Desde que voltei da Europa, tenho repensado muito os modelos de relacionamento que venho tendo. Aliás, os modelos de relacionamento que a sociedade nos impõe. Não estou falando de relacionamentos abertos especificamente, mas sim de relacionamentos sinceros. Mesmo que isso envolva a vontade de ficar com outras pessoas.

Voltei para o Brasil em Dezembro de 2012 e isso quer dizer que já estou de volta há quase um ano… Engraçado, porque parece que esse ano praticamente não aconteceu. Fiquei super perdida em relação a minha vida, trabalhei num hostel por 5 meses e era como se eu ainda estivesse viajando porque aquilo não passava de uma fuga total da minha própria realidade. Depois dessa fase, consegui um emprego “de verdade” e comecei, aos poucos, a voltar aos trilhos. A viagem me mudou muito como pessoa e as coisas que me faziam feliz em São Paulo, não me interessavam mais quando voltei. Então comecei a buscar atividades diferentes, onde pudesse sair do meu mundinho e viver situações minimamente inspiradoras ou surpreendentes. Eu, que sempre fui dura como pedra, comecei até a fazer aulas de salsa por exemplo.

Nesse meu mundo novo, conheci uma pessoa muito especial. Nos demos bem logo de cara e, desde o começo, foi tudo muito intenso. Sabe quando você fica com alguém e é tudo tão natural, que não precisa nem ficar encanado se a pessoa vai ou não te ligar no dia seguinte? Então… Tudo parecia certo. Essa pessoa até me fez esquecer aquele cara que me deixou o ano todo apaixonada, escrevendo cartas de amor e postando no blog que nem tonta (…vocês que me acompanham há mais tempo, sabem do que estou falando. Se não sabem, é só ler os posts anteriores). O fato é que nossa relação foi sempre muito sincera. Estávamos tão seguros de nós mesmos, que o fato de ter ou não outras pessoas em nossas vidas, não importava nem um pouco. Achei que nunca mais fosse ter um relacionamento assim, ainda mais aqui no Brasil, mas o destino – ou sei lá o que esteve por trás disso – fez nossos caminhos se cruzarem quando menos esperávamos. Pensei tanto nos meus amores passados e nos modelos de relacionamento que vejo hoje em dia… Longe de mim julgar quem é feliz, mas acho tão injusto qualquer tipo de mentira ou omissão da verdade. Pra que se comprometer com alguém sem ao menos fazer um pacto de sinceridade um com o outro?

Acho bonito isso do Vinícius, de dizer “Que seja eterno enquanto dure…”. Mas para durar, pelo menos em nossas memórias como algo bom que passou, precisa também ser sincero. Que seja eterno enquanto dure, que seja sincero enquanto doa… Porque sinceridade nenhuma é fácil e a verdade pode ser muito dolorosa. Não só para quem a escuta, mas também para quem a bota pra fora. É preciso ter muita coragem para dizer o que sente e deixar o caminho livre para o outro escolher a direção que quer seguir. Eu estava sendo feliz com esse cara, até que um dia as coisas mudaram. Não sei nem dizer de onde veio a falta de vontade de ficar com ele. Tínhamos tantos planos juntos, tanta coisa legal para experimentar… Não digo nem planos de casar, ter filhos ou morar juntos… Eram planos daqueles para a semana que vem. Eu simplesmente perdi a vontade e não consegui encontrar o motivo. Hoje marcamos uma conversa e, no caminho até o bar, já quase chegando, eu ainda me perguntava: “…meu deus do céu, como diabos eu vou explicar pra ele o que estou sentindo se nem eu sei?”

Dizer a verdade me doeu muito. Porque ainda gosto dele, não queria deixar nossos planos pra trás e permitir que ele fosse embora para sempre. Mas eu simplesmente não iria conseguir suportar o fato de enganá-lo, de certa forma, ficando com ele mesmo sabendo que não estou 100% ali… Fui a primeira a chorar durante a conversa. Nem achei que ele choraria, pois nunca tinha visto ele chorar antes. Depois de conversarmos e chegarmos a conclusão de que era melhor cada um ir prum lado sem esperar nada do outro, não sabia se ficava ali abraçadinha com ele ou se me despedia e acabava logo com aquilo para doer menos.

Cheguei em casa e, já no elevador, não consegui conter o choro. Vinha desda rua com aquele nó na garganta, quase como se tivesse sido ele que terminou comigo. O medo de me arrepender é tão grande… Ou o medo da gente voltar e não ser nunca mais como era antes… Daí imagino o quanto ele deve estar chateado agora e me da vontade de chorar ainda mais. Espero que tenha o feito entender que não sou uma pessoa ruim e que estou fazendo tudo isso porque gosto muito, mas muito mesmo dele.

