Nesses meus 30 anos muitos caras já foram donos de um pedacinho do meu coração, seja por alguns anos ou até poucos instantes. Mas se essa coisa de “o homem da minha vida” realmente existir, sempre acreditei que quando o encontrar, ele terá pés bonitos.

Não sei ao certo de onde vem toda essa convicção, mas sempre que conheço um cara novo uma das primeiras coisas que reparo – quando tenho a oportunidade, claro – é nos seus pés. Não é nem um tipo de fetiche ou coisa assim, não sinto ~cócegas na pepeca~ por pés masculinos, mas sempre achei que pés dizem muito sobre a higiene e o trato pessoal das pessoas e, se o cara tem pé mal cuidado, sei lá, já pressinto que a gente não vai durar. Esse sentimento chega a ir tão longe que acho que também existe quando o pé do cara é até que bem cuidadinho, mas muito feio. Sabe, quando não é culpa dele, mas ele apenas “nasceu assim“? Sei que é um pouco injusto da minha parte, mas a gente não escolhe sentimentos e aquela intuição persiste: não vamos durar.

Isso acontece independente do tempo que ficarmos juntos. Pés feios não me impedem de ficar ou ter um relacionamento mais duradouro com alguém, mas eu acho que esse sentimento me perseguirá para sempre. Se um dia eu me casar e tiver filhos com um cara que tem pé feio e a gente por ventura se separar depois de anos, eu sempre, mas sempre mesmo, vou achar que foi porque ele tinha pés feios. “Eu sabia! Eu sabia que cedo ou tarde seus pés feios estragariam tudo…!”.

Agora… Se eu conheço um cara gato e vejo que ele tem pés bonitos E bem cuidados, pode crer: a chance de me apaixonar é ainda maior. “Esse aí deve ser pra casar!”, pensarei com um sorriso de canto de boca.

Ps.: eu não acredito em príncipe encantado nem em amor da minha vida ou metade da laranja. Acredito em cumplicidade, compreensão e capacidade de conviver com os defeitos e diferenças do outro. Acho que relacionamentos duradouros são construídos com o tempo, assim como o amor, que não surge do nada. Não existe amor à primeira vista e se você acha que tirou essa sorte grande, cuidado: a frustração cedo ou tarde baterá em sua porta. Esse texto romantiza a vida, mas ela só é assim nos filmes. Então não me leve tão a sério. ;)

 
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Em quase 28 anos de vida, isso nunca tinha me acontecido antes. E olha que eu já estou bem acostumada a tomar foras de caras nessa vida, heim?! Mas deixa eu contar a história desde o começo:

Nesse dia eu tive um encontro de Tinder com um cara que eu estava tentando marcar de sair há muito tempo, mas nunca dava. A gente já tinha passado tanto tempo conversando por Whatsapp que parecia que já nos conhecíamos. Ele insistiu para irmos em um pub nos Jardins e eu acabei indo, meio contra a minha vontade, porque lá é tudo muito caro. Mas ele disse que queria que nosso ~primeiro encontro~ fosse assim, achei bonitinho.

1˚ encontro da noite

Fomos no pub que ele escolheu e foi ótimo. Demos oi como se já nos conhecêssemos há anos e a conversa rolou super naturalmente. Falamos sobre viagens, cultura, mulheres, comportamento e todo esse choque cultural que a gente tem quando mora em um país diferente do nosso. Sim, ele era gringo. E talvez por isso fosse tão legal. Já comentei aqui que com brasileiros essa coisa toda de date não existe muito, né? E eu nem faço questão do cara ser cavalheiro e tal, mas acho legal ver um cara que está afim de você te tratar com o maior respeito. Aliás, isso deveria ser o mínimo a se pedir. Que um cara te trate com respeito. Mas bom… O primeiro date ia viajar com os amigos naquela mesma noite e tivemos que terminar a noite meio cedo, o que abriu espaço para um possível segundo date. Isso me leva ao:

