Hoje acordei e pensei: vai ser um bom dia. Levantei da cama cedo, fui na feira comprar legumes, dei comida pra Pandora, brinquei com ela, fiz café da manhã… E enquanto ia pro trabalho, debaixo daquele solzão quente, sentia o calor do sol, dava bom dia pras pessoas na rua… Sabe aquela pessoa irritantemente feliz? Então, era eu. Daí, chegando no trabalho, me deparo com um envelope em cima do teclado, todo escrito à mão, com o endereço dizendo “Brazil”, com Z mesmo. O selo era dos Estados Unidos, então logo pensei: não pode ser do Sam. Primeiro porque ele fala Brasil com S (eu que ensinei!), e segundo porque o selo não era do Reino Unido. Mas quem poderia me mandar uma carta tão bonitinha dos Estados Unidos? Não tenho amigos lá…

Daí abri toda ansiosa e eis o que vejo:

[clique na foto para ver maior]
Meus olhos se encheram de lágrimas, eu tinha certeza que o dia hoje ia ter mesmo bom. Lógico que mandei mensagem pra ele no mesmo minuto e ele ficou super feliz que chegou. Disse que num dia super ocupado ele acabou caindo em um site, achou bonitinho e resolveu me mandar uma carta. Mas como foi meio rápido e ele não tinha nada no histórico de e-mail, ele nem lembrava qual era o site. Ainda bem que a pessoa que escreveu a carta colocou o endereço atrás:

Primeiro eu estranhei que não tinha nem carimbo de data e apenas um selo sem muitas explicações. Endereço do remetente também não, daí descobri que era o projeto artístico de um americano chamado Ivan Cash, que assim como eu, trabalha com publicidade. Bom… Ele trabalhava. Há alguns anos atrás ele resolveu largar seu ~emprego dos sonhos~ numa agência em Amsterdam e começou esse projeto de escrever cartas para estranhos, já que ele amava escrever cartas mas com a correria da vida lhe faltava tempo. A gente recebe tantos e-mails por dia, que dá até agonia de ter que ler todos. Às vezes pode até ser um e-mail carinhoso de alguém que a gente gosta, mas nem se compara a recebermos uma carta escrita a mão dessa pessoa, né?

A ideia foi tão incrível que ele e seu time enviaram mais de 10 mil cartas, publicaram um livro e hoje em dia promovem um evento anual, que dura uma semana inteira e pessoas do mundo inteiro participam. Infelizmente não dá pra entrar no site e enviar uma carta, parece que o esquema é ficar de olho na fanpage do projeto para saber quando vai rolar o evento e mandar a sua carta. O desse ano rolou na primeira semana de novembro e eu tive sorte do meu namorado, que mora do outro lado do mundo, achar o site a tempo e me mandar uma cartinha! Fico imaginando quem foi a pessoa que escreveu, acho que foi uma menina porque a letra é super bonitinha e a pessoa se importou em escrever o nome do Sam com um coração e xxx com caneta colorida. <3

Essas são algumas fotos de cartas que já foram enviadas pelo Snail Mail My Email, olha que graça:

Agora me respondam:

Fiquei aqui pensando no quanto essa ideia é incrível e tem tudo a ver com o meu blog. Se eu fizesse um esquema desses de enviar cartas escritas a mão, todas caprichadinhas com ilustrações feitas por mim, quanto você pagaria pelo envio? Quem sabe não faço as contas do material e tempo que gastaria fazendo isso, e começo um projeto paralelo que deixaria meus dias e o dia de outras pessoas mais feliz?

 
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Hoje o Sam me mandou um link que eu amei tanto que fiquei com vontade de compartilhar com o mundo!

Tem uma banda que eu adoro, chamada We Are The Willows, e eles vão lançar um novo álbum agora em novembro, chamado “Picture (Portrait)”. A característica mais forte da música deles é a voz do vocalista Peter Miller, que quando eu ouvi pela primeira vez podia jurar que era a voz de uma mulher. É super delicada e suave, e as músicas são tristes do jeitinho que eu gosto. Essa é uma das músicas mais famosas deles e foi também a primeira que eu ouvi, olha só os berros que ele dá mais pro final da música, parece até um pouco voz de criança!

Bom, a parte linda do novo álbum que eles estão lançando, é que as músicas foram inspiradas por cartas de amor trocadas pelos avós do Peter Miller, enquanto o avô dele lutava na Segunda Guerra Mundial. O Peter Miller morou alguns anos com seus avós enquanto fazia faculdade, e eles sempre falavam pra ele dessas cartas. Daí ele se formou na faculdade e sabe o que os avós deram de presente? Todas as cartas trocadas por eles naquela época, que na verdade nem eram todas porque o avô dele teve que se desfazer de muitas quando a guerra acabou e ele voltou pros Estados Unidos. Eu sou suspeita pra falar, mas não é o presente mais incrível do mundo? Deu até vontade de perguntar pra minha vó se ela guarda cartas de amor da época que ela conheceu meu avô! :’)

No link que o Sam me mandou tem uma entrevista completa com o Peter Miller em inglês, falando um pouco sobre a história e seu processo criativo para escrever/fazer as músicas, mas aqui eu traduzi a parte que mais gostei:

Você acha que o romance está realmente morto?