Resumindo: eu disse adeus ao “cara perfeito”, mesmo com todas as imperfeições que ele tinha. Disse adeus ao tipo de relacionamento que eu sempre quis, por simplesmente não achar justo ficar com uma pessoa sem ter certeza do que sinto. Agora pense com você mesmo quantas vezes você já não fez isso para não ficar sozinho? Se é que não está fazendo agora… Sei que é muito clichê dizer isso, mas deixe a pessoa partir e tentar ser feliz. Por mais que a solidão doa de vez em quando, ninguém merece ser enganado ou perder tempo esperando por algo que nunca vai acontecer. Ser sincero enquanto dura só pode ajudar a durar mais. A beleza e as lembranças boas durarão para sempre e só elas guardam a chance de algo bonito acontecer de novo um dia. Se for pra ser, vai ser. E é isso que me dá forças para acreditar que fiz a coisa certa, apesar de estar doendo tanto…

:’(

 
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Hoje cheguei em casa depois de receber uma péssima notícia. Vim por calçadas diferentes no caminho de volta pra casa, assim ninguém que me vê passando por ali todos os dias notaria a minha cara de choro e ouviria meus soluços. A única coisa que eu queria era chegar em casa, não ter que pensar em nada e só chorar, chorar e chorar.

Sequei as lágrimas para entrar no prédio e cumprimentar o porteiro, quando ele me chamou para entregar um pacote do correio. Pensei: Ué, não comprei nada pela internet recentemente… O que será?

No remetente, o nome de um amigo inglês que conheci esse ano enquanto trabalhava no hostel, que agora estava morando e trabalhando em um hostel em Cusco, no Peru. Ele havia mesmo me mandado um email pedindo meu endereço, mas eu nem lembrava. Entrei no meu quarto, ainda chorando sem parar, e cada vez que olhava para o pacote chorava cada vez mais. Estava tão triste que até se olhasse prum filhote de cachorrinho me pedindo carinho, eu não ia conseguir parar de chorar.

Sentei na cama, li o jeito que ele escreveu meu endereço no envelope e o abri. Dentro, uma máscara peruana para a minha coleção com quatro pacotes do meu chocolate favorito dentro. Tentei, sem sucesso, lembrar em que momento eu contei para ele que Reese’s Cup era meu chocolate preferido entre todos do mundo. A gente deve ter ficado juntos por uns 4 dias, no máximo, e ele acertou tanto assim no presente? Tem gente que entra na nossa vida para ter o simples papel de ser brilhante mesmo…

O começo da carta dizia:

“Dear dearest Renata,

This is actually the first letter I have ever written. Aren’t you Special!”

Só consegui continuar lendo depois de chorar litros de novo. Como pode uma pessoa que eu mal conheço se mostrar tão querida exatamente no momento que eu mais preciso? Os correios poderiam ter entrado em greve, o envelope poderia ter se perdido entre as milhões de encomendas que são enviadas no mundo, ou o porteiro poderia ter me entregado na hora do almoço, quando eu ainda estava bem. Mas não, alguém quis que essa carta chegasse em minhas mãos exatamente no momento em que eu mais precisava de uma esperança.

Obrigada, Universo. Ou seja lá quem fez isso acontecer hoje.

 
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“Você já morou fora? Quanto tempo demorou para se acostumar com a sua nova velha vida desde que voltou para o seu país? …e a vontade de voltar, passou algum dia?” – cansei de fazer essas perguntas a pessoas que também moraram fora e tiveram que voltar para o Brasil. A conclusão que cheguei, é que não existe uma regra. Tudo depende da experiência que tivemos fora e como vivemos a vida aqui.

Faz mais de oito meses que voltei da Europa e ainda não teve um dia em que eu não tenha pensado no quanto eu ainda queria estar lá. Sinto que não me encaixo, parece que sou maior do que tudo que vejo aqui e ainda preciso absorver e viver tantas coisas que o mundo tem a me oferecer… Dá até um desânimo de viver só de pensar em quantos anos vou ter que trabalhar para conseguir ir embora de novo. O problema é que se eu continuar viajando, não vou conseguir evoluir tanto a minha carreira a ponto de ganhar bem o suficiente para ter a vida que eu gostaria de ter hoje. Então me vejo no meio de um impasse.

