Desde que voltei da Europa, tenho repensado muito os modelos de relacionamento que venho tendo. Aliás, os modelos de relacionamento que a sociedade nos impõe. Não estou falando de relacionamentos abertos especificamente, mas sim de relacionamentos sinceros. Mesmo que isso envolva a vontade de ficar com outras pessoas.

Voltei para o Brasil em Dezembro de 2012 e isso quer dizer que já estou de volta há quase um ano… Engraçado, porque parece que esse ano praticamente não aconteceu. Fiquei super perdida em relação a minha vida, trabalhei num hostel por 5 meses e era como se eu ainda estivesse viajando porque aquilo não passava de uma fuga total da minha própria realidade. Depois dessa fase, consegui um emprego “de verdade” e comecei, aos poucos, a voltar aos trilhos. A viagem me mudou muito como pessoa e as coisas que me faziam feliz em São Paulo, não me interessavam mais quando voltei. Então comecei a buscar atividades diferentes, onde pudesse sair do meu mundinho e viver situações minimamente inspiradoras ou surpreendentes. Eu, que sempre fui dura como pedra, comecei até a fazer aulas de salsa por exemplo.

Nesse meu mundo novo, conheci uma pessoa muito especial. Nos demos bem logo de cara e, desde o começo, foi tudo muito intenso. Sabe quando você fica com alguém e é tudo tão natural, que não precisa nem ficar encanado se a pessoa vai ou não te ligar no dia seguinte? Então… Tudo parecia certo. Essa pessoa até me fez esquecer aquele cara que me deixou o ano todo apaixonada, escrevendo cartas de amor e postando no blog que nem tonta (…vocês que me acompanham há mais tempo, sabem do que estou falando. Se não sabem, é só ler os posts anteriores). O fato é que nossa relação foi sempre muito sincera. Estávamos tão seguros de nós mesmos, que o fato de ter ou não outras pessoas em nossas vidas, não importava nem um pouco. Achei que nunca mais fosse ter um relacionamento assim, ainda mais aqui no Brasil, mas o destino – ou sei lá o que esteve por trás disso – fez nossos caminhos se cruzarem quando menos esperávamos. Pensei tanto nos meus amores passados e nos modelos de relacionamento que vejo hoje em dia… Longe de mim julgar quem é feliz, mas acho tão injusto qualquer tipo de mentira ou omissão da verdade. Pra que se comprometer com alguém sem ao menos fazer um pacto de sinceridade um com o outro?

Acho bonito isso do Vinícius, de dizer “Que seja eterno enquanto dure…”. Mas para durar, pelo menos em nossas memórias como algo bom que passou, precisa também ser sincero. Que seja eterno enquanto dure, que seja sincero enquanto doa… Porque sinceridade nenhuma é fácil e a verdade pode ser muito dolorosa. Não só para quem a escuta, mas também para quem a bota pra fora. É preciso ter muita coragem para dizer o que sente e deixar o caminho livre para o outro escolher a direção que quer seguir. Eu estava sendo feliz com esse cara, até que um dia as coisas mudaram. Não sei nem dizer de onde veio a falta de vontade de ficar com ele. Tínhamos tantos planos juntos, tanta coisa legal para experimentar… Não digo nem planos de casar, ter filhos ou morar juntos… Eram planos daqueles para a semana que vem. Eu simplesmente perdi a vontade e não consegui encontrar o motivo. Hoje marcamos uma conversa e, no caminho até o bar, já quase chegando, eu ainda me perguntava: “…meu deus do céu, como diabos eu vou explicar pra ele o que estou sentindo se nem eu sei?”

Dizer a verdade me doeu muito. Porque ainda gosto dele, não queria deixar nossos planos pra trás e permitir que ele fosse embora para sempre. Mas eu simplesmente não iria conseguir suportar o fato de enganá-lo, de certa forma, ficando com ele mesmo sabendo que não estou 100% ali… Fui a primeira a chorar durante a conversa. Nem achei que ele choraria, pois nunca tinha visto ele chorar antes. Depois de conversarmos e chegarmos a conclusão de que era melhor cada um ir prum lado sem esperar nada do outro, não sabia se ficava ali abraçadinha com ele ou se me despedia e acabava logo com aquilo para doer menos.