Peter Miller: A relação dos meus avós me fez pensar muito sobre como o romance está ligado à proximidade, escassez e acesso à informação. As condições em que meu avô escrevia as cartas para a minha avó com certeza não eram ideais para um namoro. Suas cartas eram muito censuradas e muitas vezes ele nem sabia se minha avó iria recebê-las. Se ela as recebesse, ele só teria sua carta-resposta vários meses depois. Dá pra imaginar ficar sem saber se os sentimentos da pessoa são recíprocos ou não enquanto você espera a resposta?  Quanto sentimento deve estar envolvido nisso!

E o amor na era moderna?

Peter Miller: Hoje podemos saber muito sobre uma pessoa sem nem antes falar com ela! Podemos stalkear a pessoa online e descobrir se ela gosta do mesmo tipo de música que a gente, se ela estudou fora, fez trabalho voluntário, se tem uma irmã etc. E quando falamos com elas, já sabemos que a resposta será quase que imediata (ou percebemos que ela não está muito interessada caso demore muito para responder). Além do mais, temos uma gama muito maior de opções. Não temos apenas 4 ou 5 potenciais parceiros, temos milhares! Outro fator é que hoje temos muito menos pressão social e biológica para escolhermos alguém.

Então, se compararmos os parâmetros de hoje em dia com os da época dos nossos avós, acredito que a gente conheça mais as pessoas do que eles conheciam naquela época. Temos chances de encontrar alguém compatível com a gente. Sendo assim, se escolhemos alguém para nos relacionar, quer dizer que já conhecemos a pessoa o bastante para querer nos relacionar com ela e amá-la, de fato. Nossa escolha é muito mais exata, portanto, um pouco mais verdadeira.

A parte linda, confusa e incrível da época dos nossos avós é que eles escolhiam seus parceiros de forma muito diferente. Eles não tinham o mesmo acesso à informação, então, se apaixonar por alguém era muito mais uma questão de escolha. 

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Esse papo todo de amor na era moderna me lembrou muito esse texto aqui, que escrevi quando assisti o filme “Her”: Como explicar o amor nos tempos modernos?. E ah! Esse é o clipe de uma das músicas desse novo álbum deles, já inspirada nas cartas: Dear Ms. Branstner

 
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Essa é a continuação de uma linda história que começou em outro post, se você não leu, clique aqui e leia. Ah! Pra dar mais sentimento, dê play para ouvir esse cara enquanto lê a continuação da história:

Eu tinha gostado muito muito muito de você e daquela noite. No dia seguinte só conseguia pensar no quanto eu amava Londres e deveria estar morando ali. Você me trouxe todos os sentimentos bons e sonhos que eu tinha deixado de lado quando voltei pro Brasil, e isso era incrível. Londres é realmente a cidade da minha vida e onde toda a magia acontece. Eu já estava feliz e satisfeita por ter tido uma noite deliciosa, daí você me mandou mensagem dizendo que queria me ver de novo. Eu ainda tinha uns dias na cidade e pensei, por que não? Sou dessas que acho que quando a gente está viajando não deve se privar de nada, então topei o seu convite e fui passar a sexta-feira de ressaca vendo filme na sua casa. A gente pediu comida, ficou juntinhos no sofá vendo tv… E aquilo parecia tão certo, fazia tanto sentido. Minha mente foi longe imaginando como seria minha vida se eu morasse ali e tivesse você como namorado (eu sei, eu sempre faço isso e também acho ridículo, mas e daí?! rs). Para “piorar”, mais tarde descobri que o seu gosto musical era parecido com o meu. Você ganhou ainda mais meu coração colocando Keaton Henson pra tocar. Era como se aquele filme lindo da nossa breve vida juntos tivesse ganhado a trilha sonora mais bonita de todas. O foda é que as músicas eram tristes, e era impossível não pensar no fato de que aquilo tudo ia acabar em poucos dias.

Daí você me chamou pra passar a próxima noite com você. E a outra, e a outra. Então eu cancelei minhas noites solitárias no hostel e me mudei pra sua casa. Que rápidos, né? Todo mundo deve estar pensando. Mas pra mim, todas essas paixões avassaladoras e inconsequentes foram as que mais valeram a pena até hoje. Fui sem medo de ser feliz. E… Cacete, como a gente foi feliz em tão poucos dias?! Ao mesmo tempo que eu tinha medo de estar me envolvendo tanto com uma pessoa que não tinha a menor chance de ver de novo no futuro, não me privei de sentir nem um pinguinho de sentimento. Aliás, não acho que eu seja dessas pessoas que consegue se privar de SENTIR. Eu sempre vou até o fundo porque se apaixonar e curtir alguém novo é uma das melhores coisas dessa vida. Confesso que me preocupei um pouco com a intensidade das coisas, principalmente pela vida que eu levava fora daquela realidade de viagem. Mas escolhi não me privar de nada, e no fim descobri que essa foi a melhor escolha que poderia ter feito, já que minha realidade desmoronou depois de poucos dias que te deixei em Londres para ir passar uns dias em Berlim. Ter seguido meus instintos e vivido os sentimentos ao máximo foi a melhor escolha que eu poderia ter feito durante a minha viagem inteira.