Enquanto todos esses pensamentos me perturbam, tento achar um equilíbrio no meu dia a dia para não correr o perigo de surtar e colocar tudo por água a baixo. Tenho tentado me apegar às “pequenas esperas” e pensar em coisas que possam me fazer ver São Paulo de um jeito diferente. Há algumas semanas atrás, por exemplo, comecei a fazer aulas de salsa. Ainda não sei se foi a escolha certa porque eu definitivamente não sei dançar e as aulas estão muito além do meu ritmo. É uma aula de graça, com o pessoal do Couchsurfing, então talvez eu tenha que pagar um curso básico e começar do zero. Sempre quis aprender a dançar mas nunca nem tentei, pareço uma minhoca tonta tentando dançar salsa nas aulas e me sinto mó mal porque parece que estou atrapalhando as pessoas que já sabem.

Tenho pensado também em me ausentar do Facebook por um tempo, para ver se consigo aumentar minha produtividade, no trabalho e na vida, e acabar com a crise de inspiração que anda me assombrando.

Amores então? Um desastre. Como vocês andaram lendo nos últimos posts do meu blog, estava apaixonada por um cara que não mora no Brasil e isso fez com que eu não conseguisse me interessar por ninguém “do mundo real” por muito tempo. O bom é que estou achando que ele finalmente deve ser citado no passado, mas melhor não cantar essa bola agora.

Ps. eu sei que esse post não conta nenhuma história interessante sobre estranhos ou bilhetes, mas muita gente tem me pedido no Twitter que eu volte a escrever mais no blog. Queria que vocês soubessem que o fato deu não estar escrevendo me deixa tão – ou muito mais – triste quanto vocês. Saudades de quando eu me sentia inspirada para viver a vida e fazer coisas diferentes. Fico me perguntando: onde está a Rebiscoito que eu era há alguns anos atrás? Ainda não tenho essa resposta, mas juro que também estou procurando. E assim que eu achar, ela vai voltar. Eu prometo.

 
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Hoje faz 4 meses que você foi embora. Agora o tempo que estamos longe um do outro é mais longo do que o tempo inteiro que ficamos juntos. Engraçado, né? Fico me perguntando se gosto tanto assim de você porque não posso te ter, ou se é porque você realmente levou meu coração embora pra outro país.

Sempre soube que a gente sumiria um do outro com o tempo. As mensagens iriam diminuindo, as lembranças começariam a desaparecer… Mas a vontade que tenho de ainda te ver um dia, acho que nunca vai acabar. Sabe essas histórias bonitas de filme, onde mesmo depois de anos separados, eles sempre se encontram no final? Não acho que isso vá acontecer com a gente, mas gosto de pensar que sim pois faz doer menos.

Por falar em filmes, esses dias vi uma cena tão bonita! Um casal apaixonado se reencontrou depois de anos, e ela perguntou:

- Por que você parou de me escrever?

Ele olha bem fundo nos olhos dela e responde o inesperado:

- Porque não era o suficiente.

Dizer “bom dia”, “boa noite”, contar as novidades ou apenas falar um oi pra se fazer presente, não é o suficiente. Eu quero sentir o seu cheiro, olhar nos teus olhos e ficar com vergonha de ter conversas muito profundas porque você sempre vai corrigir o meu inglês. Eu quero ouvir aquele teu sotaque bonito, e ganhar um beijo daqueles que nem o que você me deu quando nos achamos na praia de Copacabana depois da queima de fogos do ano novo. Não fazia nem um mês que a gente se conhecia, mas naquele beijo eu quase senti você dizendo eu te amo. Calma, calma! Não precisa se assustar. Eu sei que a gente nem chegou perto da fase de dizer eu te amo ou sequer sentir algo parecido com amor. Mas eu daria tudo pra conseguir ter a chance de viver isso com você um dia.

Já faz algum tempo que não nos falamos, e tenho pensado muito em você. Nos momentos tristes você é a primeira coisa que me vem a cabeça. Os silêncios também me fazem pensar em você. Fico vendo o horário da Inglaterra no meu celular e pensando o que você deve estar fazendo naquele exato momento. Quando estou pensando em jantar, você provavelmente está escovando os dentes para ir dormir…

Você ainda arruma o cabelo daquele jeito que eu gosto? Ainda rói as unhas e dorme de bruços com o braço em baixo do travesseiro? …eu sei tão pouco sobre você. Queria saber mais, pra ter mais lembranças boas quando a saudade aperta.

Será que você já conheceu outra garota? Ela já te prendeu, já te fez perder a cabeça, como você dizia que eu fazia? Espero que você não chame ela dos mesmos nomes que me chamava. Espero que você ainda lembre de mim, e tenha lá no fundo do peito uma esperança dessas bonitas de filme, que diz que a gente ainda vai se reencontrar um dia. Seja na Inglaterra, na Escócia, no Brasil ou na China, mas a gente ainda vai se reencontrar.