Cheguei em casa e, já no elevador, não consegui conter o choro. Vinha desda rua com aquele nó na garganta, quase como se tivesse sido ele que terminou comigo. O medo de me arrepender é tão grande… Ou o medo da gente voltar e não ser nunca mais como era antes… Daí imagino o quanto ele deve estar chateado agora e me da vontade de chorar ainda mais. Espero que tenha o feito entender que não sou uma pessoa ruim e que estou fazendo tudo isso porque gosto muito, mas muito mesmo dele.

Resumindo: eu disse adeus ao “cara perfeito”, mesmo com todas as imperfeições que ele tinha. Disse adeus ao tipo de relacionamento que eu sempre quis, por simplesmente não achar justo ficar com uma pessoa sem ter certeza do que sinto. Agora pense com você mesmo quantas vezes você já não fez isso para não ficar sozinho? Se é que não está fazendo agora… Sei que é muito clichê dizer isso, mas deixe a pessoa partir e tentar ser feliz. Por mais que a solidão doa de vez em quando, ninguém merece ser enganado ou perder tempo esperando por algo que nunca vai acontecer. Ser sincero enquanto dura só pode ajudar a durar mais. A beleza e as lembranças boas durarão para sempre e só elas guardam a chance de algo bonito acontecer de novo um dia. Se for pra ser, vai ser. E é isso que me dá forças para acreditar que fiz a coisa certa, apesar de estar doendo tanto…

:’(

 
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Hoje cheguei em casa depois de receber uma péssima notícia. Vim por calçadas diferentes no caminho de volta pra casa, assim ninguém que me vê passando por ali todos os dias notaria a minha cara de choro e ouviria meus soluços. A única coisa que eu queria era chegar em casa, não ter que pensar em nada e só chorar, chorar e chorar.

Sequei as lágrimas para entrar no prédio e cumprimentar o porteiro, quando ele me chamou para entregar um pacote do correio. Pensei: Ué, não comprei nada pela internet recentemente… O que será?

No remetente, o nome de um amigo inglês que conheci esse ano enquanto trabalhava no hostel, que agora estava morando e trabalhando em um hostel em Cusco, no Peru. Ele havia mesmo me mandado um email pedindo meu endereço, mas eu nem lembrava. Entrei no meu quarto, ainda chorando sem parar, e cada vez que olhava para o pacote chorava cada vez mais. Estava tão triste que até se olhasse prum filhote de cachorrinho me pedindo carinho, eu não ia conseguir parar de chorar.

Sentei na cama, li o jeito que ele escreveu meu endereço no envelope e o abri. Dentro, uma máscara peruana para a minha coleção com quatro pacotes do meu chocolate favorito dentro. Tentei, sem sucesso, lembrar em que momento eu contei para ele que Reese’s Cup era meu chocolate preferido entre todos do mundo. A gente deve ter ficado juntos por uns 4 dias, no máximo, e ele acertou tanto assim no presente? Tem gente que entra na nossa vida para ter o simples papel de ser brilhante mesmo…

O começo da carta dizia:

“Dear dearest Renata,

This is actually the first letter I have ever written. Aren’t you Special!”

Só consegui continuar lendo depois de chorar litros de novo. Como pode uma pessoa que eu mal conheço se mostrar tão querida exatamente no momento que eu mais preciso? Os correios poderiam ter entrado em greve, o envelope poderia ter se perdido entre as milhões de encomendas que são enviadas no mundo, ou o porteiro poderia ter me entregado na hora do almoço, quando eu ainda estava bem. Mas não, alguém quis que essa carta chegasse em minhas mãos exatamente no momento em que eu mais precisava de uma esperança.