Berlim foi, pela segunda vez, uma cidade dura. Eu queria ter ficado com você, os dias estavam cinzas e frios. E daí aconteceu aquela coisa que me fez sentir ainda mais sem chão. Mas você continuou ali, falando comigo todos os dias e se fazendo presente e aumentando ainda mais tudo que eu sentia por você. Não havia a menor chance da gente conseguir se ver de novo, mas eu estava tão apegada que não me importei de fazer os sentimentos se aflorarem cada vez mais. Pra onde a gente tava indo? Eu não fazia a menor ideia, só sabia que você me fazia bem e eu não queria parar. Daí veio Copenhagen, que foi uma viagem mais feliz. Eu reaprendi a curtir meus momentos sozinha e me fiz mais forte para poder voltar pra minha realidade no Brasil. Mas você, de certa forma, agora fazia parte dessa realidade, e continuava lá firme e forte, me lembrando o quanto gostava de mim e sentia saudade. Juro que eu não imaginava que fôssemos tão longe assim.

Agora estou aqui em São Paulo e já faz mais de um mês que nos conhecemos. Aliás, logo menos completaremos dois meses juntos (!), quem diria, hein? Eu, que acreditava que o único caminho era ter relacionamentos abertos e condenava muito os relacionamentos à distância, estou aqui: num relacionamento monogâmico com uma pessoa que mora em outro continente. Paguei minha língua, minha mente, meu corpo inteiro. A gente realmente não tem como prever o futuro. Não vou dizer que está sendo fácil, ninguém disse que seria, né? Mas a cada dia isso tudo parece mais certo, mais “meant to be”. E quer saber? Por mais loucura que tudo isso possa parecer ou ser, de fato, eu não me importo. Se não der certo, vou continuar tendo tudo que tenho hoje: minha vida, meu emprego, minha família e… A vontade de ser feliz. Aliás, a tal vontade de ser feliz acho que nunca vou perder, e é por isso que acabo me metendo em situações loucas como essa. A gente tem mesmo é que correr atrás da nossa felicidade e, se a tentativa não der certo, não deu. A gente vai lá, levanta e começa tudo de novo. Afinal… Continuar tentando só pode me trazer coisas boas, assim como quando a vida me trouxe você.

 
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Eu já estava um pouco de saco cheio de usar o Tinder em Londres. Váááários caras gatos mas nenhum papo interessante – isso quando eles me respondiam, né? Lembro que ficava tirando print da tela só para guardar aqueles rostinhos bonitos, mas como ia embora em menos de uma semana, tentar insistir em encontros não me parecia tão tentador. Lembro que só dei like seu perfil dele porque, além de bonitinho, você parecia ser diferente. Aquela foto sua todo quebrado na cadeira de rodas parecia meio debochada, então achei que talvez pudesse ser um cara interessante. Mesmo assim, não esperava nada. Ainda bem que você pediu para irmos pro Whatsapp e insistiu para que nos encontrássemos. Se não fosse isso, eu não teria tentado nada. E, bom… Já que era meu primeiro dia sozinha na viagem e eu realmente não tinha nada melhor pra fazer, sair com um cara local pra uma cerveja me pareceu a melhor opção. Nunca fui fã de curtir a noite sozinha e em Londres os caras só pensam em beber. Olhar/falar/interagir com mulheres é a última coisa que se passa na cabeça deles, rs.

Enquanto te esperava no bar, começou a bater aquele pânico que sempre tenho – e odeio – antes dos primeiros encontros. Um frio na barriga péssimo, que me fazia querer acabar logo com aquele começo da noite e pular para a parte onde já estivéssemos íntimos um do outro. Não sabia se você era legal, se a gente gostava das mesmas coisas… Se você teria o humor inglês que é tão diferente do humor do meu país. Será que meu inglês está enferrujado? Será que ele vai gostar de mim? Será que ele é alto? Baixo? Chato? Daí você chegou. Eu tinha achado uma exposição de arte hipster bem em frente ao meu hostel, e te convidei pra ir comigo dar uma olhada. Hummm… Pelo jeito você não era muito ligado em arte, né? Ok, vamos sair daqui e tomar logo uma cerveja.

Minha primeira impressão foi que você era um cara muito engraçado. Mas muito engraçado mesmo. Até demais. Achei que a noite seria meio chata porque você fazia muitas piadas e uma hora ou outra eu ia ficar entediada. Também achei engraçado o fato de você ter aqueles dentinhos tortos que muitos ingleses tem. Era um pacote completo: inglesinho, loiro – ou meio ruivo, como você gosta de dizer que é – e dentinhos zuados. Conversa vai conversa vem, comecei a te achar legal. O fato de você ser engraçadão parou de me incomodar e eu comecei a rir genuinamente das suas piadas. Você me ganhou quando começamos a falar sobre o quão chato era sair para primeiros encontros. Os papinhos, o doce que normalmente as meninas fazem… Lembro de você me contando que elas te perguntavam coisas sem noção, ficavam com vergonha de falar sobre certos assuntos e nada parecia natural. Ouso dizer que, apesar do mal estar sempre presente em primeiros encontros, com a gente foi natural desde o começo, né? Eu tenho esse medinho antes de encontrar o cara mas ele termina no exato momento em que o encontro. Acho isso incrível!

Daí fomos pra balada, você tentou me beijar… E eu com essa mania de querer que todos os primeiros beijos sejam perfeitos, recusei, porque aquela não era a hora de dar o primeiro beijo (ainda). Acho que você não entendeu nada, né? Mas a espera valeu a pena. Foi tudo tão gostoso. E eu nunca vou esquecer da gente saindo daquele pub com você enfiando dois pints enormes na cueca por minha causa! hahaha.

[continua aqui...]