2˚ encontro da noite

Estava no metrô voltando pra casa quando ele me diz que tava voltando de carro e poderia me pegar, já que era caminho pra ele. Era cedo, véspera de feriado, e eu pensei “por que não ir?”. Também tinha conhecido ele pelo Tinder mas esse era um pouco diferente. Eu já tinha visto ele na internet e tínhamos vários amigos em comum. Tenho uma amiga, inclusive, que quando contei que tava conversando com ele, me deu o conselho de ficar longe desse cara porque ele era um babaca – mas óbvio que não ouvi. Tinha algo nele que eu queria desvendar. Quase não conversávamos por mensagem porque, apesar dele sempre vir falar comigo, não tínhamos muitos assuntos em comum e, das vezes que conversamos um pouco, ele sempre foi meio nada a ver. Era claro que ele era daquele tipo de cara que tá acostumado a pegar várias meninas e não ta nem ai pra nenhuma, se pá nem conversar conseguia direito. E ele não fazia a menor questão de esconder isso. Mas eu também não estava preocupada porque a última coisa que iria querer era algo sério com ele.

Pois bem, nos encontramos. Ele era exatamente como eu imaginava: o estilo, a voz, o jeito de falar. Era até meio bizarro, mas a vontade de conhecer ele melhor continuava lá. Enquanto ele dirigia, colocava a mão na minha perna como se tivéssemos a maior intimidade pra isso, e isso me incomodou um pouco. Tirei a mão dele, fiz piada pra não deixar a situação pesada, mas ele insistia e isso foi bem escroto. Paramos o carro no prédio dele, eu acabei fazendo o que não queria, que era exatamente ir prum lugar perto da casa dele para “facilitar o abate”. Mas bom, somos os dois adultos e provavelmente sabemos o que queremos, certo? Se eu não tivesse afim de pegar o cara, não pegava e pronto.

O pub que fomos era bem legal e ficava a apenas uns três prédios do prédio dele. Isso torna a atitude dele de sair de lá andando e me deixar falando sozinha muito mais covarde, mas eu ainda vou chegar nessa parte. Pedimos um pint de Heineken cada um e a conversa tomou o tempo certinho para que nós dois terminássemos de beber. Falamos sobre o trabalho dele e sobre o tipo de humor que ele faz – que é algo 90% desinteressante pra mim – mas eu ouvi, dei risada. Não tava tão mal assim. Tentei inserir outros assuntos mas ele era sempre muito reticente e eu também não tinha tanta vontade de falar apenas de mim. As invasões de corpo continuavam, ele ficava pegando no meu braço e na minha mão de um jeito estranho. Era como se ele estivesse impaciente por estar conversando e quisesse logo partir pros finalmentes. O mais foda é lembrar que tinham momentos em que EU me sentia mal por estar me sentindo mal com aquilo, como se ele estivesse fazendo algo que eu devesse aceitar numa boa. E daí hoje eu penso em quantas vezes já não beijei um cara por ele estar pressionando muito, quantas vezes já não deixei eles irem “mais além” pra não ser a mina chata que “faz doce”. Tenho certeza que qualquer mulher que está lendo isso já esteve na mesma situação pelo menos uma vez na vida. E não: você não é a errada da história. Se você não está se sentindo a vontade, deve fazer o cara parar. E se ele insistir, é um puta de um babaca. Aliás, ele está bem perto de atravessar a linha tênue entre ser um cara insistente e um cara que abusa de mulheres. Mas não vou muito a fundo nesse assunto agora.

O que eu tô querendo dizer aqui, é que tem homem que não sabe pegar mulher, né? Eu tava 100% na dele, aberta a fazer várias coisas naquela noite, mas o mínimo que eu exijo é que o cara respeite meu espaço, saiba ler a minha linguagem corporal. Até quando você vai fazer sexo com uma mulher, não é assim “chega e já vai metendo”. Pô, tem que rolar umas preliminares, você tem que fazer ela sentir tesão por você. E esse cara parece que fazia o contrário, cada vez que ele me tocava me dava mais preguiça. Ele tinha um ar de superioridade e arrogância que eu não entendia muito de onde vinham porque ele não era foda. Acho que isso era uma das coisas que eu tava tentando desvendar e não conseguia. Daí acho que ele começou a ficar irritado porque eu estava sendo muito “difícil” – ou seja, não tava dando risadinhas quando ele passava a mão no meu corpo sem eu estar curtindo, não agia como uma menina passiva que deixava ele fazer tudo que quisesse – e começou a falar coisas do tipo: “Ai você é muito do contra, muito complicada.. Isso não era pra ser complicado, nos conhecemos no Tinder!”. O que será que ele quis dizer com isso, né? Que era preu ceder e abrir logo as pernas, porque aquilo tudo tava dando muito trabalho pra ele? Então eu resolvi falar a verdade, que tava me incomodando com ele me tocando daquele jeito e que as coisas não funcionavam assim. Falei também da arrogância dele e tudo que eu estava pensando. Em momento algum desrespeitei o cara, tava simplesmente jogando a real. Aliás, essa foi a minha última tentativa de fazer ele se abrir para que aquele gelo fosse quebrado e a gente finalmente se pegasse. E daí, sem mais nem menos, ele se levantou e foi embora.

