a menor questão de esconder isso. Mas eu também não estava preocupada porque a última coisa que iria querer era algo sério com ele.

Pois bem, nos encontramos. Ele era exatamente como eu imaginava: o estilo, a voz, o jeito de falar. Era até meio bizarro, mas a vontade de conhecer ele melhor continuava lá. Enquanto ele dirigia, colocava a mão na minha perna como se tivéssemos a maior intimidade pra isso, e isso me incomodou um pouco. Tirei a mão dele, fiz piada pra não deixar a situação pesada, mas ele insistia e isso foi bem escroto. Paramos o carro no prédio dele, eu acabei fazendo o que não queria, que era exatamente ir prum lugar perto da casa dele para “facilitar o abate”. Mas bom, somos os dois adultos e provavelmente sabemos o que queremos, certo? Se eu não tivesse afim de pegar o cara, não pegava e pronto.

O pub que fomos era bem legal e ficava a apenas uns três prédios do prédio dele. Isso torna a atitude dele de sair de lá andando e me deixar falando sozinha muito mais covarde, mas eu ainda vou chegar nessa parte. Pedimos um pint de Heineken cada um e a conversa tomou o tempo certinho para que nós dois terminássemos de beber. Falamos sobre o trabalho dele e sobre o tipo de humor que ele faz – que é algo 90% desinteressante pra mim – mas eu ouvi, dei risada. Não tava tão mal assim. Tentei inserir outros assuntos mas ele era sempre muito reticente e eu também não tinha tanta vontade de falar apenas de mim. As invasões de corpo continuavam, ele ficava pegando no meu braço e na minha mão de um jeito estranho. Era como se ele estivesse impaciente por estar conversando e quisesse logo partir pros finalmentes. O mais foda é lembrar que tinham momentos em que EU me sentia mal por estar me sentindo mal com aquilo, como se ele estivesse fazendo algo que eu devesse aceitar numa boa. E daí hoje eu penso em quantas vezes já não beijei um cara por ele estar pressionando muito, quantas vezes já não deixei eles irem “mais além” pra não ser a mina chata que “faz doce”. Tenho certeza que qualquer mulher que está lendo isso já esteve na mesma situação pelo menos uma vez na vida. E não: você não é a errada da história. Se você não está se sentindo a vontade, deve fazer o cara parar. E se ele insistir, é um puta de um babaca. Aliás, ele está bem perto de atravessar a linha tênue entre ser um cara insistente e um cara que abusa de mulheres. Mas não vou muito a fundo nesse assunto agora.

O que eu tô querendo dizer aqui, é que tem homem que não sabe pegar mulher, né? Eu tava 100% na dele, aberta a fazer várias coisas naquela noite, mas o mínimo que eu exijo é que o cara respeite meu espaço, saiba ler a minha linguagem corporal. Até quando você vai fazer sexo com uma mulher, não é assim “chega e já vai metendo”. Pô, tem que rolar umas preliminares, você tem que fazer ela sentir tesão por você. E esse cara parece que fazia o contrário, cada vez que ele me tocava me dava mais preguiça. Ele tinha um ar de superioridade e arrogância que eu não entendia muito de onde vinham porque ele não era foda. Acho que isso era uma das coisas que eu tava tentando desvendar e não conseguia. Daí acho que ele começou a ficar irritado porque eu estava sendo muito “difícil” – ou seja, não tava dando risadinhas quando ele passava a mão no meu corpo sem eu estar curtindo, não agia como uma menina passiva que deixava ele fazer tudo que quisesse – e começou a falar coisas do tipo: “Ai você é muito do contra, muito complicada.. Isso não era pra ser complicado, nos conhecemos no Tinder!”. O que será que ele quis dizer com isso, né? Que era preu ceder e abrir logo as pernas, porque aquilo tudo tava dando muito trabalho pra ele? Então eu resolvi falar a verdade, que tava me incomodando com ele me tocando daquele jeito e que as coisas não funcionavam assim. Falei também da arrogância dele e tudo que eu estava pensando. Em momento algum desrespeitei o cara, tava simplesmente jogando a real. Aliás, essa foi a minha última tentativa de fazer ele se abrir para que aquele gelo fosse quebrado e a gente finalmente se pegasse. E daí, sem mais nem menos, ele se levantou e foi embora.