 
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Gente, é o seguinte: passei um mês na Europa agora de férias e tô cheia de fotos e dicas incríveis pra vocês de Paris, Londres, Berlim e Copenhague e logo logo vou encher o blog de posts falando sobre isso. Mas tem uma coisa que vocês precisam saber antes e eu tenho só essa semana pra conseguir fazer, então é urgentíssimo! rs

Para resumir a história, durante os 13 dias que fiquei em Londres conheci um inglesinho chamado Sam e acabei me apaixonando perdidamente por ele. Foram 5 dias de amor intenso, mas depois eu tive que ir embora pra Berlim e só nos restou a comunicação por whatsapp, skype, etc. Triste né? Tenho certeza que todos vocês que estão lendo isso sabem o que é ter um amor distante e o quanto é valioso poder ter qualquer momentinho perto dessa pessoa. O cheiro, o toque, a pele… Como isso faz falta, meu deus do céu!!! E agora estando no Brasil o encontro se torna ainda mais impossível :(

Anyway… Surgiu uma oportunidade linda que pode me dar uma viagem pra Londres de 4 dias. Levando em conta que dois desses dias são de ida e volta, eu teria apenas dois dias pra poder curtir com ele, mas isso já é MUITO considerando que estamos em continentes diferentes e não há esperança nenhuma de um encontro num futuro próximo.

Quem ta fazendo o concurso é a Ray-Ban e ele chama The Order of Never Hide. Os participantes devem completar 5 desafios um tanto quando peculiares, e depois de ter eles aprovados pela galera do site, é preciso conseguir pontos para subir na escala e conseguir ganhar. Eu já tô no nível máximo na escala dos participantes mas ainda preciso de MUITOS pontos pra ser a vencedora. Então queria pedir a ajuda de vocês pra votarem nos meus desafios. Cada voto equivale a 100 pontos, então é importante que vocês votem em todos! Também descobri que dá pra votar em browsers diferentes, então se você tiver Firefox, Chrome e até Internet Explorer no seu computador: MANDA BALA! Só não dá para votar pelo celular, o que é uma pena.

Dentre os desafios tem até foto minha de calcinha e sutiã, hahaha, então vocês também tem a oportunidade de rir um pouco da minha cara. Bom, vamos aos desafios e como fazer para votar neles:

Forte como couro
Nesse eu tive que mandar uma foto que representasse o meu ideal máximo de heroísmo e virtude.

Para votar, acesse o link e clique em “RESISTENTE”

Lábia de veludo
Nesse eu tive que conversar com um “galã virtual” e ele me pediu pra cantar uma música de ninar. Ok, podem rir de mim no vídeo mas votem, tá? rs

Para votar, acesse o link e clique em “VELUDO”

Meu segredo mais íntimo
Nesse eu tinha que fazer a confissão de um dos meus segredos mais íntimos.

Para votar, acesse o link e clique em “ROBUSTO”

Nervos de titânio
Nesse eu tinha que assistir um vídeo cheio de coisas nojentas e imagens fofos, e não mostrar a mínima reação. Nem se quer piscar!

Para votar, acesse o link e clique em “FORTE”

Intimidade camuflada
Nesse eu tinha que mandar uma foto de calcinha e sutiã. Sim, eu mandei, e se você clicar vai conseguir ver a foto. Apenas vote, rs.

Para votar, acesse o link e clique em “SIM, É BEM CAMUFLADO”

Vocês podem votar até o final de setembro, que é quando eles vão apurar os resultados. Vale também pedir ajuda pros amigos, divulgar esse post pra família e o que mais tiver ao seu alcance. Eu prometo que depois, com mais calma, faço um post completinho contando como eu conheci o Sam e quantas coincidências estão presentes na nossa breve história de amor. Claro né? Considerando que estamos falando de Rebiscoito, a nossa história TINHA que ter um milhão de coincidências brilhantes.

Obrigada pela ajuda! <3

UPDATE

Não consegui ganhar o concurso, mas queria agradecer a comoção de todo mundo! Vários amigos votaram e ajudaram a divulgar esse post, um monte de gente nova que eu nem conhecia também se sensibilizou e, poxa… Foi incrível! Eu comecei a participar do concurso um pouco tarde, mas mesmo assim consegui ser a segunda pessoa mais votada DO MUNDO no concurso. O Primeiro, infelizmente, também era brasileiro então ele levou a viagem. Mas ta valendo, né? Se não era pra ser, não era pra ser. Agora é esperar a próxima promoção e também trabalhar muuuuito pra ganhar uma grana e conseguir comprar passagem pra Londres e ver meu bonitinho de novo :’)

 
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Em quase 28 anos de vida, isso nunca tinha me acontecido antes. E olha que eu já estou bem acostumada a tomar foras de caras nessa vida, heim?! Mas deixa eu contar a história desde o começo:

Nesse dia eu tive um encontro de Tinder com um cara que eu estava tentando marcar de sair há muito tempo, mas nunca dava. A gente já tinha passado tanto tempo conversando por Whatsapp que parecia que já nos conhecíamos. Ele insistiu para irmos em um pub nos Jardins e eu acabei indo, meio contra a minha vontade, porque lá é tudo muito caro. Mas ele disse que queria que nosso ~primeiro encontro~ fosse assim, achei bonitinho.