Na hora foi meio surpresa porque nunca esperaria por isso, nem do cara mais escroto da face da terra. Afinal, que tipo de cara sai andando do bar e deixa a menina falando sozinha? Isso você não faz nem com o pior dos seres humanos. Daí, ainda meio sem entender o que aconteceu, eu comecei a pensar em coisas práticas do tipo: ok, aqui ta legal, será que eu fico e tento conhecer alguém legal? Será que tenho dinheiro pro taxi pra ir embora? Será que ainda tem ônibus passando? … Resolvi ir ao caixa pra pagar e perguntei para o casal da minha frente se eles queriam rachar um taxi até o metrô mais perto (que era do lado de casa). Eles disseram que não iriam pegar taxi. Sem hesitar, perguntei pro cara da frente deles e ele disse que também não ia pegar taxi, mas estava de carro e iria naquela direção. Aceitei a carona oferecida, já que ele parecia ser do bem, e acabei indo pra casa com um desconhecido. No final acabei me dando bem porque o cara era super querido e nem tentou nada comigo, foi um amor. Aliás, acho até que ganhei um novo amigo… E isso me leva a:

Moral da história

What goes around comes around. Ganhei uma nova história pra contar, um novo pub pra frequentar e um novo amigo (!). O babaca que me deixou falando sozinha no bar perdeu seu tempo tentando me comer sem sucesso e ainda perdeu o fato de poder me comer, que ele teria fácil fácil se soubesse ser um cara mais interessante.

What goes around comes around #quote. This will be my third tat.....the words not the set up.

 
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Música para ouvir enquanto lê o post:

Summerbreeze by emiliana torrini on Grooveshark

Ufa, finalmente 2013 está chegando ao fim. Acho que esse foi um dos anos mais loucos, nulos e perdidos da minha vida. Voltei da Europa mais perdida do que quando fui, trabalhei em um hostel e tive os 5 meses mais porra loucas da minha vida e agora, só no finalzinho do ano, sinto de alguma forma que eu pertenço à minha própria vida. Ou não, sei lá. Ainda não me encontrei.

Há exatamente um ano atrás eu conheci o cara por quem fui apaixonadíssima esse ano inteiro. Não achei que fosse durar tanto mas olha aí, faz um ano e eu ainda sinto o mesmo frio na barriga que sentia no começo, quando ele estava por perto. A parte triste é que ele não mora no Brasil e por isso é impossível ficarmos juntos. E eu nem sei direito se gosto mesmo dele ou se gosto do cara que acho que ele é, porque ficamos pouco tempo juntos e tudo que eu conheço dele é um pouco vago demais. Mas enfim, vocês já estão cansados de saber dessa história né? Já escrevi vários posts inspirados nele, vou tentar virar o disco. (Se quiser ler esses posts, listei aqui em ordem: 1, 2, 3).

Comecei a assistir uma série britânica chamada Secret Diary of a Call Girl, que e é sobre uma prostituta de luxo de Londres. Apesar de ser uma série meio antiguinha, tô amando e consigo me manter um pouco mais perto de uma das cidades que mais amo nesse mundo. A Hanna, que é a personagem principal, é linda, inteligente, ama sexo e não se apega às pessoas. Na verdade ela não tem relacionamentos amorosos porque não se apaixona por ninguém. Ou pelo menos ela acha que é assim, até conhecer o Alex, um cara que ela confunde com um cliente e que nem sabe que ela é uma prostituta. Eles começam a sair, meio que contra a vontade dela, porque ela não é dessas que vão a encontros normais com gente normal. Mas daí ela acaba se apaixonando e larga a vida de prostituta pra ficar com ele. Se deu certo ou não, você vai precisar assistir a série mas o que eu quero contar é sobre como me senti parecida com ela nessa coisa de não me envolver com ninguém.