Obrigada, Universo. Ou seja lá quem fez isso acontecer hoje.

 
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“Você já morou fora? Quanto tempo demorou para se acostumar com a sua nova velha vida desde que voltou para o seu país? …e a vontade de voltar, passou algum dia?” – cansei de fazer essas perguntas a pessoas que também moraram fora e tiveram que voltar para o Brasil. A conclusão que cheguei, é que não existe uma regra. Tudo depende da experiência que tivemos fora e como vivemos a vida aqui.

Faz mais de oito meses que voltei da Europa e ainda não teve um dia em que eu não tenha pensado no quanto eu ainda queria estar lá. Sinto que não me encaixo, parece que sou maior do que tudo que vejo aqui e ainda preciso absorver e viver tantas coisas que o mundo tem a me oferecer… Dá até um desânimo de viver só de pensar em quantos anos vou ter que trabalhar para conseguir ir embora de novo. O problema é que se eu continuar viajando, não vou conseguir evoluir tanto a minha carreira a ponto de ganhar bem o suficiente para ter a vida que eu gostaria de ter hoje. Então me vejo no meio de um impasse.

Enquanto todos esses pensamentos me perturbam, tento achar um equilíbrio no meu dia a dia para não correr o perigo de surtar e colocar tudo por água a baixo. Tenho tentado me apegar às “pequenas esperas” e pensar em coisas que possam me fazer ver São Paulo de um jeito diferente. Há algumas semanas atrás, por exemplo, comecei a fazer aulas de salsa. Ainda não sei se foi a escolha certa porque eu definitivamente não sei dançar e as aulas estão muito além do meu ritmo. É uma aula de graça, com o pessoal do Couchsurfing, então talvez eu tenha que pagar um curso básico e começar do zero. Sempre quis aprender a dançar mas nunca nem tentei, pareço uma minhoca tonta tentando dançar salsa nas aulas e me sinto mó mal porque parece que estou atrapalhando as pessoas que já sabem.

Tenho pensado também em me ausentar do Facebook por um tempo, para ver se consigo aumentar minha produtividade, no trabalho e na vida, e acabar com a crise de inspiração que anda me assombrando.

Amores então? Um desastre. Como vocês andaram lendo nos últimos posts do meu blog, estava apaixonada por um cara que não mora no Brasil e isso fez com que eu não conseguisse me interessar por ninguém “do mundo real” por muito tempo. O bom é que estou achando que ele finalmente deve ser citado no passado, mas melhor não cantar essa bola agora.

Ps. eu sei que esse post não conta nenhuma história interessante sobre estranhos ou bilhetes, mas muita gente tem me pedido no Twitter que eu volte a escrever mais no blog. Queria que vocês soubessem que o fato deu não estar escrevendo me deixa tão – ou muito mais – triste quanto vocês. Saudades de quando eu me sentia inspirada para viver a vida e fazer coisas diferentes. Fico me perguntando: onde está a Rebiscoito que eu era há alguns anos atrás? Ainda não tenho essa resposta, mas juro que também estou procurando. E assim que eu achar, ela vai voltar. Eu prometo.

 
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Ontem a noite voltei pra casa chorando. Tive um sábado frustrante, nada saiu como eu esperava e ainda tive momentos desagradáveis. É, acontece. E quando acontece eu só consigo pensar nele. Não se engane, eu também penso nele quando estou feliz. Mas quando as coisas não vão bem o fato dele não estar aqui me dói três vezes mais. Eu choro, sinto falta de situações que nunca vivi. E odeio o mundo por não ter me dado a chance de viver essa história. Ah… A distância. Queria que minha vida fosse um filme pra pelo menos ter a esperança de que ainda vamos nos encontrar.