1˚ encontro da noite

Fomos no pub que ele escolheu e foi ótimo. Demos oi como se já nos conhecêssemos há anos e a conversa rolou super naturalmente. Falamos sobre viagens, cultura, mulheres, comportamento e todo esse choque cultural que a gente tem quando mora em um país diferente do nosso. Sim, ele era gringo. E talvez por isso fosse tão legal. Já comentei aqui que com brasileiros essa coisa toda de date não existe muito, né? E eu nem faço questão do cara ser cavalheiro e tal, mas acho legal ver um cara que está afim de você te tratar com o maior respeito. Aliás, isso deveria ser o mínimo a se pedir. Que um cara te trate com respeito. Mas bom… O primeiro date ia viajar com os amigos naquela mesma noite e tivemos que terminar a noite meio cedo, o que abriu espaço para um possível segundo date. Isso me leva ao:

2˚ encontro da noite

Estava no metrô voltando pra casa quando ele me diz que tava voltando de carro e poderia me pegar, já que era caminho pra ele. Era cedo, véspera de feriado, e eu pensei “por que não ir?”. Também tinha conhecido ele pelo Tinder mas esse era um pouco diferente. Eu já tinha visto ele na internet e tínhamos vários amigos em comum. Tenho uma amiga, inclusive, que quando contei que tava conversando com ele, me deu o conselho de ficar longe desse cara porque ele era um babaca – mas óbvio que não ouvi. Tinha algo nele que eu queria desvendar. Quase não conversávamos por mensagem porque, apesar dele sempre vir falar comigo, não tínhamos muitos assuntos em comum e, das vezes que conversamos um pouco, ele sempre foi meio nada a ver. Era claro que ele era daquele tipo de cara que tá acostumado a pegar várias meninas e não ta nem ai pra nenhuma, se pá nem conversar conseguia direito. E ele não fazia a menor questão de esconder isso. Mas eu também não estava preocupada porque a última coisa que iria querer era algo sério com ele.

Pois bem, nos encontramos. Ele era exatamente como eu imaginava: o estilo, a voz, o jeito de falar. Era até meio bizarro, mas a vontade de conhecer ele melhor continuava lá. Enquanto ele dirigia, colocava a mão na minha perna como se tivéssemos a maior intimidade pra isso, e isso me incomodou um pouco. Tirei a mão dele, fiz piada pra não deixar a situação pesada, mas ele insistia e isso foi bem escroto. Paramos o carro no prédio dele, eu acabei fazendo o que não queria, que era exatamente ir prum lugar perto da casa dele para “facilitar o abate”. Mas bom, somos os dois adultos e provavelmente sabemos o que queremos, certo? Se eu não tivesse afim de pegar o cara, não pegava e pronto.

O pub que fomos era bem legal e ficava a apenas uns três prédios do prédio dele. Isso torna a atitude dele de sair de lá andando e me deixar falando sozinha muito mais covarde, mas eu ainda vou chegar nessa parte. Pedimos um pint de Heineken cada um e a conversa tomou o tempo certinho para que nós dois terminássemos de beber. Falamos sobre o trabalho dele e sobre o tipo de humor que ele faz – que é algo 90% desinteressante pra mim – mas eu ouvi, dei risada. Não tava tão mal assim. Tentei inserir outros assuntos mas ele era sempre muito reticente e eu também não tinha tanta vontade de falar apenas de mim. As invasões de corpo continuavam, ele ficava pegando no meu braço e na minha mão de um jeito estranho. Era como se ele estivesse impaciente por estar conversando e quisesse logo partir pros finalmentes. O mais foda é lembrar que tinham momentos em que EU me sentia mal por estar me sentindo mal com aquilo, como se ele estivesse fazendo algo que eu devesse aceitar numa boa. E daí hoje eu penso em quantas vezes já não beijei um cara por ele estar pressionando muito, quantas vezes já não deixei eles irem “mais além” pra não ser a mina chata que “faz doce”. Tenho certeza que qualquer mulher que está lendo isso já esteve na mesma situação pelo menos uma vez na vida. E não: você não é a errada da história. Se você não está se sentindo a vontade, deve fazer o cara parar. E se ele insistir, é um puta de um babaca. Aliás, ele está bem perto de atravessar a linha tênue entre ser um cara insistente e um cara que abusa de mulheres. Mas não vou muito a fundo nesse assunto agora.

O que eu tô querendo dizer aqui, é que tem homem que não sabe pegar mulher, né? Eu tava 100% na dele, aberta a fazer várias coisas naquela noite, mas o mínimo que eu exijo é que o cara respeite meu espaço, saiba ler a minha linguagem corporal. Até quando você vai fazer sexo com uma mulher, não é assim “chega e já vai metendo”. Pô, tem que rolar umas preliminares, você tem que fazer ela sentir tesão por você. E esse cara parece que fazia o contrário, cada vez que ele me tocava me dava mais preguiça. Ele tinha um ar de superioridade e arrogância que eu não entendia muito de onde vinham porque ele não era foda. Acho que isso era uma das coisas que eu tava tentando desvendar e não conseguia. Daí acho que ele começou a ficar irritado porque eu estava sendo muito “difícil” – ou seja, não tava dando risadinhas quando ele passava a mão no meu corpo sem eu estar curtindo, não agia como uma menina passiva que deixava ele fazer tudo que quisesse – e começou a falar coisas do tipo: “Ai você é muito do contra, muito complicada.. Isso não era pra ser complicado, nos conhecemos no Tinder!”. O que será que ele quis dizer com isso, né? Que era preu ceder e abrir logo as pernas, porque aquilo tudo tava dando muito trabalho pra ele? Então eu resolvi falar a verdade, que tava me incomodando com ele me tocando daquele jeito e que as coisas não funcionavam assim. Falei também da arrogância dele e tudo que eu estava pensando. Em momento algum desrespeitei o cara, tava simplesmente jogando a real. Aliás, essa foi a minha última tentativa de fazer ele se abrir para que aquele gelo fosse quebrado e a gente finalmente se pegasse. E daí, sem mais nem menos, ele se levantou e foi embora.