Na hora foi meio surpresa porque nunca esperaria por isso, nem do cara mais escroto da face da terra. Afinal, que tipo de cara sai andando do bar e deixa a menina falando sozinha? Isso você não faz nem com o pior dos seres humanos. Daí, ainda meio sem entender o que aconteceu, eu comecei a pensar em coisas práticas do tipo: ok, aqui ta legal, será que eu fico e tento conhecer alguém legal? Será que tenho dinheiro pro taxi pra ir embora? Será que ainda tem ônibus passando? … Resolvi ir ao caixa pra pagar e perguntei para o casal da minha frente se eles queriam rachar um taxi até o metrô mais perto (que era do lado de casa). Eles disseram que não iriam pegar taxi. Sem hesitar, perguntei pro cara da frente deles e ele disse que também não ia pegar taxi, mas estava de carro e iria naquela direção. Aceitei a carona oferecida, já que ele parecia ser do bem, e acabei indo pra casa com um desconhecido. No final acabei me dando bem porque o cara era super querido e nem tentou nada comigo, foi um amor. Aliás, acho até que ganhei um novo amigo… E isso me leva a:

Moral da história

What goes around comes around. Ganhei uma nova história pra contar, um novo pub pra frequentar e um novo amigo (!). O babaca que me deixou falando sozinha no bar perdeu seu tempo tentando me comer sem sucesso e ainda perdeu o fato de poder me comer, que ele teria fácil fácil se soubesse ser um cara mais interessante.

What goes around comes around #quote. This will be my third tat.....the words not the set up.

 
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Eu costumava dizer que um dos motivos pelos quais eu preferia me relacionar com europeus era o fato deles serem mais fiéis. Pois bem… Acabei de morder a língua.

Nunca fui fã de generalizações e é óbvio que nem todo europeu é digno de confiança, mas… A maioria dos que eu conheci até hoje ganharam de lavada dos brasileiros ou latinos no quesito fidelidade. Há uma cultura machista muito forte enraizada nos países latinos e isso faz com que os homens se achem no direito de trair e fazer jus ao estereótipo de “pegadores” que damos à eles. Antes que vocês venham comentar defendendo os homens, é óbvio que também existe muita mulher que trai. Mas isso não vem ao caso agora, não quero fugir do tema do meu post-desabafo.

Esse ano tive um amor de carnaval. Fui para o Rio de Janeiro com uma amiga achando que ia abalar e pegar todos… Mas a verdade é que me apaixonei pelo primeiro deles e acabei curtindo o carnaval todo de casalzinho. Tudo bem, não foi nada mal. O que eu gosto mesmo é de me envolver, a pegação em si não me interessa tanto. Conheci um cara do Tinder e acabei me apaixonando pelo amigo dele. Sou dessas. Ele era da Alemanha, tinha cara de nerdinho, trabalhava com internet, como eu, e a gente se deu bem logo de cara. Nos beijamos na primeira noite e o beijo dele foi horrível. Eu não me lembrava de ter beijado uma pessoa com o beijo tão ruim quanto o dele. Mas ele era tão legal que eu resolvi continuar tentando. No dia seguinte fui “ensinando” ele a beijar do meu jeito e tudo ficou ok. Conversávamos sobre viagem, trabalho, música, vida… Eu me abri completamente pra ele, inclusive sobre o relacionamento atual que tenho com outra pessoa e minhas decepções com a vida profissional. Não. Não estou traindo o cara com que estou atualmente, só temos um modelo de relacionamento digamos… Diferente.

Depois de três dias juntos, ele voltou para a Alemanha. Falamos, meio que de brincadeira, que eu iria visitar ele lá um dia e ele ia me hospedar, já que morava em uma das partes mais legais de Munique. Enfim… Ele tinha tudo para ser mais um daqueles tantos amores inacabados que eu coleciono pelo mundo. Até que hoje, pelo Whatsapp, veio a bomba. Estava pedindo para ele me adicionar no Facebook já havia um tempo e nada… Óbvio que desconfiei que havia algo errado, mas fingi demência e mandei uma mensagem fofa pedindo pela segunda vez.

 

Eu estava no trabalho quando veio a resposta e confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Não por eu estar perdidamente apaixonada pelo cara, mas sim por me sentir feita de besta. Fui tão sincera com ele, não entendo por que é tão difícil falar a verdade. Ele me disse que não me contou antes porque não queria pensar naquilo na hora e estragar o momento. Pareceu um daqueles tantos brasileiros que já partiram o meu coração no passado. E poxa, que coisa mais injusta e covarde de se fazer… Foi exatamente isso que eu disse à ele.