Hoje acordei com uma daquelas ressacas emocionais. Achei que o choro e drama da noite passada fossem efeito do álcool, mas a angustia ainda é a mesma e o fato dele não estar aqui ainda dói demais. Choro de novo. Choro porque acordei com vontade de ter ele na minha cama, de sentir seu corpo nu me abraçando em baixo das cobertas. Será que ele é de abraçar enquanto dorme? Se não for, tudo bem. Me contentaria em dormir e acordar com a certeza de que ele está ao meu alcance.

Só dormimos juntos uma vez. Foi na noite em que nos conhecemos, estávamos bêbados e ele era apenas um cara estranho na minha cama. Tive medo de acordar e ter que inventar algo sutil pra fazer ele embora. Mal sabia eu que iria me apaixonar tanto assim e dar tudo pra voltar naquela noite, sentindo tudo isso que sinto agora.

Escrever me conforta, me faz sentir melhor. É como se ele estivesse lendo e, de alguma forma, me fizesse sentir menos angustiada. Mas não mostro isso pra ele, não falo nem metade do que sinto. Ele só acha que eu lembro dele de vez em quando, e mando mensagens aleatórias como qualquer outra pessoa boa que passou por sua vida. A verdade é que o que eu sinto é tão forte e dói tanto, que me arrisco até a dizer que é amor. Amor por uma pessoa que eu mal conheço. Que besteira, menina…

 
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Esses dias estava dando uma olhada nos meus posts antigos do Tumblr, e pensando o quanto da pra ler a minha trajetória dos últimos anos pelos posts que coloquei lá. Mesmo sendo apenas imagens e frases soltas ao vento, o conjunto da obra diz tanto sobre mim que quase me faz sentir exatamente a mesma angústia que eu vivia há alguns anos atrás. Aqueles mais sensíveis talvez consigam até ver o quanto eu evoluí e como as coisas mudaram ao longo dos tempos.

Um dos posts, que foi publicado no dia 4 de agosto de 2010, me fez ter uma reflexão interessante. Hoje, quase 3 anos depois, eu o li de maneira totalmente diferente do que li naquela época:

Provavelmente você leu e se identificou também, não é? Pois não deveria.

Desde que terminei meu último namoro e voltei para o Brasil, conheci muitos caras diferentes com os quais tive relações rápidas, sendo elas intensas ou não. Quando se trabalha num hostel a sua vida é assim: você conhece pessoas incríveis, fica com elas por 1 ou 2 dias e a despedida é algo freqüente no seu dia a dia. Pode parecer triste, mas a angústia que a despedida traz, logo é substituída pela expectativa do desconhecido, que vem no dia seguinte com aquela pessoa nova chegando, te apresentando um mar de possibilidades que apagam totalmente os momentos especiais que você teve com a pessoa do dia anterior. Sim, eu sei, tudo isso é muito superficial, mas acabou me ensinando muita coisa durante os 4 meses que trabalhei lá.

Muitas vezes me peguei em momentos de silêncio, com caras que mal conhecia, mas que de certa forma não me deixavam nem um pouco constrangida. Se estamos nos conhecendo tão rapidamente assim, por que não saber um pouco de onde essa pessoa vem e como ela se sente em relação a vida? Afinal, provavelmente nunca nos veremos de novo, não é mesmo? Então vamos tirar algo útil disso tudo. Uma pergunta que fiz muito, que normalmente era um pouco inesperada mas sempre prontamente respondida, foi: “Você tem uma pessoa favorita? Alguém que você gosta de verdade e largaria tudo para ficar junto?”

Se eu não me engano, todos os caras para quem fiz essa pergunta, me responderam que sim. O motivo pelo qual eles não estavam juntos, era sempre diferente. Cada um tinha a sua história, com detalhes diversos mas não menos interessantes. Obviamente nunca me abalava com a resposta, pois nem tinha dado tempo de me envolver sentimentalmente com eles… Mas por que é que isso mexe tanto com a gente quando estamos realmente apaixonados?