Na hora foi meio surpresa porque nunca esperaria por isso, nem do cara mais escroto da face da terra. Afinal, que tipo de cara sai andando do bar e deixa a menina falando sozinha? Isso você não faz nem com o pior dos seres humanos. Daí, ainda meio sem entender o que aconteceu, eu comecei a pensar em coisas práticas do tipo: ok, aqui ta legal, será que eu fico e tento conhecer alguém legal? Será que tenho dinheiro pro taxi pra ir embora? Será que ainda tem ônibus passando? … Resolvi ir ao caixa pra pagar e perguntei para o casal da minha frente se eles queriam rachar um taxi até o metrô mais perto (que era do lado de casa). Eles disseram que não iriam pegar taxi. Sem hesitar, perguntei pro cara da frente deles e ele disse que também não ia pegar taxi, mas estava de carro e iria naquela direção. Aceitei a carona oferecida, já que ele parecia ser do bem, e acabei indo pra casa com um desconhecido. No final acabei me dando bem porque o cara era super querido e nem tentou nada comigo, foi um amor. Aliás, acho até que ganhei um novo amigo… E isso me leva a:

Moral da história

What goes around comes around. Ganhei uma nova história pra contar, um novo pub pra frequentar e um novo amigo (!). O babaca que me deixou falando sozinha no bar perdeu seu tempo tentando me comer sem sucesso e ainda perdeu o fato de poder me comer, que ele teria fácil fácil se soubesse ser um cara mais interessante.

What goes around comes around #quote. This will be my third tat.....the words not the set up.

 
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Eu costumava dizer que um dos motivos pelos quais eu preferia me relacionar com europeus era o fato deles serem mais fiéis. Pois bem… Acabei de morder a língua.

Nunca fui fã de generalizações e é óbvio que nem todo europeu é digno de confiança, mas… A maioria dos que eu conheci até hoje ganharam de lavada dos brasileiros ou latinos no quesito fidelidade. Há uma cultura machista muito forte enraizada nos países latinos e isso faz com que os homens se achem no direito de trair e fazer jus ao estereótipo de “pegadores” que damos à eles. Antes que vocês venham comentar defendendo os homens, é óbvio que também existe muita mulher que trai. Mas isso não vem ao caso agora, não quero fugir do tema do meu post-desabafo.

Esse ano tive um amor de carnaval. Fui para o Rio de Janeiro com uma amiga achando que ia abalar e pegar todos… Mas a verdade é que me apaixonei pelo primeiro deles e acabei curtindo o carnaval todo de casalzinho. Tudo bem, não foi nada mal. O que eu gosto mesmo é de me envolver, a pegação em si não me interessa tanto. Conheci um cara do Tinder e acabei me apaixonando pelo amigo dele. Sou dessas. Ele era da Alemanha, tinha cara de nerdinho, trabalhava com internet, como eu, e a gente se deu bem logo de cara. Nos beijamos na primeira noite e o beijo dele foi horrível. Eu não me lembrava de ter beijado uma pessoa com o beijo tão ruim quanto o dele. Mas ele era tão legal que eu resolvi continuar tentando. No dia seguinte fui “ensinando” ele a beijar do meu jeito e tudo ficou ok. Conversávamos sobre viagem, trabalho, música, vida… Eu me abri completamente pra ele, inclusive sobre o relacionamento atual que tenho com outra pessoa e minhas decepções com a vida profissional. Não. Não estou traindo o cara com que estou atualmente, só temos um modelo de relacionamento digamos… Diferente.

Depois de três dias juntos, ele voltou para a Alemanha. Falamos, meio que de brincadeira, que eu iria visitar ele lá um dia e ele ia me hospedar, já que morava em uma das partes mais legais de Munique. Enfim… Ele tinha tudo para ser mais um daqueles tantos amores inacabados que eu coleciono pelo mundo. Até que hoje, pelo Whatsapp, veio a bomba. Estava pedindo para ele me adicionar no Facebook já havia um tempo e nada… Óbvio que desconfiei que havia algo errado, mas fingi demência e mandei uma mensagem fofa pedindo pela segunda vez.

 

Eu estava no trabalho quando veio a resposta e confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Não por eu estar perdidamente apaixonada pelo cara, mas sim por me sentir feita de besta. Fui tão sincera com ele, não entendo por que é tão difícil falar a verdade. Ele me disse que não me contou antes porque não queria pensar naquilo na hora e estragar o momento. Pareceu um daqueles tantos brasileiros que já partiram o meu coração no passado. E poxa, que coisa mais injusta e covarde de se fazer… Foi exatamente isso que eu disse à ele.