Eu não ligo que você goste de futebol. Não ligo que seja orgulhoso e que provavelmente a gente ainda vá brigar muito por causa disso. Eu só quero fazer parte da sua vida e viver perto o bastante para que a distância não o impeça de fazer de mim “a sua namorada” (lembra disso?)…

Espero que você ainda pense em mim, e que nunca seja tarde demais pra gente se reencontrar e você me dar outro beijo daqueles que me fez sentir a garota mais especial do mundo.

Update:
Hoje é dia 16/04/2013 e, depois de ter tido um sonho muito real de que ele tinha voltado, resolvi não mandar mensagem pois achei que seria muito clichê. O dia passou e, no final da tarde, recebo uma mensagem dele perguntando como estou… Salvei uma partezinha da conversa, só para mostrar um pouco o que senti:


(óbvio que não enviei)

 
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Aaaaah, os altos e baixos de ser solteira de novo. Hoje dei uma surtada porque me peguei discutindo relação com umas 3 pessoas diferentes, e quando me dei conta de que estava stressada, parei e pensei: peraí??? Tô aqui super nervosa sendo que não tenho nenhum relacionamento sério com nenhuma dessas pessoas… Então… What’s the fucking point?

A gente vai se deixando levar, vai tentando ser legal com todo mundo, faz malabares com os pratos pra não deixar nenhum cair… Mas as vezes quem acaba caindo é a gente, e isso nunca vale a pena. Ser legal e honesto tem lá seus pontos fracos. Nesses momentos dá até pra entender porque as pessoas mentem: é simplesmente mais fácil.

Não que eu vá começar a mentir a partir de agora, ter minha consciencia limpa ainda é mais gratificante… Mas só quero ter o direito de reclamar um pouco, porque não tá fácil pra ninguém, né? De um lado é um ex todo carente por atenção, achando que a gente ainda ta junto e eu devo explicações. De outro é esse peguete queridinho que quer muito mas não dá nada. Incontáveis DRs sobre as expectativas de cada um, ciúmes, briguinhas e reconciliações, pra no dia seguinte começar tudo de novo, tipo um looping – sendo que a gente sabe que isso não vai, e nem pode, dar em nada. Do outro aquele cara que eu sou completamente apaixonada, que mora longe e que não tem a menor chance de fazer parte da minha vida nem agora, nem em um futuro próximo…

A verdade é que a gente nunca está satisfeito com o que temos. Eu sempre vou querer quem eu não posso ter. A grama do vizinho vai ser sempre mais verde que a minha. E assim vai. Clichê atrás de clichê. Tem vezes que eu ando na rua ouvindo música, respiro fundo, dou um sorriso e penso: “eu realmente amo a minha vida!”. Estar livre, desejar e ser desejada, ter um mar de opções a minha frente, prontinhas para serem escolhidas e desbravadas. Mas ao mesmo tempo, tem aqueles dias em que nos sentimos tão indefesos, tão desprotegidos no mundo… Que só queremos ouvir uma música romântica e pensar naquela pessoa com quem a gente realmente gostaria de estar.

A conclusão que eu chego, é: enquanto eu não estiver certa de nada, acho que devo continuar nos altos e baixos  da solteirice mesmo. Ser solteira é muito bom, basta saber lidar com esses momentinhos irritantes. Afinal… Se fosse fácil, quem é que ia gostar?

Então, vamos lá, todo mundo repetindo o mantra comigo:

 
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Já parou para pensar em quantas histórias de amor inacabadas você tem espalhadas pelo mundo?

Elas são inacabadas por inúmeros motivos: vocês se conheceram muito novos, os dois resolveram curtir a faculdade solteiros ou vocês simplesmente não deram uma chance ao acaso. Tudo isso é bem normal, mas uma das piores situações é quando a história de amor é interrompida pela distância.

Os mais românticos diriam que, se for amor de verdade, nada irá te separar dele(a). Mas cá entre nós, que amor é suficiente para aguentar milhões de km de distância e dias, meses, até mesmo anos sem se ver ou sem a menor perspectiva de um encontro futuro? No tempo da minha vó de fraldas, tudo bem: era preciso esperar meses para conseguir se comunicar com alguém que estava até no mesmo país que gente; mas hoje em dia com email, Whatsapp, Facebook e Twitter, ficou fácil demais entrar em contato com as pessoas. O lado ruim disso é que a gente cria uma relação virtual, que é alimentada diariamente com mensagens de amor, saudades, lembranças e desejos que, na maioria das vezes, nunca poderão ser concretizados.

Eu o conheci como quem não queria nada, na base do “eu não tô fazendo nada, você também…”. Ficamos, rolou uma super química e passamos um tempo juntos mas sem perceber o quanto aquilo era especial. Me arrisco até a dizer que o tempo em que ficamos juntos foi uma espécie de desperdício de nós mesmos. Agora, um mês depois, nos arrependemos todos os dias por não termos nos curtido mais. “Queria ter te dado mais beijos, mais abraços, queria ter te dito tantas coisas… Não consigo acreditar que você estava aqui há exatamente um mês atrás e eu não enxerguei tudo isso antes.”