Todo mundo tem um amor bonito do passado. Uma pessoa preferida, que por inúmeros motivos não pode estar junto. Mas por que diabos isso bota o outro pra baixo? Deixa a auto estima deles lá no chão e muitas vezes os impede de tentar? Nós mesmos também temos amores bonitos que não deram certo, e nem por isso estamos ali fechando nosso coração para novos amores. Muito pelo contrário, estamos tentando, nos dando uma chance. E é isso que cada um deveria fazer.

Se ele ou ela tem um amor bonito do passado, por que você não pode ser o amor bonito do presente? Se você se der essa chance, esse amor bonito do presente pode ser muito melhor e mais bonito do que aquele amor do passado. Por mais que soe clichê de auto ajuda, não deixe se abater pelo passado dos outros. Confie no seu taco e vá em frente! Se não der certo ninguém pode dizer que você não tentou…

Ps. esse post não faz apologia a traição ou a destruição de relacionamentos, ok? Se o “velho amor longo e bonito” ainda estiver comprometido com o seu novo amor, caia fora! Ele(a) não vale a pena.

 
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Até hoje ainda é difícil aceitar o fato de que morei na Europa por mais de um ano e não visitei Paris. Estava na minha lista de top 5 cidades que queria conhecer mas por força das circunstâncias acabou não rolando. Eu prefiro acreditar que não era pra ser mesmo. Tentei ir mais de uma vez, uma delas no meu último mês de Europa, mas tudo parecia acontecer para meus planos irem por água a baixo.

É… Acho que não era pra ser dessa vez mesmo. A vida deve estar guardando algo muito especial pra quando eu finalmente conseguir ir. Acho que aquele francês que conheci aqui em São Paulo esse ano, que disse que a casa dele em Paris estava de portas abertas me esperando quando eu quisesse ir, é a maior prova disso. Ele é lindo e músico e me deu a maior bola. Tem coisa melhor do que ir pra Paris e ainda ter um francês gato para te receber e te mostrar a cidade? …Paris que me aguarde!

Enquanto isso, fico aqui me deliciando com vídeos como este:

 
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Hoje faz 4 meses que você foi embora. Agora o tempo que estamos longe um do outro é mais longo do que o tempo inteiro que ficamos juntos. Engraçado, né? Fico me perguntando se gosto tanto assim de você porque não posso te ter, ou se é porque você realmente levou meu coração embora pra outro país.

Sempre soube que a gente sumiria um do outro com o tempo. As mensagens iriam diminuindo, as lembranças começariam a desaparecer… Mas a vontade que tenho de ainda te ver um dia, acho que nunca vai acabar. Sabe essas histórias bonitas de filme, onde mesmo depois de anos separados, eles sempre se encontram no final? Não acho que isso vá acontecer com a gente, mas gosto de pensar que sim pois faz doer menos.

Por falar em filmes, esses dias vi uma cena tão bonita! Um casal apaixonado se reencontrou depois de anos, e ela perguntou:

- Por que você parou de me escrever?

Ele olha bem fundo nos olhos dela e responde o inesperado:

- Porque não era o suficiente.

Dizer “bom dia”, “boa noite”, contar as novidades ou apenas falar um oi pra se fazer presente, não é o suficiente. Eu quero sentir o seu cheiro, olhar nos teus olhos e ficar com vergonha de ter conversas muito profundas porque você sempre vai corrigir o meu inglês. Eu quero ouvir aquele teu sotaque bonito, e ganhar um beijo daqueles que nem o que você me deu quando nos achamos na praia de Copacabana depois da queima de fogos do ano novo. Não fazia nem um mês que a gente se conhecia, mas naquele beijo eu quase senti você dizendo eu te amo. Calma, calma! Não precisa se assustar. Eu sei que a gente nem chegou perto da fase de dizer eu te amo ou sequer sentir algo parecido com amor. Mas eu daria tudo pra conseguir ter a chance de viver isso com você um dia.