Nada teria mudado se eu soubesse que ele tinha alguém. Nada. Só teríamos evitado o constrangimento de tudo isso ter acontecido e, principalmente, o nó na garganta que estou sentindo agora. Ele teria sido um cara admirável e com certeza ainda estaria na minha lista de amores inacabados perdidos pelo mundo. Aliás, a maioria dos caras dessa minha lista já estão namorando com outras pessoas e isso nem me deixa mal, afinal… Cada um tem o direito de viver sua vida, inclusive eu. Mas o alemão estilhaçou qualquer chance de ficar guardado na minha memória como alguém bacana. Agora ele é apenas mais um dos caras filhos da puta que passaram pela minha vida.

…antes de mentir para a sua namorada, ficante, peguete ou… Whatever, pare e pense: o que você vai escolher ser para ela? Um cara bacana, mesmo depois do fim, ou um babaca antes, durante e para todo o sempre?

 
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De uns anos pra cá minha vida virou de ponta cabeça em relação ao jeito que eu encarava o amor e os relacionamentos que tinha. Em menos de dois anos tive experiências tão diferentes, que mudaram completamente a concepção que eu tinha sobre relacionamentos. Muita gente que conhecia a “velha” Rebiscoito, diz que hoje sou outra pessoa. E… Eu sou mesmo. Quem diria que aquela menina que se apaixonava e sofria perdidamente por amor, ia virar uma mulher bem resolvida e decidida sobre o que quer e, principalmente, sobre o que não quer?

Embora eu ache que esteja bem resolvida, tenho me questionado muito sobre o amor e a vida à dois. Quem garante que aquela pessoa que você julga ser “o amor da sua vida” vai continuar sendo o amor da sua vida daqui a alguns anos? As pessoas mudam. Vivem e conhecem coisas novas e é impossível acreditar que tudo continue igual depois de tantas evoluções. Já parou para pensar que todos os finais felizes que a gente vê nos filmes sempre acabam quando, na verdade, deveriam estar começando? O final feliz vai até o ponto em que o casal consegue finalmente ficar junto, mas é depois disso que o bicho pega. Quero ver se o final vai continuar sendo feliz quando eles tiverem que enfrentar uma rotina com filhos, ou descobrirem que o outro peida muito fedido enquanto dorme. É meus queridos, nem tudo é glamour quando você consegue ficar com a pessoa amada. O “final feliz” é apenas o começo de uma nova etapa, bem mais difícil e complexa do que o jogo da conquista.

Fora que… Hoje em dia a tecnologia nos possibilita ter tantas opções, que fica difícil acreditar que temos apenas um amor da vida e um dia nos encontraremos para viver aquilo que sempre sonhamos. Eu já tive vários amores e todos eles foram diferentes. Tenho, inclusive, vários amores no momento e nenhum é menos importante que o outro. Tenho um amor real, de carne e osso, que é correspondido e me faz feliz. Tenho um amor totalmente imaginário, que tenho certeza que se tivesse a possibilidade de ser concretizado, nunca daria certo. Tenho amores promissores, daqueles que ainda espero que evoluam à coisas que eu ainda não sei o que são mas me deixam ansiosa pelos próximos dias. Enfim… Com esse tanto de possibilidades que o mundo moderno nos proporciona, tipo redes sociais, Tinder, sites como o Adote um Cara e… Sei lá o que mais está por vir, é praticamente utópico acreditar que iremos encontrar um amor único e uniforme, desses que a gente vê em filmes.

Mas afinal… O que é o amor nos tempos modernos?

Esses dias assisti um vídeo inspirador, que me fez ficar ainda mais intrigada sobre o tema. A verdade é que cada um enxerga a vida de acordo com suas próprias experiências e é bem interessante tentar entender o amor baseando-se no ponto de vista de outra pessoa. O vídeo mostra parte dos pensamentos e reações que diversas pessoas tiveram após ver o filme “Her”, do escritor e diretor Spike Jonze. Ele está pra ser lançado aqui no Brasil na próxima sexta (dia 14/02) e eu serei uma das pessoas sentadas na primeira fila. Para quem gosta de histórias de amor e é ligado no mundo moderno e tecnológico em que vivemos, o filme deve ser um “must-see”.

E aí… Ficou com a pulga do amor atrás da orelha também?

Update: a trilha sonora do filme é linda e inteira do Arcade Fire. Dá para ouvir ela completa clicando aqui.

 
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Esses dias achei mais um daqueles projetos que me fez indagar: “Como não pensei nisso antes?!”. Tem tudo a ver comigo porque mistura experiências com estranhos e ilustrações.

Criado por três garotas da Califórnia, o projeto “When you’re a stranger” convida pessoas a ilustrarem situações irreais que eles viveram com pessoas reais. Sabe quando um estranho interage com você na rua, ou você vê uma cena bizarra e tem vontade de contar pra todo mundo? É uma ideia muito singela e interessante, porque estabelece um contato com o mundo dos estranhos que eu tanto amo! Já pensei em várias situações que eu gostaria de ilustrar, principalmente aquelas que vivo no transporte público. hahaha

Segue algumas das melhores ilustrações/histórias que eu achei.

YOU INVITED ME INTO THE KIDDIE POOL

“We were both drenched with sweat.
The dance party was among the most legendary.
She asked me to join her in the ankle-deep water.
She teaches acting for a living.”