Há alguns anos atrás eu estava sempre apaixonada, sempre sofrendo por algum amor que não tinha dado certo ou vivendo algo super intenso. Mas depois que viajei e principalmente quando voltei, tenho sentido uma dificuldade tão grande em me relacionar com as pessoas. O modelo de relacionamento convencional não me interessa mais e os caras não conseguem me prender. Tenho conhecido pessoas incríveis ultimamente, caras por quem eu teria me apaixonado sem nem pensar duas vezes no passado. E agora, apesar de gostar muito deles, existe uma barreira que me impede de ir além. Não sei se é medo ou falta de interesse mesmo. Só sei que aquela estrelinha do amor está meio apagada em mim e existe um vazio que nem eu tinha percebido que existia aqui.

Quando a Hanna se apaixonou pelo Alex no seriado, eu fiquei tão mexida, como se eu fosse ela e sentisse uma vontade enorme de conseguir me apaixonar de novo. Mas ao mesmo tempo, será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir? Será que é assim mesmo tão forte? E se não for, não é amor?

Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.

Desde quando eu perdi a capacidade de me apaixonar? De criar laços, de gostar da intimidade e da vida a dois por um tempo maior do que 1 mês ou 2? 2013 foi um ano difícil mesmo… Acho que até desaprendi a me apaixonar.

 
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Alguém aí assiste o seriado Girls?

Que atire a primeira pedra quem nunca foi uma Marnie da vida!

Bom, para quem não conhece, vou explicar um pouquinho: a Marnie é linda e tem um namorado perdidamente apaixonado por ela. Eles namoram há anos e o cara faz tudo que ela quer, mas óbvio que ela nunca ta satisfeita. Finalmente ela tem coragem de terminar com ele e quando o cara começa a “seguir em frente”, ela o vê com outra menina e começa a ter ciúmes. Mesmo sabendo que tá sendo bitch, ela acaba até confundindo os sentimentos e querendo ele de volta. Talvez só pra provar que ele ainda é apaixonado por ela. Óbvio que o cara volta pra ela mas no final acaba quebrando a cara de novo.

E aí, se identificou? Duvido das que disseram que não. Inclusive homens, porque todo nós somos possessivos de vez em quando.

Estou passando por uma situação dessas agora e me odeio por saber que tô sentindo isso. Juro que tô me segurando pra não fazer merda, mas já dei uma escorregadinha e fui bitch com o cara.

Nesses quase 2 meses que voltei, já me apaixonei perdidamente por uma pessoa que agora está bem longe daqui. Pois é, acho que esse é o meu novo carma: me apaixonar por pessoas que não podem estar por perto e sofrer com a distância. Ele ainda está super presente na minha vida, a gente tem o que posso chamar de relação via whatsapp. Alguém tem isso aí? Nos falamos todo dia, sobre a dor que é não poder estar junto. Mas também conversamos sobre o que fizemos no dia, como foram as baladas e de vez em quando até rolam uns papos mais quentes. Pois é, nunca achei que seria dessas que faz sexo por telefone mas nunca devemos dizer nunca.

Daí conheci esse outro carinha, que é totalmente meu número, mas infelizmente não rolou aquele “click”. A parte irônica da história toda é que o cara mega se apaixonou por mim e eu me sinto a pessoa mais imbecil do mundo querendo o outro que ta longe invés desse que tá aqui pertinho. Estava tentando arranjar desculpas pra terminar com ele quando descobri que ele tinha ficado com outra. Não tinha nada pra terminar na verdade, só queria dar um jeito de falar pra gente ser só amigos. Daí, acabou sendo mais fácil falar aquilo já que ele tinha uma segunda opção. Ele veio com aquele papo todo de que a menina não era o tipo dele, que ele preferia mil vezes estar comigo (bla bla bla) mas eu mantive minha opinião e ele concordou. A gente tem se visto todo dia por causa do trabalho, então ele continua sempre por perto tentando ser legal e me mandando mensagens quando estamos longe. Mas está bem claro que só vamos ser amigos. Só que daí, esses dias fiquei sabendo que ele está pegando OUTRA menina. Daí deu aquela ardidinha por dentro, que a gente tem quando dá ciúmes, sabe? Eu juro que não entendo porque sentimos isso por uma pessoa que a gente nem quer ficar junto. Mas tenho certeza que vocês me entendem e não vão me julgar. Então estou fazendo o possível pra me segurar, mas ta sendo foda principalmente porque quem eu realmente quero ta longe e eu fico achando que talvez deveria tentar esquecê-lo ficando com outro. Tentar esquecer alguém ficando com outra pessoa NUNCA funcionou pra mim. Funciona com vocês?