Nada teria mudado se eu soubesse que ele tinha alguém. Nada. Só teríamos evitado o constrangimento de tudo isso ter acontecido e, principalmente, o nó na garganta que estou sentindo agora. Ele teria sido um cara admirável e com certeza ainda estaria na minha lista de amores inacabados perdidos pelo mundo. Aliás, a maioria dos caras dessa minha lista já estão namorando com outras pessoas e isso nem me deixa mal, afinal… Cada um tem o direito de viver sua vida, inclusive eu. Mas o alemão estilhaçou qualquer chance de ficar guardado na minha memória como alguém bacana. Agora ele é apenas mais um dos caras filhos da puta que passaram pela minha vida.

…antes de mentir para a sua namorada, ficante, peguete ou… Whatever, pare e pense: o que você vai escolher ser para ela? Um cara bacana, mesmo depois do fim, ou um babaca antes, durante e para todo o sempre?

 
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Música para ouvir enquanto lê o post:

Summerbreeze by emiliana torrini on Grooveshark

Ufa, finalmente 2013 está chegando ao fim. Acho que esse foi um dos anos mais loucos, nulos e perdidos da minha vida. Voltei da Europa mais perdida do que quando fui, trabalhei em um hostel e tive os 5 meses mais porra loucas da minha vida e agora, só no finalzinho do ano, sinto de alguma forma que eu pertenço à minha própria vida. Ou não, sei lá. Ainda não me encontrei.

Há exatamente um ano atrás eu conheci o cara por quem fui apaixonadíssima esse ano inteiro. Não achei que fosse durar tanto mas olha aí, faz um ano e eu ainda sinto o mesmo frio na barriga que sentia no começo, quando ele estava por perto. A parte triste é que ele não mora no Brasil e por isso é impossível ficarmos juntos. E eu nem sei direito se gosto mesmo dele ou se gosto do cara que acho que ele é, porque ficamos pouco tempo juntos e tudo que eu conheço dele é um pouco vago demais. Mas enfim, vocês já estão cansados de saber dessa história né? Já escrevi vários posts inspirados nele, vou tentar virar o disco. (Se quiser ler esses posts, listei aqui em ordem: 1, 2, 3).

Comecei a assistir uma série britânica chamada Secret Diary of a Call Girl, que e é sobre uma prostituta de luxo de Londres. Apesar de ser uma série meio antiguinha, tô amando e consigo me manter um pouco mais perto de uma das cidades que mais amo nesse mundo. A Hanna, que é a personagem principal, é linda, inteligente, ama sexo e não se apega às pessoas. Na verdade ela não tem relacionamentos amorosos porque não se apaixona por ninguém. Ou pelo menos ela acha que é assim, até conhecer o Alex, um cara que ela confunde com um cliente e que nem sabe que ela é uma prostituta. Eles começam a sair, meio que contra a vontade dela, porque ela não é dessas que vão a encontros normais com gente normal. Mas daí ela acaba se apaixonando e larga a vida de prostituta pra ficar com ele. Se deu certo ou não, você vai precisar assistir a série mas o que eu quero contar é sobre como me senti parecida com ela nessa coisa de não me envolver com ninguém.

Há alguns anos atrás eu estava sempre apaixonada, sempre sofrendo por algum amor que não tinha dado certo ou vivendo algo super intenso. Mas depois que viajei e principalmente quando voltei, tenho sentido uma dificuldade tão grande em me relacionar com as pessoas. O modelo de relacionamento convencional não me interessa mais e os caras não conseguem me prender. Tenho conhecido pessoas incríveis ultimamente, caras por quem eu teria me apaixonado sem nem pensar duas vezes no passado. E agora, apesar de gostar muito deles, existe uma barreira que me impede de ir além. Não sei se é medo ou falta de interesse mesmo. Só sei que aquela estrelinha do amor está meio apagada em mim e existe um vazio que nem eu tinha percebido que existia aqui.

Quando a Hanna se apaixonou pelo Alex no seriado, eu fiquei tão mexida, como se eu fosse ela e sentisse uma vontade enorme de conseguir me apaixonar de novo. Mas ao mesmo tempo, será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir? Será que é assim mesmo tão forte? E se não for, não é amor?

Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.

Desde quando eu perdi a capacidade de me apaixonar? De criar laços, de gostar da intimidade e da vida a dois por um tempo maior do que 1 mês ou 2? 2013 foi um ano difícil mesmo… Acho que até desaprendi a me apaixonar.

 
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