Depois dele ter ido embora a relação continuou por mensagens de texto e a coisa foi crescendo, crescendo de tal forma que hoje em dia até sofro com a ausência dele. “Eu queria voltar pra casa pra te ver, mas você não está aqui…” – ele me escreveu isso hoje, e me fez perceber que estamos exatamente na mesma sintonia. Os dois completamente entregues um ao outro, porém sozinhos. Daí eu me pergunto: como é possível sofrer com a ausência de alguém que a gente nunca teve?

Não sei ao certo em que momento eu me apaixonei por ele, só sei que agora vivo com a ideia do relacionamento perfeito que a gente poderia ter tido. (E que, de certa forma, estamos tendo por mensagens de texto). Às vezes me pego a pensar se realmente daríamos certo juntos: somos os dois super orgulhosos, temos um gênio forte e ele nunca entenderia o fato deu mandar bilhetes para estranhos. Ele gosta de futebol, acha que as melhores músicas tocam no rádio e odeia pessoas que são viciadas em redes sociais. A verdade é que a gente praticamente não se conhece, mas alimenta um amor que os dois gostariam que tivesse acontecido.

Afinal, quando é a hora de parar? Já conheci outras pessoas, algumas delas muito interessantes por sinal, pessoas que, há alguns anos atrás, eu daria tudo para ter tido uma chance. Só que agora não foi o nosso momento e nem seria, já que estou mentalmente comprometida com alguém que praticamente nem existe na minha vida real.

A nossa história de amor não acabou, mas virou mais uma das mil histórias de amor inacabadas que coleciono pelo mundo… Melhor ter histórias sem final do que não ter histórias at all, né?

 
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Alguém aí assiste o seriado Girls?

Que atire a primeira pedra quem nunca foi uma Marnie da vida!

Bom, para quem não conhece, vou explicar um pouquinho: a Marnie é linda e tem um namorado perdidamente apaixonado por ela. Eles namoram há anos e o cara faz tudo que ela quer, mas óbvio que ela nunca ta satisfeita. Finalmente ela tem coragem de terminar com ele e quando o cara começa a “seguir em frente”, ela o vê com outra menina e começa a ter ciúmes. Mesmo sabendo que tá sendo bitch, ela acaba até confundindo os sentimentos e querendo ele de volta. Talvez só pra provar que ele ainda é apaixonado por ela. Óbvio que o cara volta pra ela mas no final acaba quebrando a cara de novo.

E aí, se identificou? Duvido das que disseram que não. Inclusive homens, porque todo nós somos possessivos de vez em quando.

Estou passando por uma situação dessas agora e me odeio por saber que tô sentindo isso. Juro que tô me segurando pra não fazer merda, mas já dei uma escorregadinha e fui bitch com o cara.

Nesses quase 2 meses que voltei, já me apaixonei perdidamente por uma pessoa que agora está bem longe daqui. Pois é, acho que esse é o meu novo carma: me apaixonar por pessoas que não podem estar por perto e sofrer com a distância. Ele ainda está super presente na minha vida, a gente tem o que posso chamar de relação via whatsapp. Alguém tem isso aí? Nos falamos todo dia, sobre a dor que é não poder estar junto. Mas também conversamos sobre o que fizemos no dia, como foram as baladas e de vez em quando até rolam uns papos mais quentes. Pois é, nunca achei que seria dessas que faz sexo por telefone mas nunca devemos dizer nunca.

Daí conheci esse outro carinha, que é totalmente meu número, mas infelizmente não rolou aquele “click”. A parte irônica da história toda é que o cara mega se apaixonou por mim e eu me sinto a pessoa mais imbecil do mundo querendo o outro que ta longe invés desse que tá aqui pertinho. Estava tentando arranjar desculpas pra terminar com ele quando descobri que ele tinha ficado com outra. Não tinha nada pra terminar na verdade, só queria dar um jeito de falar pra gente ser só amigos. Daí, acabou sendo mais fácil falar aquilo já que ele tinha uma segunda opção. Ele veio com aquele papo todo de que a menina não era o tipo dele, que ele preferia mil vezes estar comigo (bla bla bla) mas eu mantive minha opinião e ele concordou. A gente tem se visto todo dia por causa do trabalho, então ele continua sempre por perto tentando ser legal e me mandando mensagens quando estamos longe. Mas está bem claro que só vamos ser amigos. Só que daí, esses dias fiquei sabendo que ele está pegando OUTRA menina. Daí deu aquela ardidinha por dentro, que a gente tem quando dá ciúmes, sabe? Eu juro que não entendo porque sentimos isso por uma pessoa que a gente nem quer ficar junto. Mas tenho certeza que vocês me entendem e não vão me julgar. Então estou fazendo o possível pra me segurar, mas ta sendo foda principalmente porque quem eu realmente quero ta longe e eu fico achando que talvez deveria tentar esquecê-lo ficando com outro. Tentar esquecer alguém ficando com outra pessoa NUNCA funcionou pra mim. Funciona com vocês?