Já faz algum tempo que não nos falamos, e tenho pensado muito em você. Nos momentos tristes você é a primeira coisa que me vem a cabeça. Os silêncios também me fazem pensar em você. Fico vendo o horário da Inglaterra no meu celular e pensando o que você deve estar fazendo naquele exato momento. Quando estou pensando em jantar, você provavelmente está escovando os dentes para ir dormir…

Você ainda arruma o cabelo daquele jeito que eu gosto? Ainda rói as unhas e dorme de bruços com o braço em baixo do travesseiro? …eu sei tão pouco sobre você. Queria saber mais, pra ter mais lembranças boas quando a saudade aperta.

Será que você já conheceu outra garota? Ela já te prendeu, já te fez perder a cabeça, como você dizia que eu fazia? Espero que você não chame ela dos mesmos nomes que me chamava. Espero que você ainda lembre de mim, e tenha lá no fundo do peito uma esperança dessas bonitas de filme, que diz que a gente ainda vai se reencontrar um dia. Seja na Inglaterra, na Escócia, no Brasil ou na China, mas a gente ainda vai se reencontrar.

Eu não ligo que você goste de futebol. Não ligo que seja orgulhoso e que provavelmente a gente ainda vá brigar muito por causa disso. Eu só quero fazer parte da sua vida e viver perto o bastante para que a distância não o impeça de fazer de mim “a sua namorada” (lembra disso?)…

Espero que você ainda pense em mim, e que nunca seja tarde demais pra gente se reencontrar e você me dar outro beijo daqueles que me fez sentir a garota mais especial do mundo.

Update:
Hoje é dia 16/04/2013 e, depois de ter tido um sonho muito real de que ele tinha voltado, resolvi não mandar mensagem pois achei que seria muito clichê. O dia passou e, no final da tarde, recebo uma mensagem dele perguntando como estou… Salvei uma partezinha da conversa, só para mostrar um pouco o que senti:


(óbvio que não enviei)

 
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Aaaaah, os altos e baixos de ser solteira de novo. Hoje dei uma surtada porque me peguei discutindo relação com umas 3 pessoas diferentes, e quando me dei conta de que estava stressada, parei e pensei: peraí??? Tô aqui super nervosa sendo que não tenho nenhum relacionamento sério com nenhuma dessas pessoas… Então… What’s the fucking point?

A gente vai se deixando levar, vai tentando ser legal com todo mundo, faz malabares com os pratos pra não deixar nenhum cair… Mas as vezes quem acaba caindo é a gente, e isso nunca vale a pena. Ser legal e honesto tem lá seus pontos fracos. Nesses momentos dá até pra entender porque as pessoas mentem: é simplesmente mais fácil.

Não que eu vá começar a mentir a partir de agora, ter minha consciencia limpa ainda é mais gratificante… Mas só quero ter o direito de reclamar um pouco, porque não tá fácil pra ninguém, né? De um lado é um ex todo carente por atenção, achando que a gente ainda ta junto e eu devo explicações. De outro é esse peguete queridinho que quer muito mas não dá nada. Incontáveis DRs sobre as expectativas de cada um, ciúmes, briguinhas e reconciliações, pra no dia seguinte começar tudo de novo, tipo um looping – sendo que a gente sabe que isso não vai, e nem pode, dar em nada. Do outro aquele cara que eu sou completamente apaixonada, que mora longe e que não tem a menor chance de fazer parte da minha vida nem agora, nem em um futuro próximo…

A verdade é que a gente nunca está satisfeito com o que temos. Eu sempre vou querer quem eu não posso ter. A grama do vizinho vai ser sempre mais verde que a minha. E assim vai. Clichê atrás de clichê. Tem vezes que eu ando na rua ouvindo música, respiro fundo, dou um sorriso e penso: “eu realmente amo a minha vida!”. Estar livre, desejar e ser desejada, ter um mar de opções a minha frente, prontinhas para serem escolhidas e desbravadas. Mas ao mesmo tempo, tem aqueles dias em que nos sentimos tão indefesos, tão desprotegidos no mundo… Que só queremos ouvir uma música romântica e pensar naquela pessoa com quem a gente realmente gostaria de estar.