YOU SAID I HAD A BEAUTIFUL VOICE

“I sat at the red light in my car, singing – okay, bellowing – along to the radio, channeling my inner Mariah Carey. Out of the corner of my eye I see the car in the turning lane inch up and stop, once, twice, three times. I panic. They’re trying to get my attention. “Maybe they want directions,” I think. So I turn my head to see a handsome, 40-something-year-old man with a friendly smile in the car next to me motioning for me to roll down the window. I turn down the blaring music and roll down my window. “You have a beautiful voice,” he says wryly as the light turns green. I laugh and thank him quickly before driving away. Maybe he was serious, maybe it was mockery – either way it was funny, and it made my Monday.”

YOU TALKED ABOUT HITLER ON THE FIRST DATE

“You were charming, you were cute, you were passionate. But somewhere between ordering drinks and getting our appetizer you started talking about Hitler and fluoride brain-washing by our government. I began to worry.”

YOU SERVED ME A PROVOCATIVELY SHAPED PASTRY

“He followed us into the bakery and walked behind the counter. He served us provocatively shaped pastries and asked us how old we were. We never did find out if he actually worked there.”

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E aí, curtiu? Contaí aí nos comentários a história que você gostaria de ver ilustrada! Quem sabe não rola uma inspiração e a gente faz uma versão brasileira? :)

 
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Música para ouvir enquanto lê o post:

Summerbreeze by emiliana torrini on Grooveshark

Ufa, finalmente 2013 está chegando ao fim. Acho que esse foi um dos anos mais loucos, nulos e perdidos da minha vida. Voltei da Europa mais perdida do que quando fui, trabalhei em um hostel e tive os 5 meses mais porra loucas da minha vida e agora, só no finalzinho do ano, sinto de alguma forma que eu pertenço à minha própria vida. Ou não, sei lá. Ainda não me encontrei.

Há exatamente um ano atrás eu conheci o cara por quem fui apaixonadíssima esse ano inteiro. Não achei que fosse durar tanto mas olha aí, faz um ano e eu ainda sinto o mesmo frio na barriga que sentia no começo, quando ele estava por perto. A parte triste é que ele não mora no Brasil e por isso é impossível ficarmos juntos. E eu nem sei direito se gosto mesmo dele ou se gosto do cara que acho que ele é, porque ficamos pouco tempo juntos e tudo que eu conheço dele é um pouco vago demais. Mas enfim, vocês já estão cansados de saber dessa história né? Já escrevi vários posts inspirados nele, vou tentar virar o disco. (Se quiser ler esses posts, listei aqui em ordem: 1, 2, 3).

Comecei a assistir uma série britânica chamada Secret Diary of a Call Girl, que e é sobre uma prostituta de luxo de Londres. Apesar de ser uma série meio antiguinha, tô amando e consigo me manter um pouco mais perto de uma das cidades que mais amo nesse mundo. A Hanna, que é a personagem principal, é linda, inteligente, ama sexo e não se apega às pessoas. Na verdade ela não tem relacionamentos amorosos porque não se apaixona por ninguém. Ou pelo menos ela acha que é assim, até conhecer o Alex, um cara que ela confunde com um cliente e que nem sabe que ela é uma prostituta. Eles começam a sair, meio que contra a vontade dela, porque ela não é dessas que vão a encontros normais com gente normal. Mas daí ela acaba se apaixonando e larga a vida de prostituta pra ficar com ele. Se deu certo ou não, você vai precisar assistir a série mas o que eu quero contar é sobre como me senti parecida com ela nessa coisa de não me envolver com ninguém.

Há alguns anos atrás eu estava sempre apaixonada, sempre sofrendo por algum amor que não tinha dado certo ou vivendo algo super intenso. Mas depois que viajei e principalmente quando voltei, tenho sentido uma dificuldade tão grande em me relacionar com as pessoas. O modelo de relacionamento convencional não me interessa mais e os caras não conseguem me prender. Tenho conhecido pessoas incríveis ultimamente, caras por quem eu teria me apaixonado sem nem pensar duas vezes no passado. E agora, apesar de gostar muito deles, existe uma barreira que me impede de ir além. Não sei se é medo ou falta de interesse mesmo. Só sei que aquela estrelinha do amor está meio apagada em mim e existe um vazio que nem eu tinha percebido que existia aqui.

Quando a Hanna se apaixonou pelo Alex no seriado, eu fiquei tão mexida, como se eu fosse ela e sentisse uma vontade enorme de conseguir me apaixonar de novo. Mas ao mesmo tempo, será que o amor e a paixão não são coisas que a sociedade e a mídia empurram pra gente, obrigando a gente a sentir? Será que é assim mesmo tão forte? E se não for, não é amor?

Uma das coisas que eu mais gosto nesse mundo é flertar com o desconhecido, conhecer aos poucos, experimentar, sentir aquele frio na barriga ou sentir aquela “basorexia”, palavra que aprendi hoje, que basicamente quer dizer “a vontade incontrolável que temos de beijar alguém”. Tem coisa melhor do que aqueles segundos de ansiedade antes de beijar uma pessoa pela primeira vez?

Eu tenho tendência a enjoar das pessoas depois que já sei tudo sobre elas. Depois de um tempo começo a querer me aventurar por outros corpos, outras personalidades… De novo tentar desvendar aquele desconhecido que me parece tão interessante. E eles são interessantes mesmo, até que eu os conheça melhor e veja que eles eram melhores na minha imaginação.

Desde quando eu perdi a capacidade de me apaixonar? De criar laços, de gostar da intimidade e da vida a dois por um tempo maior do que 1 mês ou 2? 2013 foi um ano difícil mesmo… Acho que até desaprendi a me apaixonar.

 
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