Antes de terminar esse post, queria agradecer a todas as pessoas que me deram força comentando aqui no blog ou mandando emails sobre o meu último post… Não respondi todos mas os li com muito carinho, viu? Ainda falo com o Maikel quase todos os dias mas ter tomado as decisões que tomamos com os pés no chão, ajudou muito a aceitar melhor a situação e não ficar se apegando ao impossível. Estamos os dois bem, seguindo a vida do jeito que deveria ser.

E bom… Como podem ver, acho que estou de volta a ativa, né? Espero ter boas histórias pra contar, sobre essa montanha russa de sentimentos que é estar solteira de novo.

 
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Que eu fui pra Londres me perder pra me achar, todo mundo já sabe. Que eu me mudei pra Holanda com o meu namorado, alguns se deram conta. Mas que eu acabei de voltar pro Brasil, e minha vida vai ter que recomeçar do zero, nem todo mundo viu. Agora chegou a hora de encarar.

Skinny Love by Birdy on Grooveshark

Tomar essa decisão foi muito difícil. Eu e o Maikel fizemos de tudo para ficarmos juntos, até a possibilidade de casar era existente. Mas no final, vimos que o amor nem sempre é o suficiente para manter as pessoas juntas. A nossa vida é feita de escolhas, e nós tínhamos feito escolhas diferentes. Não foi por falta de tentativa, a gente até tentou fazer dar certo. Mas as escolhas que fizemos, simplesmente não poderiam existir juntas. Só a gente sabe a dor que é ter que terminar um relacionamento onde os dois se amam e não querem se separar. Todos as conquistas, todos os planos, ainda existem e cabe a nós aceitar que eles não podem mais existir. Quanto a isso, estamos trabalhando para superar. Eu sempre soube que não seria fácil…

Ontem, vindo pra casa do aeroporto, eu olhei São Paulo com outros olhos. Aquelas ruas, que eu tanto conhecia e que me faziam sentir em casa, já não eram mais as mesmas. Aqui não é a minha casa. Não é onde a minha felicidade está. Mas onde é que ela está então? Eu morei em Londres por 1 ano, e lembrando do meu cantinho lá, não consigo mais sentir que lá é a minha casa. Talvez nunca tenha sido. Daí comecei a pensar na casa do Maikel na Holanda, onde eu morei por apenas 3 meses, mas acho que é o mais próximo do sentimento de lar que eu tenho agora. Não pela casa em si, mas sim porque é onde o meu amor está. A merda é que agora não estou mais lá, e deitada na minha própria cama, não consigo me sentir feliz.

Sinto que estou totalmente perdida, vazia. Cheia de boas lembranças, que me machucam agora por  lembrarem do que eu não tenho mais. Olho para os meus livros, os objetos de decoração do meu quarto e penso que poderia viver sem tudo isso. Eu poderia ir embora e começar outra vida, sozinha, do zero. Mas ao mesmo tempo tenho 3 malas para desfazer, cheias de fragmentos da vida que eu não pude ter. E como isso dói… Tenho que arranjar espaço dentro do meu passado, para colocar as coisas do meu futuro que não existiu. Ou do meu feliz presente, que teve que acabar tão bruscamente. Anyway, a dor ainda é a mesma. E é indescritível.

Eu cheguei, mas não quero ver ninguém. É como se eu não estivesse aqui, porque não quero estar aqui. Eu sentia saudades de todos, mas agora que estou aqui é como se eu quisesse continuar longe. Dá pra entender isso? Também é estranho pra mim.

Me perdi em Londres pra me achar, mas agora sinto que voltei mais perdida ainda. Não sei nem onde é minha casa, ou o lugar que me deixa feliz. Acho que preciso processar tudo que está acontecendo, dar tempo ao tempo e ir me achando aos poucos. Enquanto isso, vou buscar ânimo para recolher os cacos de mim mesma que estão espalhados pelo chão.

 
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Bom, até agora estou há mais de 1 ano morando em Londres e, como muitos de vocês já sabem, vim pra cá porque dei uma pausa na minha vida profissional e pessoal, já que ambas não andavam me trazendo lá muitas alegrias. “Vou me perder pra me achar”, era o que eu sempre dizia. Mas afinal… O que eu realmente achei?