Antes de terminar esse post, queria agradecer a todas as pessoas que me deram força comentando aqui no blog ou mandando emails sobre o meu último post… Não respondi todos mas os li com muito carinho, viu? Ainda falo com o Maikel quase todos os dias mas ter tomado as decisões que tomamos com os pés no chão, ajudou muito a aceitar melhor a situação e não ficar se apegando ao impossível. Estamos os dois bem, seguindo a vida do jeito que deveria ser.

E bom… Como podem ver, acho que estou de volta a ativa, né? Espero ter boas histórias pra contar, sobre essa montanha russa de sentimentos que é estar solteira de novo.

 
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Depois de mais de 1 ano morando na Europa, já sei de cor e salteado quais são os clichês que os europeus mais falam sobre o Brasil: futebol, sensualidade, Ronaldinho, samba, mulheres bonitas, caipirinha, bundas, verão, espanhol (?), Ai Se Eu Te Pego, etc. Mas hoje, tive uma experiência que prova totalmente o contrário do que os gringos pensam sobre os brasileiros serem um povo tão, digamos assim… Caliente.

Brasileiro adora ser chamado de povo bonito, sensual, fio dental na praia e pouca roupa no calor… Mas rola inclusive uma baita contradição nessa história toda, porque a gente quer mostrar uma sensualidade totalmente forçada e plastificada que, pra mim, ta longe de ser interessante.

Não só aqui na Holanda, como também em alguns outros países da Europa tipo Rússia ou Alemanha, eles tem o costume de frequentar saunas. E diferente do que a gente pensa sobre as saunas no Brasil, o fato de frequentar uma sauna não tem nada a ver com ser gay ou estar desesperado por sexo. Aqui as pessoas vão em família, casais, e levam até as crianças quando se é conveniente. Hoje foi a minha primeira vez numa sauna como essas, e acho que posso dizer que nunca fiquei tanto tempo pelada na frente de outras pessoas, desde que comecei a entender o que é estar, de fato, pelado.

Aqui as pessoas frequentam as saunas completamente nuas. Sem frescura, sem pudor… Sem medo de ser feliz mesmo. Quando cheguei lá, já no vestiário, vi um monte de peito, pinto, bunda, pele caída, barriga tanquinho e mais uma mistura de um monte de tipos de corpos, sem nenhum sinal de vergonha ou vontade de esconder. Tentei agir com naturalidade, mas quando comecei a tirar a roupa deu aquele friozinho na barriga. Isso passou completamente depois de uns 5 minutos, pois o fato de estar pelado e a vontade é melhor do que qualquer outro sentimento. A sauna que eu fui era gigante… Tinha piscina a céu aberto, sauna molhada, seca, com água, com vapor… Tudo quanto é tipo. E a maior parte do lugar era completamente aberta, então, para se movimentar de uma sauna pra outra, você tinha que andar de roupão, toalha ou… Pelado mesmo. O engraçado era que tava fazendo 4˚ quando chegamos lá, e eu não imaginei que conseguiria sair pelada do lado de fora. Mas não é que a gente acostuma? A melhor coisa do mundo era sair de uma sauna muito quente e caminhar pelo gramado lá fora, com os pés descalços e sem a toalha pra cobrir tudo.

(eu me comportei e só tirei uma foto do lado de fora do lugar.)