A conclusão que eu chego, é: enquanto eu não estiver certa de nada, acho que devo continuar nos altos e baixos  da solteirice mesmo. Ser solteira é muito bom, basta saber lidar com esses momentinhos irritantes. Afinal… Se fosse fácil, quem é que ia gostar?

Então, vamos lá, todo mundo repetindo o mantra comigo:

 
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Já parou para pensar em quantas histórias de amor inacabadas você tem espalhadas pelo mundo?

Elas são inacabadas por inúmeros motivos: vocês se conheceram muito novos, os dois resolveram curtir a faculdade solteiros ou vocês simplesmente não deram uma chance ao acaso. Tudo isso é bem normal, mas uma das piores situações é quando a história de amor é interrompida pela distância.

Os mais românticos diriam que, se for amor de verdade, nada irá te separar dele(a). Mas cá entre nós, que amor é suficiente para aguentar milhões de km de distância e dias, meses, até mesmo anos sem se ver ou sem a menor perspectiva de um encontro futuro? No tempo da minha vó de fraldas, tudo bem: era preciso esperar meses para conseguir se comunicar com alguém que estava até no mesmo país que gente; mas hoje em dia com email, Whatsapp, Facebook e Twitter, ficou fácil demais entrar em contato com as pessoas. O lado ruim disso é que a gente cria uma relação virtual, que é alimentada diariamente com mensagens de amor, saudades, lembranças e desejos que, na maioria das vezes, nunca poderão ser concretizados.

Eu o conheci como quem não queria nada, na base do “eu não tô fazendo nada, você também…”. Ficamos, rolou uma super química e passamos um tempo juntos mas sem perceber o quanto aquilo era especial. Me arrisco até a dizer que o tempo em que ficamos juntos foi uma espécie de desperdício de nós mesmos. Agora, um mês depois, nos arrependemos todos os dias por não termos nos curtido mais. “Queria ter te dado mais beijos, mais abraços, queria ter te dito tantas coisas… Não consigo acreditar que você estava aqui há exatamente um mês atrás e eu não enxerguei tudo isso antes.”

Depois dele ter ido embora a relação continuou por mensagens de texto e a coisa foi crescendo, crescendo de tal forma que hoje em dia até sofro com a ausência dele. “Eu queria voltar pra casa pra te ver, mas você não está aqui…” – ele me escreveu isso hoje, e me fez perceber que estamos exatamente na mesma sintonia. Os dois completamente entregues um ao outro, porém sozinhos. Daí eu me pergunto: como é possível sofrer com a ausência de alguém que a gente nunca teve?

Não sei ao certo em que momento eu me apaixonei por ele, só sei que agora vivo com a ideia do relacionamento perfeito que a gente poderia ter tido. (E que, de certa forma, estamos tendo por mensagens de texto). Às vezes me pego a pensar se realmente daríamos certo juntos: somos os dois super orgulhosos, temos um gênio forte e ele nunca entenderia o fato deu mandar bilhetes para estranhos. Ele gosta de futebol, acha que as melhores músicas tocam no rádio e odeia pessoas que são viciadas em redes sociais. A verdade é que a gente praticamente não se conhece, mas alimenta um amor que os dois gostariam que tivesse acontecido.

Afinal, quando é a hora de parar? Já conheci outras pessoas, algumas delas muito interessantes por sinal, pessoas que, há alguns anos atrás, eu daria tudo para ter tido uma chance. Só que agora não foi o nosso momento e nem seria, já que estou mentalmente comprometida com alguém que praticamente nem existe na minha vida real.

A nossa história de amor não acabou, mas virou mais uma das mil histórias de amor inacabadas que coleciono pelo mundo… Melhor ter histórias sem final do que não ter histórias at all, né?

 
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Alguém aí assiste o seriado Girls?