É engraçado como uma viagem dessas pode mudar as pessoas de tantos jeitos diferentes. Eu achei que fosse me encontrar aqui, ter certeza do que quero pra minha carreira, talvez saber mais sobre a vida e voltar pro Brasil super certa do que iria fazer. Tanta coisa maluca aconteceu, que agora estou me mudando pra Holanda e não faço a menor ideia de quando e SE volto pro Brasil (assim, pra valer). Quando eu menos esperava, conheci meu namorado e, como num passe de mágica, a gente se apaixonou. Sabe aquela relação que já começa sem erros e enganações? Totalmente sincera e do bem? Acho que a maioria dos meus relacionamentos que começaram assim, deram certo. O resto foi tudo ilusão, daquelas que a gente conhece o cara, acha que é a pessoa da nossa vida mas um mês depois já nem lembra que existe ou quer que o cara role escada abaixo. Bom… Vocês que acompanham meu blog há tempos sabem, melhor do que ninguém, sobre meus amores platônicos, pés na bunda e trapalhadas no amor, né?

Hoje em dia troco mensagens com os poucos amigos que me restaram, ou, melhor dizendo, os poucos amigos que eu quis que restassem. Uma das mudanças que essa viagem fez na minha vida foi: nem metade das pessoas que eu considerava amigos, eram realmente dignos da minha amizade. Minha lista de amigos reduziu para menos da metade, e eu sou muito mais feliz assim, obrigada. Menos gente pra me preocupar, menos gente pra dizer: “estou com saudades”, quando na verdade isso estaria saindo só da boca pra fora.

Ainda não faço a menor ideia do que quero pra minha carreira, mas fiquei feliz em perceber que sou capaz de me bancar. Londres é uma cidade MUITO cara pra morar, e eu consegui pagar tudo com a minha grana, ás vezes me ferrando com freelas mas ainda sim com muito orgulho e cabeça erguida. Claro que se eu precisasse de alguma ajuda, meus pais poderiam fazer um esforço. Mas o fato de que consegui por mérito próprio até agora, ah… Isso ninguém paga!

Uma coisa que descobri, e que acho que é bem comum quando as pessoas saem de casa, foi que: eu super me dou bem na cozinha! Nunca achei que tivesse o dom, mas a verdade é que eu só não cozinhava no Brasil porque tinha preguiça de lavar a louça, e sempre tinha alguém que o fizesse por mim. É… Assim fica muito fácil, né? Mas mesmo sem saber, fui começando de pouquinho em pouquinho, um arroz, um risotto, comecei a gostar de legumes, azeitonas, queijos, pratos mais elaborados… Até que consegui cozinhar quase uma ceia inteira de natal quando a minha família veio pra cá no final do ano. Essa pra mim foi a maior prova… Depois disso eu pensei: pronto, agora já posso ter uma família, pois tenho certeza que meus filhos não morrerão de fome e eu não vou fazer feio! hahaha

Eu, que nunca tinha saído da casa de mamãe, me vejo agora morando há um ano com um namorado EM UM QUARTO. Achei necessário o uso da caixa alta nessa situação, pois faz toda a diferença morar “num quarto” ao invés de “numa casa”. Bom, moramos numa casa, e dividimos a cozinha com outras pessoas. Mas o nosso lar mesmo, do nosso jeitinho e com o nosso cheirinho, é o nosso quarto. Nossa sala de tv é a nossa cama, e o nosso banheiro também faz parte do quarto. Tudo aqui dentro, sem a menor privacidade e vergonha na cara. Aprendemos a conviver do jeito mais unido possível, mas isso nem sempre é bonito. Quando brigamos, não temos uma sala pra ir espairecer ou um outro quarto pra esperar a poeira baixar. Temos a nossa cama e uma cadeira, que fica ao lado da cama. Então não tem como fugir do mau humor, não tem como passar aquele tempo sozinho… Acho que é até por isso que o volume de posts aqui no blog diminuiu MUITO. A gente ta sempre juntos e eu não consigo me concentrar em uma coisa só, porque ele ta sempre pedindo atenção ou vice e versa.