Mesmo me sentindo super a vontade, tive que controlar meus olhares. Como evitar olhar pro pinto daquele cara super gato que estava entrando na jacuzzi que eu tava, né? Ou ficar analisando qual é o tipo de depilação que as mulheres holandesas mais gostam. Poxa, nunca tive essa oportunidade! :) Mas deixando um pouco as brincadeiras de lado, fiquei muito me imaginando lá com alguns amigos ou até mesmo a minha família. Será que eu me sentiria tão a vontade assim? Esse seria o assunto principal se eu estivesse lá com uma pessoa do Brasil. Nunca tive muito essa cultura de ficar pelada em casa, então acho que não iria pra sauna com o meu irmão por exemplo. Mas ao mesmo tempo, eu estava lá pelada no meio de TANTA gente, bonita, feia, velha, nova… Como poderia ter vergonha do meu próprio irmão?

pudor |ô|
(latim pudor, -oris)
s. m.
1. Sentimento de vergonha. = CONSTRANGIMENTO, EMBARAÇO, PEJO

Achei importante colocar o significado dessa palavra aqui, pra todo mundo entender o que exatamente significa. Pudor é uma coisa que o brasileiro tem muito, independentemente se usa fio dental, rebola até o chão ou faz letras de música com cunho totalmente sexual. Nossos corpos precisam ser lindos, sem celulite, peito siliconado… Se não, nem na praia de biquine a gente quer aparecer. Mas as pessoas na sauna se sentiam tão bem, tão relaxadas… Tavam lá de pernas abertas pro mundo ver, mesmo se não estivessem com a depilação em dia.

Daí comecei a imaginar como seria se abrissem um lugar desses no Brasil. Invés de relaxar, a galera iria pra lá se mostrar, desfilar, reparar nos outros. Ou os caras iriam com um grupo de amigos, pra ver se conseguiam pegar alguma mulher. Celular então? Vixe… A galera ia dar um jeito de entrar com o celular no bolso, pra tirar umas fotos escondidos e postar no Facebook, certeza. Não tô falando mal de brasileiro de graça não, porque eu mesma, no começo, agi exatamente da mesma forma. Porque isso simplesmente não faz parte da nossa cultura, e tudo que é diferente, a gente tende a reparar, analisar ou até mesmo julgar.

No fim, acredito que consegui disfarçar bem a falta de experiência. A pior parte do dia todo foi ter que tomar banho e colocar a roupa de novo. Calcinha, calça, sutiã, casaco… Parecia que tinha voltado pra prisão, de onde nunca havia saído antes. Se eu continuar morando aqui, quero fazer desse costume algo bem presente na minha vida. Suei todas as minhas tristezas e voltei completamente revigorada de um dia na sauna.

Você acha que teria coragem de frequentar um lugar assim? Ou como imagina que seria se abrissem uma sauna dessas no Brasil?

 
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Hoje minha lâmpada queimou, e eu resolvi descer na recepção para ver se pegava outra. Chegando lá, a porta estava fechada e tinha um cara esperando. Ele perguntou meu nome e de onde eu era, e disse que se chamava Maikel. Pelo que eu entendi, ele era alemão, mas agora estou em dúvida se ele disse que era da Holanda. Enfim… Ficamos conversando um tanto, ele me disse que cortava cabelos e se eu quisesse ele podia raspar o meu de graça – pra quem não sabe eu tenho uma parte do cabelo raspada, meio que por baixo – e eu achei ele super fofo. Ele estava esperando parar de chover para sair pra correr. Quando a chuva parou, ele perguntou meu apartamento já que eu disse que ainda não tinha amigos e precisava de companhias pra sair, então ele ia passar aqui depois.

Mais tarde, tava aqui numa boa no quarto, tomei um banho, fiquei um pouquinho no computador e resolvi dar uma deitada. Depois de uma meia hora, alguém bateu na minha porta. Eu falei para esperar, coloquei uma roupa (porque tava pelada) e abri a porta. Era ele! Tinha até esquecido que ele disse que vinha. Dai ele entrou, tava meio bagunçado o quarto e isso foi meio chato, mas né, fazer o que. Ele estava super arrumado e cheiroso, acho que ia sair. Então eu falei que ia adicionar ele no facebook já que ainda não tinha telefone aqui, assim ficava mais fácil da gente se comunicar. Quando mexi no mouse para ligar a tela do meu notebook: PLOOOOOFT! Abriu uma foto ERRADA bem na hora. (clique aqui para ver a foto mas não abra no trabalho!) Hahaha… Na real eu estava mesmo vendo o tumblr da @camilinha69 e deixei aberto nele quando resolvi deitar. Imagina a minha cara? Não tinha muito o que fazer, então soltei a primeira coisa que me veio a cabeça:

“Sorry, I was watching some pornography…”

Ele deu uma risadinha sem graça, eu falei pra ele olhar pra outro lado assim eu podia fechar a foto e abrir o facebook. Ele riu. Eu fechei. Abri o facebook e falei pra ele se achar lá. Enquanto ele digitava o nome dele eu estava quase morrendo de tanta vergonha e com o coração pulando… Gente… Que mico!