Que atire a primeira pedra quem nunca foi uma Marnie da vida!

Bom, para quem não conhece, vou explicar um pouquinho: a Marnie é linda e tem um namorado perdidamente apaixonado por ela. Eles namoram há anos e o cara faz tudo que ela quer, mas óbvio que ela nunca ta satisfeita. Finalmente ela tem coragem de terminar com ele e quando o cara começa a “seguir em frente”, ela o vê com outra menina e começa a ter ciúmes. Mesmo sabendo que tá sendo bitch, ela acaba até confundindo os sentimentos e querendo ele de volta. Talvez só pra provar que ele ainda é apaixonado por ela. Óbvio que o cara volta pra ela mas no final acaba quebrando a cara de novo.

E aí, se identificou? Duvido das que disseram que não. Inclusive homens, porque todo nós somos possessivos de vez em quando.

Estou passando por uma situação dessas agora e me odeio por saber que tô sentindo isso. Juro que tô me segurando pra não fazer merda, mas já dei uma escorregadinha e fui bitch com o cara.

Nesses quase 2 meses que voltei, já me apaixonei perdidamente por uma pessoa que agora está bem longe daqui. Pois é, acho que esse é o meu novo carma: me apaixonar por pessoas que não podem estar por perto e sofrer com a distância. Ele ainda está super presente na minha vida, a gente tem o que posso chamar de relação via whatsapp. Alguém tem isso aí? Nos falamos todo dia, sobre a dor que é não poder estar junto. Mas também conversamos sobre o que fizemos no dia, como foram as baladas e de vez em quando até rolam uns papos mais quentes. Pois é, nunca achei que seria dessas que faz sexo por telefone mas nunca devemos dizer nunca.

Daí conheci esse outro carinha, que é totalmente meu número, mas infelizmente não rolou aquele “click”. A parte irônica da história toda é que o cara mega se apaixonou por mim e eu me sinto a pessoa mais imbecil do mundo querendo o outro que ta longe invés desse que tá aqui pertinho. Estava tentando arranjar desculpas pra terminar com ele quando descobri que ele tinha ficado com outra. Não tinha nada pra terminar na verdade, só queria dar um jeito de falar pra gente ser só amigos. Daí, acabou sendo mais fácil falar aquilo já que ele tinha uma segunda opção. Ele veio com aquele papo todo de que a menina não era o tipo dele, que ele preferia mil vezes estar comigo (bla bla bla) mas eu mantive minha opinião e ele concordou. A gente tem se visto todo dia por causa do trabalho, então ele continua sempre por perto tentando ser legal e me mandando mensagens quando estamos longe. Mas está bem claro que só vamos ser amigos. Só que daí, esses dias fiquei sabendo que ele está pegando OUTRA menina. Daí deu aquela ardidinha por dentro, que a gente tem quando dá ciúmes, sabe? Eu juro que não entendo porque sentimos isso por uma pessoa que a gente nem quer ficar junto. Mas tenho certeza que vocês me entendem e não vão me julgar. Então estou fazendo o possível pra me segurar, mas ta sendo foda principalmente porque quem eu realmente quero ta longe e eu fico achando que talvez deveria tentar esquecê-lo ficando com outro. Tentar esquecer alguém ficando com outra pessoa NUNCA funcionou pra mim. Funciona com vocês?

Antes de terminar esse post, queria agradecer a todas as pessoas que me deram força comentando aqui no blog ou mandando emails sobre o meu último post… Não respondi todos mas os li com muito carinho, viu? Ainda falo com o Maikel quase todos os dias mas ter tomado as decisões que tomamos com os pés no chão, ajudou muito a aceitar melhor a situação e não ficar se apegando ao impossível. Estamos os dois bem, seguindo a vida do jeito que deveria ser.

E bom… Como podem ver, acho que estou de volta a ativa, né? Espero ter boas histórias pra contar, sobre essa montanha russa de sentimentos que é estar solteira de novo.

 
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