Enfim, a minha experiência aqui tem sido maravilhosa. Já me sinto em casa: tenho amigos me ligando pra sair toda hora, minhas baladas preferidas, um lugar onde o sol entra pela janela, onde eu me sinto segura e feliz… E um amor, que é um dos maiores motivos pelo qual eu ainda estou aqui. Mas ao mesmo tempo, isso que estou vivendo, não é a realidade. Ser uma estrangeira em um país onde não se tem direito nem de trabalhar, não é nada fácil. Nem se eu fosse rica, e pudesse ficar aqui pra sempre, acho que não aguentaria. Cansei dos freelas que fico fazendo de casa pra pagar minhas contas. Cansei de não ter uma rotina, de não ter que acordar cedo todos os dias para ir pro trabalho… Engraçado que esses dias coloquei isso no Twitter e todo mundo achou um absurdo, mas é a mais pura verdade. Eu sinto falta de trabalhar, sinto falta de ter colegas de trabalho, de ver a minha carreira crescer e de ter um objetivo maior para que eu possa sempre querer mais, mais e mais.A vida aqui ta legal, mas sinto que ainda preciso colocar os pés no chão, sabe?

Confesso que estou bem ansiosa para o meu novo recomeço. Em menos de 2 semanas, vou me mudar de país, aprender uma outra língua e finalmente poder começar uma vida nova e mais “normal”. Novos amigos, novos tipos de comida, novas paisagens e uma nova cultura. Já tenho meus objetivos quando chegar lá e provavelmente vou escrever bastante sobre isso aqui, então espero que vocês embarquem comigo nessa nova aventura!

 
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Nessa vez que voltei pro Brasil pra tirar meu visto, andei dando uma arrumada em algumas caixas no meu quarto e acabei encontrando pequenos tesouros. Vocês lembram alguns posts que eu fiz aqui sobre meus que eu escrevia quando era mais nova? Se não lembram cliquem aqui e aqui.

Dessa vez o achado não foi um diário, e sim uma carta que escrevi pra mim mesma, daquelas pra guardar para a posterioridade. Na real eu acho que fazia parte do meu diário, que naquela época eu já chamava de “agenda” porque não era mais criança, e acabou não cabendo na data da agenda e eu resolvi terminar numa folha de papel que se perdeu entre as minhas tralhas. Que bom! Porque eu adoro achar essas coisinhas quando menos espero.

O meu primeiro beijo foi com 13 anos e não teve nada de especial. A única coisa que eu pensava enquanto ele estava me beijando era: “NÃO SOU MAIS BV! NÃO SOU MAIS BV! NÃO SOU MAIS BV!” – hahaha sério, eu odiava ser BV porque minhas amigas já tinham beijado e eu ainda não. E isso na época era super importante!

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Infelizmente ele não foi meu primeiro amor, e eu era tão tímida naquela época que acabei ficando um ano inteiro sem beijar de novo. O segundo beijo foi mais legal, com um menino que eu realmente gostava e eu lembro que até colei o chiclete que eu estava mascando no dia na minha agenda (ECA, eu sei!).

Acabei achando o telefone do tal do Bruno nas minhas coisas e liguei pra ele pra ver se o número ainda era dele! Não sabia muito o que ia falar, mas seria legal achar o primeiro cara que eu beijei no Facebook, afinal… Eu mal lembro da cara dele. Mas infelizmente atendeu um cara que não conhecia nenhum Bruno, então acho que nunca vou reencontrá-lo.

Achei engraçada a minha linguagem na carta. Sempre dou risada das coisas que escrevia quando mais nova… Segue aqui alguns high lights:

“Quando estávamos andando de bug vimos uns MINOS…”
(esse nem preciso comentar…)

“FICHA: [_] Feio [X] Bonito [X] Gostoso”
(qual seria meu conceito de “gostoso” quando eu tinha 13 anos?!)

“Ñ vou fazer nada que vc ñ queira!”
(essa foi a primeira vez DE MUITAS que um cara me falou isso na vida, mas naquela época eu super acreditei e achei linda a atitude… Ahhh… Os meus 13 anos…)

“…mas eu tava com tando medo que acabei não dando (o 2º beijo)”
(gente, até hoje eu me arrependo de não ter dado esse outro beijo. Como assim eu podia ser tão tímida naquela época, né? Tinha beijado o muleque no dia anterior e fiquei com vergonha de beijar de novo!)

O meu maior medo quando tinha 13 anos era de beijar um menino e ele falar que eu beijava mal. Lembro até que tinha um cara da minha escola que era mó bonito e popularzinho, que queria me beijar e eu também super queria mas não tinha coragem. Um dia cheguei até a sonhar que a gente beijou e ele saiu espalhando pra escola inteira que eu beijava mal. Mas pensando agora, 12 anos depois, acho que mandei muito bem no meu primeiro beijo porque eu costumava treinar muito! Beijava a parede, meu joelho, o espelho, umas bonecas… Até aquele truque da laranja e o de tentar pegar o gelo com a língua num copo d’água eu tentei.

Então meus amigos, se vocês estão nessa fase de dar o primeiro beijo, minha melhor dica é: RELAX! Mesmo se não for a melhor experiência do mundo, o tempo deixa a gente bem craque nisso! ;)

 
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