Depois continuamos conversando, começou a chover de novo então ele não podia ir no mercado, daí resolveu ficar aqui. Às vezes acabava o assunto e o quarto é pequeno e eu não sabia muito o que fazer. Fiquei muuuuito sem graça, mas acho que ele não percebeu.

Agora sério… O que vocês acham que passou pela cabeça dele? Falem a verdade. hahaha

Ps. clique aqui para ler no que deu essa história.

 
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Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog - pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem :)

 
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16

fev

26

Esse carnaval foi algo inspirador pra mim. A começar pelo fato de que passei sozinha em casa, sem ligar a tv e sem nem lembrar que era carnaval. Não sou grande fã de sambas enredo, mulheres gostosas dançando…O máximo que curto no carnaval é a energia dos blocos carnavalescos tradicionais, as marchinhas antigas e os confetes que ficam no chão depois que o carnaval acaba, deixando só aquele gostinho da alegria que passou pela rua. Acho isso o máximo.

Continue lendo…

 
26
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Eu (@rebiscoito), @nikofernandez e @tomcarvalho, criamos o #pornday, que será dia 07/05/2009 no Twitter e estão todos convidados a participar e retwittar!

Vale mudar a foto para estrelas pornográficas, peitos balangando ou qualquer coisa relacionada a sexo, vale contar seu fetiche ou sua maior fantasia, escrever onomatopéias sexuais, contar histórias que aconteceram com a amiga da tia da sua vizinha [cof cof cof] VALE TUDO RELACIONADO A SEXO!

Por saber que é um assunto que interessa a muitos, peço que retwittem este link para divulgação! Twitter sexual já!

#pornday 07/05/2009

 
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Quando comecei minha vida sexualmente ativa, eu já fazia boa idéia do que era o orgasmo. Claro, em proporções menores e mais tímidas, mas já sabia. Sempre fui meio precocezinha nesse sentido. Só que mesmo assim, eu demorei uns bons anos pra saber o que era o verdadeeeiro orgasmo, bem bom como só ele sabe ser! Talvez daqui ha alguns outros anos, eu diga: “Quando eu tinha 22 anos eu achava que sabia o que era orgasmo, mas hoje sei que aquilo não chegava nem perto de ser um verdadeiro orgasmo!” …imagina? Se as sensação do orgasmo fossem aumentando ao longo do tempo, de acordo com nossa experiência e vivência no assunto? É, as velhinhas ex-prostitutas seriam as pessoas mais felizes do mundo!

Eu tenho medo dessa época acabar. Essa época em que o sexo é muito bom e me faz ficar pensando nele várias vezes ao dia, principalmente quando estou no meu período fértil. Tenho medo da vontade diminuir, do desejo acabar ou ter que me focar em uma mesma experiência sempre…Mas o medo acaba quando penso que minha cabeça vai mudar, minhas prioridades, minha vida..Tudo vai mudar! E essa transição vai acabar sendo, nada mais nada menos do que..Natural.

Mas o fato é que hoje, 31 de Julho, é dia do Orgasmo. Como postei no Twitter agora pouco, por ser o dia do orgasmo, meu pensamento em sexo hoje, está triplicado. E eu estou no meu período fértil. Não sou ninfomaníaca nem nada, acontece que é um assunto que eu tenho certeza de que a maioria das pessoas no mundo gosta, e eu precisava escrever, se não ia engasgar com esse monte de palavras e pensamentos na cabeça.

Chame seu namorado(a), seu ficante, seu parceiro de sexo casual, seus amigos, seu cachorro…Pegue seu consolo, seu vibrador, sua boneca inflável e vá comemorar este dia tão bacana! É isso que desejo a todos hoje: um dia bem gostoso, com pelo menos um orgasminho pra comemorar! Yei!

*Fotos retiradas de: Bela Bordosi

 
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